BEVZA | Fall Winter 2021/2022 | Full Show

BEVZA | Fall Winter 2021/2022 | Digital Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – New York Fashion Week) #FFLikedalot

Cinq à Sept | Fall Winter 2021/2022 | Digital

Cinq à Sept | Fall Winter 2021/2022 | Digital Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – New York Fashion Week) Adam Drake – Lip Service

Como a estudante de Economia Momoko Nojo de 22 anos ajudou a derrubar o chefe da Olimpíada de Tóquio

O ativismo da estudante de Economia Momoko Nojo foi fundamental para a repercussão negativa dos comentários sexistas do ex-presidente do comitê organizador dos Jogos, Yoshiro Mori
Reuters

Momoko Nojo, estudante e ativista do movimento No Youth No Japan, reuniu mais de 150 mil assinaturas para que Yoshiro Mori fosse destituído do cargo de presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio depois de mensagens sexistas Foto: Reuters

TÓQUIO – Quando uma estudante universitária de 22 anos lançou uma campanha on-line contra o presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio por seus comentários sexistas, ela não acreditava que sua iniciativa fosse tão longe.

Mas, menos de duas semanas depois, a campanha #DontBeSilent (Não fique em silêncio), organizada por Momoko Nojo e outras ativistas, já tinha 150 mil assinaturas e conseguiu despertar a indignação global contra o ex-premiê Yoshiro Mori.

Ele renunciou na semana passada e foi substituído nesta quinta-feira (18) por Seiko Hashimoto, ministra dos Jogos Olímpicos e atleta com sete participações em olimpíadas.

Seiko Hashimoto, advogada, ex-atleta e ministra dos Jogos Olímpicos discursa na sede do Partido Democrático Liberal, em Tóquio (02/02/21). Ela assumiu a presidência do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio no lugar de Yoshiro Mori, que renunciou depois de comentários sexistas Foto: POOL / REUTERS
Seiko Hashimoto, advogada, ex-atleta e ministra dos Jogos Olímpicos discursa na sede do Partido Democrático Liberal, em Tóquio (02/02/21). Ela assumiu a presidência do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio no lugar de Yoshiro Mori, que renunciou depois de comentários sexistas Foto: POOL / REUTERS

A hashtag #DontBeSilent foi pensada como uma resposta aos comentários sexistas feitps por Mori em uma reunião e divulgados pela imprensa japonesa. Segundo ele, as mulheres falam demais e competem umas com as outras, o que torna muito longas as reuniões com a participação delas. Nojo usou a hashtag no Twitter e em outras redes para reunir apoio à petição que pedia a destituição de Mori do cargo.

“Poucas petições reuniram 150 mil assinaturas. Acho que foi incrível. As pessoas levaram isso como uma questão pessoal também, não só como um problema de Mori”, disse ela à agência de notícias Reuters, em entrevista via Zoom.

O ativismo de Nojo, que omeçou na Dinamarca, país onde ela foi estudar durante um ano, é o mais recente exemplo de uma mulher de fora da política institucional japonesa usando as plataformas digitais para trazer mudança social à terceira maior economia do mundo, onde a discriminação de gênero, a diferença de salarios entre homens e mulheres e os estereótipos de gêneros são grandes.

“Isso (o caso Mori) me fez perceber que esta é uma boa oportunidade para pressionar pela igualdade de gênero no Japão”, diz a estudante do quarto ano de Economia na Universidade Keiko, em Tóquio.

Yoshiro Mori disse que as mulheres falam demais e que isso é irritante; por isso não gostaria de mais mulheres em cargos de chefia em seu comitê Foto: TOSHIFUMI KITAMURA / AFP
Yoshiro Mori disse que as mulheres falam demais e que isso é irritante; por isso não gostaria de mais mulheres em cargos de chefia em seu comitê Foto: TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

Nojo conta que seu ativismo foi motivado por perguntas que ela costuma ouvir de seus colegas homens. Coisas como: “Você é uma garota, então a escola onde fez o Ensino Médio tinha uniformes bonitos, não é?”; ou “Mesmo que não tenha um emprego, depois de formada, você pode ser dona de casa, certo?”.

