Giorgio Armani | Fall Winter 2021/2022 | Full Show

Giorgio Armani | Fall Winter 2021/2022 by Giorgio Armani | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – MFW/Milan Fashion Week Women’s)

Alex Arcoleo – Kind/Old Days/Further

‘New York Times’ anuncia plano de diversidade e inclusão no jornal

Denise Mota

Mais de 400 funcionários do New York Times foram entrevistados para a reportagem sobre diversidade e inclusão na organização de mídia de notícias. Crédito … Zack DeZon para The New York Times

Após levantamento feito com 400 funcionários ao longo dos últimos oito meses, o jornal norte-americano “New York Times”, que chega aos 170 anos em setembro, anunciou que começará a implementar mudanças, tanto na redação como em outros departamentos da companhia, para que se torne mais “diverso e inclusivo”.

Algumas das conclusões enumeradas pelos executivos da publicação e resumidas em reportagem do jornal são que as estruturas da organização não oferecem possibilidades plenas de desenvolvimento levando-se em consideração “distintos tipos de diferença: gênero, raça, orientação sexual, deficiência, origem econômica, posição ideológica e outras”.

Negros e latinos estão “subrepresentados em cargos de liderança”, informam, e muitos dos funcionários “descreveram experiências de trabalho cotidianas desconcertantes e às vezes dolorosas”. Mulheres de origem asiática, por exemplo, expressaram sua “invisibilidade”, diz a pesquisa: “Ao ponto de serem chamadas, com regularidade, pelos nomes de outras colegas, da mesma raça, algo que outras pessoas de cor descreveram também”.

“Pessoa de cor”, nos Estados Unidos, é um termo que vem sendo ressignificado para descrever uma identidade ampla e é utilizado hoje por aqueles que se veem ou são vistos como “não-brancos”: negros, indígenas, imigrantes, latinos, asiáticos ou mesmo seguidores de religiões minoritárias entre os norte-americanos, como muçulmanos ou católicos. Essa compreensão “guarda-chuva”, usada de forma estratégica para construir unidade ao redor de pautas como o combate à violência policial, não está isenta de críticas, como a de que é uma concertação artificial que achata as experiências e problemas enfrentados por cada grupo que a compõe.

“Uma cultura que funcione para todos”

Apesar de apresentar estatísticas que mostram o crescimento do número de mulheres e não-brancos no jornal, e em lugares de liderança, a partir da análise de como e quanto está sendo feita essa inclusão, o “New York Times” expressa que assumiu o compromisso de encarar sua falta de diversidade “de forma contundente” e aumentar a quantia de negros em posições de chefia, por exemplo, dos atuais 9% do total de funcionários, para 13,5% até o final de 2025.

O plano de ação tem como objetivo final “construir uma cultura que funcione para todos”, como resume o título do documento. Entre as medidas elencadas para “a criação de um ambiente corporativo com diversidade, equidade e inclusão”, estão um novo programa de treinamento para os que hoje ocupam cargos de liderança, a expansão do programa de bolsas em jornalismo e o estabelecimento de parâmetros claros sobre as expectativas da companhia em relação a comportamentos e valores dos seus integrantes.

A cobertura e o negócio jornalísticos, preveem, também serão beneficiados por essas mudanças: “Nossas práticas editoriais serão mais inclusivas, e nossas reportagens vão oferecer um retrato do mundo com mais nuanças, mais verdadeiro e mais rico. Assim, vamos atrair uma base de leitores e assinantes que refletirá de forma mais completa a amplitude da sociedade à qual servimos”.

Os passos foram elaborados a partir de “conversas profundas com colegas”, análises de dados sobre a demografia do staff e orientações de especialistas nesse tipo de processo no mundo empresarial, informa o documento. “As ações vão demandar o maior investimento que o ‘Times’ já fez – em termos de tempo, dinheiro e energia – para impulsar o avanço da nossa cultura. Acreditamos que esse trabalho representa um passo importante e necessário rumo a uma evolução mais ampla da companhia.”

