Ulla Johnson | Fall Winter 2021/2022 | Full Show

Ulla Johnson | Fall Winter 2021/2022 | Digital Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – New York Fashion Week)

Francesco Vincenti for Mojeh Magazine with Barbara Shilova

Photographer: Francesco Vincenti. Fashion Editor: Carlo Alberto Pregnolato. Hair Stylist: Renos Politis. Makeup Artist: Mattia Andreoli. Casting Director: Laura Stella MoKa. Photographer Assistant: Filip Bizik. Stylist Assistant: Massimiliano Morazzoni. Studio: Amarcord Studio Milan. Model: Barbara Shilova at Monster.

Novo acessório da PopSockets ajuda a tirar fotos com o iPhone

Novo acessório da PopSockets ajuda a tirar fotos com o iPhone

PopSockets, fabricante dos PopGrips (aqueles indefectíveis acessórios retráteis que ficam presos à traseira do seu iPhone ou qualquer outro smartphone), continua pensando em formas de expandir as possibilidades de uso da traquitana e torná-la mais útil e interessante para os seus usuários.

A novidade de hoje é o PopMount 2 Photo, um acessório com propósito bem simples: dar aos usuários dos PopGrips uma forma fácil de apoiar e estabilizar o smartphone na hora de tirar fotos.

O acessório nada mais é do que um pequeno tripé (ou melhor, monopé) no qual você pode encaixar a PopGrip do seu smartphone; com isso, o usuário tem uma espécie de “alça” para estabilizar o dispositivo durante a captura de fotos ou vídeos. A parte inferior do PopMount pode ser fixada a tripés e outros acessórios com roscas 1/4″-20, para deixar o smartphone estável numa superfície.

O PopMount 2 Photo é compatível com todos os modelos de PopGrips, então você pode usá-lo basicamente com qualquer smartphone ou dispositivo móvel; o aparelho pode ser utilizado tanto em modo paisagem quanto em modo retrato.

A mais recente novidade da PopSockets já pode ser adquirida no seu site oficial, por US$15.

VIA 9TO5MAC

Carmen Rose for Fashion Editorials with Billie Smolsy

Photographer: Carmen Rose. Hair & Makeup: Zoe Karlis. Model: Billie Smolsy at viviens models.

NYT 7 Minute Workout – Reserve 7 minutos para fazer esse treino

Versão mais leve de treino conhecido mantém você em movimento e longe do chão
Tara Parker-Pope, The New York Times, O Estado de S.Paulo

The Standing 7-Minute Workout

Quase oitos anos atrás, o preparador físico Chris Jordan publicou uma sequência simples de 12 exercícios em uma revista médica. Era notável porque combinava treinamento aeróbico e de resistência em uma única sessão de exercícios que durava apenas sete minutos.

“Como o peso corporal é a única forma de resistência, o programa pode ser realizado em qualquer lugar”, escreveu Jordan, que tem mestrado em fisiologia do exercício pela Universidade Leeds Metropolitan (agora conhecida como Universidade Leeds Beckett) e orientou sobre condicionamento físico tanto o exército britânico como a Força Aérea americana.

Depois que a revista do New York Times escreveu a respeito da pesquisa, sob a manchete “O treino científico de 7 minutos”, a rotina de exercícios tornou-se nada menos do que um fenômeno global. Dezenas de vídeos de exercícios e aplicativos surgiram em seguida.

O treino original de sete minutos era baseado em um programa de treinamento que Jordan desenvolveu como consultor de programa de preparação física civil para os funcionários da Força Aérea dos EUA que estavam na Europa. Mais tarde, enquanto treinava executivos no que hoje é o Johnson & Johnson Human Performance Institute em Orlando, Flórida, ele ajustou os exercícios no que chamou de “treino para quarto de hotel” para executivos ocupados que reclamavam de não ter tempo ou equipamento para fazer exercício durante viagens a trabalho.

Jordan, que é o diretor de fisiologia do exercício do instituto, disse que nunca ganhou dinheiro com o treino e reforçou que o aplicativo Johnson & Johnson Official 7-Minute Workout é gratuito.

Para tornar o treino acessível a mais pessoas, Jordan recentemente criou o Standing 7-Minute Workout (Treino de 7 minutos em pé), apropriado para todos os corpos, faixas etárias, tamanhos e condicionamentos físicos. Assim como o treino original, esse inclui exercícios cardiorrespiratórios, para os membros inferiores, superiores e abdômen – nessa ordem. Cada exercício dura 30 segundos, com apenas cinco segundos de intervalo entre eles. (Você pode ver um vídeo com o treino em nytimes.com/well.)

