Unflower Brand | Spring Summer 2021 | Full Show

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George Georgia – Linked/Persisting

MayTree – Avengers theme (acapella)

Music arranged by Maytree
Video directed by Napkinsmusic

Vogue US April 2021 – Selena Gome By Nadine Ijewere 

Brand-New Day   —   Vogue US April 2021   —   www.vogue.com

Photography: Nadine Ijewere Model: Selena Gomez Styling: Gabriella Karefa-Johnson Hair: Edward Lampley Make-Up: Hung Vanngo Manicure: Tom Bachik  Set Design: Heath Mattioli

WSJ. Magazine Men’s Spring 2021 – Marcus Rashford By Inez & Vinoodh 

Out Of The Blue   —   WSJ. Magazine Men’s Spring 2021   —   www.wsj.com

Photography: Inez & Vinoodh Styling: Clare Richardson Model: Marcus Rashford

Plano do Google de bloquear cookies preocupa o governo dos EUA

Departamento de Justiça está preocupado se decisão pode afetar empresas de menor parte e beneficiar o Google na concorrência
Por Agências – Reuters

Nos últimos dois meses, o Google divulgou mais detalhes do plano de bloquear cookies de sites terceiros 

O plano do Google de bloquear uma ferramenta de rastreamento da web chamada “cookies” preocupa investigadores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que têm questionado executivos da indústria de publicidade se a ação prejudicará rivais menores, disseram fontes a par da situação.

O Google anunciou há um ano que passará a proibir alguns cookies de serem executados pelo navegador de internet Chrome, afirmando que a decisão deve-se ao interesse da empresa em aumentar a privacidade do usuário.

Nos últimos dois meses, o Google divulgou mais detalhes do plano, levando rivais de anúncios online a reclamar da perda da ferramenta de coleta de dados.

As questões dos investigadores abordaram como as políticas do Google, incluindo as relacionadas a cookies, afetam as indústrias de anúncios e notícias, disseram quatro fontes.

Os investigadores questionam se o Google está usando o Chrome, que tem 60% do mercado global de navegadores de internet, para reduzir a concorrência, evitando que empresas de publicidade rivais rastreiem usuários por meio dos cookies, acrescentaram as fontes.

Executivos de mais de uma dezena de empresas de diversos setores falaram com os investigadores do Departamento de Justiça, disse uma das fontes. O governo norte-americano tem investigado os negócios de busca e publicidade do Google desde 2019 e, em outubro passado, processou a empresa por supostas táticas anticompetitivas para manter o domínio de seu mecanismo de busca. O governo também continuou a sondar as práticas de publicidade da companhia.

Procurado, o Departamento de Justiça dos EUA não comentou.

“A enorme competição em ferramentas de publicidade tornou os anúncios online mais acessíveis, reduziu as taxas e expandiu as opções para editores e anunciantes”, disse o Google.

Se o Departamento de Justiça processar a companhia por conduta relacionada a anúncios, pode abrir uma nova ação ou entrar no caso em andamento do Texas, disse uma das fontes.

O Texas alterou na terça-feira, 16, sua reclamação para, entre outras coisas, alegar que as próximas mudanças no Chrome “são anticompetitivas porque aumentam as barreiras à entrada e excluem a competição” na publicidade na web.

Victoria Beckham adota uma abordagem menos é mais na coleção FW21

Silhuetas mínimas acentuadas com tons fortes. By YeEun Kim

Depois de apresentar virtualmente uma coleção inspirada na liberdade para a primavera / verão 2021, Victoria Beckham agora retornou para a temporada outono / inverno 2021 com uma abordagem menos é mais. O lookbook captura roupas influenciadas pela cidade de Miami, onde o estilista mora.

“Otimista, mas realista. Nossa visão estratégica para os negócios nesta temporada é reconhecer onde estamos agora e sonhar onde estaremos ”, comenta a criativa sobre seu último projeto, mantendo a pandemia em mente para roupas práticas. A partir desta temporada, Beckham está fundindo suas pré-coleções com sua linha principal, com lançamentos em lojas que chegam já em maio. O modelo híbrido é um reflexo do clima global em curso, bem como seu foco na sustentabilidade.