Taylor Swift cancela turnê que passaria pelo Brasil por conta da pandemia

Tickets For Fun não fará reembolso em dinheiro dos ingressos comprados, e o valor será convertido em créditos

Taylor Swift (Photo by John Salangsang/Invision/AP)

cantora norte-americana Taylor Swift foi mais uma que decidiu cancelar os shows que faria no Brasil por conta da pandemia da covid-19. As apresentações faziam parte da turnê “Lover Fest”, que já tinha sido parcialmente cancelada anteriormente.

Em comunicado divulgado em seu Instagram oficial, a cantora afirmou que vivemos uma pandemia sem precedentes e, portanto, não há como afirmar quando esses shows poderiam ser realizados.

“Eu amo vir aqui contar boas notícias e contar sobre um novo projeto pra vocês. Contar notícias que me deixam triste não é a minha coisa preferida no mundo. Eu sinto muito, mas eu não posso remarcar os shows que nós havíamos adiado. Ainda que o reembolso tenha ficado disponível desde que eu adiei shows da ‘Lover Fest’, muitos de vocês seguraram os ingressos e eu mesma me ative à ideia de que nós poderíamos reagendar as apresentações.”

Reembolso

E por falar em reembolso, a Tickets For Fun —empresa responsável pela realização dos shows no Brasil— não fará o reembolso em dinheiro dos ingressos comprados, mas oferecerá o valor da compra em créditos para serem gastos em compras futuras.

A gente sabe que essa situação toda é um baita inconveniente. Mas a gente só consegue seguir com o planejamento do segundo semestre de 2021 e de todo o 2022, e trazer os artistas que a gente ama tanto, com o apoio da Lei 14.046/2020 que foi criada pra esse momento sem precedentes— T4F (@t4f) February 26, 2021

A regulamentação segue a Lei nº 14.046, que prevê que o valor gasto em ingressos para eventos que foram cancelados ou adiados em razão da pandemia de coronavírus deve ser reembolsado em crédito para o cliente.

O prazo para entrar com o pedido de reembolso em crédito é de 120 dias corridos a partir da data do cancelamento do evento. A partir daí, a Tickets For Fun tem 30 dias para dar acesso ao crédito para o cliente, que terá que usá-los em até 12 meses após o fim do decreto de calamidade pública.

Um olhar sobre o novo escritório da Sun Country Airlines em Minneapolis, Minnesota

A companhia aérea de passageiros Sun Country Airlines recentemente contratou a empresa de arquitetura e design de interiores Gensler para projetar seu novo escritório em Minneapolis, Minnesota.

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Café / Collaborative space

“Para sua nova sede, a Sun Country desejava um destino onde pudessem viver seus valores e, ao mesmo tempo, reunir funcionários de diferentes locais sob o mesmo teto. O hangar da companhia aérea forneceu o local perfeito para capturar o espírito do País do Sol – divertido, enérgico e acessível que se encontra com sensato, funcional e conveniente.

Como um conector de pessoas e lugares, o conceito geral de design do Sun Country se concentra nas conexões. As conexões com a terra e o céu, os destinos de Minnesota com os do Sun Country, do passado com o futuro e entre os funcionários são palpáveis. Materiais brutos e industriais combinados com momentos ousados ​​da marca complementam o hangar, ao mesmo tempo que aderem aos objetivos da Sun Country para um design sensível, flexível e econômico.

A circulação principal – começando na entrada e saindo do hangar para a pista – apresenta um padrão de design distinto e serve como um elemento de orientação que conduz intuitivamente os usuários pelo espaço. Espaços de colaboração compartilhados e salas de conferência ao longo do caminho trazem a energia para a frente.

Criar um local de trabalho moderno dentro de um hangar apresenta alguns desafios de design – entre eles o acesso à luz natural. O uso de materiais criativos, incluindo policarbonato, permite que a luz do dia dos clerestórios penetre nas paredes e traga um brilho natural para dentro. O clima mais quente permitirá a abertura das grandes portas do hangar, inundando o espaço com luz natural.