Para conseguir melhores resultados, faça cada exercício com uma intensidade relativamente alta – cerca de 7 ou 8 ou em uma escala de 1 a 10. Mas respeite seu ritmo e pare ao sentir dor. Sempre consulte um médico antes de começar qualquer programa de atividade física.

(30 segundos) Corrida estacionária: o objetivo é acelerar sua frequência cardíaca. Eleve os joelhos e mexa os braços. Escolha o ritmo que puder.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Agachamento com auxílio de cadeira: Fique de costas para a cadeira. Afaste os pés na largura dos ombros. Agora, agache dobrando os joelhos e abaixando-se na direção da cadeira e levante-se. (Não se sente!) Mantenha os braços estendidos para contrabalanceá-lo. Se você não puder agachar tanto, faça a metade do movimento. (A cadeira está lá para segurança, no caso de perder o equilíbrio.)

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Flexão na parede: posicione as mãos contra a parede e ande com os pés para conseguir se inclinar em um ângulo confortável. Mantenha o corpo reto da cabeça aos calcanhares, abaixe-se em direção à parede e empurre-se contra ela. Se for muito difícil, deixe os pés mais próximos da parede. Caso seja fácil demais, afaste os pés da parede.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Abdominal bicicleta em pé: fique de pé com os pés na largura dos ombros, as mãos atrás da cabeça, cotovelos para fora. Levante o joelho direito e gire para alcançá-lo com o cotovelo esquerdo. Agora faça o oposto – encoste o cotovelo direito no joelho esquerdo levantado. Ao girar a parte superior do corpo, contraia o abdome. Se você não consegue tocar seu joelho com o cotovelo oposto, apenas chegue o mais próximo que puder, trazendo a parte superior do corpo em direção à parte inferior.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Boxe. Afaste os pés na largura dos ombros. Agora levante os punhos e dê socos e jabs no ar como um boxeador. O objetivo aqui é aumentar sua frequência cardíaca. Aumente o ritmo e adicione um agachamento se quiser torná-lo mais difícil.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Agachamento unilateral com auxílio de cadeira: Fique em pé próximo a cadeira com uma perna para frente e a outra para trás. Flexione a perna de trás na direção do chão e use a cadeira para se equilibrar, se necessário. Não deixe o joelho da frente ultrapassar os dedos dos pés ao flexioná-lo. Troque as pernas após 15 segundos.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Flexão com auxílio da cadeira: Coloque as mãos na cadeira e ande com os pés para trás até que seu corpo esteja em um ângulo de 45 graus e a cabeça em direção aos calcanhares. Dobre os braços e abaixe-se até chegar o mais próximo possível da cadeira. Empurre de volta para a posição inicial. Se for muito difícil, volte para a flexão de parede.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Prancha na parede: Coloque os antebraços contra a parede para tirar a pressão dos pulsos. Ande com seus pés para trás até um ângulo confortável. Fique com o corpo reto da cabeça aos calcanhares, mantenha a posição e sinta seu abdômen trabalhando. Para torná-lo mais difícil, afaste ainda mais os pés da parede.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Polichinelos parados: Este é um polichinelo em câmera lenta – sem o salto! Comece em uma posição ereta com os braços ao longo do corpo. Dê um passo para a esquerda e levante os dois braços sobre a cabeça, as mãos se tocando brevemente. Retorne à posição inicial. Agora repita, dando um passo para a direita. Se for muito fácil, aumente o ritmo ou tente um polichinelo com salto.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Agachamento na parede: Posicione suas costas retas contra a parede e deslize até uma posição como se estivesse sentado, com os joelhos sobre os tornozelos. Estique os braços. Se for muito difícil, levante um pouco. Se for fácil demais, afunde ainda mais os quadris. Você deve sentir os músculos da frente da coxa queimando.

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Flexão de parede: Repita a flexão de parede, ou se preferir, a flexão com auxílio da cadeira. Você deve sentir os braços, ombros e tórax trabalhando enquanto se afasta e se abaixa de volta em direção à parede. Continue respirando!

(5 segundos) Descanse.