Ela começou a organização No Youth No Japan (Sem juventude, sem Japão), em 2019, quando ainda estava na Dinamarca, país onde viu Mette Frederiksen, uma mulher de pouco mais de 40 anos, se tornar primeira-ministra. O período na Dinamarca a fez perceber como a política japonesa é dominada por homens mais velhos.

Keiko Ikeda, professora de educação na Universidade Hokkaido, afirma que foi importante para os jovens japoneses se manifestarem no caso Mori, já que no Japão as decisões são tomadas por um grupo uniforme. Mas ela adverte que as mudanças viram lentamente.

“Se você tem um grupo homogêneo, é difícil mover a bússola porque as pessoas desse grupo não percebem que suas decisões não apontam para o centro”, explica Ikeda.

Esta semana, Nojo rechaçou uma proposta do Partido Liberal Democrático, no poder, que permite mais mulheres em suas reuniões, mas como observadoras silenciosas. Para ela é apenas marketing.

“Eu não tenho certeza que eles querem melhoras a questão de gênero”, disse ela, para quem o partido deveria ter mais mulheres em postos-chave, não apenas como observadoras.

Na verdade, a vitória de Momoko Nojo é um pequeno passo em uma longa batalha. O Japão é o 121º país entre 153 no ranking de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial – o pior resultado entre as nações ricas -, e esse resultado se deve em grande parte à pequena participação feminina na economia e na política.

Ativistas e mulheres afirmam que a mudança precisa acontecer no mercado de trabalho e na política.

“No Japão, quando há um assunto relacionado à igualdade de gênero, não ouvem muita gente, e mesmo quando há vozes que podem mudar a situação, elas perdem força e nada muda”, diz Nojo. “Eu nao quero que a próxima geração perca tempo com esse tema”, finaliza ela.

THEO | CO-ED FALL 21 | Full Show

THEO | CO-ED FALL 21/Fall Winter 2021/2022 | Digital Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – New York Fashion Week)

Credits:

IDEA AND ART DIRECTION: THEO DEKAN
DIRECTORS: THEO DEKAN, KOSTIANTYN KOVAL, VLADYSLAV PIDDUBNYI

DESIGNER: THEO DEKAN
STYLING: MARI SIVIAKOVA
JUNIOR DESIGNER: MARINA PETRUNENKO
BACKSTAGE PHOTO: KONSTANTIN BIBLYUK
CATWALK PHOTO: ARSENIY GERASIMENKO
HAIR: ALINA DRONOVA, АNNA GAZHAMAN
MAKE UP: DIANA MAGERRAMOVA, ELINA KOZOSVYST, ALINA KOMPANIETS @ MAC COSMETICS
JEWELRY: CHEGO JEWELRY
STYLIST’S ASSISTANTS: SOFIA NEVEDOMAYA, LIDA MAZZLUMI
SET DESIGN CONCEPT: THEO DEKAN
MUSIC: ELEH «DEATH IS ETERNAL BLISS» @ IMPORTANT RECORDS
PRODUCTION: DIANA MELNIKOVA, OKSANA DENNIS
CASTING: THEO DEKAN, DIANA MELNIKOVA

MODELS:
KARINA @ L’ARTISTE
MARIA @ L’ARTISTE
MARGO @ FACES
OLHA HOLODOVA @ LINEA 12
VIKA PAZYCH @ LINEA 12
NASTYA YU @ OC
DARINA @ WILD HUNTERS
DIANA KOVALCHUK @ BALLS MODELS
MARGO @ BALLS MODELS
SHAQUILLE @ PM
NIKITA HRYSHKO (KIT) @ CAT B
ILYA BUSETSKIY @ LINEA 12
DANYA FESENKO @ LINEA 12
AKIN MUYIWA @ LINEA 12
PASHA @ L-MODELS
ARSENIY @ BALLS MODELS

