Luzia | Clássico da literatura, Luzia-Homem ganha versão em quadrinhos

HQ de Zé Wellington e Débora Santos adapta Luzia-Homem, de Domingos Olímpio
GABRIEL AVILA

Editora Draco anunciou o lançamento de Luzia, HQ que adapta Luzia-Homem, clássico da literatura escrito por Domingos Olímpio. Com roteiro de Zé Wellington (Cangaço Overdrive) e Débora Santos (Gringo Love), o quadrinho acompanha a jornada da personagem-título durante a Grande Seca que atingiu o sertão do Ceará no final do Século XIX.

Leia a sinopse: “A protagonista Luzia é uma mulher que sofre preconceito de outros retirantes e o assédio de um soldado justamente por ter músculos fortes, força incomparável e características masculinizadas. Mesmo nesse clima desfavorável, a determinada jovem vê florescer uma nova amizade e também um grande amor”.

Lojas de quadrinhos do Brasil se unem em campanha de apoio; saiba como ajudar
Apoiado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, o quadrinho tem 96 páginas em preto e branco e já está à venda no site da Editora Draco. Confira uma prévia abaixo:

Willy Chavarria é nomeado para liderar o design masculino da Calvin Klein

by Anna Barr

Ninguém entende a Geração Z como Willy Chavarria e Calvin Klein, residente no Brooklyn e nativo da Califórnia, e Calvin Klein vê seu potencial para a nova geração. Chavarria será responsável por liderar a visão conceitual e design de coleções sazonais para as linhas Calvin Klein Men. Isso certamente dará uma nova vida à icônica roupa masculina da marca, marcando uma nova era.

Chavarria já demonstrou que pode trabalhar bem no mercado comercial tendo já trabalhado com Ralph Lauren, American Eagle Outfitters, Dickies Construct e passado dois anos na Kanye West no desenvolvimento da sua marca Yeezy. Mas, o mais importante, ele tem se concentrado cada vez mais na sustentabilidade ao longo dos anos e estamos ansiosos para ver se isso se estenderá a sua nova função na Calvin Klein.

Whoopi Goldberg lembra fase como atriz mais bem paga de Hollywood: “Durou 25 minutos e acabou”

Aos 65 anos, ela comenta altos e baixos da carreira e garante: “O mundo será salvo por mulheres negras velhas”
MARIE CLAIRE

Whoopi Goldberg em ensaio para a revista Variey (Foto: Reprodução / Instagram Variety)

Trinta anos depois de Whoopi Goldberg vencer o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho em Ghost: Do Outro Lado da Vida, a revista norte-americana Variety contabilizou recordes e feitos inéditos da atriz, que é a única mulher negra a ter o EGOT, ou seja, ela é vitoriosa nos quatro principais prêmios da industria do entretenimentos nos EUA (Emmy, de televisão, Grammy, de música, Oscar, de cinema, e Tony, de teatro). 

O Oscar de Woopi quebrou um jejum de 50 anos sem nenhum prêmio para uma atriz negra – antes dela, a primeia e única havia sido Hattie McDaniel, premiada em 1940 como Atriz Coadjuvante por E o Vento Levou.

Whoopi é a única mulher negra a ter apresentado a cerimônia, e fez isso quatro vezes, em 1994, 1996, 1999 e 2002, sendo que na última vez presenciou um momento histórico (e único até hoje): As categorias de Atriz e Ator foram vencidas por atores negros – Halle Berry e Denzel Washington.

Whoopi Goldberg em Ghost: Do Outro Lado da Vida (1990), filme que lhe rendeu um Oscar  (Foto: divulgação )
Whoopi Goldberg em Ghost: Do Outro Lado da Vida (1990), filme que lhe rendeu um Oscar (Foto: divulgação )

Para a reportagem da Variety, Whoopi destaca um conselho que recebeu de Elizabeth Taylor: “Você e eu sabemos que você pode fazer qualquer coisa, mas você é negra, então vai ser mais difícil para as pessoas acreditarem”, Goldberg conta que Taylor disse a ela. “Vai ser para cima e para baixo. Se você tem uma maneira de ver onde esteve, isso permitirá que você não desista em tempos difíceis”.

Logo após ganhar o Oscar, Whoopi passou a estrelar comédias de grande visibilidade, como Mudança de Hábito (1992), Corina, uma Babá Perfeita (1994) e Mudança de Hábito 2 (1993), pelo qual recebeu U$ 12 milhões, se tornando a atriz mais bem paga de Hollywood. “Isso durou 25 minutos e depois acabou”, diz ela, sobre a fase de grande sucesso. 

