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Facebook é acusado de preconceito racial na hora de contratar e promover

Três candidatos e um gerente da rede social se queixam de discriminação. Comissão americana vai investigar o caso
Reuters

Facebook: investigado por preconceito racial 

WASHINGTON  – Uma agência dos EUA que vem investigando o Facebook por preconceito racial em contratações e promoções classificou a investigação como “sistêmica”, disseram à Reuters os advogados de três candidatos a empregos na rede social e um gerente que afirma que a empresa os discriminou.

Uma investigação “sistêmica” significa que a agência, a Comissão para Oportunidades Iguais de Emprego, suspeita que as políticas da empresa podem estar contribuindo para a discriminação racial generalizada.

O gerente do programa de operações do Facebook, Oscar Veneszee Jr., e dois candidatos que tiveram empregos negados levaram uma acusação ao órgão em julho passado, e um terceiro candidato rejeitado juntou-se ao caso em dezembro.

Eles alegaram que o Facebook discrimina candidatos e funcionários negros, baseando-se em avaliações subjetivas e recorrendo a estereótipos raciais.

A Comissão normalmente resolve disputas por meio de mediação ou permitindo que os reclamantes processem os empregadores. Mas os funcionários da agência designam alguns casos como “sistêmicos”, permitindo que os investigadores recrutem especialistas para analisar mais a fundo os dados da empresa e potencialmente abrir um processo mais amplo, representando classes inteiras de trabalhadores.

A Comissão ainda não apresentou acusações oficiais contra o Facebook. Sua investigação, ainda pode durar meses. A agência não quis comentar.

O porta-voz do Facebook Andy Stone se recusou a comentar sobre o status da investigação ou alegações específicas, mas disse que “é essencial fornecer a todos os funcionários um ambiente de trabalho respeitoso e seguro”.

“Levamos a sério qualquer denúncia de discriminação e investigamos todos os casos”, disse ele.

A Comissão recrutou investigadores para o caso sistêmico em agosto passado e recebeu documentos detalhados de ambos os lados nos últimos quatro meses, disse Peter Romer-Friedman, advogado da Gupta Wessler que representa Veneszee e os candidatos a empregos.

Os escritórios de advocacia trabalhista Mehri & Skalet e Katz Marshall & Banks também estão ajudando os trabalhadores.

Os escritórios da Comissão em Baltimore, Pittsburgh e Washington estão envolvidos no caso, disseram advogados das empresas. O advogado do Facebook, Covington & Burling, não respondeu a um pedido de comentário.

Queixas sobre disparidades

O aumento da diversidade racial e de gênero tem sido um desafio para as maiores empresas de tecnologia, que às vezes culpam a falta de candidatos qualificados de grupos sub-representados. Mas os trabalhadores de tecnologia cresceram encorajados a desafiar publicamente essa noção e a alegar em queixas formais que práticas de emprego tendenciosas causam disparidades.

Romer-Friedman disse que ele e seus colegas disseram à Comissão em uma apresentação no mês passado que uma das políticas do Facebook é conceder bônus aos funcionários de até US$ 5 mil quando um candidato indicado por eles é contratado. Os candidatos indicados tendem a refletir a composição dos funcionários existentes, prejudicando os profissionais negros, explicou ele.

O Facebook disse que cerca de 3,9% de seus funcionários nos EUA em junho passado eram negros.

Em dezembro passado, o Departamento de Justiça acusou o Facebook de discriminar amplamente os trabalhadores dos EUA, dizendo que dava preferência à contratação de trabalhadores temporários.

No mês passado, o Google da Alphabet Inc. concordou em pagar US $ 3,8 milhões para resolver as alegações do governo dos EUA de que pagava mal às mulheres e preteria injustamente mulheres e asiáticos em vagas de emprego.

Meghan comenta relação com Kate: ‘Se você a ama, não precisa me odiar’

07.mar.21 – Meghan Markle e Harry são entrevistados por OprahImagem: Harpo Productions/Joe Pugliese

A duquesa de Sussex, Meghan Markle, falou sobre a relação com a duquesa de Cambridge, Kate Middleton. Para Meghan, “se você me ama, não precisa a odiar nem vice-versa”. A declaração foi dada à Oprah Winfrey, em entrevista exibida neste domingo (7) pela emissora CBS.

“Não precisa da polaridade”, disse ela. “Eu posso ver agora o que eles [a mídia] queriam fazer. Parece que eles queriam uma narrativa de vilão. Ou você é uma heroína ou uma vilã”.