Como um escritório aberto, o equilíbrio e a escolha de locais para os funcionários fazerem seu melhor trabalho são de extrema importância. Uma variedade de salas de colaboração aberta, huddle rooms, salas de conferência e salas de foco estão localizadas por toda parte. O novo local de trabalho também inclui uma instalação de treinamento dedicada para pilotos com uma combinação de salas multifuncionais para uma configuração ideal ”, diz Gensler.

  • Location: Minneapolis, Minnesota
  • Date completed: 2019
  • Size: 90,000 square feet
  • Design: Gensler
  • Photos: Corey Gaffer
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Corridor
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Corridor / Lounge
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Collaborative space
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Open-plan workspace
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Open-plan workspace
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Corridor
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Corridor

Natural Beauty – DuJour Magazine Winter 2020/2021 – Kat Graham By Tiffany Nicholson

Natural Beauty   —   DuJour Magazine Winter 2020/2021   —   www.dujour.com
Photography: Tiffany Nicholson Model: Kat Graham Styling: Paul Frederick Hair: Nai’vasha Make-Up: Georgi Sandev Clothing, Make-up by Dior

Brasileiros aumentam a mobilização em torno do movimento #FreeBritney

Grupos organizados em aplicativos de mensagens chegam a reunir 300 pessoas para promover a causa, que pede o fim da tutela do pai sobre Britney Spears
Eduardo Vanini

Jovens participam de manifestação nos Estados Unidos, em defesa da liberdade de Britney Spears Foto: John Parra / Getty Images

A certa altura do documentário “Framing Britney Spears” (“Enquadrando Britney Spears”, em tradução livre), o crítico de cinema Wesley Morris, do jornal “The New York Times”, diz: “Ninguém estava discutindo saúde mental, quando Britney passou por aquelas coisas em público. Havia muito dinheiro a se ganhar com o seu sofrimento”. A fala alude a episódios como aqueles em que a cantora raspou a cabeça e atacou paparazzi com um guarda-chuva, em 2007. Imagens que, na época, foram exaustivamente exploradas em manchetes levianas e postagens debochadas nas redes sociais.

Mais de dez anos depois, um grupo cada vez maior de pessoas mostra-se finalmente disposto a uma compreensão mais humana e racional do que aconteceu ali. Aos 39 anos, a cantora que já teve o título de princesinha do pop parece aprisionada a um pesadelo, do qual seus fãs estão empenhados em libertá-la. O movimento #FreeBritney, cuja capilaridade não para de crescer, defende a tese de que ela vive permanentemente submetida aos desejos de seus empresários e de seu pai, Jamie Spears, que desde 2008 tem a custódia e a tutela legal e financeira da filha, obtida sob a alegação de que ela sofre de “problemas de saúde mental”. A própria artista acionou, no ano passado, a Suprema Corte da Califórnia, nos Estados Unidos, para que o pai fosse removido da tutela, mas não obteve sucesso.

A situação é um dos principais temas explorados pelo documentário, lançado no começo do mês e exibido pelo canal FX, com produção do próprio “The New York Times”. Mas o filme vai além. Mostra como a cantora enfrentou, desde cedo, a voracidade de paparazzi e as abordagens sexistas de jornalistas com perguntas constrangedoras sobre os seus seios, além de acusações de ser um mal exemplo. Nessa trajetória, a jovem sorridente foi sucumbindo a uma melancolia perturbadora.