Whoopi Goldberg em Mudança de Hábito (1992) (Foto: divulgação )
Whoopi Goldberg em Mudança de Hábito (1992) (Foto: divulgação )

Nas décadas seguintes, Whoopi não voltou a repetir os sucessos dos anos 90. Desde 2007 ela é uma das apresentadoras do The View, programa diário exibido nas manhãs da televisão norte-americana.

Entre seu próximos projetos está uma terceira parte de Mudança de Hábito, para o serviço de streaming Disney Plus, e um filme de super-heróis escrito por ela, sobre uma mulher negra mais velha que adquire superpoderes e precisa aprender a usá-los. “Desde criança, sou obcecada por super-heróis”, diz Goldberg. “Eles estão salvando o Mundo o tempo todo. Mas você sabe quem realmente vai salvar o Mundo? Mulheres negras velhas. “

Uma caixa de Pandora distópica de sons retrô de filmes e jogos | Neon Drifts

Neon Drifts é um pacote de expansão Retrologue cheio de sons retro e distópicos que são perfeitos para trilhas sonoras de jogos e filmes clássicos dos anos 80 e 90 com um toque moderno. Retrologue é um ótimo instrumento virtual VST para todos os gêneros de produção musical atmosférica e, com 150 predefinições de sintetizador de ondas de sons futuristas, Neon Drifts é perfeito para compor uma canção de sintetizador retro wave e muitos outros estilos de composição musical.

Rodrigo Santoro e Álvaro Morte, o professor de ‘La Casa de Papel’, juntos em série épica que começa a ser rodada no fim do mês, na Espanha

Rodrigo Santoro e Álvaro Morte juntos em ‘Boundless’ // Divulgação

Rodrigo Santoro e Álvaro Morte juntos em cena? Sim! O Amazon Prime Video e RTVE acabam de anunciar que os atores vão estrelar ‘Boundless’, nova série que contará a história da primeira viagem à vela ao redor do mundo já concluída, 500 anos atrás. A trama épica vai mostrar um grupo de marinheiros em uma viagem ao desconhecido, em quatro episódios de 60 minutos que serão rodados na Espanha e na República Dominicana.

Liderados pelo português Fernando de Magalhães (Rodrigo Santoro), 239 marinheiros zarparam de Sanlúcar de Barrameda (Cádiz, Espanha) em 20 de agosto de 1519. Três anos depois, apenas 18 marinheiros voltaram – gravemente debilitados devido à fome – no único navio que resistiu à viagem, capitaneado pelo marinheiro espanhol Juan Sebastián Elcano (Álvaro Morte). Eles viajaram 14.460 léguas, sempre de oeste para leste, completando a circunavegação do mundo; uma missão quase impossível que buscava encontrar um novo rumo às “ilhas das especiarias” e que acabou mudando a história da humanidade ao provar que a Terra é redonda. Essa façanha transformou para sempre o comércio, a economia, a astrologia e o conhecimento do planeta, e é considerada uma das maiores conquistas da história da humanidade.

Além de Santoro e Morte, o professor de ‘La Casa de Papel’, elenco inclui Sergio Peris-Mencheta (Capitão Cartagena), Adrián Lastra (Capitão Mendoza), Carlos Cuevas (Martino), Pepón Nieto (Padre Bartolomé), Raúl Tejón (Gómez de Espinosa), Gonçalo Diniz (Duarte Barrosa), Manuel Morón (Cardenal Fonseca) e Bárbara Goenaga (Beatriz).

A produção começa a ser filmada no dia 26, no País Basco e Navarra, em locações em Azkoitia, Azkorri, Lazkao, Olite e na Catedral de Pamplona, ​​antes de seguir para a República Dominicana, onde serão rodadas sequências marítimas nos estúdios Pinewood, e na Espanha, especificamente em Sevilha e Madrid. Para recriar a grande viagem, os navios Victoria e Trinidad serão reconstruídos e será usada uma réplica da Nau Victoria – o único dos cinco navios da expedição que regressou ao porto.

Luli Fama | Resort 2021 | Full Show

Luli Fama | Resort 2021 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PARAISO Miami Beach) #Miamiswim​

Carlos José Alvarez – Mira Como Baila
David Tobin – Dance With Destiny
Miguel Moreno – Road To Havana

Vogue UK May 2021 – Jean Campbell By Ben Weller 

Quality Time   —   Vogue UK May 2021   —   www.vogue.co.uk

Photography: Ben Weller Model: Jean Campbell Styling: Poppy Kain Hair: Daniel Martin Make-Up: Laura Dominique Manicure: Michelle Class

Dia da Terra: como a moda está se mobilizando pelo planeta?

