Andréia Sadi posa pela primeira vez com Pedro e João: ‘Ser mãe de gêmeos dá medo dobrado. Mas, ao mesmo tempo, o amor é dobrado’

Em seu primeiro Dia das Mães, jornalista e apresentadora fala sobre emoções que nasceram com maternidade e paixão pela notícia
Joana Dale

Pedro, Andréia e João Foto: Bob Wolfenson

Durante três horas de fotos à distância, Pedro e João choraram uma única vez. Comportados, os gêmeos de Andréia Sadi e André Rizek, que completaram um mês anteontem, deixaram a equipe impressionada e encheram os pais de orgulho. “Conversei com eles antes e expliquei que seriam fotografados”, diverte-se a mãe. “Nem eu acredito que deu certo.”

A jornalista e apresentadora dos programas “Em foco com Andréia Sadi” e “Papo de política”, ambos na GloboNews, conversa com os filhos, desde que estavam na barriga. Inclusive sobre assuntos relacionados à política. “Isso é inegociável com os gêmeos. Falo para eles: ‘Agora vamos ver a CPI da Covid sendo instalada’”, conta ela, que ora amamenta vendo TV Câmara, ora ouvindo CBN. “Outro dia, minha sogra perguntou: ‘Será que esses meninos vão gostar de política? Impossível não gostarem.”

Andréia Sadi fala com admiração sobre André Rizek (“Eu tenho medo de sair com os meninos para o banho de sol. Todos os dias é o André quem vai”), relata perrengues da amamentação (“Eles não gostam de mamar ao mesmo tempo, seria engraçadinho se não fosse desesperador”) e defende a educação de homens feministas (“É uma questão que não só me preocupa como é uma causa para mim”). Leia entrevista completa aqui.

Há 34 exatos anos, Andréia nasceu no carro, na esquina da Avenida 9 de Julho com a Alameda Campinas, em São Paulo. A bolsa da sua mãe estourou e não deu tempo de chegar à maternidade, na Avenida Paulista. O trânsito parou, literalmente, e o nascimento foi aplaudido pelos passageiros do ônibus estacionado ao lado do carro de seus pais. “Depois que virei mãe, tenho pensado muito nesse episódio que, para mim, era só uma história. A força da minha mãe é o que mais me faz refletir sobre o papel da mulher. Fico muito emocionada”, diz, com a voz embargada.

A jornalista firme e segura, que circula com desenvoltura pelos corredores de Brasília desde os 21 anos, continua ali. Mas a chegada de Pedro e João, não há como negar, abriu espaço para sentimentos e emoções novos. “Ser mãe de gêmeos dá medo dobrado. Mas, ao mesmo tempo, o amor é dobrado. Os sorrisos são dobrados. Dizem que nesta fase são só espasmos, mas eu acredito no que quiser”, brinca ela, que precisou segurar o choro pelo menos três vezes mas não teve medo de mostrar suas fragilidades em uma hora e meia de conversa por chamada de vídeo. “Virei o que eu mais temia: uma banana.”

Andréia Sadi com os gêmeos Foto: Bob Wolfenson
Andréia Sadi com os gêmeos Foto: Bob Wolfenson

NASCE UMA MÃE

“Sempre quis ter filhos, mas tinha dúvida de quando seria o momento certo. Uns três anos atrás, comentando sobre isso com uma amiga da TV, ela falou: ‘Se você planejar muito, não vai ter’. Fiquei com aquilo na cabeça. E, quando comecei a namorar o André (em meados de 2019), falei: ‘Depois das Eleições de 2022 e depois da Copa — pois o nosso calendário precisa conciliar política e esporte (a área dele, que é apresentador do ‘Seleção SporTV’), — acho que seria uma boa (engravidar)’. Um ano depois, a gravidez veio como um presente. E os gêmeos, como um susto. Tinha medo de não dar conta de duas crianças.”

CRESCE A ESPERANÇA

“Estamos vivendo um momento de desesperança tão grande que, de repente, o nascimento de duas crianças me faz olhar para o futuro e abrir um sorriso. Já na mesa de parto, comecei a tremer e a chorar muito, de emoção, parecia cena de desenho animado. Ouvia o chorinho deles e só pensava na mensagem de esperança.”

Andréia Sadi, Pedro (de mantinha azul) e João (de vinho) Foto: Bob Wolfenson
Andréia Sadi, Pedro (de mantinha azul) e João (de vinho) Foto: Bob Wolfenson

LICENÇA-MATERNIDADE

“Continuo falando com as minhas fontes. Semana passada falei com três sobre a CPI da Covid. É a minha vida. Tem relação com o que sou, e não quero ter de me desculpar por isso. E, em cinco meses, volto. Sou casada com jornalista, e a primeira coisa que ele faz no dia é ligar o rádio. Ou seja, mesmo se não quisesse continuaria escutando as notícias. Estranho seria o contrário.”

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