ATELIER CREW: OLENA SHALAEVA- DRACH, KRISTINA SHAMARSHOVA, OKSANA DOVZHENKO, LUDMILA ALEKSANDROVA, HELENA ANASHKINA, NADIA MEDVEDEVA, ELENA ONISIMCHUK, OLHA DEMENTIEVA

ONE LOCATION VIRTUAL PRODUCTION STUDIO WITH LED CUBE
UE4 SERVER OPERATOR: ANDRIY YAKOVENKO
STUDIO TECHNICAL PRODUCER: NATALKA ZHELUDOVA
STUDIO HEAD: ANDRIY VASYLENKO
CHIEF SYSTEM ENGINEER: RUSLAN KLYUSA
VIDEO ENGINEER: MAKSYM ZABRODSKYI
VIDEO SCREENS TECHNICIAN: OLEG KHODAKIVSKYI

KKMEDIA PRO
DIRECTOR: VLADYSLAV PIDDUBNYI
OPERATORS: YEVGEN MYKYTCHYN, OLEG LEGENKYI
EDITOR: OLEXANDR LYTVYNENKO
TECHNICAL DIRECTOR: KOSTIANTYN KOVAL
LIGHT: IGOR KOVAL

OPERTEC
CRANE OPERATOR: MYKHAILO VLASOV
CRANE MECHANICS: SERGIY BILYI, ANTON ZAVALNYI, SERGIY KOPYLOV

Porto Seguro lança plano de assinatura de smartphones da Samsung

Serviço tem como objetivo facilitar a troca de celular; plano inclui seguro contra danos e roubo
Por Nina Gattis – O Estadão De S.Paulo

Para começar o programa, a Porto Seguro e a Samsung estão disponibilizando os modelos Galaxy S21

Com os preços dos celulares lá em cima, opções para facilitar a troca dos aparelhos estão ganhando cada vez mais espaço. Nesta quinta-feira, 18, a Porto Seguro, em conjunto com a Samsung, anuncia o lançamento do plano Tech Fácil, um serviço de assinatura para smartphones com seguro incluso.

Segundo a empresa, a assinatura corresponde, por ano, a cerca de 50% do valor do celular escolhido, que fica alugado para o cliente durante esse período. Após 12 meses do início do plano, o assinante pode renovar o contrato ou então comprar o smartphone que já estava usando por até 40% do valor de lançamento. 

O assinante também pode desistir do plano, mas, para isso, terá de pagar 30% das parcelas restantes. “É importante reforçar que não queremos entrar no conceito de venda de aparelhos, nossa intenção é que a pessoa use e sempre vá trocando. É a modalidade do uso descomplicado”, diz Marcos Loução, vice-presidente de Negócios Financeiros e Serviços da Porto Seguro.

Quando o smartphone é devolvido à Porto Seguro, o aparelho é revendido para empresas. “Existem empresas que recebem esses aparelhos, fazem testes, ajustam, trocam o que for e colocam num mercado secundário, às vezes em outro país. Há um mercado que possibilita isso”, diz o executivo. 

Para começar o programa, a Porto Seguro e a Samsung estão disponibilizando os modelos Galaxy S21, Galaxy S21+ e Galaxy S21 Ultra, todos lançados recentemente pela fabricante sul-coreana — a família de aparelhos custa entre R$ 6 mil e R$ 10,5 mil no Brasil. Além da última geração de celulares, podem ser alugados também os modelos das linhas Galaxy S20 e Galaxy Note 20, revelados no ano passado. Há a possibilidade de expansão do portfólio assim que a Samsung lançar novos smartphones.