Neste 22 de abril é comemorado o Dia da Terra. Aqui, separamos algumas inovações sustentáveis de marcas consagradas e outras que já nasceram com propósito eco-friendly
MARIE CLAIRE

Dia da Terra: a recém-nascida Lapô faz athleisure sustentável e brasileiro (Foto: Reprodução)

Dia da Terra, neste dia 22 de abril, é uma data para trazer foco para a saúde ambiental do planeta, jogando luz sobre a necessidade da preservação da biodiversidade, diminuição da pegada de carbono de grandes indústrias, da poluição, entre outras iniciativas

De alguns anos para cá e principalmente nos últimos meses, a moda reiventando processos, investindo em tecnologia e repensando sua produção para diminuir seu impacto ambiental. A indústria, por exemplo, é a segunda que mais polui no mundo. E neste Dia da Terra, reunimos ações e marcas com propósito eco-friendly que estão dispostas a fazer da moda um setor menos agressivo para o planeta. 

Salvatore Ferragamo

Earth Top Handle, bolsa de edição limitada em comemoração ao Dia da Terra, da Salvatore Ferragamo (Foto: Divulgação)
Earth Top Handle, bolsa de edição limitada em comemoração ao Dia da Terra, da Salvatore Ferragamo (Foto: Divulgação)

A Salvatore Ferragamo, uma das principais casas de moda italiana, tem desenvolvido processos e produtos mais sustentáveis. Algumas medidas recentemente adotadas, como a diminuição da quantidade de looks de cada coleção e compensação de carbono do processo de produção, são coroadas com o lançamento da Earth Top Handle – uma bolsa de edição limitada em comemoração ao Dia da Terra, feita de materiais renováveis como a cortiça certificada, recicláveis como linhas e fitas em poliéster e com o forro em linho natural biodegradável.

Malwee

A campanha
A campanha “Moda Sem Ponto Final”, da catarinense Malwee (Foto: Divulgação)

Referência em sustentabilidade na moda, a Malwee é um dos nomes mais fortes em inovações pelo ambiente. A empresa prioriza o uso de malha PET e já retirou mais de 50 milhões de garrafas do meio ambiente para produção de roupas, além do algodão desfibrado (produzido a partir da reciclagem de resíduos de malhas). Uma das mais recentes inovações da marca é a lavanderia de jeans. Além da Malwee, apenas outras quatro empresas no mundo possuem esse tipo de processo completo para a fabricação de jeans, conhecido como “Lavanderia 5.0”,  desenvolvida junto com a espanhola Jeanealogia. Os processos permitem economizar até 98% do volume de água.

Lapô

Dia da Terra: a recém-nascida Lapô faz athleisure sustentável e brasileiro  (Foto: Reprodução)
Dia da Terra: a recém-nascida Lapô faz athleisure sustentável e brasileiro (Foto: Reprodução)

“Em um relacionamento sério com a Terra.” Assim se define a Lapô, recém-lançada marca de athleisure sustentável. Diferente de muitas etiquetas de moda que vêm correndo atrás do prejuízo quando o assunto é sustentabilidade (muitas vezes escorregando no greenwashing), a Lapô já nasceu com o objetivo de produzir roupas esportivas com o menor impacto ambiental possível. A começar pelos tecidos, vindos de agricultura sem produtos tóxicos e que não agridem a pele, como a poliamida biodegradável, até a embalagem, feita de filme de celulose 100% compostável. Atemporais, as leggings e os tops em tons pastel são um charme. 

Intimissimi e Calzedonia

Dia da Terra: peças da Green Collection da Intimissimi, feitas de fibras de bambu (Foto: Divulgação)
Dia da Terra: peças da Green Collection da Intimissimi, feitas de fibras de bambu (Foto: Divulgação)

O grupo italiano Calzedonia, dono da gigante de lingerie e homewear Intimissimi e da marca homônima, conhecida pelo beachwear vêm desenvolvendo diferentes ações para sustentabilidade. A Intimissimi estabeleceu uma coleção, a Green Collection, com peças feitas a partir da fibra do bambu – material renovável, tecido de origem vegetal derivado de fontes de madeira sustentáveis e com renda em fio reciclado Q-nova® by Fulgar. A Calzedonia acaba de lançar também uma coleção usando o mesmo tipo de fio. A Eco Collection, linha de jeans, leggings e meias feitas a partir de materiais reciclados, como garrafas PET e fibras vegetais renováveis. https://36ab47eff115ac2278d68abcb3073999.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