Britney Spears acompanhada pelo pai, em Beverly Hills, em 2008 Foto: Hector Vasquez / Getty Images
Britney Spears acompanhada pelo pai, em Beverly Hills, em 2008 Foto: Hector Vasquez / Getty Images

O professor de comunicação Alan Mangabeira, que estudou o comportamento de fãs de Britney em sua tese de doutorado pela Universidade Federal de Pernambuco, está entre os criadores de um dos maiores sites brasileiros dedicados à pop star, o britneyonline.com.br. Ele começou a desconfiar de que havia algo de errado antes mesmo de o movimento #FreeBritney ganhar corpo. Quando a cantora veio ao Brasil, em 2011, para uma turnê, Mangabeira trabalhou na produção de um documentário sobre a passagem dela pelo país. Durante a apuração, descobriu que fotógrafos recebiam, da equipe da artista, horários e locais onde poderiam produzir “flagras”. “Chamou atenção porque ela já estava sob tutela e vivia uma vida mais reservada. Essa era, certamente, uma agenda que não podia controlar”, afirma. “Como que, numa passagem rápida pelo Brasil, em que ela fez questão de trazer os filhos, os fotógrafos recebiam detalhes do horário em que ela estaria na piscina do Fasano tomando sol, para que pudessem produzir cliques do prédio vizinho?”

O fato é que, de lá para cá, as turnês internacionais minguaram e a artista passou fazer shows em temporadas fixas em Las Vegas, nas quais o playback era usado do começo ao fim. Em alguns casos, até a interação com público era pré-gravada, segundo Mangabeira. “Acho muito simbólico o fato de a Britney ser uma artista sem voz no palco”, avalia. “Certa vez, houve uma apresentação em que ela pegou um microfone de mão, conversou com a plateia e cantou uma canção ao vivo. Nesse dia, disse que se sentia como se estivesse cometendo um crime.”

Grupo faz protesto diante de Tribunal em Los Angeles, em setembro de 2020 Foto: Frazer Harrison / Getty Images
Grupo faz protesto diante de Tribunal em Los Angeles, em setembro de 2020 Foto: Frazer Harrison / Getty Images

Acostumado a entrevistar celebridades internacionais, o jornalista e apresentador Zeca Camargo presenciou uma situação, cujo relato também contribuiu para que Mangabeira ficasse em alerta sobre a cantora. O apresentador havia voado para Nova York, no início dos anos 2000, onde faria uma entrevista com Britney e, enquanto aguardava a sua vez de encontrá-la, a viu cruzar os corredores aos prantos, dizendo que havia sido ofendida e não daria mais entrevistas. “Parece que o jornalista a tinha questionado sobre o fato de não ser uma pessoa autêntica”, recorda-se Zeca. “Mais tarde, recebi um comunicado de que todas as demais entrevistas haviam sido canceladas.”

Com visão privilegiada do showbiz, o apresentador acredita numa espécie de pacto entre celebridades e a cobertura midiática. Mas isso, na visão dele, vira um problema quando a pessoa não consegue sustentá-lo. “Não digo que a Britney é culpada”, ressalta. “Mas essa relação é supersimbiótica. No caso dela, como acontece com tantas outras, perdeu-se esse controle. E, quando isso acontece, a pessoa deixa de ter a sua própria narrativa.”

A perda de controle, na opinião de Mangabeira, tem a ver, inevitavelmente, com a ação opressiva do pai. Mas ele discorda da teoria de que Britney esteja pedindo ajuda em suas redes sociais, por meio de mensagens cifradas, como teorizam muitos fãs. Uma pessoa que vive nessas condições, acredita, certamente não tem livre acesso às próprias contas. De todo modo, o professor é entusiasta do movimento #FreeBritney e ajuda difundi-lo no Brasil, promovendo mutirões e acionando influenciadores para que subam a hashtag. Grupos no Telegram chegam a reunir até 300 pessoas em torno do tema e, graças a essa organização, a cantora está frequentemente entre os assuntos mais comentados no Twitter.

O desfecho desse enredo ainda é incerto, mas um fato é incontestável: o exército aliado de Britney não vai recuar tão cedo. O barulho tem sido tanto, que outros documentários produzidos por gigantes do audiovisual estão a caminho. Uma história sem precedentes no mundo pop.