Angela Ro Ro acusa affair de ter ligação com hackers; gaúcha cita traição

Artista publicou imagem romântica, mas apagou posteriormente
LEONARDO VOLPATO

Angela Ro Ro e a gaúcha Mayara Serra – Montagem

Um dia depois de publicar uma imagem na qual aparecia junto à gaúcha Mayara Serra, 20, chamando-a de namorada, a cantora Angela Ro Ro, 71, apagou a postagem. De acordo com ela, a jovem queria aparecer às suas custas e teria sido plantada por uma quadrilha de hackers em suas redes sociais.

De acordo com Angela Ro Ro, as conversas com Serra começaram há cerca de cinco meses e em nenhum momento foram consideradas um namoro por ela. “Eu estava emum momento de carência afetiva. Ela queria que eu dissesse que era minha namorada e, após tanto assédio, acabei publicando, mentindo.”

Porém, diz Angela Ro Ro, no mesmo dia em que publicou a foto, na qual ambas apareciam em uma chamada de vídeo, descobriu mais informações de uma equipe de investigação de que poderia ser um golpe. A cantora conta que já tentaram extorquí-la algumas vezes e até conseguiram ter acesso à eletricidade da casa onde vive em Saquarema (RJ).

“Ela foi plantada nas minhas redes, me assediou, eu cedi a ela afetivamente. Tenho 71 anos, ela é 50 anos mais jovem. Poderia rolar química sexual e um caso, mas da minha parte não rolou. E eu descobri de amigos meus, juízes, advogados e desembargadores, que existe uma pequena quadrilha feita por pessoas brancas, bem vestidas e que a tal moça está envolvida”, diz. ​

A artista conta que as conversas nunca tiveram teor sexual, apesar da insistência de Serra. “Ela nunca me pediu nada, a não ser sexo e a presença dela na minha casa. Os dois foram negados. Mas ela queria fama a qualquer custo. Dizia que queria ser atriz ou diretora de cinema e que queria casar comigo”.

Depois da descoberta que Angela Ro Ro diz ter feito, a artista resolveu bloquear Serra e a mãe dela, com quem já mantinha conversas paralelas. A cantora afirma que não gostou do escândalo que a foto com a jovem gerou na imprensa e entre seus fãs, e que se sentiu humilhada.

“Ela exigiu que eu postasse também no Instagram, pois tinha ciúme de outras mulheres. Falei que daria merda e não seria bom, a gente nem se conhece, nem sequer tocamos um dedo uma na outra. Ela queria aparecer, está dando até entrevistas”, comenta ela, que diz ter mantido a relação à distância.

Procurada, Mayara Serra, que é de Uruguaiana (RS) e diz trabalhar em um escritório, afirma que foi usada e enganada por Angela Ro Ro. “Estou sendo acusada de coisas injustas. Descobri que ela estava tendo um flerte com uma moça de nome Gabriela e que pedia para ela não comentar em suas redes para que eu não descobrisse”, diz a jovem. A cantora nega e diz não namorar desde janeiro de 2020.

A gaúcha, que nega querer fama, revela que ambas tinham um namoro e que chegou a mandar presentes para Angela Ro Ro, como chocolates, flores e cartas. “Estávamos nos falando normalmente até as 12h [de terça, dia 18], e depois não sei o que ocorreu que ela teve surtos”, afirma sobre a decisão da cantora de apagar o post e depois a bloquear nas redes sociais.

Sobre ter usado uma quadrilha de hackers para tentar se aproximar de Angela Ro Ro, Serra se defende e nega, mas afirma que, no começo de 2021, ao trocar de celular, teve sua conta no Messenger invadida.

“Uma mulher entrou em contato comigo duas vezes, por número privado, me dizendo que a Angela me enganava e que era para eu me afastar dela. Contei tudo a ela. Angela sempre disse que era perseguida por hackers, não posso dizer se é verdade”, afirmou Serra

Angela Ro Ro reforça que, apesar de achar que Serra está conivente com a gangue que ela diz a perseguir, nunca foi extorquida. Mas ressalta que o fato de Serra demonstrar muito interesse em ir a sua casa, se casar e ser assumida publicamente a incomodou.

