Bill Gates teria renunciado a conselho da Microsoft por causa de um caso extraconjugal com uma funcionária, diz The Wall Street Journal

Diretores consideraram o relacionamento impróprio e pediram a saída do fundador da empresa do cargo, diz The Wall Street Journal
Globo com agências internacionais

Bill Gates teria saído do conselho da Microsoft, após acusações de se envolver com uma engenheira da empresa

Rio – O motivo de Bill Gates ter renunciado ao conselho da Microsoft, em 2020, apenas três meses depois de assumir o cargo não foi para se concentrar na filantropia, conforme ele disse na época. De acordo com o jornal norte-americano The Wall Street Journal, a saída do fundador do conselho da empresa teria sido por causa de uma relação extraconjugal com uma ex-funcionária.

Segundo o jornal, em 2019, membros do conselho da empresa começaram uma investigação após uma engenheira da Microsoft ter enviado uma carta onde afirmava ter tido um relacionamento sexual por anos com Gates.

Os diretores consideraram o relacionamento impróprio e que, diante disto, não era mais adequado que Gates ocupasse o cargo de diretor da empresa de software que fundou e liderou por décadas.

Segundo o WTJ, um porta-voz da Microsoft disse que, após esta  informação da relação de Gates com uma funcionária, um comitê do Conselho analisou a questão com a ajuda de um escritório de advocacia externo.

Antes que o conselho formalizasse a decisão, Gates pediu para sair. Um porta-voz dele disse que a decisão de deixaro cargo em 2020 não estava relacionada ao assunto.

“Houve um caso há quase 20 anos que terminou amigavelmente. A decisão de fazer a transição para fora do conselho não estava de forma alguma relacionada a este assunto. Na verdade, ele havia expressado interesse em dedicar mais tempo à sua filantropia, começando vários anos antes, disse este porta-voz, segundo o jornal.

Em abril de 2019, a Microsoft anunciou que mudaria seu processo de tratamento de reclamações de funcionários sobre assédio e discriminação. A empresa também disse na ocasião que acrescentaria treinamento adicional e aumentaria o número de funcionários de recursos humanos para dar atenção a isso.

A mudança aconteceu depois que funcionárias da empresa compartilharam histórias de assédio sexual e discriminação em uma rede de e-mail dentro da empresa.

Membros do conselho da Microsoft tomaram conhecimento da carta da engenheira no fim de 2019. Segundo fontes, na carta ela exigia mudanças em seu trabalho na Microsoft e também dava detalhes de seu relacionamento com Gates. Os executivos sêniores estavam cientes das alegações da mulher, segundo algumas fontes.

Separação recente

Os bilionários Bill e Melissa Gates trabalhavam juntos em projetos de filantropia

No início do mês, Gates anunciou o divórcio com Melinda Gates, depois de 27 anos de casamento. O motivo da separação não ficou claro. Eles publicaram em sua rede social, na mesma, a seguinte mensagem: “Não acreditamos mais que possamos crescer como um casal nesta próxima fase de nossas vidas”.

Em uma petição de divórcio, segundo o jornal, Melinda disse que seu casamento estava “irremediavelmente rompido”. Acredita-se que uma das razões da separação foi que ela era contra o contato de seu marido tinha como o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. De acordo com o WSJ, uma porta-voz de Gates disse em 2019 que ele se encontrou com Epstein por motivos filantrópicos e se arrependeu.

Um dos divórcios mais caros do mundo

Aos 65 anos, Bill Gates, cofundador da Microsoft, é a quarta pessoa mais rica do mundo. Melinda, de 56 anos, é ex-gerente da Microsoft e ganhou destaque internacional ao dividir com o marido a gestão da Fundação Bill e Melinda Gates. A instituição soma mais de US$ 50 bilhões em doações.

O divórcio deles é um dos mais caros, atrás apenas da separação de Jeff Bezos e MacKenzie Scott, em 2019. Ambos permanecerão como copresidentes e curadores da Bill & Melina Gates Foundation.

O casal, que detém uma fortuna estimada em US$ 146 bilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg, não deu pista alguma sobre planos financeiros.

Entre as curiosidade envolvendo a sepração bilionária e polêmica, na semana passada, foi divulgado que ele tinha um acordo, por escrito, com a ex-esposa, onde lhe era permitido encontros anuais com uma ex-namorada em uma propriedade da família.