Quanto à coleção em si, silhuetas minimalistas são complementadas por salpicos ousados ​​de vermelho. Um casaco sob medida vem com tons de marfim acinzentado na gola e lapelas, enquanto o resto da roupa chega em um tom laranja-avermelhado impressionante. O tema continua em vestidos de chiffon transparente, que apresentam detalhes de listras sutis nas mangas e na cintura. Os looks são estilizados com botas prateadas brilhantes e marcantes, com estampas florais em calças e casacos que ganham destaque. A gama é complementada com um conjunto denim-on-denim.

09.Virus | Spring Summer 2021 | Full Show

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Crimes de ódio contra asiáticos crescem nos EUA, mas acusações são raras

Vários ataques recentes não foram denunciados como crimes de ódio, alimentando protestos e indignação entre muitos asiático-americanos
Nicole Hong e Jonah E. Bromwich / The New York Times, O Estado de S.Paulo

Membros do Comitê Americano-Coreano contra Crimes de Ódio se manifestam após ataque a tiros de Robert Aaron Long contra spas em Atlanta  Foto: Dustin Chambers/Reuters

Mas o perpetrador, um homem de 23 anos do Iêmen, não disse uma palavra à vítima antes do ataque, disseram os investigadores. Os promotores determinaram que não tinham evidências suficientes para provar a motivação racista. O agressor foi acusado de tentativa de homicídio, mas não de crime de ódio.

A notícia indignou os líderes asiático-americanos da cidade de Nova York. Muitos deles protestaram em frente ao Gabinete do Promotor Público de Manhattan, exigindo que o esfaqueamento fosse denunciado como crime de ódio. Estavam cansados de as autoridades fecharem os olhos para o que consideravam ataques racistas. “Vamos chamar a coisa pelo nome certo”, disse Don Lee, ativista comunitário que falou no comício. “Não são ataques aleatórios. Estamos pedindo o reconhecimento de que esses crimes estão acontecendo.”

Mas o perpetrador, um homem de 23 anos do Iêmen, não disse uma palavra à vítima antes do ataque, disseram os investigadores. Os promotores determinaram que não tinham evidências suficientes para provar a motivação racista. O agressor foi acusado de tentativa de homicídio, mas não de crime de ódio.

A notícia indignou os líderes asiático-americanos da cidade de Nova York. Muitos deles protestaram em frente ao Gabinete do Promotor Público de Manhattan, exigindo que o esfaqueamento fosse denunciado como crime de ódio. Estavam cansados de as autoridades fecharem os olhos para o que consideravam ataques racistas. “Vamos chamar a coisa pelo nome certo”, disse Don Lee, ativista comunitário que falou no comício. “Não são ataques aleatórios. Estamos pedindo o reconhecimento de que esses crimes estão acontecendo.”

A manifestação refletiu um debate público sobre como enfrentar o aumento nos relatos de violência contra os americanos de origem asiática, que se sentem ainda mais vulneráveis a cada novo ataque. Muitos incidentes não resultaram em prisões ou não foram denunciados como crimes de ódio, dificultando o levantamento de dados confiáveis sobre até que ponto os asiático-americanos estão na mira.

Essa frustração explodiu em escala nacional esta semana, depois que Robert Aaron Long, um homem branco, foi acusado de atirar fatalmente em oito pessoas, entre elas seis mulheres de ascendência asiática, na área de Atlanta, na noite de terça-feira.

Os investigadores disseram que é muito cedo para determinar o motivo do crime. Após a prisão de Long, ele negou ter preconceito racial e disse às autoridades que disparou os tiros como uma forma de vingança por seu “vício sexual”.

O episódio de Atlanta e outros ataques recentes expuseram questões difíceis sobre a possibilidade de provar motivação racista. Os ataques envolveram vítimas asiáticas? Ou os agressores isolaram propositadamente os asiáticos de uma forma tácita que jamais poderá ser apresentada como prova no tribunal?

Muitos asiático-americanos ficaram se perguntando qual é a influência dos estereótipos culturais que os colocam – especialmente as mulheres – como alvos fracos ou submissos.