“Não sei o que ela queria de mim, mas foram rastreados telefonemas e descobri esse envolvimento. Era uma mulher e três homens. Ela mesmo tomou uma cerveja uma vez e me falou que não queria ser gravada em áudio. Em seguida disse que essa gangue estava entrando em contato”, acrescenta a artista.

Passado todo esse transtorno público, Angela Ro Ro conta que só quer paz, mas que não deixará de se comunicar com quem ela achar que deve.

“Eu vou continuar conversando com pessoas normalmente, não sou assediada igual a uma diva sexual. Foi uma coisa atípica. Essa moça foi uma em um milhão. Eu não sou escada para ninguém subir para lugar nenhum”, finaliza.

Rita Lee passará por imuno e radioterapia após exame apontar tumor primário no pulmão

A família da cantora informou os fãs através do Instagram: “Agradecemos as orações e a Luz Divina”
MARIE CLAIRE

Rita Lee (Foto: Reprodução / Instagram)

Nesta quinta (20), a família de Rita Lee anunciou no Instagram que, após um ckeck-up geral no Hospital Israelita Albert Einstein, exames da cantora apontaram um tumor primário no pulmão esquerdo. Na publicação, é informado que Rita passará por imuno e radioterapia.

“Nossa Rita submeteu-se a um check-up no Hospital Israelita Albert Einsten, em São Paulo. Os exames apontaram um tumor primário no pulmão esquerdo. Bem assistida por uma junta médica, formada pelo Dr. Óren Smaletz, Prof. Dr. José Ribas M. de Campos, Dra Carmen Silvia Valente Barbas e Dr. Ícaro Carvalho, já se encontra em casa e dará sequência aos tratamentos de imuno e radioterapia. Agradecemos as orações e a Luz Divina”, escreveu.

Nos comentários, amigos e fãs de Rita Lee enviaram mensagens de apoio e melhoras. “Vai ficar boa rapidinho”, disse Alessandra Negrini. “Muita positividade! Que fique bem logo, minha querida”, desejou uma seguidora. “Deus abençoe grandemente, você é muito querida”, comentou outro.

Apple anuncia programa de afiliados para assinaturas de podcasts

Afiliados ganharão 50% do valor das assinaturas

No mês passado, a Apple anunciou a opção de assinaturas de podcasts; hoje, ela abriu as inscrições para o Apple Services Performance Partner Program (Programa de Parceiro de Desempenho de Serviços da Apple, também conhecido como programa de afiliados).

Trata-se de um novo método para criadores de conteúdo e podcasters ganharem dinheiro a partir de links afiliados os quais divulgam podcasts que oferecem a opção de assinaturas, uma das recentes novidades do Apple Podcasts.

O programa é aberto para todos, porém a Apple acredita que ele será mais vantajoso para pessoas que já trabalham com criação de conteúdo e que tenham um público/canais de divulgação para compartilhar seus links de podcasts.

Como funcionará o programa

Após ter a inscrição registrada e aprovada pela Apple, o usuário/criador de conteúdo terá acesso a um painel no qual poderá criar links afiliados para compartilhar o seu podcast ou o de outros criadores em seus canais de marketing e redes sociais.

Sempre que alguém assinar um podcast pelo link afiliado, o usuário receberá o equivalente a 50% do valor da assinatura podcast — isso, é claro, após o novo assinante completar um mês de serviço pago. Obviamente, a comissão será paga uma única vez por usuário que assinar.

Se um podcast com a opção de assinatura cobra US$5 por mês, por exemplo, a comissão seria de US$2,50. O valor se aplica a cada novo assinante que se inscrever por meio do link de afiliado. Segundo a Apple, não haverá limite de comissões.

Caso o podcaster resolva usar um link afiliado para promover o próprio podcast, ele ganhará o valor da comissão em cima do valor da assinatura — sendo, então, uma boa forma de aumentar a renda gerada no Apple Podcasts.

