Boyfriend’s Shirt “Sakura” Capsule Collection

Boyfriend’s Shirt unveiled its new capsule collection under the creative direction of Laura Carrillo.

‘Sakura’ deriva da cultura japonesa, marcando o início de novos começos e um renovado sentido de esperança. Ancorada nas silhuetas desconstruídas sob medida pelas quais a marca é conhecida, Laura brinca com cores vivas, ricos tecidos Oaxaca tecidos à mão e motivos desenhados pelo amigo e colaborador Ricardo Ramos. Como sempre, peças de destaque funcionam para todos os sexos com possibilidades infinitas e uma alegria de vestir.

“As roupas que vestimos nos aproximam e nos ajudam a nos identificar com nosso eu mais verdadeiro. Trabalhar com artesãos de Oaxaca em alguns dos tecidos me lembrou da conexão com o meio ambiente e entre eles. ” – disse Laura Carrillo (Diretora de Criação)

Morre Chi Modu, autor de fotos icônicas de Tupac Shakur, Snoop Dogg e Notorious B.I.G

Lendário fotógrafo americano, responsável por retratos icônicos do hip-hop, morreu neste sábado, aos 54 anos

Chi Modu Foto: Custódio Coimbra

Responsável por fotos e capas icônicas de álbuns do hip-hop, o fotógrafo Chi Modu morreu neste sábado (22), aos 54 anos. A causa morte do artista ainda não foi divulgada.

Nascido na Nigéria, mas naturalizado americano, Chi Modu ficou conhecido nos anos 1990, década que se tornou o principal fotógrafos de rappers. Basta entrar nas redes sociais do artista para reconhecer muitas imagens feitas por ele – que incluem Tupac amarrando sua bandana envolto em fumaça ou Snoop com dois revólveres 38. Capas de álbuns importantes como do Mobb Deep (“The infamous”), Method Man (“Tical”),  Black Moon (“Enta da Stage”) e Snoop Dogg (“Neva left”), entre outras, são alguns de seus trabalhos.

— Fotografei todos esses rappers no início da fama e no auge da juventude, quando ainda eram caras tentando ganhar o mundo. Quando você conhece uma pessoa nesse ponto da vida, você vê quem ela é de verdade — contou Modu, em entrevista ao GLOBO, em 2017, quando relembrou o período em que comandou o departamento fotográfico da lendária revista “The Source”, a mais longeva dedicada à cultura hip-hop.

Nascido na Nigéria pouco antes da guerra civil, o artista mudou-se aos 3 anos com a família para os Estados Unidos, onde o pai fazia doutorado, para fugir do conflito. Cresceu entre a classe média branca de New Jersey, e trabalhou numa loja de equipamentos fotográficos enquanto estudava na prestigiosa Universidade Rutgers. De lá, passou a integrar a equipe da revista, onde registrou 34 capas. Para isso, diz não ter tido muitas referências (“artistas como eu não são muito celebrados”).

Segundo Modu, apesar de não ter crescido na periferia, como a maioria dos seus retratados, ele nunca deixou que a diferença de criação ou de classe social interferisse no seu trabalho.

— Crescemos de maneira diferente, mas somos semelhantes. Claro que não era muito fácil aparecer na casa de um cara desses numa vizinhança desconhecida e dizer “quero tirar fotos suas”. Mas fui ficando bom nessas coisas. Por causa disso, posso ir a lugares onde a maioria das pessoas não pode, e os artistas sempre respeitaram isso.

