Trabalhe na construção da sua própria marca

Trabalhar a sua marca pessoal é um instrumento capaz de potencializar não só a sua carreira, mas também a organização onde você atua
Por Mauricio Benvenutti – O Estado de S.Paulo

Nunca foi tão oportuno pensar em você como uma marca
Nunca foi tão oportuno pensar em você como uma marca

Nunca foi tão oportuno pensar em você como uma marca. Ou seja, trabalhar a construção da sua carreira assim como uma organização trabalha a construção da sua identidade, do seu conjunto de valores que a diferencia no mercado. Não é de hoje que isso é importante. No Antigo Egito, fabricantes de tijolos esculpiam sinais em seus produtos como forma de identificá-los. Na Idade Média, comerciantes europeus personalizavam suas mercadorias para evitar imitações. Na Revolução Industrial, fábricas passaram a usar nomes e símbolos para valorizar o que produziam. Práticas como essas são empregadas há séculos para garantir autenticidade, construir relações de confiança e obter reconhecimento.

Marca é tudo o que você sente quando interage com um negócio ou alguém. Sei que existem várias definições para o termo. Essa é a que eu uso. No dia a dia, ao convivermos com empresas, desenvolvemos uma série de emoções em relação a elas. Se eu mencionar “Coca-Cola”, por exemplo, que expressão resume as inúmeras sensações que aparecem em você? Pode ser que a sua resposta seja refrescante, doce ou sede. E se eu falar “Boticário”? Talvez romance ou surpresa. E “McDonald’s”? Quem sabe conveniência ou alegria. Tudo isso é marca. As reações que surgem quando você se relaciona com determinadas organizações representam as suas percepções – positivas, negativas ou neutras – em relação a elas.

Isso vale também para nós, seres humanos. Se você tivesse de colocar em palavras os seus sentimentos sobre Elon Musk, o que viria? Ou sobre um sócio ou colega de trabalho? A verdade é que todos temos uma marca pessoal, independentemente de investirmos nela ou não. Hoje, somos altamente conectados e bem mais públicos do que antes. Quando fazemos qualquer coisa, produzimos pegadas virtuais e deixamos um rastro de evidências. A pergunta é: você prefere que a sua reputação tenha vida própria e seja construída de maneira descontrolada? Ou prefere ser responsável por essa narrativa e ter o mínimo de controle? Com a popularização da web, cuidar da sua presença digital se tornou essencial.

O ponto é o seguinte: pessoas se conectam com pessoas. Segundo a Nielsen, 83% delas confiam em recomendações de conhecidos antes de qualquer outra forma de publicidade. Já a PostBeyond, líder em soluções de employee advocacy, mostra que as mensagens de uma companhia são compartilhadas 24 vezes mais e geram um engajamento 561% superior quando enviadas por um funcionário. E, na média, um colaborador tem dez vezes mais seguidores em suas redes sociais do que a empresa que lhe emprega. Trabalhar a sua marca pessoal, portanto, é um instrumento capaz de potencializar não só a sua carreira, mas também a organização onde você atua.

*É SÓCIO DA PLATAFORMA PARA STARTUPS STARTSE

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