No Brasil, a Intimissimi ainda firmou parceria com o selo eureciclo, que tem o compromisso de compensar 100% do impacto ambiental das embalagens pós consumo, desenvolvendo a cadeia de reciclagem e incentivo à economia circular. Outra medida recente foi a parceria com a startup de moda consciente Repassa – maior brechó online do país -, que tem a finalidade de incentivar clientes da marca a darem nova utilidade às peças sem uso em seus guarda-roupas.

UMA X

Dia da Terra: UMA X faz moda com náilon reciclado (Foto: Divulgação)
Dia da Terra: UMA X faz moda com náilon reciclado (Foto: Divulgação)

A linha UMA X, desenvolvida pela marca de moda nacional UMA, foi lançada em 2020 e tem servido de exemplo ao propor coleções repletas de inovações têxteis, que vão desde o uso do ECONYL (nylon regenerado por meio do resgate de resíduos em aterros e oceano), papel amassado para desenvolvimento de bolsas, prática do upcycling (reaproveitando materiais que normalmente seriam descartados) e desenvolvimento do Recycle Memory, tecido feito partir de fios de poliéster reciclado, provenientes de um estoque antigo da própria tecelagem, que elimina o uso de matéria-prima virgem e outros recursos naturais – entre outras iniciativas que têm conquistado uma clientela mais jovem e consciente.

Bottletop 

Dia da Terra: pulseira Togertherband, da Bottletop,  (Foto: Divulgação)
Dia da Terra: pulseira Togertherband, da Bottletop, (Foto: Divulgação)

Desde abril de 2019, a inglesa Bottletop, famosa por seus acessórios sustentáveis de luxo, tem investido na campanha #TOGETHERBAND, iniciativa que visa unir a comunidade global em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, estabelecidos em 2015 com o intuito de combater a pobreza, proteger o planeta e garantir a paz e a prosperidade para todas as pessoas até 2030. São 17 pulseiras feitas por artesãs do Nepal, a partir de metais derretidos e plástico retirado dos mares próximos a Costa Rica. Ao comprar uma pulseira, outra é enviada para que possa ser compartilhada. O lucro é 100% revertido para auxiliar projetos da ONU e as pulseiras podem ser compradas pela Shop2Gether. 

Design de embalagens é aposta para atrair consumidor americano a produtos estrangeiros

Empreendedores imigrantes estão trabalhando com designers e estrategistas de marca para criar embalagens que apelam para uma parcela maior de consumidores
Nina Roberts, The New York Times – Life/Style

Yolélé trabalhou para deixar as embalagens de produtos feitos com fonio mais atrativas nos EUA. Foto: Ian C. Bates/The New York Times

O fonio, um cereal importado da África Ocidental, há muito tempo era relegado às prateleiras das pequenas mercearias, frequentadas principalmente por imigrantes do Senegal e do Mali. Mas aos poucos, foi abrindo caminho no supermercado Whole Foods, onde  saquinhos decorados com um mapa pintado da África podem ser encontrados entre embalagens de arroz e lentilhas, visando atrair uma maior variedade de consumidores americanos.

Essa jornada foi promovida em parte por uma empresa de Nova York, a Yolélé, que significa algo como “Que venham os bons tempos!” na língua “fula”, da África Ocidental. A Yolélé oferece também fonio com refogado de cebola e temperado como o arroz comum, uma linha de chips de fonio, e, dentro em breve, farinha de fonio.

A companhia foi fundada em 2017 por Philip Teverow, veterano da indústria alimentícia, e Pierre Thiam, um chef originário do Senegal que cresceu comendo este cereal. Thiam acredita que os americanos consumiriam o fonio, se tivessem mais acesso a ele.

Este grão nutritivo não contém glúten e tem um leve sabor de nozes. Também é fácil de preparar: “Com o fonio, o cozinheiro nunca erra”, disse Thiam.

Mas o crucial para a sua empreitada de conquista do consumidor americano médio foi a embalagem. O design inovador do pacote e a identidade da marca são vitais na venda de alimentos incomuns nos mercados em geral, afirmam especialistas do setor.

“Na realidade, as pessoas compram com os olhos”, disse Chris Manca, um cliente do Whole Foods Market, especializado em produtos locais para lojas da companhia em Nova York, Nova Jersey e Connecticut. “Se o seu produto não saltar realmente da prateleira e não atrair o seu olhar, passará despercebido”.