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Joseph Chiari – I’m Coming To Get Ya/Get To Know Ya

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Todd Speakman – Flying Lizard/Kulu

Dim Mak x The Powerpuff Girls

A marca de moda de Steve Aoki, Dim Mak uniu forças com a Warner Bros. Consumer Products para lançar a colaboração oficial Dim Mak x The Powerpuff Girls – uma coleção de roupas inspiradas nos anos 90 que celebra a nostalgia coletiva da icônica série Cartoon Network. Inspirando-se na série original e nas heróicas irmãs animadas, Blossom, Bubbles e Buttercup, Dim Mak aplica gráficos ousados ​​e cores brilhantes em uma variedade de silhuetas clássicas.

As Meninas Superpoderosas levam o poder feminino para o próximo nível. As ferozes irmãs com superpoderes estão continuamente ensinando o valor da independência, capacitação e coragem, ao mesmo tempo que quebram estereótipos de gênero e elevam outras pessoas. A colaboração do Dim Mak x The Powerpuff Girls celebra a individualidade e os heróis em nossas vidas diárias conforme nos reunimos como uma comunidade para fazer nossa parte e ajudar uns aos outros:

“Blossom, Bubbles e Buttercup lutam por justiça e derrotam os bandidos ao mesmo tempo que são eles próprios assumidamente. Criados por mulheres, meus super-heróis eram minha mãe e minhas irmãs. Valorizar a gentileza, a compaixão e liderar com empatia, mas também permanecer e lutar pelos valores essenciais para você, era o código deles. Eles me ensinaram que não importa o que alguém diga ou faça, seja quem você quer ser … por qualquer meio necessário! ” – Steve Aoki

Projetada para celebrar esses ideais, a colaboração Dim Mak x The Powerpuff Girls combina arte personalizada com cores pastel e tie-dye arco-íris para uma série super fofa de estilos de camisetas e moletons.

‘Quem me dera ter engravidado em março!’ Por dentro do baby boom da dança

A pandemia deu a bailarinas a chance de um novo papel: a maternidade
Gia Kourlas, The New York Times – Life/Style

Zhongjing Fang se alonga com a filha em sua casa em Nova York.  Foto: Maridelis Morales Rosado/The New York Times

No início da pandemia, um dos ex-professores de dança de Megan Fairchild lhe deu um conselho: agora seria uma ótima hora para engravidar. Fairchild, primeira bailarina do New York City Ballet, ficou consternada. “Pensei algo do tipo: ‘Essa ideia é ridícula; é a última coisa que me vem à cabeça agora.’ Isso vai durar alguns meses, e quero estar lá quando voltarmos”, contou ela.

Mas, à medida que os dias se tornaram semanas e meses, ela começou a sentir outra emoção: raiva. Ficou claro que seu tipo de apresentação ao vivo, dançando para milhares de pessoas no Lincoln Center, não seria retomado tão cedo. Planejadora, Fairchild sempre quis dar à sua filha pequena um irmão para que esta pudesse experimentar uma relação igual à que ela tem com o irmão, Robbie Fairchild, também bailarino.

Ela fez as contas: a pausa por conta da pandemia mais outra gravidez, se não se sobrepusessem, somariam até dois anos e meio fora do palco. “Comecei a ficar furiosa com o fato de ter de me afastar por um ano inteiro da minha carreira – minha já curta carreira – como uma mulher na situação de trazer uma criança ao mundo”.

Durante grande parte do ano pandêmico, Fairchild, de 36 anos, esteve grávida – de gêmeos. (Em dez de abril, ela deu à luz duas meninas.) A decisão de ter outro filho surgiu em três palavras quando ela estava meditando: faça isso agora. “Não achei que estivesse pronta, mas a ideia de fazer isso agora meio que resolveu todos os meus problemas. Quem me dera ter engravidado em março!”, disse a bailarina, agora irritada por ter desperdiçado tanto tempo.

Ela não foi a única que se aproveitou da paralisação dos espetáculos. O mundo da dança está experimentando um baby boom em plena expansão. “Tem sido algo para nos elevar e nos dar nova energia”, comentou Britanny Pollack, de 32 anos, solista do City Ballet, que espera uma menina para setembro, com seu marido, Jonathan Stafford, diretor artístico da companhia.