Também haverá a opção de criar vários links diferentes para o mesmo podcast, a fim de acompanhar o desempenho em diferentes canais de comunicação. As URLs poderão ser publicadas por conta própria, vinculados a um emblema “Ouça no Apple Podcasts” ou disponibilizadas como código QR.


Segundo a Apple, o programa de afiliados e o Apple Podcasts Subscription serão disponibilizados ainda em maio, em 170 regiões (incluindo Brasil e Portugal).

Angelina Jolie posa coberta de abelhas para programa de apicultura da UNESCO

Até 2025, o programa visa construir 2,5 mil colmeias e reabastecer 125 milhões de abelhas

Angelina Jolie (Foto: Reprodução/ Instagram)

Nesta quinta-feira (20.05) é celebrado o Dia Mundial das Abelhas e Angelina Jolie se juntou à National Geographic para batalhar no ativismo para aumentar a conscientização sobre a conservação das abelhas e capacitar as apicultoras em todo o mundo.

E a atriz posou coberta de abelhas para mostrar a beleza e a importância desses insetos no nosso ambiente. Para a foto, Jolie usou um vestido sustentável de Gabriela Hearst.. Em entrevista à publicação, a artista falou sobre como a apicultura é vital para a agricultura sustentável.

“Com o tanto de preocupação que o mundo está enfrentando e a sobrecarga com más notícias, este é um problema que podemos controlar”, garantiu ela, que posou para o fotógrafo e apicultor da National GeographicDan Winters.

Angelina também destacou seu envolvimento no programa da UNESCO e Guerlain, “Mulheres para as abelhas”. Até 2025, o programa visa construir 2,5 mil colmeias e reabastecer 125 milhões de abelhas, com 50 mulheres treinadas para estabelecer sua própria operação apícola.

Swimming In Jewels – Vogue UK June 2021 –  Laura Harrier By Amanda Charchian 

Swimming In Jewels   —   Vogue UK June 2021   —   www.vogue.com
Photography: Amanda Charchian Model: Laura Harrier Styling: Dena Giannini Hair: Lacy Redway Make-Up: Holly Silius Manicure: Natalie Minerva  Set Design: Heath Mattiolo

Cher faz 75: 20 fotos raras da diva pop que revelam seu estilo despojado nos anos 1970

Botas de piratas, blusinhas frente única e denim rígido – o guarda-roupa dos dias de folga da superstar fez o livro didático sobre o estilo nostálgico do verão. Veja por que você deve se inspirar nas melhores roupas de Cher
JULIA HOBBS
VOGUE INTERNACIONAL

Cher (1970) Portrait (Foto: Kobal/Shutterstock)

Em 1996, durante uma entrevista na qual a apresentadora de TV americana Jane Pauley investigou sua vida romântica, Cher falou sabiamente em nome das mulheres de todos os lugares (a própria Pauley abre um sorriso significativo). “Minha mãe me disse: ‘Sabe, querida, um dia você vai sossegar e se casar com um homem rico’. Eu disse: ‘Mãe, eu sou o homem rico’”.

Vinte e cinco anos depois, e a frase que saiu tão suavemente da língua da superestrela continua conduzindo muitas oportunas réplicas na rede social. Então, assim como agora, havia muito mais do que uma sagacidade afiada em jogo.

Nascida como Cherilyn Sarkisian na Califórnia do pós-guerra, Cher alcançou a fama ao lado de seu ex-marido Sonny Bono em meados da década de 1960. Por baixo dos sorrisos de TV no horário nobre, sua autoestima estava sendo atacada. “Eu realmente estava confiante antes de conhecer Sonny”, disse ela ao The New York Times em 2018. Em 1974, ela havia pedido o divórcio.

Não é por acaso que, nessa época, o mundo teve seu primeiro vislumbre de uma Cher descontrolada. Quando Dua Lipa recentemente fez homenagem ao look do Grammy de 1974 da estrela com um Versace personalizado, a internet percebeu as semelhanças “nuas” (e lepidopterológicas), mas o significado do original dos anos 1970 passou despercebido.