“Essa foto do Tupac foi tirada no meio desse ensaio, já estava na segunda câmera, uma 35mm, para fotografar em grande formato. A essa altura, ele já estava relaxando o suficiente perto de mim, e estava apenas sendo ele mesmo. Ele nem reparou quando o disparador fez barulho, ele não se importou, e continuou mexendo na bandana. Ele levava jeito, mas ninguém age naturalmente na frente da câmera. Isso é invenção. Todo mundo tem um ângulo bom e um ângulo ruim. Mas tem gente que não liga, então é mais fácil”. Foto: Chi Modu
“Snoop Dogg levava aqueles dois .38 para tudo que é lugar e queria ser fotografado com as armas. Outros fotógrafos teriam entrado em pânico e negado, mas eu sabia que aquilo era parte de quem ele era. Não era para aparecer. Então falei: ‘ok, então você vai descarregá-los e eu vou checar primeiro se está tudo certo’. Minha mãe hoje ri quando eu conto essa história justamente porque eu estou aqui para contá-la, mas a verdade é que eu nunca tive medo” Foto: Chi Modu
“Além da foto com os revólveres, gosto muito dessa do Snoop Dogg. Isso foi em Los Angeles. 187 é o código da polícia para assassinato, então procuramos por essa placa para fazer a foto. Não foi uma foto fácil de fazer, porque a Califórnia é muito ensolarada, e o sol provoca sombra. Tive que posicioná-lo de um jeito que a sombra ficasse na aba do boné, assim os olhos dele apareceriam. As pessoas veem as fotos, mas não os bastidores, o trabalho que dá”. Foto: Chi Modu
“A ideia era mostrar o Notorious B.I.G. como o rei de Nova York, e aquelas torres representaram a cidade por muitas décadas até caírem. E depois disso o próprio Biggie caiu (o rapper foi assassinado com quatro tiros em 1997). Houve um tempo em que o Empire State era o sinônimo de Nova York, mas para essa foto quis fazer uma versão mais moderna, com as torres. Considero uma sorte ter conseguido uma foto com os três”. Foto: Chi Modu / Chi Modu/diverseimages
“Aqui o Eazy-E está com seu Chevette 1963. Todo mundo acha que o carro é de 1964 por causa da letra de ‘Boyz-n-the-Hood’, do N.W.A., mas é de 1963 . Um ano antes de ele morrer, Eazy apareceu na sessão de fotos para uma capa da ‘The source’ com esse carro. Fizemos as fotos na frente da primeira casa que ele comprou quando começou a ganhar dinheiro, em Norwalk, Califórnia. Essa foto reverberou tanto que Biggie segura essa edição da ‘Source’ no clipe de ‘Juicy’”. Foto: Chi Modu
“Aqui temos o Nas com 18, 19 anos, na cama dele em Queensbridge, um conjunto habitacional de Nova York, antes do lançamento de “Illmatic”, seu primeiro disco. Sabíamos que ele iria estourar, então fui lá fazer fotos. É uma aventura aparecer num lugar desses, você não vai sem um local junto. Você precisa respeitar as regras. Foi interessante mostrá-lo no quarto em que ele cresceu, entre as coisas dele, e um buraco de bala na parede. Um dos álbuns mais importantes do hip-hop foi escrito naquele quarto. Isso ajuda o público a colocar as coisas em perspectiva”. Foto: Chi Modu
“Essa foi uma foto promocional para a Bad Boy Records, gravadora de Puff Daddy (no meio). Craig Mack (esq.) tinha acabado de lançar ‘Flava in ya ear’ e Biggie (dir.) estava a caminho do sucesso. A gente ia fotografar num McDonalds, mas acabou sendo num Burger King porque eles nos deixaram usar o espaço de graça. Gosto dessa foto porque o Biggie está sorrindo, ele não era muito retratado dessa maneira”. Foto: Chi Modu/diverseimages
“Essa foi da sessão de fotos do ‘Tical’, o primeiro álbum solo dele. Eu já conhecia o Wu-Tang Clan antes do “Protect ya neck” (primeiro single do grupo). E o Method Man já me dizia que quando fosse lançar um disco dele me chamaria para fotografar. Ele estava fumando maconha, porque isso era praticamente uma marca dele. Só que era 1994, e naquela época não era como hoje. Hoje as estrelas são muito cuidadosas com a imagem, pensam demais antes de fazer qualquer coisa, naquela época podíamos ser mais livres”. Foto: Chi Modu/diverseimages/Getty Ima

Home office deixa de ser ponto de apoio e ganha protagonismo nas casas

Veja quatro projetos de espaços onde os donos passam a maior parte do tempo
Yara Guerchenzon

Home office desenvolvido pelo morador durante a pandemia em Copacabana, Rio – Divulgação

Planejados inicialmente como um ponto de apoio para estudo ou trabalho em casa, os home offices ganharam importância e se transformaram no lugar onde os moradores já se acostumaram a passar a maior parte do tempo.

Conheça a seguir quatro projetos de home office que adquiriram um status maior do que o previsto e passaram a ser fundamentais para os seus proprietários.

COM PAISAGEM

Do alto de uma cobertura em Ipanema, no Rio, o casal de moradores, ambos advogados, trabalha todos os dias em um espaço de 13,2 m² de frente para o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

Os autores do projeto, Richard de Mattos e Maria Clara de Carvalho, do escritório Pílula Antropofágik Arquitetura, contam que naquele ambiente havia antes um pequeno cinema e que, com a chegada dos atuais proprietários, ganhou nova função. “Logo nos pediram para projetar ali um home office, tirando partido da bela vista e do jardim externo da cobertura.”

Cores claras e alegres marcam o projeto, em contraste ao tom cinza do piso de porcelanato cimentício e do teto com cimento queimado, além da bancada feita com placa cimentícia revestida de cimento queimado. Para guardar documentos, dois gaveteiros com rodízios foram colocados na parte de baixo.