Ela comentou sobre os boatos de que fez Kate chorar durante os preparativos para o seu casamento. Seis meses depois, os rumores ganharam as manchetes da mídia britânica, o que gerou uma repercussão negativa para Meghan.

“Poucos dias antes do casamento ela estava chateada com algo relacionado aos vestidos de floristas. Isso me fez chorar, realmente feriu meus sentimentos”, disse ela.

Meghan ressaltou que “não houve confronto” e que Kate chegou a pedir desculpas. “Eu a perdoei. É muito importante que as pessoas entendam a verdade. Ela é uma boa pessoa.”

Questionada sobre o porquê Kate estava chateada durante os preparativos do casamento, Meghan disse que não acha justo entrar nos detalhes “porque ela se desculpou”. “A parte difícil foi ser publicamente culpada por algo que eu não fiz, mas aconteceu comigo.”

Saída conturbada

Em janeiro do ano passado, Harry e Meghan anunciaram a saída da realeza britânica. Os dois abriram mãos dos títulos reais e patronatos, se mudaram para os EUA e não precisam mais assumir compromissos da realeza e nem mesmo contar com o dinheiro público da monarquia.

Em entrevista ao “Late Late Show” com James Corden, Harry revelou ter tomado a atitude de abdicar da realeza após o tratamento cruel conferido pela imprensa à sua família. “Todos nós sabemos como a imprensa britânica pode ser, e ela estava destruindo minha saúde mental, eu pensava ‘isso é tóxico’. Então fiz o que qualquer marido e qualquer um faria, pensei ‘preciso tirar minha família daqui'”. Desde a relação difícil com o pai até a escolha de suas roupas, tudo era criticado.

Sendo a primeira negra a entrar na Família Real, Meghan também foi vítima de ataques racistas nas redes sociais. De acordo com a biografia do casal, “Finding Freedom” (“encontrando a liberdade”, em tradução livre), a própria Família Real tentou dissuadir Harry da ideia de se casar com Meghan. Eles também nunca se manifestaram sobre os ataques que Meghan recebia.

Por que atriz Anya Taylor-Joy de ‘O Gambito da Rainha’ foi descrita como uma ‘mulher de cor’

ANALÍA LLORENTEBBC

Anya Taylor-Joy é protagonista da série da Netflix ‘O Gambito da Rainha’ 

NEWS BRASIL – Nos últimos meses, ela deixou muitos obcecados com seus movimentos no tabuleiro de xadrez. Despertou no público grande curiosidade em aprender este jogo complexo, e isso se refletiu no aumento da venda de tabuleiros e do número de pessoas que se inscreveram em aulas de xadrez.

Estamos falando de Anya Taylor-Joy, a atriz de 24 anos que acabou de ganhar um Globo de Ouro por sua interpretação da enxadrista Beth Harmon na série de sucesso da Netflix O Gambito da Rainha”.

Como resultado dessa vitória, vários artigos foram escritos sobre Taylor-Joy, mas houve um em particular que causou polêmica. Publicado em 28 de fevereiro na revista americana Variety, um texto descreveu a jovem atriz como uma “mulher de cor” (woman of color, em inglês).

“A argentina Taylor Joy é a primeira mulher de cor a vencer esta categoria desde Queen Latifah em 2008 e apenas a quinta mulher de cor a vencer desde 1982”, dizia o artigo.

Essa descrição da protagonista de “O Gambito da Rainha” causou grande alvoroço nas redes sociais, a tal ponto que a Variety modificou o artigo e esclareceu que Anya Taylor-Joy “se identifica como uma latina branca”.

Então, por que alguns nos Estados Unidos consideram Anya Taylor-Joy uma “pessoa de cor”? O que essa descrição significa?

‘VENHO DE MUITOS LUGARES’

Anya Taylor-Joy nasceu em Miami, Estados Unidos, mas muito jovem mudou-se com os pais para a Argentina, onde viveu até os seis anos. A jovem é filha de pai argentino de raízes escocesas e de mãe nascida na Zâmbia, cujos antepassados ​​são ingleses e espanhóis.

“Venho de muitos lugares, mas minha qualidade e minha atitude perante a vida vêm da Argentina. Eu realmente aprecio essa parte da minha história. Sinto-me muito orgulhosa de vir da Argentina”, disse Taylor-Joy em um espanhol perfeito com sotaque argentino em uma entrevista em outubro passado.

A atriz se orgulha de suas raízes variadas e de sua origem argentina, o que pode confundir muitos americanos que não consideram que alguém de origem latina possa ser considerado branco.