Seja qual for o celular escolhido pelo cliente, a assinatura inclui um seguro para smartphone contra danos físicos, roubo, danos elétricos, danos por líquidos e um celular reserva em caso de imprevistos. “O Tech Fácil é uma forma de entregar experiência e comodidade ao consumo de um bem que é importante para todos, proporcionando facilidade, comodidade, segurança e qualidade de atendimento Porto Seguro”, afirma Loução.

Confira abaixo os preços dos celulares da Samsung pelo plano da Porto Seguro:

Galaxy S21 5G*: R$ 209,00;

Galaxy S21+ 5G* (128GB): R$ 259,00;

Galaxy S21+ 5G* (256GB): R$ 279,00;

Galaxy S21 Ultra 5G* (256GB): R$ 369,00;

Galaxy S20 Plus (128GB): R$229,00;

Galaxy S20 Ultra (128GB): R$319,00;

Galaxy Note 20 (256GB): R$ 299,00;

Galaxy Note Ultra (256GB): R$349,00.

Harper’s Bazaar UK March 2021 – Ana Flavia, Michelle Opiyo By Ina Lekiewicz

Coming Up Roses  —   Harper’s Bazaar UK March 2021   —   www.harpersbazaar.com
Photography: Ina Lekiewicz Model: Ana Flavia, Michelle Opiyo Styling: Leith Clark Hair: Pal Lundhaug Berdahl Make-Up: Kim Brown

Aplicativo Apple TV chega a Chromecasts com Google TV

Conforme anunciado há pouco mais de dois meses, o aplicativo Apple TV acaba de ser lançado em Chromecasts com Google TV.

O app já está disponível para download e dá acesso não só ao Apple TV+, mas também ao acervo de filmes da iTunes Store. Assim como outros aplicativos, ele integra-se perfeitamente ao Google Assistente para comados por voz.

Se a televisão conectada ao Chromecast tiver suporte, o app inclusive oferece conteúdos em 4K e/ou HDR.

Em breve, o Apple TV também estará incluso em TVs da Sony e da TCL que rodam o sistema Google TV — e já há planos de expansão para outros dispositivos baseados em Android TV.

Nos Estados Unidos, o Chromecast com Google TV sai por US$50.

Mortal Kombat – Trailer Oficial Restrito

A New Line Cinema apresenta Mortal Kombat, uma aventura inédita inspirada na bem-sucedida franquia de videogames que, mais recentemente, teve um dos lançamentos de jogos de maior êxito da história, Mortal Kombat 11. O filme é dirigido pelo premiado diretor comercial australiano Simon McQuoid, que faz sua estreia como diretor de cinema, e produzido por James Wan (filmes do universo “Invocação do Mal”, “Aquaman”), Todd Garner (“No Olho do Tornado”, “Te Peguei!”), McQuoid e E. Bennett Walsh (“MIB: Homens de Preto – Internacional”, “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro”).


Em Mortal Kombat, o lutador de MMA Cole Young, acostumado a apanhar por dinheiro, não faz ideia da herança que carrega – ou por que o Imperador da Exoterra, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um criomancer de outro mundo, para exterminar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole sai em busca de Sonya Blade por recomendação de Jax, um major das Forças Especiais que tem a mesma estranha marca de nascença na forma de dragão que Cole. Logo, ele se encontra no templo do Lorde Raiden, um Deus Ancião e protetor do reino da Terra, que acolhe aqueles que ostentam a marca. Lá, Cole treina com os experientes guerreiros Liu Kang, Kung Lao e o mercenário vigarista Kano, à medida que se prepara para enfrentar, ao lado dos maiores campeões da Terra, inimigos oriundos da Exoterra em uma arriscada batalha pelo universo. Contudo, será que ele treinará o bastante para desbloquear sua arcana — o imenso poder que existe dentro de sua alma – a tempo não só de salvar sua família, mas também de vencer a Exoterra de uma vez por todas?