Na parede de trás, prateleiras flutuantes e engastadas em chapas de madeira organizam livros e objetos. Por fim, como o local é fechado com vidro, uma persiana de tela solar controla e filtra a incidência de luz natural.

FEITO POR ACASO

Instalado numa das laterais de uma varanda de 5 m², este pequeno home office nem era para existir. A proprietária do imóvel é uma jovem empresária que trabalhava eventualmente em casa —até começar a pandemia.

Home office de estúdio no Tatuapé, em São Paulo, foi feito na sacada
Home office de estúdio no Tatuapé, em São Paulo, feito na sacada pela Andrade & Mello Arquitetura – Luis Gomes/Divulgação

“Ela não poderia imaginar que iria precisar usar diariamente esse espaço de trabalho e por tanto tempo”, conta a arquiteta Erika Mello, da Andrade & Mello Arquitetura, escritório responsável pela reforma do estúdio de 33 m², localizado no Tatuapé, em São Paulo.

Segundo Erika e seu sócio, Renato Andrade, a moradora queria inicialmente que essa sacada tivesse só uma área para relaxar no fim do dia, quando retornasse para casa. A colocação do tampo de MDF com o painel de madeira cumaru na parede veio por sugestão dos arquitetos.

“A ideia surgiu para aproveitar melhor esse espaço, dando-lhe uma função, já que teríamos que esconder os equipamentos do ar-condicionado justamente neste canto. Nós já sabíamos que a cliente levava trabalhos para casa de vez em quando, por isso fizemos a proposta”, conta Erika Mello.

Outros pontos positivos do trabalho na varanda é que a moradora conta com luz e ventilação naturais e ainda pode aproveitar a vista. Para organizar os objetos, ela conta com prateleiras encaixadas nos frisos do painel.

CAMUFLADO

Ao ser contratado para fazer uma reforma completa no imóvel dos anos 1960, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, o arquiteto André Di Gregorio, do Estúdio BRA, ouviu de seus clientes, um jovem casal, ambos profissionais liberais, que seria preciso incluir no projeto de seu primeiro apartamento um pequeno home office.

Home office camuflado em apartamento em Higienópolis, São Paulo; projeto do  Estúdio BRA
Home office camuflado em apartamento em Higienópolis, São Paulo; projeto do Estúdio BRA – Maíra Acayaba/Divulgação

Porém, não gostariam que ele ocupasse um ambiente exclusivo, nem que ficasse no quarto ou à vista nas áreas sociais. A solução foi colocá-lo literalmente dentro de um armário.

“A demanda dos moradores era, ainda, de conseguir fechá-lo assim que acabasse a jornada de trabalho, para ajudá-los a separar a vida profissional e pessoal”, conta André.

O projeto conta com um painel de lâmina natural de madeira Tauari que cruza a sala de uma ponta a outra, ocultando as portas de acesso à cozinha e à área íntima, além de dar lugar a algumas prateleiras e ao próprio home office, instalado já próximo à varanda.

“Posicioná-lo perto da janela foi a grande sacada. Além da vista para as árvores na rua, a luz natural é incrível.” O arquiteto aproveitou o espaço para embutir uma bancada de MDF, fechada por portas camarão.

ENTRE PLANTAS

Depois de 30 anos trabalhando fora, em um mesmo escritório, o assessor de imprensa carioca Marcelo Guidine precisou se acostumar à atividade profissional em casa, logo no começo da pandemia.

Home office desenvolvido pelo morador durante a pandemia em Copacabana, Rio
Home office desenvolvido pelo morador durante a pandemia em Copacabana, Rio – Divulgação

Em julho do ano passado, deixou o emprego anterior para cuidar de seus próprios clientes, em carreira solo. Com isso, precisou de um espaço no seu lar que fosse específico para desempenhar o trabalho, sem improvisações.

No apartamento em Copacabana, no Rio, aproveitou uma área da sala subutilizada, ocupada antes por um sofá, e instalou uma bancada e uma prateleira, ambas de freijó, que vão de uma parede a outra. No fundo, providenciou um espelho que reveste toda a superfície. “Isso faz o ambiente parecer maior e mais iluminado. Além do mais, eu não queria trabalhar olhando para uma parede o dia todo”, conta o morador.

Sob a bancada, instalou dois gaveteiros volantes. Fora isso, não demorou a aderir ao urban jungle. “Acho que pirei nas plantas”, brinca, ao contabilizar 15 vasos desde o início da pandemia.

Um tour pelo novo escritório da The Conran Shop em Londres, Inglaterra

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Meeting room

A empresa de decoração para casa The Conran Shop recentemente contratou a firma de arquitetura e design de interiores Form Workplace Solutions para projetar seu novo escritório em Londres, Inglaterra.