Entre looks brilhantes de palco, aquele foi o ano em que o estilo naturalmente básico de Cher realmente começou a brilhar. Coletes Cami, denim rígido e botas de pirata bem usadas foram as marcas de uma era das roupas dos dias de folga que a levaria pelos corredores de desembarque dos aeroportos (bag de discos da Louis Vuitton pendurada despreocupadamente sobre um ombro) e para a sagrada pista de dança do Studio 54. Camisas xadrez, macacões largos e chapéus de cowboy eram movimentos autoconfiantes de estilo de uma estrela que agora estava no controle do seu próprio destino.

Em 2021, enquanto a conversa sobre a efetiva “vingança do lockdown” através das nossas roupas gera um dilúvio de fotos glamourosas no Instagram, os triunfos de roupas casuais menos conhecidas de Cher oferecem uma elegante nota de rodapé a fim de criar um novo capítulo. Para começar, você nunca precisou de um vestido brilhante ou de um tapete vermelho para brilhar de verdade. Assim como o “homem rico” que você já é, o jeans da música downtempo e os coletes vintage já são bastante glamourosos.

Aqui estão 20 looks de Cher para se inspirar

LOS ANGELES – MARCH 2: Entertainer Cher attends the Grammy awards wearing a large butterfly pin in her hair on March 2, 1974 in Los Angeles, California. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images) (Foto: Getty Images)
LOS ANGELES – MARCH 2: Entertainer Cher attends the Grammy awards wearing a large butterfly pin in her hair on March 2, 1974 in Los Angeles, California. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images) (Foto: Getty Images)
CIRCA 1972: Entertainer Cher performs onstage in circa 1972. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images) (Foto: Getty Images)
1977: Entertainer Cher and guitarist Gregg Allman attend an event in 1977. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images) (Foto: Getty Images)
CIRCA 1978: Entertainer Cher attends an event in circa 1978. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images) (Foto: Getty Images)
1970: Entertainer Cher at the Jerry Lewis Telethon in 1970. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images) (Foto: Getty Images)
BEVERLY HILLS – OCTOBER 30: Cher poses for a portrait session at home on October 30, 1977 in Beverly Hills, California. (Photo by Michael Montfort/Michael Ochs Archives/Getty Images) (Foto: Getty Images)
SANTA MONICA – AUGUST 9: Entertainer Cher performs onstage at the Rock Music Awards at the Santa Monica Civic Auditorium on August 9 1975 in Los Angeles, California. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Cher during Cher Sighting at El Privado Club in Los Angeles – June 5, 1977 at El Privado Club in Los Angeles, California, United States. (Photo by Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images) (Foto: Ron Galella Collection via Getty)
Gregg Allman of the Allman Brothers Band and wife Cher (Photo by Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images) (Foto: Ron Galella Collection via Getty)
Cher during Cher Departs from The Merv Griffin Show" – February 7, 1979 in Hollywood, California, United States. (Photo by Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images) (Foto: Ron Galella Collection via Getty)
Cher during Cher and Gregg Allman Sighting at JFK Airport – November 5, 1977 at JFK Airport in New York City, New York, United States. (Photo by Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images) (Foto: Ron Galella Collection via Getty)
NEW YORK CITY – NOVEMBER 20: Singer Cher on November 20, 1975 shops on Madison Avenue in New York City. (Photo by Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images) (Foto: Ron Galella Collection via Getty)
LOS ANGELES – MARCH 13: Singer Cher on March 13, 1977 arrives at the Los Angeles International Airport in Los Angeles, California. (Photo by Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images) (Foto: Ron Galella Collection via Getty)
Cher during Cher at Television Studios. at Television Studios in Los Angeles, California, United States. (Photo by Tom Wargacki/WireImage) (Foto: WireImage)
NEW YORK CITY – MAY 6: Singer Cher and singer Sonny Bono on May 6, 1973 sighting at the St. Regis Hotel in New York City. (Photo by Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images) (Foto: Ron Galella Collection via Getty)
NEW YORK, NY – CIRCA 1977: Cher at Studio 54 circa 1977 in New York City. (Photo by Images Press/IMAGES/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Chere convidados na festa da Casablanca Records na Empire Roller Disco Skating Rink in New York City, New York, 1979. (Photo by Ron Galella/Ron Galella Collection via Getty Images) (Foto: Ron Galella Collection via Getty)