O elenco internacional diverso reflete a natureza mundial da marca, com talentos do mundo do cinema, televisão e artes marciais, incluindo Lewis Tan (“Deadpool 2”, da série da Netflix “Wu Assassins”), como Cole Young; Jessica McNamee (“Megatubarão”), como Sonya Blade; Josh Lawson (“O Escândalo”), como Kano; Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), como Lorde Raiden; Mehcad Brooks (da série de TV “Supergirl”), como Jackson “Jax” Bridges; Ludi Lin (“Aquaman”), como Liu Kang; com Chin Han (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), como Shang Tsung; Joe Taslim (“Star Trek: Sem Fronteiras”), como Bi-Han e Sub-Zero; e Hiroyuki Sanada (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), como Hanzo Hasashi e Scorpion. Também participam Max Huang, como Kung Lao; Sisi Stringer, como Mileena; Matilda Kimber, como Emily Young; e Laura Brent, como Allison Young.


McQuoid dirige o filme a partir de um roteiro escrito por Greg Russo e Dave Callaham (“Mulher-Maravilha 1984”), a partir de uma história criada por Oren Uziel (“Mortal Kombat: Rebirth”) e Russo com base no videogame criado por Ed Boon e John Tobias. Richard Brener, Dave Neustadter, Victoria Palmeri, Michael Clear, Jeremy Stein e Larry Kasanoff foram os produtores executivos

Para trazer essa propriedade incrivelmente popular às telas, McQuoid contou com uma equipe de cineastas australianos e americanos, incluindo o diretor de fotografia Germain McMicking (“True Detective”, “Top of the Lake: China Girl”), o desenhista de produção Naaman Marshall (“Ameaça Profunda”, “O Criado”), os editores Dan Lebental (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e Scott Gray (“Top of the Lake”, “Daffodils”), o supervisor de efeitos visuais Chris Godfrey (“Até o Último Homem”) e a figurinista Cappi Ireland (“Lion – Uma Jornada Para Casa”, “The Rover – A Caçada”). A música foi criada por Benjamin Wallfisch (“Blade Runner 2049”, filmes “It – A Coisa”).

A New Line Cinema apresenta “Mortal Kombat”, uma produção da Atomic Monster/Broken Road Production. O filme tem previsão de lançamento nos cinemas brasileiros em de 15 abril de 2021 e será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures

‘Eu Me Importo’ mostra anti-heroína violenta e cruel em tom de sátira

Rosamund Pike interpreta mais uma personagem amoral, como a que rendeu a ela uma indicação ao Oscar em ‘Garota Exemplar’
Teté Ribeiro

Rosamund Pike em cena do filme “Eu Me Importo” de J Blakeson Seacia Pavao/Seacia Pavao/Divulgação

EU ME IMPORTO

  • Onde Netflix
  • Classificação 16 anos
  • Elenco Rosamund Pike, Peter Dinklage, Dianne Wiest, Chris Messina e Eiza González
  • Produção Reino Unido, 2020
  • Direção J Blakeson

É difícil se divertir com uma história tão cruel, mas o diretor e roteirista britânico J Blakeson, de “O Desaparecimento de Alice Creed”, de 2009, consegue desviar a atenção do público com uma boa dose de humor, muito suspense e alguma violência. Sem deixar de apontar o dedo para a ferida que sua personagem principal expõe.

Ela é Marla Grayson, vivida por Rosamund Pike, dona de um negócio lucrativo e totalmente legal.

Como curadora de idosos apontada pela justiça, o trabalho dela é tomar conta da saúde física, mental e financeira de seus clientes. Junto com sua parceira e namorada, Fran, interpretada pela mexicana Eiza González, ela tem um esquema todo azeitado para fazer com que velhinhos e velhinhas caiam nas suas garras sem querer, para então ficar com todo o dinheiro que eles têm.