“Este é um cliente cujo nome é sinônimo do que há de melhor e mais recente em design britânico, e sabíamos desde o início que eles teriam uma compreensão clara de forma e função, estilo e sofisticação.

Nosso papel era ajudar a repensar um espaço que havia sido usado anteriormente como um showroom para uma empresa de cozinha de ponta – pense em paredes, tetos e pisos de concreto aparente. Essa era a tela em branco disponível, e The Conran Shop estava determinada a usar cada centímetro dela. Cores ousadas e design inovador estavam definitivamente na ordem do dia, combinados com um forte senso de praticidade.

Isso ficou evidente na abordagem ao armazenamento, que aproveitou os tetos altos e os armários personalizados para oferecer casas chiques para um grande número de amostras que antes lotavam seus escritórios anteriores. Abaixo desse armazenamento de parede, também criamos bancos de toque personalizados para inspirar uma “sensação” mais colaborativa ao espaço – com o benefício adicional de ocultar todos os cabos e energia integrada em seu design. Energia e dados adicionais para as estações de trabalho mais dedicadas foram fornecidos através de conduítes galvanizados sob medida que foram conectados à bandeja do teto acima, permitindo que o cabeamento da infraestrutura fosse alojado em um estilo arquitetônico inovador, organizado, complementando as texturas brutas encontradas no espaço.

Ao longo de todo o projeto, a The Conran Shop procurou a Form Workplace Solutions para obter orientação sobre como trabalhar com vários desafios de design para ajudar a dar vida à sua visão – ao mesmo tempo que garantia que atendia aos seus padrões rígidos e atenção aos detalhes. Quanto aos resultados, acreditamos que eles falam por si com confiança, com um design de cair o queixo combinado com inovação de estilo: Uma elegância prática que atende às expectativas da marca, ao mesmo tempo em que se mantém solidário com as necessidades do dia-a-dia dos funcionários ”.

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Reception
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Zwirner pode mudar o modelo de negócio das galerias com seu website de compra de arte online

Platform venderá 100 obras de arte online através de pequenas galerias, por preços que vão de 2.500 dólares a 50.000 dólares
Robin Pogrebin, The New York Times

Platform
Platform venderá 100 obras de arte por mês online por meio de galerias menores, por US $ 2.500 a US $ 50.000. Foto: Matt Grubb/The New York Times

O mundo da arte está apenas começando a responder às perguntas levantadas pela pandemia, como: as feiras de arte presenciais são coisa do passado e as salas virtuais serão o futuro? Os museus manterão a proibição de não se tocar na obra e as casas de leilões continuarão com seus salões globais online?

Um galerista colossal, David Zwirner decidiu apostar no que desprezou no ano passado: a necessidade de um mercado de venda de obras de arte originais online, em que basta clicar para comprar. E assim criou a Platform, website lançado na quinta-feira e que a cada mês oferecerá 100 obras apresentadas por 12 galerias independentes de todo o mundo com preços que variam de 2.500 dólares a 50.000 dólares.

“Vimos que existe um espaço real no mundo da arte para o e-commerce”, disse ele numa entrevista por telefone. “Há um público que não sabíamos que existia. Essas pessoas não vão a galerias necessariamente e não vão a feiras de arte. Elas buscam tudo isso online”.

Ele notou que esse público é formado na maior parte “por millenials”, que descobrem arte através do Instagram e por meio do boca a boca. “O mundo da arte nunca os satisfez”.

Zwirner apresentou um projeto piloto da Platform no ano passado e várias galerias participantes vêm retornando para a nova iteração, incluindo Bridget Donahue e a Night Gallery. Entre os novos parceiros estão BortolamiCharles Moffett Jessica Silverman. E entre os artistas que o website apresentará inicialmente estão Kenny RiveroJane Dickson e Jibade-Khalil Huffman.

Na verdade, websites como Artsy e Artnet vem vendendo obras de arte online já há algum tempo. E no ano passado a Sotheby’s lançou sua Gallery Network, um espaço de compra de arte online com obras custando até 150.000 dólares.

Mas no caso de um colosso com uma imensa capacidade profissional como Zwirner, o seu empreendimento online representa um abandono significativo do modelo tradicional de galeria com atividades presenciais. As informações adicionais oferecidas sobre as obras de arte são mais extensas e em muitos casos os artistas produzem trabalhos especialmente para a plataforma.

“Todos vêm tentando imaginar esse novo cenário, que depende muito do conteúdo digital e da venda de material sem que ele seja visto pessoalmente”, disse Moffett. “Experimentamos várias plataformas diferentes e ficamos menos satisfeitos com os resultados. Obviamente a marca David Zwirner é muito respeitada e meus artistas gostaram da ideia de mostrar seus trabalhos na plataforma dele, de modo que pensei, por que não dar uma chance a ela?”.