Nova HQ do Pantera Negra terá roteirista John Ridley de ’12 Anos de Escravidão’

Quadrinhos serão escritos por John Ridley a partir de agosto
GEORGE GENE GUSTINES

Nova série do Pantera Negra será lançada em agosto; capa é de Alex Ross Alex Ross/Marvel Entertainment/NYT

THE NEW YORK TIMES – O Pantera Negra, super-herói dos quadrinhos da Marvel Comics, terá uma nova série e uma nova equipe de criação, a partir de agosto. Os quadrinhos serão escritos por John Ridley, roteirista premiado com o Oscar por “12 Anos de Escravidão”, e ilustrados por Juann Cabal. (A atual série do Pantera Negra, iniciada em 2016 e com texto de Ta-Nehisi Coates, será concluída em 26 de maio.)

O Pantera Negra, criado em 1966, é o primeiro super-herói negro de quadrinhos, pelo menos em revistas de grandes editoras, e vem de Wakanda, um país fictício na África, onde ele é conhecido como T’Challa e serve como rei. Ridley diz que está empolgado com a oportunidade de escrever o herói.

“Para começar, Pantera Negra é um grande personagem, em si e por si”, afirma Ridley, em entrevista por telefone. “Quando você é um garoto negro, na infância, a cada vez que vê um herói parecido com você, mesmo que o retrospecto dele tenha pouco a ver com as experiências que viveu, isso é algo que o deixa mais perto da realização de desejos que é inerente na criação de graphic novels”.

Na nova história, Pantera Negra recebe uma mensagem urgente de um agente de Wakanda que está em perigo. “É um híbrido de espionagem e história de super-herói, mas em seu cerne é uma história de amor”, diz Ridley. “E não quero dizer só amor romântico, embora isso aconteça em alguma medida. É amor entre amigos.”

Ele afirma ter pensado em seus grandes amigos na infância “e na maneira pela qual vivíamos sempre juntos, e nas mudanças em nossas vidas ao logo do tempo”.

“Estávamos saindo de um verão onde vimos os negros lutando por nossos direitos, assumindo posições, batalhando de maneiras que não víamos há anos”, ele disse. “E foi realmente importante para mim, depois do ano que tivemos, ter esse tipo de conversa com as pessoas negras, e poder usar palavras como amor, carinho e esperança, e pesar, e falar de todas as emoções realmente fundamentais que todos têm”.

Notícias sobre a nova série foram publicadas inicialmente pelo site de quadrinhos Bleeding Cool. O primeiro volume da nova série terá capa de Alex Ross.

Tradução de Paulo Migliacci.Final do conteúdo

Privacy on iPhone | Tracked | Apple

App Tracking Transparency lets you control which apps are allowed to track your activity across other companies’ apps and websites.

A transparência de rastreamento de aplicativos permite que você controle quais aplicativos têm permissão para rastrear sua atividade em aplicativos e sites de outras empresas.

Fora do padrão: Conheça os rostos reais que habitam a região do Vale do Silício

Para muitos engenheiros de nível médio, trabalhadores de food truck e residentes de longa data, uma região marcada pelos extremos está se tornando cada vez mais desigual
Mary Beth Meehan e Fred Turner, The New York Times

Ravi e Gouthami moram em um apartamento alugado de um quarto. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Os trabalhadores do Vale do Silício raramente parecem os homens idealizados na tradição desse lugar. Às vezes, são mais gordos, às vezes mais velhos, frequentemente mulheres, frequentemente de pele mais escura. Muitos migraram de algum outro país. E a maioria deles ganha muito menos do que Mark Zuckerberg ou Tim Cook. Este é um lugar de disparidades.

Dada a maneira como as companhias de tecnologia do vale conduziram a economia americana desde a Grande Recessão, a região permaneceu uma das mais desiguais dos Estados Unidos.