PERTENCER A MINORIAS

O conceito de “pessoa de cor” é exclusivo dos Estados Unidos e pode não ter as mesmas conotações em outras partes do mundo.

Os brancos começaram a usá-lo nos séculos 18 e 19 para se referir a pessoas de raça negra ou parda, e foi somente no final do século 20 que os próprios afro-americanos e membros de outras minorias se apropriaram do termo, usando-o para se afirmar como um grupo.

“A categoria em si é uma forma de identificar uma comunidade de indivíduos. Pode parecer artificial, mas o que torna ‘uma pessoa de cor’ nos Estados Unidos é que ela pertence a uma minoria racial ou étnica”, explica Efrén Pérez, professor na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

“Com relação a essa atriz, é claro que sua aparência é mais europeia do que a de outros latinos, que podem ser de origem mexicana ou porto-riquenha, por exemplo. Ela não se parece com esse padrão”, diz.

A verdade é que a categoria “pessoa de cor” não está relacionada apenas às características físicas de uma pessoa, mas também à sua origem étnica e à forma como a pessoa se vê.

Quanto à origem étnica, é comum nos Estados Unidos que quem vem da América Latina ou da Espanha seja classificado como “pessoa de cor” por falar espanhol, independentemente de seus ancestrais serem de origem europeia.

Foi provavelmente o que aconteceu no caso de Anya Taylor-Joy, que a Variety considerou “mulher de cor” por causa de suas raízes argentinas. Efrén Pérez também explica que muitos membros da minoria nos Estados Unidos se autodenominam “pessoas de cor”.

“É basicamente uma categoria psicológica, algo que se formou ao longo do tempo. As pessoas que vieram do México, da Argentina ou de Cuba para os Estados Unidos foram forjadas aqui como latinas ou como hispânicas. Essas categorias não existiam antes. E isso é muito semelhante à questão das ‘pessoas de cor'”, diz Pérez, que é de origem mexicana.

“Me identifico como uma pessoa de cor pela experiência que tive como alguém de raízes mexicanas nos Estados Unidos, porque fui tratado como uma minoria, como alguém que está fora da força maior”, reconhece.

“A evidência que vemos é que o conceito inclui afro-americanos, latinos, asiáticos e também pessoas de outras minorias que não são anglo-saxãs, como indígenas americanos e muçulmanos”, diz Pérez. Embora por fora possa parecer estranho ser descrito como uma “pessoa de cor”, Pérez explica que, para muitos nos Estados Unidos, isso dá uma sensação de pertencimento que pode levar ao bem-estar.

“A nível psicológico, gostamos de pertencer a determinados grupos ou categorias para aumentar a nossa autoestima. É um instrumento que nos ajuda a sentir bem. Muitas vezes a nossa autoestima aumenta porque pertencemos a grupos aos quais outros não podem pertencer”, ele diz.

ORIGEM MODERNA

A comunidade afro-americana começou a usar os termos “pessoa de cor” e “gente de cor” com mais frequência no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Mas antes já se falava da ideia que representava.

Isso foi refletido por Martin Luther King Jr. em seu famoso discurso “Eu tenho um sonho” (I Have a Dream) em Washington em 1963 ao se referir aos “cidadãos de cor”.

“Hoje é óbvio que os Estados Unidos deixaram de cumprir esta nota promissória no que diz respeito aos seus ‘cidadãos de cor’. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, os Estados Unidos deram aos negros um cheque sem fundo, um cheque que foi devolvido marcado como ‘fundo insuficiente'”.

Esta categoria, dado o crescimento demográfico de outras comunidades, foi expandida para incluir mais grupos, enfatizando as semelhanças e deixando de lado as diferenças.

“Você pode ser mais persuasivo se disser: ‘Pessoas de cor sofrem essa discriminação’ e não se referir apenas aos afro-americanos, mas aos latinos, asiáticos etc. Isso é mais chocante”, diz Pérez.

Quando questionado se os Estados Unidos deveriam abandonar a classificação das pessoas por raça ou etnia como forma de acabar com a discriminação, o cientista político afirma que “eliminar as categorias só dará outro nome aos grupos”.

“Ignorar as identidades, interesses e aspirações de vários grupos raciais ou étnicos afeta aquelas pessoas que podem acabar se sentindo isoladas”, conclui. Em todo caso, o uso do conceito de “pessoa de cor” ou “gente de cor” não é isento de controvérsia e há quem defenda a sua suspensão pelas conotações raciais que possui.