Entenda: Troca de acusações entre Meghan e Palácio de Buckingham abre crise nunca vista desde a época de Lady Di

Crise foi deflagrada por entrevista que vai ao ar neste domingo na TV americana
O GLOBO e Agências Internacionais

Meghan e Harry em março de 2019 Foto: BEN STANSALL / AFP

A crise entre Harry, Meghan e a monarquia britânica ganha contornos cada vez mais dramáticos. No mais recente capítulo dessa história, a mulher do príncipe britânico acusou o Palácio de Buckingham de “perpetuar falsidades” sobre ela e o marido, após a divulgação de notícias de que um suposto assédio moral exercido por Meghan contra funcionários da realeza seria investigado.

Em sua defesa, Meghan já adiantou que não deixará de contar o seu lado da história. Ela fez os comentários à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, em uma entrevista na qual o casal explicou por que abandonou suas ocupações oficiais com a realeza.

O embate deflagrou uma crise nunca vista desde a época de Lady Di, mãe de Harry, que também realizou uma entrevista impactante em 1995. O duque e a duquesa de Sussex não revelaram seu desconforto com a instituição quando decidiram renunciar às suas responsabilidades dentro da monarquia, mas o anúncio da divulgação de sua primeira grande entrevista desde que se mudaram para a Califórnia fez a imprensa britânica tremer.

Um trecho antecipado da entrevista foi divulgado na quarta-feira, horas depois de o Palácio de Buckingham se dizer “muito preocupado” com reportagens do jornal “Times”, segundo as quais assistentes que trabalharam para Meghan dois anos atrás foram maltratados por ela. Harry e Meghan emitiram um comunicado negando que ela tenha maltratado alguém.

“O que você achar de o palácio ouvi-la dizer a sua verdade hoje?”, pergunta Oprah, no trecho do vídeo divulgado.

Meghan responde: “Não sei como eles poderiam esperar que, depois de tudo isso, nós ainda ficaríamos em silêncio, se existe um papel ativo que ‘A Firma’ está desempenhando é o de perpetuar falsidades sobre nós”.

‘A Firma’ é o nome que a família real britânica usa às vezes para se descrever. “E se isso vem com o risco de perder coisas, bem, muita coisa já foi perdida”, acrescentou Meghan.

A poucos dias da exibição pela CBS da entrevista, prevista para domingo nos Estados Unidos e segunda-feira na Grã-Bretanha, o jornal “The Times” noticiou que, em outubro de 2018, Jason Knauf, então secretário de comunicações do casal, apresentou uma queixa de assédio no local de trabalho contra Meghan.

“Estamos claramente muito preocupados com as acusações (publicadas no jornal) “The Times”, após a denúncia de um ex-funcionário do duque e da duquesa de Sussex”, expressou o palácio em um comunicado nada comum para a monarquia britânica, que não costuma expor suas diferenças em público.

O Palácio de Buckingham enfatizou que “não tolera e não tolerará o assédio no local de trabalho”.

Um porta-voz de Meghan disse que a duquesa está “triste por este último ataque a sua pessoa, especialmente por ter sido, ela mesma, alvo de assédio”.

Os advogados do casal disseram ao “The Times” que o jornal estava “sendo usado pelo Palácio de Buckingham para vender uma história completamente falsa” antes da exibição da aguardada entrevista com Oprah Winfrey.

A entrevista lembra a oferecida pela princesa Diana em 1995, na qual ela afirmou que no seu casamento havia “três pessoas”, referindo-se à aventura mantida pelo seu esposo, o príncipe Charles.

Uma entrevista que continua gerando notícias mais de 25 anos depois. Nesta quinta-feira, Scotland Yard considerou que “não era oportuno abrir uma investigação judicial” contra o jornalista da BBC Martin Bashir, que obteve essa entrevista falsificando alguns documentos, de acordo com o irmão de Lady Di.

Em um trecho anterior da entrevista divulgado no domingo, o príncipe Harry, que culpa parcialmente a imprensa pela morte de sua mãe, a princesa Diana em 1997, disse temer que a história se repetisse.

Neto da rainha e sexto na ordem de sucessão à coroa britânica, o príncipe se mudou para Los Angeles em 2018 com sua esposa, com quem se casou no mesmo ano em Windsor.

Mencionando especialmente a pressão da mídia para justificar sua saída, o casal – que espera um segundo filho – “passou este último ano buscando publicidade de uma forma ou outra. Do meu ponto de vista, isso torna tudo bastante hipócrita”, considerou Penny Junor, especialista na família real.

Além disso, a crise ocorre em um momento difícil para a rainha Elizabeth II, cujo esposo, o príncipe Philip de 99 anos, está hospitalizado há duas semanas por uma infecção.

Nesta quinta-feira, o Palácio indicou que o príncipe Philip foi submetido “com sucesso” a uma cirurgia “para tratar uma doença cardíaca pré-existente”, mas que permanecerá hospitalizado por “vários dias”.

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