Os céticos dirão que Zwirner está apenas tentando conquistar publicidade e gerar simpatia com uma ação paternalista, tipo Robin Hood, que no final vai propiciar à sua própria galeria 20% de cada venda feita na Platform. E algumas pessoas do mundo da arte se preocupam de que o website seja meramente uma espécie de liga menor de times para Zwirner – uma maneira de desenvolver artistas novos, atraí-los para as pequenas galerias e colher informações sobre a clientela dessas galerias.

“Não teria interesse em fazer algo desse tipo – é mais uma espécie de lobo em roupa de cordeiro”, disse o marchand Larry Gagosian. “Meu conselho para essas galerias menores é que preservem sua própria identidade e marca – mesmo que não consigam chegar ao nível de uma grande galeria, trabalhem dentro dos seus recursos e não entreguem seus artistas e listas de clientes para alguém que poderá se beneficiar disso num determinado momento”.

Zwirner disse que deseja colaborar com essas galerias menores e não as suplantar ou explorá-las. E cita, por exemplo, a recente adição à galeria da escultora nascida na Romênia Andra Ursuta, que continuaram a expor com Ramiken Crucible e Harold Ancart, que continua trabalhando com uma galeria menor, a Clearing.

Lucas Zwirner, filho do marchand e que dirigiu a criação do website sublinhou que a mega-galeria está investindo em material no site que dará mais visibilidade aos artistas, incluindo entrevistas e vídeos.

Platform
Parte da equipe Platform, a partir da esquerda: Armani Smith, Lucas Zwirner, Marlene Zwirner, Bettina Huang, Liley Huo (na frente), Richard Thayer, Martin Lerma e Taylor Langone Foto: Martyna Szczesna via The New York Times

“Não estamos apenas pegando arte e vendendo. Estamos ajudando artistas a criarem uma carreira e promovê-los”, afirmou ele.

Segundo Moffett, esse sistema de clicar para comprar é um pouco inquietante, substituindo o botão “investigar”, que inicia uma conversa com a galeria. “Tenho muito orgulho em colocar as obras dos meus artistas de uma maneira cuidadosa e a ideia de que se está colocando os trabalhos desses artistas à mostra para qualquer pessoa comprar é um pouco desgastante. Eu preferiria investigar primeiro, mas acho que vale a pena botar fé na plataforma”

“Se eu tivesse uma opção, preferiria fazer primeiro uma investigação, mas acho que vale a pena esse ato de confiança”, disse ele.

Na verdade, no caso em que os marchands normalmente se esforçam muito para colocar obras de arte em museus importantes e colecionadores reputados, a Platform permite que qualquer pessoa, salvo os malandros, comprem. Mas essa democratização e a transparência dos preços postados, em comparação com a costumeira opacidade das galerias quanto ao valor das obras – são importantes para o novo negócio, disse David Zwirner.

O empreendimento tem por objetivo cultivar uma nova estirpe de comprador, aquele que se sente mais à vontade em tomar uma decisão por si próprio, menos interessados na ajuda que os marchands oferecem.

“Não tenho tempo para ir a cada nova galeria”, disse Dorian Grinspan, colecionador de Nova York. “É interessante ter um lugar onde você encontra uma mostra mais seleta do que vou encontrar por aí no mercado”.

Zwirner disse que gosta da ideia de que um empreendimento como a Platform vai poupar sua galeria – e as pequenas galerias colaborando com ele – dos gastos enormes das múltiplas feiras de arte a cada ano.

“Nunca voltaremos à antiga maneira de trabalhar. Vamos deparar com um mundo da arte muito mais amplo do que imaginávamos. Se ele provar ser um mercado primário robusto, o céu é o limite”, disse ele.

Tradução de Terezinha Martino

Graham Dunn for Anthropologie with Alyssa Miller

Photographer: Graham Dunn at Atelier Management. Fashion Stylist: Richmond Tan at Anthropologie. Hair + Makeup: Maranda Widlund at The Wall Group. Set Design: Heath Mattioli at Frank Reps Model: Alyssa Miller at Women360.

*NeW!* LOUIS VUITTON: MEET THE MODELS IN THE LOUVRE! By Loic Prigent

Estou muito orgulhoso de mostrar a vocês este tour exclusivo com acesso total do desfile de moda da Louis Vuitton realizado no Louvre em março de 2021! Nos encontramos e conversamos com as modelos cuidadosamente selecionadas por Nicolas Ghesquière e sua equipe! Sim, eles têm a honra de fazer parte da turma, mas sim eles são divertidos, sim eles estudam, sim eles andam de skate e breakdance, sim eles cantam, sim eles são o grupo mais legal já visto no Louvre. Isso faz parte da minha série sobre modelagem de passarela, caminhando para a moda. Espero que você se divirta tanto quanto filmamos isso com Julien!

