A cor rosa chega à cozinha, tingindo paredes, armários e revestimentos, com um toque de ousadia

O tom, quem diria, agora é visto por arquitetos e designers como versátil
Isabela Caban

Cozinha Rosa Foto: Divulgação

Desde que o rosa-quartzo foi eleito pela Pantone a cor do ano, em 2016, o tom sobe a escada da fama da decoração. Surgiram variações em apelidos como rosa-seco, vintage e millennial na mesma velocidade em que a paleta avança pelos cômodos da casa. Agora, a cor encontrou seu lugar na cozinha, tingindo uma parte do armário, marcando presença em um eletrodoméstico, no piso ou na parede inteirinha.

Cozinha Rosa Foto: Divulgação
Cozinha Rosa Foto: Divulgação

“Queria ter em casa uma cozinha de boneca, bem ‘Patricinha de Beverly Hills’”, brinca o arquiteto Richard de Mattos, que acabou de pintar a sua (paredes e armários!) em dois tons de rosa — um puxado para o salmão e outro, chiclete. Projeto seu com a sócia Maria Clara de Carvalho (na Pílula Arquitetura), a ideia foi mesmo ousar e deixar o novo apê bem lúdico. “Gostamos de arriscar, de brincar, de colorir”, conta. Para completar, a dupla escolheu branco nas bancadas, marrom no teto, madeira no armário suspenso, um pouco de verde com plantas e um toque a mais de irreverência no pôster pendurado em destaque, com o autorretrato de Richard.

Também vale rosa-choque. O arquiteto Pedro Kastrup (da PKB) quis levar personalidade à cozinha integrada à sala no apartamento de um jovem casal com dois filhos. Com ar mais sóbrio e tons neutros (cinza, branco e freijó), por lá o banho de tinta foi pontual, apenas nas frentes dos armários, contrastando com as cadeiras Mucuri em azul-bic, do designer Zanini de Zanine. “Essas portas são vidros laqueados por trás e podem facilmente mudar de cor, caso queiram mais pra frente”, explica Pedro.

Cozinha Rosa Foto: Divulgação
Cozinha Rosa Foto: Divulgação

O rosa, quem diria, agora é visto por arquitetos e designers como versátil. Ficou para trás o tempo em que era ligado apenas ao feminino e ao romântico. “É uma cor calma e delicada, mas não só. Pode agregar ousadia, força, disruptura. Não é inicialmente cogitada pelos clientes, mas depois, quando veem o projeto, é sempre uma boa surpresa. Percebemos uma maior aceitação”, defende Pedro Kastrup.

Em uma outra cozinha integrada, que pode ser envolta em uma “caixa de vidro” (fechada com portas de correr translúcidas com moldura em ferro preto), o rosa surge em uma tonalidade clean no revestimento esmaltado da parede, no backsplash. Esse projeto da Concretize, das designers de interiores Fernanda Nasser e Luiza Amaral, foi feito pra um jovem executivo, fã do estilo industrial, que pediu um apartamento com três elementos básicos: metal, concreto e tijolinho aparente. “A cor foi escolhida para fazer um contraponto ao cinza, para quebrar o padrão dos outros ambientes”, explica Fernanda.PUBLICIDADE

O Fala Atelier também apostou no tom para a cozinha e desenhou um armário com recortes feitos diretamente no MDF, criando uma estampa geométrica. Nesse caso, os arquitetos Filipe Magalhães, Ana Luisa Soares e Ahmed Belkhodja harmonizaram o tom com branco e madeira. Mas não há regra rígida, afinal até com verde dá samba. Primeiro, é preciso saber qual o efeito se quer transmitir com a composição, mais chamativo, excêntrico e ousado ou singelo e elegante. E mãos ao rosa.

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