Misoginia: executivo Antonio García Martínez da Apple é demitido dias após ser contratado

Não demorou nem um dia: Antonio García Martínez (ex-gerente de produto do Facebook e autor do livro “Chaos Monkeys”) não está mais trabalhando para a Apple.

Martínez havia sido contratado há alguns dias. Contudo, um grupo de mais de 2.000 funcionários da Maçã lançou uma petição solicitando que a empresa investigasse declarações passadas dele, as quais foram consideradas misóginas e racistas — a maioria das citações polêmicas está no seu livro, escrito em 2016 abordando sua passagem pelo Facebook — e que se transformou num sucesso de vendas nos Estados Unidos.

Eis uma das passagens do seu livro:

Grande parte das mulheres na Bay Area são afáveis e fracas, mimadas e ingênuas (apesar de dizerem ser sofisticadas) e, no geral, ridículas. Elas se vangloriam do seu feminismo e alardeiam incessantemente sua independência, mas na realidade, bastaria estourar uma praga epidêmica ou uma invasão estrangeira e elas se tornariam precisamente aquele tipo de bagagem inútil que você trocaria por uma caixa de balas ou um galão de combustível.

Pouco depois de a notícia começar a circular na mídia, a conta de Martínez no Slack da empresa foi desativada; a equipe (de anúncios) na qual ele faz parte foi então convocada para uma reunião de emergência, e foi confirmado que o ele não faz mais parte do quadro de executivo da Apple.

Eis a declaração do porta-voz da Maçã enviada ao The Verge:

Na Apple, sempre nos esforçamos para criar um local de trabalho inclusivo e acolhedor, onde todos são respeitados e aceitos. Comportamento que rebaixa ou discrimina as pessoas pelo que elas são não tem lugar aqui.

Que bom que não demorou para a Apple tomar uma atitude em relação ao caso. A única coisa que ficou mal-esclarecida nessa história toda é como a empresa não fez uma mínima investigação de Martínez antes da contratação. [MacMagazine]

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Entre Facas e Segredos | Janelle Monáe se junta ao elenco da sequência

Filme de Rian Johnson terá Edward Norton, Dave Bautista e o retorno de Daniel Craig
GABRIEL AVILA

O elenco da sequência de Entre Facas e Segredos não para de crescer. De acordo com o THR, a atriz Janelle Monáe (Moonlight: Sob a Luz do Luar) é a mais nova adição ao filme de Rian Johnson na Netflix. Ela se junta aos novatos Edward Norton (Clube da Luta) e Dave Bautista (Guardiões da Galáxia) e a Daniel Craig, que voltará a viver o detetive Benoit Blanc.

Lançado em 2019, Entre Facas e Segredos conta a história de um grupo de parentes que se reúnem para celebrar o aniversário de seu patriarca (Christopher Plummer). Na festa, o patriarca morre de forma enigmática e um detetive inicia sua investigação. Enquanto isso, todos os possíveis suspeitos estão em prisão domiciliar e, naturalmente, o caos se instala. Daniel Craig Lakeith Stanfield interpretam os detetives que precisam resolver o assassinato. Completam o elenco Jamie Lee CurtisAna de ArmasKatherine LangfordMichael Shannon, entre outros.

O filme teve 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, fez US$309 milhões na bilheteria mundial, e foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original.

A sequência de Entre Facas e Segredos ainda não tem data de estreia, mas será lançada diretamente no catálogo da Netflix.

Há um nome para isso que você está sentindo durante a pandemia: chama-se definhamento

Estado de saúde mental negligenciado pode enfraquecer motivação e foco – e talvez seja o sentimento dominante de 2021
Adam Grant*, The New York Times – Life/Style

Ilustração de Manshen Lo/The New York Times.

No início, não reconheci os sintomas que todos tínhamos em comum. Amigos mencionavam que estavam tendo dificuldades para se concentrar. Colegas relatavam que, mesmo com vacinas no horizonte, não estavam animados com 2021.

Uma pessoa da família ficou acordada até tarde para assistir A lenda do tesouro perdido mais uma vez, embora soubesse o filme de cor. E, em vez de pular da cama às 6h da manhã, eu ficava deitado até as 7h, jogando Words With Friends.

Não era síndrome de burnout. E não era depressão. Nós apenas nos sentíamos um tanto sem alegria e sem objetivo. Há um nome para isso: definhamento.

Trata-se de uma sensação de estagnação e vazio. É como se você estivesse olhando para sua vida por meio de uma janela embaçada. E talvez esse seja o sentimento dominante de 2021.

Enquanto os cientistas e médicos trabalham para tratar e curar os sintomas físicos da covid-19 de longa duração, muitas pessoas estão lutando com os efeitos na saúde mental causados pela pandemia de coronavírus que se arrasta há tanto tempo. Isso atingiu a alguns de nós que ficaram despreparados, quando o medo intenso e a dor do ano passado se dissiparam.

Nos primeiros dias de incerteza da pandemia, é muito provável que o sistema de detecção de ameaças do seu cérebro – a amígdala – estivesse em alerta máximo para lutar ou fugir. Conforme você descobria que as máscaras ajudavam a nos proteger – mas a limpeza de embalagens não – provavelmente desenvolveu rotinas que aliviaram sua sensação de medo. Mas a pandemia se arrastou e o estado agudo de angústia deu lugar a uma condição crônica de definhamento.

Na psicologia, pensamos a saúde mental em um espectro que vai da depressão ao florescimento. O florescimento é o auge do bem-estar: você tem um forte senso de significado, domínio e importância para os outros. A depressão é o vale do mal-estar: você se sente desanimado, esgotado e sem valor.

O definhamento é o filho do meio negligenciado da saúde mental. É o vazio entre a depressão e o florescimento – a ausência de bem-estar. Você não tem sintomas de doença mental, mas também não é o retrato da saúde mental. Você não está funcionando plenamente. O definhamento enfraquece sua motivação, atrapalha sua capacidade de se concentrar e triplica as chances de você reduzir a produtividade no trabalho. Parece ser mais comum do que a depressão grave e, de certa forma, pode ser um fator de risco maior para doenças mentais.

O termo foi cunhado pelo sociólogo Corey Keyes, que ficou surpreso ao ver que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando. Sua pesquisa sugere que as pessoas com maior probabilidade de sofrer de depressão grave e transtornos de ansiedade na próxima década não são aquelas com esses sintomas hoje. Elas são as pessoas que estão definhando agora. Novas evidências de profissionais da saúde trabalhando durante a pandemia na Itália mostram que aqueles que estavam definhando na última primavera tinham três vezes mais chances de ter transtorno de estresse pós-traumático do que seus pares.

Mesmo se você não estiver definhando, provavelmente conhece pessoas que estão. Compreender melhor isso pode ajudar você a ajudá-los.

Expandindo seu vocabulário

Os psicólogos consideram que uma das melhores estratégias para controlar as emoções é nomeá-las. No ano passado, durante a aguda angústia da pandemia, a postagem mais viral da história da Harvard Business Review foi um artigo descrevendo nosso desconforto coletivo como luto. Junto com a perda de entes queridos, estávamos de luto pela perda da normalidade. “Luto.” Isso nos deu um vocabulário familiar para entender o que parecia ser uma experiência desconhecida. Embora não tenhamos enfrentado uma pandemia antes, a maioria de nós enfrentou perdas. Isso nos ajudou a lembrar de lições de nossa própria resiliência do passado e a ganhar confiança em nossa capacidade de enfrentar as adversidades presentes.

Ainda temos muito que aprender a respeito do que causa o definhamento e como curá-lo, mas dar um nome pode ser um primeiro passo. Isso poderia ajudar a desembaçar nossa visão, dando-nos uma visão mais clara para o que tem sido uma experiência borrada. E pode nos lembrar que não estamos sozinhos. O definhamento é comum e compartilhado.

E poderia nos dar uma resposta socialmente aceitável para “Como você está?”.