(30 segundos) Abdominal lateral em pé: Coloque as mãos atrás da cabeça. Agora, incline-se para a direita, levantando o joelho direito para tocar o cotovelo direito. Depois, incline-se para a esquerda e repita, alongando-se para levar o cotovelo esquerdo ao joelho esquerdo levantado. Você vai sentir este exercício nos músculos abdominais laterais. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Meghan Markle e príncipe Harry esperam segundo filho

AGÊNCIA – REUTERS

Meghan Markle e o marido Harry, duquesa e duque de Sussex

Porta-voz do casal confirmou que Archie será irmão mais novo; em foto, duquesa aparece deitada na grama, com a barriga aparente, e a cabeça apoiada na perna do marido

Meghan Markle e o marido Harry, duquesa e duque de Sussex, estão esperando o segundo filho, disse um porta-voz do casal neste domingo, 14. Os dois renunciaram aos deveres reais em janeiro de 2020 e se mudaram com o primogênito, Archie, para o sul da Califórnia a fim de viver uma vida mais independente e escapar da mídia britânica.

“Podemos confirmar que Archie será um irmão mais velho. O duque e a duquesa de Sussex estão muito felizes por esperar o segundo filho”, disse o porta-voz.

O anúncio foi acompanhado por uma fotografia em preto e branco de uma Meghan visivelmente grávida deitada na grama com uma mão na barriga e a cabeça apoiada na perna do príncipe. A foto foi tirada pela amiga e fotógrafa Misan Harriman.

“Meg, eu estava lá no seu casamento para testemunhar o início dessa história de amor, e minha amiga, estou honrada de capturá-la crescer. Parabéns ao duque e à duquesa de Sussex por esta boa notícia!”, escreveu Misan na legenda.

Archie nasceu em maio de 2019. Desde o fim de suas obrigações reais, Harry e Meghan continuaram o trabalho de caridade e assinaram acordos de TV e outras mídias, lançando seu podcast de estreia em dezembro. No ano passado, Meghan contou que ela teve um aborto espontâneo em julho, em uma revelação extraordinariamente pessoal vinda de um alto perfil da realeza britânica.

Os dois se casaram em uma concorrida cerimônia em 2018 que chamou a atenção do mundo, mas depois desistiram de seus papéis reais oficiais após desentendimentos com outros membros da família e em face da grande atenção da mídia. O relacionamento do casal com a imprensa britânica azedou rapidamente e eles abriram processos contra vários jornais.

Na semana passada, Meghan ganhou uma reivindicação de privacidade contra um jornal por imprimir trechos de uma carta que ela escreveu para seu pai.

IZA: Uma estrela além dos palcos

Desde ser eleita a mulher mais sexy do momento até parcerias que envolveram a ONU. Feminista e ativista sem perder a ternura, IZA conversou com a Moda sobre esse e outros assuntos
Ana Carolina Ralston e Marilene Ramos, Moda

Iza veste look Dior e joias Marisa Clermann Foto: Rodolfo Magalhães

IZA ainda não era cantora, nem mesmo famosa, quando desembarcou em São Paulo pela primeira vez em 2016. “Mesmo assim, me senti muito importante. São Paulo é um lugar que funciona, que tem pessoas incríveis e que faz muitas coisas diferentes acontecerem”, conta.

O motivo da visita à capital também conversa diretamente com o tema central da revista: moda.  “Vim visitar pela primeira vez uma edição da São Paulo Fashion Week e fiquei impactada.” Mas quem definitivamente ficou impactada foi a própria São Paulo, que reúne um grande número de fãs da cantora, sempre à espera do próximo show.

Em um ano tão atípico para todos, Iza não cantou nos palcos, mas encantou fora deles. Desde ser eleita a mulher mais sexy do momento até parcerias que envolveram a ONU. Feminista e ativista sem perder a ternura, IZA conversou com a Moda sobre esse e outros assuntos:  

2020 foi um ano em que deixamos muitos planos de lado, mas, ao mesmo tempo, criamos um espaço na agenda e no coração para novos projetos. Qual foi a maior perda e o maior ganho desse ano que passou? 

A maior perda de 2020, com certeza, foi ficar longe da minha família. Estar longe da minha equipe e dos palcos também foi ruim, mas não poder estar com a família e ainda ter o medo de perde-los foi muito complicado. E o maior ganho foi certamente entender o que realmente é importante, o que mais vale na nossa vida que é estar com quem a gente ama. 

A classe artística tem passado por um momento muito difícil e com muitos shows cancelados, no entanto você emplacou mais de 10 milhões de views com Let me be the One. O que esse projeto em parceria com a ONU te trouxe de mais relevante?