Durante os períodos mais complicados da pandemia, quatro em dez famílias da área com filhos não podiam ter a certeza de que teriam o suficiente para comer todos os dias, segundo uma análise do Silicon Valley Institute for Regional Studies. Meses mais tarde, Elon Musk, o diretor executivo da Tesla, que recentemente  acrescentou “Technoking” ao seu título, tornou-se rapidamente o homem mais rico do mundo. O preço médio das casas no Condado de Santa Clara – sede da Apple e da Alphabet – agora é US$ 1,4 milhão, segundo a California Association of Realtors.

Para os que não foram afortunados o bastante para constar nas listas de bilionários para os engenheiros de nível médio e os trabalhadores com caminhões de comida, há muito tempo residentes na área, o vale tornou-se cada vez mais inóspito, testando a sua capacidade de resistência e determinação.

Aqui estão 12 deles, que originalmente apareceram no nosso livro, Seeing Silicon Valley, do qual foram extraídos.

Ravi e Gouthami

Ravi e Gouthami são donos de vários títulos – em biotecnologia, ciências da computação, química e estatística. Em 2013, depois de estudarem na Índia e trabalharem em Wisconsin e Texas, eles aterrissaram na Bay Area, onde agora trabalham como programadores estatísticos na indústria farmacêutica.

Eles moram em um apartamento alugado de um quarto, na cidade de Foster City, na baía, e frequentam regularmente um templo hindu em Sunnyvale, que é um centro da comunidade indiana desde o início dos anos 1990.

Embora o casal tenha trabalhado duro para chegar aqui, e tenha ganho um bom dinheiro – seus salários iniciais foram de cerca de US$ 90 mil cada – eles acham que o seu futuro no Vale do Silício está fugindo deles. O seu apartamento, por exemplo, custa quase US$ 3 mil mensais. Eles poderiam mudar-se para qualquer outro lugar menos caro, mas, com o trânsito, perderiam horas vindo e voltando do trabalho todos os dias. Gostariam de ficar, mas não confiam na possibilidade de poupar, investir, começar uma família. Não têm certeza do que farão depois.

Diane

Diane
Diane mora em uma casa espaçosa em Menlo Park. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Diane mora em uma casa espaçosa em Menlo Park, a cidade que é a sede do Facebook. Sua casa está repleta de lindos objetos de toda uma vida de viagens com o marido, um empresário chinês e filantropo, hoje falecido. O casal se mudou para a Bay Area há mais de 30 anos, quando ele se aposentou, e eles adoraram o lugar – a luz do sol, o oceano, os espaços abertos.

Desde então, Diane vem observando a mudança da área: “Hoje, está superpovoada. Era um lugar adorável – tinha espaço, não havia trânsito. Era um lugar absolutamente maravilhoso. Agora está densamente povoado – edifícios estão surgindo em toda parte, como se não houvesse amanhã.”

“O dinheiro que rola aqui é inacreditável,” prosseguiu, “e está nas mãos de pessoas muito jovens agora. Elas têm dinheiro demais – não há sentimentos espirituais, apenas materialismo”.

Victor 

Victor
Victor mora em um pequeno trailer branco em Mountain View. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Victor veio para o Vale de El Salvador há mais de 25 anos. Mora em um pequeno trailer branco em Mountain View, a poucos quilômetros do campus do Google. Ele morava em um apartamento nas proximidades, mas teve de sair quando o aluguel subiu demais.

O seu trailer está estacionado em uma longa fila de trailers, onde moram outras pessoas que perderam suas casas. Victor, hoje com 80 anos, não tem eletricidade nem água corrente, mas os porteiros do seu antigo apartamento muitas vezes o deixam entrar para tomar banho e lavar as suas roupas.

Victor sempre carrega um vidro de pomada na mochila e quando os vizinhos torcem um tornozelo ou estão com o pescoço duro, batem à porta do trailer de Victor . Ele coloca uma cadeira fora para eles e massageia o lugar dolorido até a dor passar.

