Estrelas do Oscar apostaram em looks casuais, mostrando que Hollywood está mudando

Chloé Zhao e Frances McDormand lideram lista
Melina Dalboni

Frances McDormand e Youn Yuh-jung: looks ‘básicos’ Foto: Matt Petit/A.M.P.A.S. via Getty Images / A.M.P.A.S. via Getty Images

Depois de 93 edições do Oscar, a Academia, finalmente, está se modernizando. E as mudanças vão além do conceito de inclusão, com um número maior de mulheres e negros indicados e premiados. Até o dress code está diferente. As grandes estrelas da noite foram vistas com looks mais casuais, um quê de protesto pacífico sobre o papel da mulher na indústria, como se quisessem manter os holofotes no trabalho.

De cara limpa, com duas tranças despretensiosas, um vestido de tricô da Hermès e um par de tênis branco, a chinesa Chloé Zhao arrematou simplesmente as duas mais importantes estatuetas da noite: melhor filme e melhor direção por “Nomadland”. Conhecida por manter-se propositadamente longe da cultura de celebridades, Frances McDormand, protagonista do filme, recebeu a estatueta de melhor atriz num discreto Valentino preto reto, sem um pingo de maquiagem e cabelos despenteados. “Chloé e Frances estavam alinhadas com o momento. Souberam captar o zeitgeist (o espírito do tempo) do mundo pandêmico”, avalia Sabina Deweik, pesquisadora de tendências, destacando ainda a sul-coreana Youn Yuh-jung, melhor atriz coadjuvante, que elegeu um longo marinho, de Marmar Halim, e pouca maquiagem para a ocasião.

Chloé Zhao Foto: POOL / REUTERS
Chloé Zhao Foto: POOL / REUTERS

Para a stylist Manu Carvalho, faltou um tiquinho de glamour. Chloé, na sua visão, foi um pouco “longe demais”. “Fez um statement de modesta. Algo como: vou de tênis mesmo, sem maquiagem, com cabelo zoadinho e vocês que me aguentem”, comenta Manu, destacando também o visual da roteirista, diretora e atriz Emerald Fennell, vencedora de melhor roteiro original. Ela combinou um esvoaçante e romântico vestido rosa e verde a um par de tênis. “A moda é um espelho da sociedade. É interdependente dos acontecimentos e do contexto da pandemia”, reflete a stylist.

Mas ainda pode ir de vestido princesa no Oscar em plena pandemia, como Amanda Seyfried e Carey Mulligan? Pode. É de bom-tom? Não é de bom-tom. “A pandemia mudou o dress code das empresas, por que não mudaria o Oscar?”, provoca Sabina.

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