Editing: Milan Tintané Ducharme
Produced by Natacha Morice pour DERALF (Divertissant Et Révoltant A La Fois)
Filmed with Julien Da Costa
Sound Clément Duché
Post Konstantin Maslakov
Contact : deralfproduction@gmail.com
Musique : Audionetwork!

We use footage from LV and photos by Clémentine Balcaen!

As mudanças que a indústria da moda sofreu nos últimos anos

Em um momento de incertezas, a sabedoria e a segurança que vêm com a idade passaram a ser motivo de exaltação também pela moda. Para entender as mudanças que a indústria passou nos últimos anos, Vogue conversou com modelos experientes, agentes e estudiosas da longevidade
CAMILA YAHN

A modelo Michele Ronson em foto do inverno 2021 da Ashish (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
A modelo Michele Ronson em foto do inverno 2021 da Ashish (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

Acompanho o mundo da moda há 20 anos, nunca me esqueci de uma entrevista que fiz no começo da carreira, na qual a modelo não podia dizer a idade.

Quando perguntei ao booker o motivo, senti como se cometesse uma gafe. A menina era mais velha do que os clientes imaginavam e revelar sua idade podia fazê-la perder trabalhos. Vale contar que estamos falando de uma jovem profissional de 20 e poucos anos que se passava por 17. Naquela época, começo dos anos 2000, uma modelo de 25, 30 anos estava com os dias contados.

Outra história sobre a intolerância da moda como envelhecimento quem me conta é a antropóloga Mirian Goldenberg. “Quando tinha 35 anos, no início dos anos 1990, fui comprar uma calça jeans em uma marca conhecida, a estilista olhou bem para mim e disse: ‘não quero a minha roupa desfilando por aí em uma mulher mais velha’. Com 35 anos, fui considerada uma mulher velha”, lembra Mirian, que também é pesquisadora e autora do livro “A Invenção de uma Bela Velhice”, sobre as novas maneiras de viver as etapas mais maduras da vida.

Iman na capa de março de 2018 da Vogue Arábia. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Iman na capa de março de 2018 da Vogue Arábia. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

Hoje, esses relatos parecem incoerentes e absurdos, ainda bem. Os padrões de beleza, que por décadas dominaram a comunicação da indústria da moda no Brasil e no mundo, passaram a ser confrontados pela parte mais interessada no assunto, a mulher. Sai o olhar masculino e branco por trás da criação das imagens para a exaltação da beleza real, na esteira das discussões raciais e de gênero.

A icônica Cindy Crawford na capa desta edição de aniversário da Vogue é prova disso. Aos 55 anos, a supermodelo norte-americana continua sendo o rosto de grandes marcas, fazendo participações bombásticas em desfiles e estampando capas de Vogue mundo afora. Cindy é um dos nomes mais proeminentes de um movimento maior: a celebração da maturidade na moda.

Isa Berenice no inverno 2020 de Fernanda Yamamoto (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Isa Berenice no inverno 2020 de Fernanda Yamamoto (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

Se antes a velhice era invisível e socialmente indesejável, hoje vemos mulheres com 50+ à frente de desfiles e campanhas de marcas como VersaceChanelDiorHermèsFendi Gucci – Alessandro Michele foi um dos primeiros diretores criativos do segmento de luxo a escalar uma mulher mais velha, colocando a atriz britânica Vanessa Redgrave, 84 anos, na campanha de cruise de 2017.

Naquele ano, outras mulheres notáveis também reiniciaram sua carreira à frente das câmeras: Joan Didion (Celine), Jane Birkin (Saint Laurent), Joni Mitchell (Saint Laurent) e Iris Apfel (Alexis Bittar) foram escaladas para grandes campanhas.

Virgínia Rodrigues no verão 2019/20 da Handred.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Virgínia Rodrigues no verão 2019/20 da Handred. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

“A moda mudou porque as mulheres mudaram, o conceito de velhice mudou. E o mercado finalmente percebeu que nós não somos invisíveis”, diz Goldenberg.

Em seus livros e palestras, a antropóloga mostra que após os 50 anos, a curva da felicidade cresce porque é quando a mulher se sente mais livre. “Não se pesquisava a velhice do ponto de vista da felicidade e da libertação. Só se falava enquanto doença e perdas. Essa visão de ser o melhor momento da vida para muitas mulheres é nova”, diz.

Danah Costa no verão 2020/21 da Handred.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Danah Costa no verão 2020/21 da Handred. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

Nesse contexto, os designers, que tradicionalmente antecipam mudanças de comportamento, passaram a valorizar a experiência, o estilo e o autoconhecimento de modelos mais velhas em seus trabalhos.

Em entrevista à Vogue britânica, Nadège Vanhee-Cybulski, diretora criativa da Hermès, explicou os motivos que a levaram a criar um casting diverso para apresentar a coleção de verão da marca. “Ampliar a noção de feminilidade nos ajuda a ver como a sensualidade é importante em diferentes fases da vida. Quero que as gerações mais novas saibam que o charme não diminui como passar dos anos e que as mulheres da minha idade e mais velhas saibam que continuam sendo desejadas”, afirma Nadège, de 42 anos.

Ana Luiza Nascimento no verão 2020 da Água de Coco.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Ana Luiza Nascimento no verão 2020 da Água de Coco. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

Prova da força desse movimento é o que tem experenciado a modelo Constanze von Oertzen com marcas nacionais. Aos 56 anos, ela desfilou ou estampou campanhas para Lenny Niemeyer, Amaro, Renner, Hering, Água de Coco, Haight, À La Garçonne, Handred, Aluf, entre outros.

Apesar das quatro décadas em contato com a moda, só recentemente se sentiu representada. “Fico muito feliz em ver que o mercado entendeu que precisa representar todos os tipos de mulheres. A nossa sociedade é múltipla, e a moda deve retratar essa diversidade”, diz. “Impossível a gente se imaginar num vestido mostrado por uma jovem de 20 anos”, completa.

Shirley Mallmann, uma das primeiras top models brasileiras, é outro exemplo de longevidade neste novo momento da profissão. Ela estourou em meados dos anos 1990, fazendo trabalhos para Jean Paul Gaultier, John Galliano e Alexander McQueen e hoje, aos 44 anos, ainda está na ativa. Entre seus trabalhos mais recentes, estão campanhas para a norte-americana Macy’s e as brasileiras Cris Barros e Lilly Sarti. “É algo que veio para ficar”, diz Shirley. “Ninguém vai desistir de ser representado.”

Kate Moss na alta-costura de verão 2021 da Fendi.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Kate Moss na alta-costura de verão 2021 da Fendi. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

Impacto econômico
Mas o que está impulsionando essa transformação? Um forte movimento de libertação feminina vem se fomentando há anos tendo como base o aumento da longevidade.

“Com isso, foram se criando novas nomenclaturas para as fases da vida”, diz Guita Debert, professora da Unicamp, antropóloga e pesquisadora do envelhecimento. “Essas fronteiras, atualmente, não são mais definidas por idade e, sim, por estilo de vida. E vemos, especialmente nos habitantes dos grandes centros, independente de classe social, que há um aproveitamento maior dessa fase mais velha.”

Hoje vivemos mais e melhor. As mulheres estão mais ativas e ganhando proeminência econômica. O impacto desse grupo tem sido chamado de She-conomy. Em um artigo sobre o tema, a diretora global de mercado da Ernst & Young, Annette Kimmitt, diz que “as mulheres representam o maior mercado e economia global emergente porque estão começando a ter enorme poder sobre política, esportes, negócios e sociedade”.

As marcas estão despertando para essas grandes oportunidades. Esse empoderamento das consumidoras, portanto, pauta a nova comunicação da indústria. “As diferenças de corpo, idade, tamanho, tom de pele, identidade trans agora são glorificadas e normalizadas”, disse a jornalista britânica Caryn Franklin, membro do Fashion Academics Creating Equality, um grupo de estudiosos que promove a inclusão na moda, à Vogue britânica.

Paulina Porizkova na capa da Vogue Checoslováquia deste mês. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Paulina Porizkova na capa da Vogue Checoslováquia deste mês. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

pandemia também acelera essa transformação. Em alguns estados brasileiros, a Covid-19 chegou a diminuir em três anos a expectativa de vida da população.

“Em um momento de tanta incerteza e mudança, a moda entendeu que a perenidade é importante. Não é à toa que tantas marcas passaram a levar a sustentabilidade tão em conta neste último ano”, diz Pedro Sales, diretor de moda da Vogue Brasil.

Constanze von Oertzen no verão 2019/20 da Aluf.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Constanze von Oertzen no verão 2019/20 da Aluf. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

Essa recente “descoberta” resultou numa mudança de mindset que ainda está em curso.

“Por muito tempo, o mundo da moda nos fez acreditar que, ao comprar algo de uma campanha representada por uma modelo jovem e magra, nós também alcançaríamos esse objetivo”, diz a empresária e modelo Luíza Brunet, 58. “Hoje, nos percebemos como mulheres maduras, com poder econômico, e sabemos o que queremos.”