Em 2019, funcionavam nos Estados Unidos 182.535 empresas de alimentos de propriedade de imigrantes, em toda a sua cadeia, da produção ao restaurante, segundo uma análise da American Community Survey realizada pela organização de pesquisa New American Economy. Imigrantes chineses e mexicanos eram os seus principais proprietários, e vendiam produtos alimentícios familiares ao paladar americano. Ultimamente, empreendedores de países como Guiné, Casaquistão e Senegal também estão conquistando um lugar no mercado com uma culinária menos conhecida.

A comercialização destes alimentos nos EUA também esbarra em algumas dificuldades, como a identidade cultural e a percepção do consumidor. Os empreendedores experientes trabalham com designers e estrategistas de marcas com a finalidade de tornar os seus produtos mais convidativos.

Um dos principais obstáculos é a escolha dos elementos visuais – fontes, cores, ilustrações e fotografias – que revelam a procedência física ou conceitual de um produto. A identidade de uma marca demasiado elegante e brilhante pode parecer pouco autêntica e perder credibilidade. E designs folclóricos ou inspirados em símbolos regionais podem parecer clichê e ultrapassados.

A criação do visual correto consiste em um “equilíbrio sutil”, segundo Paola Antonelli, curadora sênior do departamento de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna. Uma nova embalagem para um alimento de procedência estrangeira deve estimular a curiosidade e irradiar autenticidade, “fazendo com que o consumidor sinta uma familiaridade que talvez você ainda não tenha descoberto em si mesmo”, ela falou.

A herança cultural é crucial para um novo produto, explicou Phil Lempert, analista da indústria de alimentos, conhecido como o Guru do Supermercado. “Você precisa se destacar”, afirmou, acrescentando que há um forte apetite for culinárias e produtos estrangeiros, principalmente entre as gerações mais novas: “Eles amam experimentar com a comida”.

O setor global de alimentos mudou substancialmente nas últimas décadas, disse Lempert. Novas marcas de alimentos estrangeiros tendem a celebrar as suas origens, enquanto, há apenas dez anos, talvez as empresas procurassem americanizar os seus produtos.

“Há uma espécie de estigma a este respeito”, ele disse.

A distribuição dos supermercados também mudou. “Muitas destas marcas étnicas menores eram em geral distribuídas por distribuidoras de alimentos étnicas”, disse Lempert. “Agora, estas companhias vão diretamente para o supermercado”.

Outras estratégias apostam na mídia social, principalmente no Instagram, considerada uma maneira eficiente e de baixo custo para comercializar produtos, e vender diretamente aos consumidores por meio de sites e de mercados do comércio eletrônico, como a Amazon.

Mas o segredo está frequentemente na embalagem. A arte de um designer em geral consiste em uma mistura de pensamento criativo, experiência profissional diversificada e grandes viagens. Isto muitas vezes vai além de nacionalidade, etnia ou cultura compartilhadas; na realidade, muitos empreendedores preferem trabalhar com designers de diferentes origens para conhecer melhor a sua história através de lentes frescas.

Thiam quis usar Yolélé para afirmar a identidade afro-ocidental do fonio, evitando rótulos como “exótico” e “étnico”. Ele e Teverow procuraram Paula Scher, sócia da empresa de design Pentagram, com a qual Thiam já estava familiarizado por causa dos seus livros de culinária. Ele teria gostado de um designer de ascendência africana, mas quando viu o mapa da África de Paula Scher, afirmou, foi “amor à primeira vista”.

Depois que o design de Paula chegou às prateleiras, no ano passado, as vendas aumentaram 250%, contou Teverow.

A utilização de nomes de produtos em línguas estrangeiras é um problema comum aos proprietários de empresas de alimentos. Para ampliar o apelo de suas clássicas misturas de especiarias do Oriente Médio, como hawaji, baharat, e ras el hanout, Leetal Arazi, uma das fundadoras da New York Shuk, trabalhou com o designer gráfico Ayal Zakin para bolar a solução visual.

Os rótulos contêm ilustrações elegantes dos conteúdos de cada frasco, como cúrcuma ou chili, equilibrados com um moderno logotipo dourado e a silhueta estilizada de um pequeno camelo.

“De repente, as pessoas se sentem menos temerosas e intimidadas ao pegá-los na mão”, disse Arazi, cujos produtos são vendidos em supermercados como Whole Foods e lojas especializadas. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA