Há uma década no comando do Cantão, Lanza Mazza revigora a clássica marca carioca

Estilista carioca fala sobre referências e a irmã gêmea, a jornalista Renata Vasconcellos
Gilberto Júnior

Lanza Mazza Foto: Leo Martins
Lanza Mazza Foto: Leo Martins

Às vésperas de ingressar na faculdade, aos 17 anos, Lanza Mazza cogitou estudar Medicina ou Odontologia. “Olha que chatice”, brinca a carioca, hoje com 48, numa chamada de vídeo. “Mas antes de me matricular, um amigo veio com uma ideia inesperada: Desenho Industrial. E assim começou minha caminhada. Ainda na universidade, descobri que queria mesmo trabalhar com moda”, contou a estilista, responsável por colocar os dois pés do Cantão, marca fundada em 1967, no século XXI. “Somos uma grife de espírito jovem, que não tem nada a ver com idade. Temos valores e sabemos exatamente com quem estamos falando”, diz a designer, que frequentou bancos do Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York.

A relação de Lanza com a etiqueta começou ainda na adolescência, com idas à loja de Ipanema na companhia da mãe. “Surtei quando ganhei minha primeira jaqueta de couro do Cantão. Com o tempo, acabei me afastando e me aproximando de estilistas mais minimalistas, como Calvin Klein, Helmut Lang e da nossa Maria Bonita. Também era enlouquecida pelo belga Dries Van Noten”, lembra a carioca, que chegou a bater cartão no estilo da extinta Mara Mac. “Vim dessa escola de uma roupa mais limpa, extremamente bem construída. Trouxe esses códigos para o Cantão, sem abrir mão do conforto e da estamparia. O universo esportivo é outro ponto que nos interessa, mas com nossa própria interpretação.”

Lanza Mazza Foto: Leo Martins
Lanza Mazza Foto: Leo Martins

Mãe de duas mulheres de 20 e poucos anos, a estilista, que está na atual marca há uma década, fez uma coisinha aqui e ali como modelo na adolescência, ao lado da irmã gêmea, a jornalista e âncora do “Jornal Nacional” Renata Vasconcellos. “Somos univitelinas e até mamãe, de vez em quando, nos confunde. No colégio, fomos separadas e usávamos colares com nossos nomes”, diverte-se. “Mas gosto quando alguém do meu meio troca as bolas e a chama de Lanza. Falo para ela: ‘É isso que eu passo o tempo inteiro’. Mas não vejo problema. Afinal, minha irmã está todo dia na casa das pessoas.”

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