Uma carreira na dança é relativamente curta, assim como o período para que um bailarino tenha um filho. Geralmente, isso se dá mais tarde na carreira, quando os créditos pelo trabalho ou o tempo em uma companhia já estão estabelecidos. Portanto, embora o baby boom seja o desfecho alegre para uma situação terrível, também traz à tona a verdadeira luta que muitos bailarinos, principalmente as mulheres, enfrentam para decidir se vão começar, e quando, uma família. “É como o fim do mundo. Aqui está, esta é sua chance”, afirmou Heather Lang, integrante do elenco do musical Jagged Little Pill.

A pandemia tem proporcionado às bailarinas, incluindo Lang, que teve seu segundo filho durante a paralisação, algo raro: tempo – para ficar longe das apresentações e depois entrar em forma física para voltar a dançar. “Não tenho de sacrificar mais um ano de contemplação: devo parar agora? Devo ter o bebê? É como uma bênção disfarçada”, observou Erica Pereira, solista do City Ballet, que está grávida.

A lista de novas mães grávidas confirma isso. Deram à luz, nas últimas semanas: Ingrid Silva, do Dance Theater of Harlem; Teresa Reichlen, do City Ballet; e Stephanie Williams e Zhong-Jing Fang, do American Ballet Theatre. Lauren Post, do Ballet Theater, que tem uma filha pequena, está grávida de um menino.

NYT - Life/Style (não usar em outras publicações).
Muitas dançarinas aproveitaram o tempo longe das apresentações para experimentar um novo papel: a maternidade.  Foto: Maridelis Morales Rosado/The New York Times

Justin Peck, coreógrafo residente e consultor artístico do City Ballet, e sua esposa, a bailarina Patricia Delgado, deram as boas-vindas a uma filha em 29 de março. (E o fenômeno se estende além de Nova York; o Royal Ballet de Londres também tem visto um baby boom.)

Além de Lang, várias bailarinas tiveram um bebê nos últimos meses: Ashley Blair Fitzgerald (“The Cher Show”), Khori Petinaud (“Moulin Rouge! The Musical”) e Lauren Yalango-Grant, que, com 34 semanas de gestação, participou do elenco de “Tick, Tick… Boom!”. Dirigido por Lin-Manuel Miranda, o filme foi coreografado pelo inovador Ryan Heffington.

“Eles apoiaram minha gravidez, o que acho incrível porque normalmente as mulheres que trabalham têm dificuldades com isso. É muito difícil ter um filho e depois conseguir voltar. E, especialmente para artistas e bailarinas, é uma luta – e não estamos realmente preparadas para o sucesso”, disse Yalango-Grant.

Os bailarinos do Ballet Theater e do City Ballet recebem licença parental por meio de contratos sindicais; o valor da licença remunerada varia conforme a empresa, o contrato e as circunstâncias do nascimento. Geralmente, na Broadway, os artistas podem se afastar do trabalho – sem remuneração – por até um ano.

No início da pandemia, Reichlen, de 36 anos, primeira bailarina do City Ballet, decidiu tirar três meses de folga. Fazia 20 anos que ela não parava; quando os três meses acabaram, descobriu que estava grávida. Tentou acompanhar os ensaios, como outros da companhia, dançando em sua sala de estar: “Para ser completamente honesta, eu odiava isso. É terrível.” Reichlen contou que, com seu 1,75 metro de altura, não havia espaço suficiente; se ela caísse, poderia bater a cabeça no balcão da cozinha. E começou a sentir a gravidez. “Meu corpo parecia estranho. E fiquei tipo: ‘Quer saber? Acho que estou acabada.'”

Agora que seu filho nasceu, ela é grata por ter tido tempo de se adaptar enquanto voltava à forma física. Mas, com ou sem bebê, o cenário na companhia será outro e isso também vai afetar sua dança. “Como será a dinâmica quando voltarmos? Não tivemos só a pandemia. Tivemos toda esta agitação social, tivemos a eleição. Aconteceu tanta coisa no ano passado, e, além disso, também tenho um bebê”, comentou Reichlen, acrescentando, com uma risada: “Quero dizer: antes de tudo, como faço para sair de casa?”

Fang, de 37 anos, também sabe que sua filha, Zia, vai mudar não apenas sua maneira de dançar, mas também sua abordagem da arte. “Meu marido é afro-americano, e agora há o movimento Stop Asian Hate, e sou de descendência chinesa. De que modo vamos criar Zia como uma criança birracial para esta geração? Qual é minha responsabilidade como bailarina neste novo papel de mãe?”

Segundo ela, essa responsabilidade como artista é transmitir a verdade de uma forma honesta e elegante: “Vejo meu papel como mãe sob essa mesma ótica. Nas histórias do balé clássico, há sempre luz e escuridão. Será importante que Zia compreenda que esse também é o caminho do mundo. Como bailarina e coreógrafa, adoro transmitir que a escuridão é sempre superada pela luz. E é isso que vou ensinar à minha filha.”

Como ele tem de cuidar de outra pessoa, a qualidade do desempenho de um bailarino pode mudar. Observar os bailarinos que tiveram filhos recentemente pode ser emocionante: o palco é o momento em que ficam sozinhos, e não estão dispostos a desperdiçá-lo. Eles vivem isso. Stafford notou que os bailarinos frequentemente voltam melhores como artistas depois de terem tido um filho. “Talvez esse ser humano a mais em sua vida traga algo à tona que não surgiria de outra forma no palco”, disse, acrescentando a respeito de Fairchild: “Quero dizer, Megan nunca dançou tão bem desde que retornou aos palcos depois de ter tido seu primeiro filho.”

Fairchild nunca se interessou em engravidar. (Sua palavra para isso é “horrível”.) Mas estava preparada para que a agitação começasse. Como gosta de brincar, terá filhas suficientes para serem as musas de “Apolo” de George Balanchine. “Vai ser uma casa barulhenta, e é isso que quero. Antes de engravidar pela primeira vez, eu disse a meu marido: ‘Nossa casa é muito quieta.’ Quero vida. Quero que alguém venha nos acordar pela manhã e suba na nossa cama. E, então, vai ser uma festa. Odeio ficar sozinha. Provavelmente, não vou ficar assim por muito tempo.”

Camilla de Lucas é capa da ELLE View

A rainha da sensatez do BBB21 posa para ensaio clicado por Pedro Pinho e fala, em entrevista exclusiva, sobre assuntos que vão de transição capilar a bullying na adolescência.

Camilla de Lucas é a capa da ELLE View. (Foto: Reprodução)

Foram 12 horas seguidas de trabalho no estúdio: o ensaio fotográfico com Camilla de Lucas para a nova edição da ELLE View começou às nove da manhã e só foi terminar às 11 da noite. As fotos foram feitas apenas oito dias depois de Camilla sair da casa do BBB21 e, apesar do cansaço, a vice-campeã do reality show manteve o bom humor do início ao fim.

Dois dias antes da maratona com o fotógrafo Pedro Pinho e o time da revista, Camilla conversou com a repórter Ísis Vergílio por videoconferência. Fã de Naomi Campbell na adolescência, ela contou que já quis ser modelo e estava feliz da vida por estrelar a capa da ELLE View. “É um sonho”, disse.

Com a agenda lotada desde que encerrou sua participação no Big Brother Brasil, Camilla contou que ainda não havia conseguido sentar com sua equipe para analisar todas as propostas e mudanças que surgiram durante a estadia na casa mais vigiada do Brasil. Falou sobre a relação com o amigão de reality, João Luiz, relembrou o início da carreira na internet, onde explodiu com dicas de beleza, e de como conseguiu reconstruir sua autoestima, depois dos episódios de bullying que sofreu na adolescência.PUBLICIDADE

A entrevista completa de Camilla de Lucas e as fotos da sessão fotográfica de 12 horas (em que ela simplesmente ar-ra-sou), você confere na edição de maio da ELLE View, a nossa revista digital mensal para assinantes. E, para não matar ninguém de curiosidade, a gente dá aqui uma palhinha dessa conversa com a rainha da sensatez do BBB21. Confira:

Sua bio no Twitter é: “Blogueyra real e digital desinfluencer, criadora de conteúdo”. Explica pra gente?

O “blogueyra real” é porque eu posto e sempre postei tudo da minha vida de forma clara. Nunca foi uma coisa maquiada. O que algumas pessoas na internet tentam esconder do dia a dia, ou que elas acham que pode ser ruim, eu sempre mostrei. Às vezes, estou em casa, com o cabelo todo pro alto, sem maquiagem e de pijama, e eu mostro, não tenho vergonha. Eu acredito que isso aproxima a minha realidade com a de quem me assiste.

Assistindo aos seus vídeos no YouTube encontrei esse “Como fiquei bonita? Zoação na escola”. Você dedica o vídeo aos “haters” da época, incluindo professores. Você poderia nos contar um pouco sobre sua infância?

Eu sou de Nova Iguaçu, nasci em Nova Iguaçu e continuo em Nova Iguaçu. Sempre fui uma criança muito feliz, sabe? Sempre brinquei na rua com a galera. Fui uma criança muito comunicativa, falante. No ensino fundamental, foi muito tranquilo. A minha personalidade começou a mudar, de fato, quando fui pro ensino médio. A escola em que eu estudava ia até a antiga oitava série, que hoje é o nono ano. Completando o ciclo, precisei mudar de escola. Cheguei a uma escola onde eu não conhecia ninguém e ali eu me vi sofrendo bullying. Eu estava entrando numa escola e tinha aquele desespero de fazer amizade. Aquela Camilla do ensino fundamental, que tinha vários amigos e sabia entrar nos espaços, se perdeu. Pra ser sincera, nessa escola, eu só tinha três amigos, que eram pessoas da minha sala que também eram zoadas.

Você consegue dimensionar a relevância de falar sobre a transição capilar em um programa com a audiência do BBB, sobretudo para meninas negras? O momento em que você troca as tranças pelas laces foi muito importante, inédito entre todas as edições.

Olha, eu me desliguei totalmente do que poderia repercutir aqui fora. Juro pra você, de coração, que eu esqueci. Lá dentro, a gente não tem todos os equipamentos para cuidar do cabelo. O meu cabelo, quando eu o uso black, eu seco no secador. Como não teria secador, decidi entrar com a trança. A trança é muito prática. Menina, você sabe! Deita, levanta e você já tá pronta, não precisa ficar penteando. Eu entrei com a trança, mas você sabe que a trança não dura tanto tempo, né? Uma vez que eu cortasse a trança, lá dentro, não teria como colocar mais. Pensando em ficar no programa até maio, eu planejei: “Vou levar a minha lace e, se não der certo, vou ficar com meu black”. Aquele foi um momento muito especial pra mim, mas eu realmente não tinha a dimensão do que poderia causar aqui fora.

E quando o assunto é autoestima?

Eu me tornei uma pessoa mais confiante. Antigamente, eu tinha muita vergonha do meu cabelo, porque era muito julgado. As pessoas zoavam muito cabelo crespo. Hoje, eu estou passando pela transição capilar, estou tirando a química do meu cabelo. Eu usava relaxamento, que é uma química para controlar o volume. O que eu acho engraçado é que eu sempre gostei de cabelo muito cheio. Então, comecei a me questionar: “Tem uma incoerência aí: eu gosto de cabelo cheio, gosto de volume no topo da cabeça, mas tô usando uma química que está abaixando o volume”. Na internet, eu converso com as pessoas que me seguem, eu luto pela liberdade capilar, pela liberdade da mulher usar o cabelo que ela quiser, quando ela quiser. Eu quero que o meu cabelo volte a ficar natural sem química porque, de fato, danifica o cabelo. Então, a minha escolha é deixar o cabelo natural. Mas também quero escolher em determinado dia usar o cabelo liso, porque eu gosto, isso não tem nada a ver com a minha identidade como mulher negra. Essa é uma conversa que eu percebo que as pessoas têm dificuldade de entender.

Para ver o ensaio de moda e ler a entrevista completa com Camilla de Lucas, leia ELLE View de maio.

BOHODOT | Spring Summer 2021 | Full Show

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Cyril Giroux – Je Suis La Fille/Loin De Toi/Quand Je Te Vois
Igor Dvorkin – Vineyards

Confira os personagens inesquecíveis de Eva Wilma, uma das grandes damas do teatro e da TV do Brasil

Atriz, que foi diagnosticada com câncer no ovário, estava internada desde o dia 15 de abril

A atriz Eva Wilma na primeira versão de “Mulheres de areia” Foto: O GLOBO

A atriz Eva Wilma Riefle Buckup Zarattini nasceu em São Paulo, em 1933, filha de um metalúrgico alemão e uma portenha judia. Em setembro do ano passado, a atriz comemorou 70 anos de carreira. No início da década de 1950, após chamar a atenção como bailarina clássica, estreou como figurante em filmes italianos e fez dois longas com o diretor Armando Couto e o ator Procópio Ferreira, “O Homem dos Papagaios” e “A Sogra”. Ao longo da carreira, trabalhou com diretores como Walter Hugo Khouri (“A ilha”), Luiz Sérgio Person (“São Paulo S.A”) e Roberto Farias (“A cidade ameaçada”).

Na TV, Eva estreou na Tupi, em 1953, no seriado “Namorados de São Paulo” (depois rebatizado para “Alô, doçura”). Ao GLOBO, ela relembrou que eram horas de ensaio antes da ação acontecer em tempo real, diante das câmeras. Na época, a televisão era toda feita ao vivo — o videotape só chegou em 1959, na TV Continental, no Rio.

— Tudo era muito artesanal. A gente ensaiava e combinava tudo antes. Chegava ao fim da tarde e era “vamos ao ar, salve-se quem puder” — contou a atriz, lembrando-se dos textos que eram escondidos no cenário. — Em São Paulo, se chamava cola; no Rio, dália (gíria que surgiu após um ator colar suas falas num vaso de dálias). Usávamos nossa marcação de cena para escolher peças do cenário para colar a dália.

Ao longo dos anos 1970, Wilma se tornou uma das principais estrelas da TV brasileira. Fez sucesso atuando ao lado do ator Carlos Zara em diversos programas, muitas vezes como par romântico. Os dois foram casados por 25 anos, até 2002, quando ele morreu. Antes, ela teve um casamento com o também ator John Herbert, pai de seus dois únicos filhos, John e Vivien Buckup.

Os maiores sucessos da paulistana na telinha incluem as gêmeas Ruth e Raquel na primeira versão de “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro, e papéis em novelas como “A viagem”, “O direito de nascer” e “Selva de pedra”. Na década de 1990, virou febre como Altiva, em “A indomada”, com seu sotaque nordestino e misturado com inglês na fictícia Greenville.

Em entrevista ao GLOBO, em 2019, a atriz falou com empolgação sobre os projetos nos quais esteve envolvida, como a novela “O tempo não para”, de 2018, um recital e a comédia “As aparecidas”, dirigida por Ivan Feijó. Com bom humor, abordou as dificuldades que a idade tinha trazido, como as dificuldades para decorar texto (“lembrar as datas, então, é um horror”), lamentou a perda de amigos, mas dizia que continuava em frente.

— O segredo para seguir é não se levar a sério.

Engajada politicamente, lutou contra a ditadura militar e participou da histórica Marcha dos Cem Mil em 1968. Na novela “Roda de fogo”, fez o papel da ex-militante Maura, torturada durante os Anos de Chumbo. Após um período ausente, voltou às novelas com “Fina Estampa”, de 2011. Também fez aparições no seriado “A grande família” em 2014.

Em setembro, aderiu às lives, apresentando-se dentro de casa com o espetáculo virtual  “Eva, a live”, transmitido no YouTube e no Instagram

A atriz Eva Wilma morreu neste sábado, em São Paulo, aos 87 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, por complicações de um câncer de ovário. Com longa carreira no teatro, televisão e cinema, ela estava internada desde o último dia 15 de abril.

Com o marido John Herbert, Eva Wilma protagonizou o seriado ‘Alô, doçura!’ (1953), na TV Tupi Foto: Arquivo
Eva Wilma interpretou a personagem Dinah na primeira versão de ‘A viagem’ (1975); na foto, ela divide a cena com Tony Ramos Foto: Arquivo
Eva Wilma em cena da novela ‘A indomada’ (1997): atriz deu vida à vilã Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque Foto: Rede Globo
Eva Wilma interpretou a personagem Doutora Martha no seriado ‘Mulher’ (1998), dividindo a cena com Patrícia Pillar Foto: Nelson di Rago / Agência O Globo
Eva Wilma em cena como Lucrécia Borges, na novela ‘Começar de novo’ (2004) Foto: João Miguel Júnior / Rede Globo/Divulgação
Na novela ‘Verdades secretas’ (2015), Eva Wilma interpretou a alcoólatra Fábia; na foto, ela divide a cena com Genézio de Barros, Ana Lúcia Torre e Reynaldo Gianecchini Foto: Tata Barreto / Rede Globo/Divulgação

Javier Biosca for InStyle Spain with Neus Bermejo & Simone Bricchi

Photographer: Javier Biosca.Fashion Stylist: Francesca Rinciari at 8 Artist Management. Hair & Makeup: Paco Garrigues. Models Neus Bermejo & Simone Bricchi.