Outros incidentes que demonstraram clara motivação racial não resultaram em detenções. A polícia ainda procura um homem que chamou uma mãe americana asiática de “vírus chinês”, cuspindo na criança dela em Queens na semana passada.

Enquanto se desenrola o debate a respeito de como se qualifica juridicamente o preconceito contra asiáticos, a comunidade está lidando com a seguinte realidade: a lei simplesmente não foi pensada para levar em conta muitas das formas de racismo vivenciadas pelos americanos asiáticos.

No Estado de Nova York, para que esses ataques sejam enquadrados como crimes de ódio, os promotores teriam de demonstrar que as vítimas foram escolhidas por causa de sua raça.

Mas comprovar uma motivação racista pode ser particularmente difícil em se tratando de ataques contra asiáticos, dizem os especialistas. Não existe um símbolo do ódio contra asiáticos tão fácil de identificar quanto uma forca ou uma suástica. Historicamente, muitas vítimas de crimes contra asiáticos nos EUA são proprietários de pequenos negócios que foram assaltados, o que complica a questão da motivação.

EUA - asiáticos - Don Lee
‘Não são ataques aleatórios. Estamos pedindo o reconhecimento de que esses crimes estão acontecendo’, diz Don Lee, ativista comunitário   Foto: Chang W. Lee/The New York Times

“No caso dos crimes de ódio contra negros, contra gays ou antissemitas, o protótipo é fácil de reconhecer”, disse a professora de direito Lu-in Wang, da Universidade de Pittsburgh. “Com frequência, são casos mais claros.”

Os americanos asiáticos estão muito divididos em relação a quais seriam as melhores medidas contra a violência, refletindo as amplas diferenças ideológicas e geracionais dentro de um grupo que engloba dúzias de etnias. Há cerca de 1,2 milhão de asiáticos em Nova York, de acordo com dados censitários, o que corresponde a 14% da população da cidade.

Alguns pediram critérios mais rigorosos para a aplicação de acusações de crimes de ódio, com castigos mais duros e mais recursos para que o Departamento de Polícia de Nova York possa investigar ataques contra asiáticos.

Outros se opuseram a essas propostas, dizendo que intensificar o policiamento prejudicaria suas próprias comunidades, aprofundando as tensões raciais e afetando desproporcionalmente as comunidades de negros e latinos que há muito são alvo de um policiamento mais agressivo.

“Raramente vi pessoas socialmente privilegiadas serem acusadas por crimes de ódio”, disse Anne Oredeko, procuradora encarregada de supervisionar a unidade de justiça racial do grupo de defensoria pública Legal Aid. “Com frequência, vemos pessoas de cor sendo acusadas de crimes de ódio.”

EUA - asiáticos - crimes de ódio
Nancy Riley-James se emociona em memorial para mulheres assassinadas na Geórgia   Foto: Chang W. Lee/The New York Times

De acordo com a legislação estadual de Nova York, certas infrações podem ser qualificadas com o agravante de serem crimes de ódio, aumentando a possível sentença. Como prova, os promotores costumam apresentar declarações verbais odiosas ou publicações ofensivas do réu nas redes sociais.

Entre as maiores cidades americanas, Nova York apresentou a maior alta nas denúncias de crimes de ódio contra asiáticos no ano passado, de acordo com análise de dados da polícia realizada por um centro da Universidade Estadual da Califórnia em San Bernardino. Foram 28 incidentes do tipo em 2020, ante os 3 casos registrados em 2019, de acordo com dados do Departamento de Polícia de Nova York.

As autoridades reconhecem que os dados são limitados e imperfeitos. Um projeto de lei em tramitação que deve ser aprovado até junho definiria um sistema mais padronizado para a denúncia de crimes de ódio nos tribunais, na promotoria e na polícia de Nova York.

Stewart Loo, vice-inspetor à frente da força-tarefa de combate a crimes de ódio contra asiáticos do departamento de polícia, disse em entrevista que os americanos asiáticos frequentemente relutam em denunciar crimes por causa de barreiras idiomáticas ou temores de um possível questionamento do seu status de imigrantes. Muitos temem também uma retaliação por parte dos acusados, ou simplesmente querem evitar problemas.