Esse projeto foi muito especial, eu amei ter sido convidada pelo ONU para participar. Sempre quis me envolver em causas sociais dentro do meu trabalho, porque acredito que isso é nossa função também como artista. Ver que uma mensagem como essa atingiu esse número me deixa muito feliz. 

Felizmente, vivemos um momento que incentiva à força do feminino e você brilhou com Bend the Knee. Pode nos falar mais sobre ela e como a música pode ser um agente motivacional e de transformação? 

A gente tem a responsabilidade de falar sobre coisas importantes, então é muito legal quando conseguimos levar mensagens através da música. Principalmente por serem coisas que tenho preocupação desde o início da minha carreira. Aproveito para falar sobre esses assuntos na minha música.

Você esteve à frente de diversas campanhas, foi técnica do The Voice, esteve no The Voice especial de fim de ano na Globo e no especial de fim de ano do Paulo Gustavo, além de apresentar o prêmio Multishow. Para um ano tão difícil, você trabalhou mais que de costume? Qual o aprendizado? 

Não trabalhei mais, mas trabalhei muito. O aprendizado é que realmente todos nós não estamos no mesmo barco. Agradeço muito a Deus por tudo o que pude viver em 2020 e me sinto muito estranha por ser grata pelo ano que passou. Muita coisa incrível aconteceu na minha vida e eu não posso deixar de ver o que muita gente têm passado. 

Na infância, você fazia apresentações de canto, dança e teatro para a família e os vizinhos em Olaria, bairro onde nasceu e cresceu, e chegava a cobrar ingressos de R$ 1 para comprar guloseimas. Considera-se uma boa empreendedora? 

Acredito que sim. Sempre falei e pensei muito na questão de empreender e entendi cedo que eu não sou uma pessoa que lida bem seguindo outros chefes e recomendações de outras pessoas. Sempre me preocupei muito com isso. Acho que todos nós temos um talento. 

Você foi considerada por 64 jurados especializados Instagram Clube da Vip como a mulher mais sexy do mundo, em uma lista que contava com 100 personalidades. O que esse prêmio representa para você? 

 Eu não vou ser hipócrita de dizer que não me sinto muito lisonjeada com isso, fico muito lisonjeada sim. Saber que era uma votação que sempre acontecia, mas que pelos amantes da revista, ela ainda acontece, e que essas pessoas me escolheram em uma lista com tantas mulheres incríveis, me deixa orgulhosa. E ao mesmo, tempo, tenho que dizer que ver uma mulher negra, dentre tantas outras mulheres brancas, ser considerada a mulher mais sexy do mundo, me deixa feliz. 

Qual sua relação com a moda e o que determina a sua escolha na hora de se vestir? 

Eu sempre gostei muito desse universo, até pensei em estudar moda antes de escolher a publicidade. Gosto sempre de sofisticar o meu olhar, de pesquisar, entender as tendências e de entender exatamente o que eu posso passar com as minhas roupas. 

Sua carreira como cantora decolou quando você postou um vídeo no Youtube. Como as redes sociais podem ajudar ou derrubar uma carreira? 

Acho que as redes nos deixam muito expostos. A parte boa da internet é que você fala com muita gente ao mesmo tempo e a parte a ruim é que você fala com muita gente ao mesmo tempo. Não necessariamente todas elas vão entender seu posicionamento, vão concordar com a sua opinião ou concordar com quem você é. É uma faca de dois gumes, precisamos usar a internet com muita sabedoria. 

ctv-jvu- d3x3437 1 1
Iza, eleita a mulher mais sexy do momento  (Styling de Bianca Jahara e direção criativa de Felipe Sassi)Foto: Rodolfo Magalhães

Pode nos conta alguma história com a cidade São Paulo que foi marcante na sua vida e ou carreira? 