Em vez de dizer “Ótimo!” ou “Tudo bem”, imagine se respondêssemos: “Honestamente, estou definhando”. Seria um contraste refrescante para a positividade tóxica, aquela pressão tipicamente americana para estar sempre otimista.

Quando você adiciona definhamento ao seu vocabulário, começa a notá-lo ao seu redor. Ele aparece quando você se sente desapontado com sua curta caminhada à tarde. Está na voz de seus filhos quando você pergunta como foi a aula on-line. Está em Os Simpsons toda vez que um personagem diz “Eh…”.

Antídoto para o definhamento

Então, o que podemos fazer em relação a isso? Um conceito chamado “fluxo” pode ser um antídoto. Fluxo é aquele estado evasivo de absorção em um desafio significativo ou um vínculo momentâneo, onde seu senso de tempo, espaço e de si mesmo desaparece. Durante os primeiros dias da pandemia, o melhor indicador de bem-estar não era otimismo ou atenção plena, mas o estado de fluxo. As pessoas que se tornaram mais imersas em seus projetos conseguiram evitar o definhamento e mantiveram sua felicidade de antes da pandemia.

Um jogo de palavras de manhã cedo me catapulta para o estado de fluxo. Uma maratona noturna na Netflix às vezes também resolve. Isso lhe transporta para uma história.

Embora encontrar novos desafios, experiências agradáveis e trabalho significativo sejam soluções possíveis para o definhamento, é difícil encontrar o estado de fluxo quando você não consegue se concentrar. Isso já era um problema antes da pandemia, quando as pessoas costumavam verificar e-mails e mudar constantemente de atividade. No ano passado, muitos de nós também enfrentamos interrupções de crianças, colegas e chefes. Eh…

Dê a si mesmo algum tempo sem interrupções

Isso significa que precisamos definir limites. Anos atrás, uma empresa de software da Índia testou uma política simples: nada de interrupções nas terças-feiras, quintas-feiras e sextas-feiras antes do meio-dia. Quando os próprios engenheiros tomavam conta desse limite, 47% tinham produtividade acima da média. Mas quando a empresa definiu o período de silêncio como política oficial, 65% alcançaram produtividade acima da média. Fazer mais não era bom apenas para o desempenho no trabalho: agora sabemos que o fator mais importante na alegria e na motivação diárias é a sensação de progresso.

Não acho que exista uma mágica às terças-feiras, quartas-feiras, quintas-feiras e sextas-feiras antes do meio-dia. A lição dessa ideia simples é tratar blocos de tempo sem interrupções como tesouros a se proteger. Isso nos dá liberdade para nos concentrarmos. Podemos encontrar alívio nas experiências que capturam nossa total atenção.

Foque em objetivos pequenos

A pandemia foi uma grande perda. Para superar o definhamento, tente começar com pequenas vitórias, como o simples triunfo de descobrir quem é o assassino em um jogo de detetive ou a emoção de descobrir a palavra de sete letras que faltava em seu jogo de palavras cruzadas. Um dos caminhos mais claros para o estado de fluxo é uma dificuldade administrável: um desafio que amplia suas habilidades e aumenta sua determinação. Isso significa reservar um tempo diário para se concentrar em um desafio que é importante para você: um projeto interessante, uma meta que vale a pena, uma conversa significativa. Às vezes, é um pequeno passo para redescobrir um pouco da energia e do entusiasmo que você perdeu durante todos esses meses.

O definhamento não está apenas em nossas cabeças; está em nossas circunstâncias. Você não pode curar uma cultura doente com curativos pessoais. Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental. Ao caminharmos em direção a uma nova realidade pós-pandemia, é hora de repensar nossa compreensão da saúde mental e do bem-estar. “Não deprimido” não significa que você não está tendo dificuldades. “Não esgotado” não significa que você está entusiasmado. Reconhecer que muitos de nós estamos definhando, pode começar a dar voz ao desespero silencioso e iluminar um caminho para sair do vazio. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

*Adam Grant é psicólogo organizacional da Wharton, autor de “Think Again: The Power of Knowing What You Don’t Know” (Pense outra vez: o poder de saber o que você não sabe, em tradução livre) e apresentador do podcast WorkLife do TED.