Com a ajuda de uma médica geriatra, a doutora Amos, papel de Alicia Witt, Marla toma conhecimento de idosos com um bom patrimônio e algum sinal de demência, por menor que seja, e parte para o ataque.

Faz uma pesquisa inicial para levantar possíveis problemas e, se decide seguir em frente com o golpe, basta pedir uma audiência de emergência para um juiz e o convencer de que a pessoa não tem mais condições de tomar conta de si mesma nem nenhum parente que possa fazer isso por ela. Se o juiz concordar, ela vira a responsável por todos os aspectos da vida da vítima.

O segundo passo é tirar o velhinho de sua casa, mandar para um asilo gerenciado por outro comparsa, Sam Rice, papel de Damian Young, tirar o celular e o manter isolado do mundo. Em seguida, ela e a namorada fazem uma limpa nos bens do sujeito, com a justificativa de que precisam usar o dinheiro para os cuidados da pessoa, assim como para pagar pelo seu trabalho. O velhinho fica no asilo até morrer, e as duas com todo o dinheiro que ele juntou.

O filme começa com uma narração em off de Marla, em que ela fala sobre os ricos ficarem sempre mais ricos e os pobres mais pobres. Por um momento, dá a sensação de que vai se desenrolar uma batalha pela justiça, mas ela logo emenda que “há dois tipos de pessoas no mundo, os predadores e as presas, e eu sou uma leoa”.

Marla é uma anti-heroína do tipo que quase só se vê em papéis masculinos. Sem nenhum escrúpulo nem um pingo de empatia, é uma daquelas personagens feitas para serem odiadas, mas por quem o público acaba torcendo. Mérito da atriz britânica Rosamund Pike, que já interpretou uma personagem ultramanipuladora antes, no filme que a fez conhecida, “Garota Exemplar”, de 2009. Ela parece verossímil tanto dando um sorriso singelo quanto fazendo as piores atrocidades.

Mas Marla não contava com Jennifer Peterson, papel interpretado por Dianne Wiest. Ela é o próximo alvo de seu golpe, considerada uma “cherry”, cereja em inglês.

Educada, bem-sucedida e sem parentes próximos, parece a paciente perfeita. Dois problemas, no entanto –o primeiro é que Jennifer está em pleno poder de suas faculdades mentais. O segundo é que ela é ligada com a máfia russa, e o chefão, Roman Lunyov, interpretado por Peter Dinklage, de “Game of Thrones”, a quer fora do asilo de qualquer maneira.

Aí começa o thriller propriamente dito, quando Roman e Marla guerreiam pela posse de Jennifer. Ele, gângster, logo parte para o uso de armas, chantagens e ameaças, na tentativa de ter sua velhota enigmática de volta. Ela, que não se intimida facilmente, resolve enfrentar seu rival.

É uma briga de vilão versus vilão, e nenhuma violência ou baixaria está descartada. São pessoas horríveis fazendo coisas horríveis umas com as outras, envoltas em um humor politicamente incorreto que alivia um pouco o clima pesadão que se instala.

Parece difícil torcer para um dos dois, mas o desempenho unidimensional de Peter Dinklage para o seu bandido é tão desigual em comparação à atuação nuançada de Rosamund Pike que fica óbvio em que personagem desprezível o espectador vai apostar suas fichas.

Marla não costuma perder suas batalhas dentro da lei, assim como Roman não está acostumado a sair por baixo nas empreitadas fora dela. Quem será o mais resiliente?

Nada nesse filme é exatamente novo ou mais bem executado que outros do gênero, mas “Eu Me Importo” tem alguns pontos a seu favor, apesar de ser um pouco mais longo do que deveria.

Uma edição que tirasse uns 15 minutos cairia bem. No fim das contas, é um filme satírico que parte de fatos terríveis e reais, os maus tratos a idosos por quem deveria cuidar de seus interesses. E é também reconfortante ter um casal LGBT ocupando papéis centrais sem que isso seja o tema da história.