A primeira vez que vim a São Paulo foi pra assistir ao São Paulo Fashion Week e eu me senti muito importante, mesmo não trabalhando com música ainda e mesmo ninguém me conhecendo. Acho que é uma cidade que funciona, que tem pessoas incríveis, que fazem muitas coisas diferentes acontecerem. Me sinto muito produtiva toda vez que estou na cidade. Mas se pudesse dar um presente neste aniversário de São Paulo seria a revitalização dos rios Tietê Pinheiros

‘Meghan se sentia miserável no Reino Unido’, afirma amigo da duquesa de Sussex

Uma fonte revelou ao jornal Daily Mail que a mãe da atriz, Doria Regland, também ficou preocupada com a saúde mental da filha

Meghan Markle, a duquesa de Sussex 

Antes de tomar a decisão pelo afastamento de seus compromissos como membro da família real, Meghan Markle “se sentia miserável” no Reino Unido, afirmou um amigo da duquesa de Sussex ao jornal Daily Mail. A mãe da atriz, Doria Ragland, inclusive, também ficou preocupada com a saúde mental da filha.

À época em que Meghan e o príncipe Harry deixaram a realeza, uma fonte disse ao jornal britânico que Doria “estava realmente preocupada com Meghan e estava aliviada que sua filha estava colocando sua saúde mental e bem-estar em primeiro lugar”.

“Meghan não estava dormindo bem e começou a ter ataques de ansiedade sobre seu futuro por lá”, acrescentou o amigo. 

‘Alta-costura de Schiaparelli encontra a irreverência e a exuberância do carnaval’

O carnaval encontra na alta-costura de Schiaparelli a irreverência e a exuberância que a festa celebra
Alice Ferraz, O Estado de S.Paulo

Roseberry apresentou uma brincadeira experimental com um nível altíssimo de maestria técnica que encantou e marcou a temporada   Foto: Daniel Roseberry /Schiaparelli

Um 2021 sem carnaval, sem fantasias exuberantes das passistas cruzando o sambódromo. Nada de as cores das alas das escolas de samba ou dos blocos nas ruas invadirem nossas retinas. As máscaras que cobrem o rosto são para preservar nossa saúde. Um ato de cuidado, em detrimento das alegrias da folia de fevereiro. No entanto, para os olhos atentos e amantes de moda, a riqueza criativa e visual dos adornos brilhantes que estimulam a imaginação ainda pode ser encontrada, principalmente quando se olha a nova coleção de alta-costura da Schiaparelli.

Elsa Schiaparelli nasceu em Roma, na Itália, em 1890. Abriu seu ateliê em 1927 e, nos anos 30 e 40, ganhou fama no mundo da moda com seu olhar único e disruptivo para os códigos da época. Schiaparelli, que morreu em Paris em 1973, era uma amante do surrealismo, movimento artístico marcado pela fantasia e espontaneidade, características notáveis em seu trabalho.

A italiana já estampou um vestido de gala com a imagem de uma lagosta, criou um chapéu com formato de sapato e colaborou inúmeras vezes com o artista ícone do movimento, Salvador Dalí. Além disso, era amante dos bordados, dos volumes exagerados, do rosa-choque e do trompe l’oeil, técnica que usa artifícios bidimensionais para criar efeitos tridimensionais nas roupas.

O espírito de vanguarda da fundadora da casa de alta-costura permanece vivo e pulsante com o trabalho do americano nascido no Texas Daniel Roseberry, atual diretor criativo da Schiaparelli, que assumiu o posto em abril de 2019. Prova disso é a coleção que vimos, virtualmente, em janeiro. Com formas exageradas, acessórios que mimetizam o corpo humano de uma forma transformadora e a qualidade primorosa de uma coleção de alta-costura, Roseberry apresentou uma brincadeira experimental com um nível altíssimo de maestria técnica que encantou e marcou a temporada.

“Eu quis fazer uma casa de couture alternativa: aqui, a fantasia não é o vestido de princesa ou a roupa delicada. Essas são peças que te fazem consciente do seu corpo, que te fazem pensar em como você se move pelo mundo”, explicou o executivo à imprensa. “Elsa Schiaparelli também fazia roupas que alteravam o corpo, mas as intenções dela nunca foram macabras; em vez disso, ela encorajava uma exploração da forma humana de modo jovial. Suas peças eram feitas para celebrar a alegria de aparecer, a graça de se mostrar.”

O bom humor e a extravagância feitos pela casa de alta-costura na Europa se conectam à essência do carnaval brasileiro e trazem uma dose extra de surrealismo ao nosso ano de 2021, inspirando pensamentos de folia e festa, apesar da necessidade de distanciamento social. “A palavra ‘magia’ é comumente usada para se discutir a alta-costura. E ela é mesmo mágica. Mas, por trás da magia, estão as mãos e a dedicação humanas. Essa coleção é um tributo ao trabalho por trás da magia. E à própria magia em si”, afirma Roseberry.