Assim, o mercado foi obrigado a se mobilizar, e agências de casting precisaram se reinventar e buscar outros perfis de beleza, mais plurais, reais e, por isso mesmo, mais inspiradores e representativos. Anderson Baumgartner, sócio da agência Way Model, que representa estrelas como Carol Trentini e Alessandra Ambrosio, conta que seu negócio viveu essa mudança. “Estou há 23 anos na área e, durante minha vida inteira, as mães vinham me apresentar suas filhas. De um tempo para cá, as filhas vêm me apresentar suas mães. Olha a volta que a gente deu!”, diz.

Coco Mitchell no inverno 2020/21 de Christopher John Rogers.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Coco Mitchell no inverno 2020/21 de Christopher John Rogers. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

O caminho a ser percorrido é longo. Segundo Mirian Goldenberg, existe uma verdadeira velhofobia no Brasil. “Ainda há uma série de preconceitos aos corpos que são considerados fora do padrão de juventude, magreza e sensualidade”, diz. “Quanto mais liberdade, maior a reação dos velhofóbicos.”

Avançamos, mas ainda temos outras muralhas para derrubar até que idade e diversidade não sejam mais bandeiras. “Temos que chegar a um ponto onde a inclusão de todos os tipos não seja mais uma novidade”, diz a modelo Shirley Mallmann. Que assim seja e nós possamos chegar neste destino em que beleza é se sentir confortável em sua própria pele.

Helena Christensen no desfile que celebrou os 40 anos da Michael Kors, em abril passado.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Helena Christensen no desfile que celebrou os 40 anos da Michael Kors, em abril passado. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Setsuko Saito no inverno 2021 da A.Niemeyer.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Setsuko Saito no inverno 2021 da A.Niemeyer. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Farida Khelfa na alta-costura de verão 2021 da Fendi.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Farida Khelfa na alta-costura de verão 2021 da Fendi. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Greta Cuneo em editorial da Vogue Brasil de 2019 (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Greta Cuneo em editorial da Vogue Brasil de 2019 (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Michele Ronson no inverno 2021 da Ashish.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Michele Ronson no inverno 2021 da Ashish. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Penelope Tree no verão 2021 da Fendi.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Penelope Tree no verão 2021 da Fendi. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Georgina Grenville no verão 2021 da Hermès.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Georgina Grenville no verão 2021 da Hermès. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Pat Cleveland no verão 2019 de Tommy Hilfiger.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Pat Cleveland no verão 2019 de Tommy Hilfiger. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Carla Bruni, Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Cindy Crawford e Helena Christensen no verão 2018 da Versace.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Carla Bruni, Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Cindy Crawford e Helena Christensen no verão 2018 da Versace. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Étale Wainer no verão 2019/20 da Handred.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
Étale Wainer no verão 2019/20 da Handred. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
JoAni Johnson em campanha de 2019 de Ozwald Boateng.  (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)
JoAni Johnson em campanha de 2019 de Ozwald Boateng. (Foto: Getty Images, Imax Tree e Divulgação)

WhatsApp irá permitir transferência de histórico de iPhone para Android (e vice-versa)

Aplicativo também trabalha em solução que permite transferir o histórico de diferentes números de telefone

WhatsApp não revela data de lançamento de recursos de atualização do aplicativo

WhatsApp trabalha em um recurso que irá permitir a transferência do histórico de mensagens entre dispositivos de diferentes plataformas, informou na quinta-feira passada o site especializado WaBetaInfo, que acompanha futuras atualizações do mensageiro. Atualmente, a novidade está em testes tanto em celulares Android quanto iOS.

A transferência de mensagens entre um dispositivo e outro soluciona a dor de cabeça de quem trocou de marca de smartphone, ou seja, saiu de um iPhone e foi para Android (ou vice-versa), já que hoje há transferência de dados apenas quando o usuário permanece na mesma plataforma.

Ao configurar o novo smartphone, o WhatsApp irá perguntar ao usuário se quer mover o histórico, ressaltando que esse é o único momento em que a função poderá ser utilizada. Junto com as mensagens, mídias também serão transferidas.

Outro recurso em desenvolvimento é a transferência do histórico para diferentes números de telefone, algo útil para quem está trocando de DDD ou mesmo de país. Dessa maneira, seria possível manter todos os contatos e conversas idênticos, apesar da troca de chip com a operadora de telefonia.

Ainda não está claro como a tecnologia funcionaria, mas ambos os recursos estão em testes e não têm data de lançamento anunciada, diz o WaBetaInfo.