Teresa

Teresa
Teresa mora em um apartamento em Redwood City com as quatro filhas. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Teresa trabalha em tempo integral em um caminhão de comida. Prepara comida mexicana destinada a uma clientela do Vale do Silício: tortillas de milho moído à mão, tamales veganos, burritos de acelga orgânica. O caminhão viaja para cima e para baixo do Vale, servindo funcionários da sede da Tesla, estudantes de Stanford e consumidores da Whole Foods em Cupertino

Teresa mora em um apartamento em Redwood City com as quatro filhas. No outono de 2017, seus pais vieram do México para visitá-la, era a primeira vez que ela os via em 22 anos. “Bienvenidos abuelos”, anunciava um desenho em crayon. Bem-vindos, avós. “Es muy dificil para uno”, ela disse. É realmente difícil.

Konstance

Konstance
Konstance ainda aguarda pela construção da sua casa. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Como professora, Konstance está entre os milhares de funcionários públicos do Vale do Silício que não têm condições de morar erto de onde trabalham. Durante anos, ela viajou com bombeiros, policiais e enfermeiras todos os dias até o trabalho, sentados durante horas no trânsito nas rodovias ao redor da San Francisco Bay, vindo de lugares mais acessíveis a dezenas de quilômetros de distância.

Em julho de 2017, Konstance ganhou um lugar em uma loteria do Facebook. Ela oferecia apartamentos a 22 professores no distrito escolar ao lado da companhia na sua sede de Menlo Park. Os professores pagariam 30% dos seus salários de aluguel; e o Facebook cobriria a diferença. Então Konstance e as duas filhas mudaram a poucas dezenas de metros de distância da escola da família. De repente, ela foi circundada por algo que lhe faltava: tempo. O tempo de preparar comidas quentes em casa em vez de comer no carro, tempo para sua filha entrar nas Girl Scouts.

Em 2019, o Facebook anunciou que concederia empréstimos por um total de US$1 bilhão em bolsas e terras para a construção de habitações mais acessíveis na área. Da cifra prometida, US$ 25 milhões iriam para a construção de casas para os educadores: 120 apartamentos, incluindo o de Konstance e os dos outros professores do piloto original enquanto estivessem trabalhando nas escolas próximas.

Na época do anúncio, o Facebook disse que o dinheiro seria usado ao longo da década seguinte. A construção da habitação da professora ainda não foi concluída.

Geraldine 

Geraldine
Geraldine conseguiu evitar que sua igreja fosse derrubada. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Um dia, Geraldine recebe um telefonema de uma amiga: “Eles estão tomando as nossas igrejas!”, ela disse. Era o ano de 2015, quando o Facebook estava se expandindo no bairro de Menlo Park, onde ela morava. Seu sogro havia criado uma pequena igreja no lugar 55 anos antes. Geraldine, uma líder da igreja, não podia permitir que fosse derrubada. A Câmara Municipal havia promovido uma reunião para a comunidade naquela noite. “Então eu fui para a reunião”, ela disse. “Você tinha de escrever o seu nome em um papel para ser ouvido. Eu assinei. Eles chamaram o meu nome e eu fui lá bravamente, e falei.”

Geraldine não lembra exatamente o que disse, mas ficou de pé e orou; por fim, a congregação pôde manter a igreja. “Foi Deus quem fez isso na verdade”, ela disse. “Eu não tive nada a ver com aquilo. Foi Deus.”

Gee e Virginia

Gee e Virginia
Gee e Virgínia adquiriram uma casa de cinco quartos em Los Gatos. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Em 2016, Gee e Virgínia adquiriram uma casa de cinco quartos em Los Gatos, uma cidade cara, aos pés das colinas costeiras. As casas na sua rua custavam pouco menos de US$ 2 milhões na época e a sua era suficientemente grande para cada um dos seus dois filhos terem um quarto próprio, e também para os seus pais quando viessem de Taiwan para visitá-los.