Nagi Sakai for Love Want Magazine with Giedre Dukauskaite

Photographer: Nagi Sakai. Fashion Stylist: Diannaj Lunt. Hair Stylist: Pasquale Ferrante. Makeup Artist: Ingmakeup. Set Design: Desi Santiago. Casting Director: Megan Mcluskie. Production: Richard Polio at De Facto Inc. Model: Giedre Dukauskaite.

Golden Days – Vogue UK June 2021 –  Anok Yai By Lachlan Bailey 

Golden Days   —   Vogue UK June 2021   —   www.vogue.com

Photography: Lachlan Bailey Model: Anok Yai Styling: Clare Richardson Hair: Shay Ashual Make-Up: Mark Carrasquillo Manicure: Alex Jachno

O tempo está correndo em novo cartaz de Loki, próxima série da Marvel

Disney divulgou um novo cartaz da série Loki, que foca na contagem regressiva para a estreia da série. Confira abaixo:

Loki revelará o que aconteceu com o personagem após os eventos de Vingadores: Ultimato. Além de Tom HiddlestonOwen WilsonGugu Mbatha-RawSophia Di Martino e Richard E. Grant também estão no elenco da série.

A estreia está marcada para o dia 9 de junho no Disney+ e a produção terá episódios inéditos às quartas-feiras.

N.LEGENDA | Fall Winter 2021/2022 | Full Show

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Julian Emery – Never/Follow The Sun/Radiate Like The Sun

Google homenageia Ruth de Souza no centenário da atriz

Atriz, que morreu em 2019 aos 98 anos, foi pioneira no teatro e no cinema

Ela, que foi a primeira artista brasileira a ser indicada ao prêmio de melhor atriz em um festival internacional de cinema, é a homenageada do dia pelo Google Doodle (Foto: Reprodução/Google)

Nesta quarta (12), dia em que faria cem anos, Ruth de Souza é homenageada pelo Google. O “doodle” do site de buscas apresenta um desenho da atriz.

Souza foi a primeira atriz negra a encenar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1945, no espetáculo “O Imperador Jones” (“The Imperator Jones”), do dramaturgo americano Eugene O’Neill (1888-1953).

Além dos palcos, seu pioneirismo conquistou o cinema. Foi a primeira brasileira a disputar um prêmio internacional, o Leão de Ouro no Festival de Veneza, por “Sinhá Moça” (1953).

A atriz também foi contratada da TV Globo por mais de 50 anos, onde atuou em mais de 30 novelas, tais como “O Bem-Amado” (1973), “Helena” (1975), “Sinhá Moça” —primeira e segunda versões (1986 e 2006)— e “Memorial de Maria Moura” (1994).

O último trabalho dela na emissora foi na minissérie “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, em 2019. Ruth de Souza morreu no dia 28 de julho de 2019 aos 98 anos, vítima de complicações de um quadro de pneumonia.

“Riam de mim quando eu dizia que queria ser atriz.” Estas foram as palavras usadas por Ruth de Souza na série “Damas da TV”, exibida pelo canal pago Globonews, em 2014.

No programa, a atriz, com cerca de uma centena de atuações no teatro, televisão e cinema, contou que no primeiro ano de escola foi às lagrimas ao ver em seu livro escolar um capítulo sugerindo que o formato da cabeça do negro fazia com que ele fosse intelectualmente inferior aos demais seres humanos.

Primogênita de dois irmãos, Ruth Pinto de Souza nasceu no Engenho de Dentro, zona norte carioca, em 12 de maio de 1921. Mudou-se ainda pequena com a família para um sítio no município de Porto Marinho, interior do Estado de Minas, onde seus pais dependiam da roça para a sobrevivência da família.

Aos nove anos, com a morte do pai, retorna com a mãe e os irmãos para o Rio, onde passam a viver em uma vila de lavadeiras e jardineiros, em Copacabana.