“É um processo muito desmotivador”, disse Loo. “Temos que ir à delegacia, conversar com os investigadores, conversar com os promotores.”

No ano passado, os ataques ocorridos em Nova York que foram processados como crimes de ódio tipicamente envolveram pessoas que culparam os asiáticos pela disseminação do coronavírus, ecoando a retórica do ex-presidente Donald Trump, que se referiu à doença como “vírus chinês” e “gripe chinesa”.

Uma mulher branca foi acusada de cometer um crime de ódio em março do ano passado depois de esbarrar em uma mulher asiática que atravessava a rua em Manhattan e dizer, “É por sua causa que o coronavírus está aqui”, antes de cuspir nela e arrancar parte de seus cabelos, de acordo com a promotoria.

No ataque com faca ocorrido em Chinatown no mês passado, os promotores disseram não haver provas de que o réu, Salman Muflehi, teria escolhido a vítima por ser asiática nem de que teria visto o rosto dela antes de esfaqueá-la. Posteriormente, Muflehi disse à polícia que não gostou do jeito que a vítima olhou para ele.

Muflehi migrou do Iêmen para Nova York quando adolescente. Sofre há anos com graves problemas de saúde mental, envolvendo-se em frequentes brigas e detenções, de acordo com entrevista com o irmão e a mãe dele. De acordo com eles, o réu nunca manifestou um ódio contra asiáticos.

EUA - asiáticos - crimes de ódio
Mulher presta homenagem a vítimas de atirador na região de Atlanta   Foto: Chang W. Lee/The New York Times

Ele já tinha sido preso por atacar o irmão e o pai. Recentemente, foi indiciado em fevereiro por dar um soco na cabeça de um homem hispânico, de acordo com a promotoria (equivocadamente, reportagens anteriores identificaram essa vítima como asiática).

Muflehi continua preso. Ele é acusado de quatro crimes, entre eles tentativa de homicídio. Se a acusação fosse designada como crime de ódio, a sentença mínima para o caso dele aumentaria de 5 para 8 anos de prisão.

A vítima de 36 anos, cuja identidade não foi revelada ao público, passou mais de duas semanas no hospital, sendo liberada no domingo.

Os investigadores recomendaram que o ataque com faca fosse classificado como crime de ódio, mas o gabinete do promotor do distrito de Manhattan discordou.

A organizadora comunitária Shirley Ng, do bairro chinês de Manhattan, defende o rebaixamento dos critérios para a tipificação de crimes de ódio e a eliminação da possibilidade de fiança, pois, na opinião dela, as autoridades são demasiadamente lenientes diante de casos envolvendo vítimas asiáticas.

“É muito fácil dizer que esses suspeitos sofrem de alguma doença mental”, disse Shirley. “Mas, às vezes, eles têm plena consciência de que pretendem ferir outras pessoas.”

Outros dizem que um policiamento mais rigoroso pode resultar em uma rivalidade entre americanos asiáticos e as comunidades de negros e latinos, inflamando as tensões raciais.

Wayne Ho, presidente do Conselho de Planejamento Sino-Americano, uma agência de serviços sociais, disse que muitos de seus colegas asiáticos sofreram abusos verbais durante a pandemia, mas preferiram não alertar a polícia por temer a possibilidade de os acusados, frequentemente pessoas não-brancas, serem maltratados.

“Perguntei a mim mesma, será que quero ver essa pessoa na cadeia?” disse Alice Wong, uma das colegas de Ho. “Colocar alguém na prisão não faz com que a pessoa deixe de odiar os outros.”

Reconhecendo esse desafio, algumas autoridades policiais pediram que aqueles que cometem crimes de ódio sejam encaminhados a aulas antirracistas como alternativa à prisão. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL E RENATO PRELORENTZOU 

Lana Del Rey canta Joni Mitchell no triste e belo ‘Chemtrails Over The Country Club’

Atacada nas redes por frases infelizes em entrevistas recentes, cantora responde com um belo álbum de canções uniformes mas intensas incluindo uma versão para ‘For Free’
Julio Maria, O Estado de S.Paulo

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Lana Del Rey, com seu ‘canto do Meio-Oeste’ Foto: Universal Music

Lana Del Rey poderia apenas cantar. Sua voz atinge um nível de sussurro inebriante em White Dress e sua versão ao lado de Zella Day e Weyes Blood para For Free, a linda canção que Joni Michell mostrou ao mundo em 1970 no álbum Ladies of the Canyon, tem uma sensibilidade que preencheria por si todo seu novo álbum. Mas uma artista de suas ambições precisa em algum momento, e isso faz parte do processo, falar. E sempre que Lana fala, algo que não desce bem. Em entrevista recente à BBC Radio 1, ela comentou sobre os anos de Donald Trump de quem, para muitos nos Estados Unidos, foi apoiadora. Lana disse: “A loucura de Trump, por pior que fosse, realmente precisava acontecer. Nós realmente precisávamos de uma reflexão sobre o maior problema do nosso mundo, que não é a mudança climática, mas a sociopatia e o narcisismo. Principalmente na América. Isso vai matar nosso mundo. Não é capitalismo, é o narcisismo.”

Uma tempestade de críticas com relação à ideia de que “a loucura de Trump precisava acontecer” caiu sobre sua cabeça instantes depois da entrevista e, antes mesmo que passasse, veio outra. Lana foi contestada pelo fato de seu novo álbum, Chemtrails Over the Country Club, ter uma capa apenas com mulheres brancas (embora uma delas seja negra, como se vê). Mas sua resposta de que falta de diversidade é algo que não acontece em sua vida, já que ela é amiga de muitos negros e já namorou vários rappers, trouxe mais ataques pela infelicidade da ideia do “tenho amigos que são”. Instantes tensos provocados por frases ingênuas que toda a música que chega agora em seu novo álbum pode ter força para recolocá-la em equilíbrio.

Chemtrails Over the Country Club é um álbum em que Lana volta a se interiorizar ainda mais do que fez em Norman Fucking Blackwell, de 2019. Ela mesma já definiu seu novo som como uma dissidência do que as cantoras fazem no Meio-Oeste de seu país, lugares como Minnesota, Missouri e Nebraska, em que o country ganha um acento especial. Filha de empresário norueguês, dono de uma grande agência de marketing, e de mãe advogada e professora, Lana cresceu com suas ascendências europeias em Lake Placid, uma vila nas Montanhas Adirondack, no Condado de Essex, Nova York. Algo que diz muito de seus traços artísticos.

Seu álbum traz uma delicadeza de camadas acústicas e palavras – o que deve em parte ao produtor Jack Antonoff, que já trabalhou com LordeTaylor Swift e a própria Lana no disco anterior – e uma inteligência vocal mais apurada, algo mais importante do que ter potência, alcance, volume e outras habilidades. Lana sabe onde sua voz pequena fica à vontade e, nesse lugares, a faz crescer. Seria uma cantora de country se viesse com um ou dois violinos, uma steel guitar e mais violões do que piano, mas seu caminho, mesmo em baladas como Let Me Love You Like a Woman, nunca a aproxima das graciosas Dixie Chicks. Sinais da importância de um bom produtor.

Não há exceções em Chemtrails... São todas canções invernais de solidão, silêncio e noite. Há uma obsessão, ou uma limitação mesmo, em apostar no formato quase único de se fazer harmonia das primeiras partes com três acordes, algo que marca a estrutura de pelo menos Chemtrails Over de Country Club, Let Me Love Wild a Heart. Nenhum problema com a quantidade de acordes, mas a repetição da estrutura passa a sensação de repetição e linearidade. É o que faz alguém dizer: “Mas parece a mesma música”. Todas soam como filhas da mesma matriz. Ao lado das igualmente lamuriosas Dark But Just a GameTulsa Jesus Freak e a própria White Dress, o single com um clipe iniciado ontem no YouTube, dirigido por Constellation Jones, elas fazem o álbum de Lana se tornar uniforme, plano e constante. E não é ruim que seja assim. Lana vive seu momento de reflexão, mais um deles, e não faria sentido ir ao rock só para criar picos de uma emoção falsa. Chemtrails é o que ela e boa parte do mundo sente nesse momento.