Juntos, os dois ganhavam cerca de US$ 350 mil ao ano – mais de seis vezes a média nacional da habitação. Virgínia trabalha no departamento de finanças da Hewlett-Packard de Palo Alto e Gee foi um dos primeiros funcionários de uma startup que desenvolveu um aplicativo de leilões online.

Agora, eles querem comprar uma mobília bonita para a casa, mas entre a hipoteca e os gastos com as crianças acham que não conseguirão pagar tudo de uma vez. Alguns dos quartos agora estão vazios. Gee disse que salários do Vale do Silício como os seus parecem a própria riqueza para o restante do país, mas isso nem sempre corresponde à verdade.

Jon

Jon
Jon mora em uma área tradicionalmente para famílias de renda menor. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Jon mora em East Palo Alto, uma área tradicionalmente para famílias de renda menor, separada do restante do Vale do Silício pela rodovia 101.

Na época em que Jon estava na oitava série, soube que queria ir para a faculdade e foi aceito por uma rigorosa escola secundária particular para crianças de baixa renda. Ele descobriu que tinha aptidão para a computação e teve um desempenho excelente na escola e em seus estágios profissionais. No entanto, à medida que ele avançava na carreira, se dava conta de que, aonde quer que ele fosse, havia poucas pessoas como ele.

 “Fiquei realmente preocupado”, contou. “Eu não sabia com quem conversar, e vi que isto não era um problema para ele. Senti que teria de fazer alguma coisa a respeito.”

Agora Jon tem pouco mais de 30 anos e voltou para East Palo Alto, onde desenvolveu a capacidade de abrir espaços. E levou projetos de formação relacionados à tecnologia aos membros de sua comunidade.

Erfan

Efran
Marido de Efran foi trabalhar no Google e eles se mudaram para Montain Valley. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

“É impressionante a gente viver aqui”, disse Efran, que foi morar em Montain Valley quando seu marido conseguiu um emprego de engenheiro na Google. “Mas não é o lugar onde quero passar toda a minha vida. Há muitas oportunidades de trabalho, mas tudo no campo da tecnologia, a velocidade para a nova tecnologia, novas ideias, novo tudo.” O casal morara anteriormente no Canadá depois de emigrar do Irã.

“Nós nunca tivemos estas oportunidades no nosso país, o Irã. Eu sei – não quero me queixar”, acrescentou. “Quando falo para as pessoas que moro na Bay Area, elas dizem: ‘Você tem sorte – deve ser um verdadeiro paraíso! Vocês devem ser muito ricos’.”

Mas o custo emocional pode ser elevado. “Nós, às vezes, somos felizes, mas também muito ansiosos. Muito estressados. A gente se preocupa com a possível perda do emprego, porque o custo de vida é muito alto, e o ambiente é muito competitivo. Não é tão fácil – venha para cá, more na Califórnia, torne-se um milionário. Não é tão simples.”

Elizabeth

Elizabeth
Elizabeth trabalha como segurança para uma importante empresa de tecnologia. Foto: Mary Beth Meehan/University of Chicago Press

Elizabeth estudou em Stanford e trabalha como guarda de segurança para uma importante empresa de tecnologia da área. Ela não tem casa.

Sentada em um painel que versou sobre este problema na State University San Jose em 2017, ela disse: “Por favor, lembrem-se de que muitos não têm casa – e há muitos mais como nós que não são mencionados pelo censo – trabalham nas mesmas companhias em que vocês trabalham.” (Ela não quis revelar em que companhia ela trabalhava por medo de represálias.)

Embora às vezes trabalhadores sem-teto sirvam comida nas cafeterias ou limpem edifícios, acrescentou, muitas vezes são profissionais de colarinho branco.

“Às vezes, basta cometer um único erro, um erro financeiro, às vezes basta apenas uma catástrofe médica. Ou um pequeno lapso no seguro – podem ser várias coisas. Mas o fato é que há muitas pessoas de classe média que caíram na pobreza recentemente,” acrescentou. “Sua situação de sem-teto que imaginavam fosse durar apenas um mês ou dois até que se recuperassem, ou três meses, de repente passa a durar anos. Por  favor, lembrem-se de que há muitos como nós.” /TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA