VF Live: Nombuso Mathibela #2

Música
What Are You Doing the Rest of Your Life?
Artista
Abbey Lincoln, Abbey Lincoln, Abbey Lincoln, Archie Shepp, Archie Shepp, Archie Shepp, Roy Burrowes, Roy Burrowes, Roy Burrowes, Jack Gregg
Álbum
Painted Lady
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The Orchard Music, Naxos Digital Services US, Inc (em nome de ITM); UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA – UBEM, LatinAutor, Sony ATV Publishing, LatinAutorPerf, LatinAutor – SonyATV, SOLAR Music Rights Management e 6 associações de direitos musicais

Música
Hey There
Artista
Sons Of The Kingdom
Álbum
Soul Messages From Dimona
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[Merlin] Secretly Distribution (em nome de Numero Group)

Música
nuevo roquero estéreo
Artista
Jaimie Branch
Álbum
FLY or DIE II: bird dogs of paradise
Licenciado para o YouTube por
[Merlin] Redeye Distribution, [Merlin] K7 Records (em nome de International Anthem); BMI – Broadcast Music Inc.

Música
109 Psychosomatic (Mono)
Artista
Bubbha Thomas and The Lightmen
Álbum
Free as You Wanna Be
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INgrooves (em nome de Now Again Records); Kobalt Music Publishing e 3 associações de direitos musicais

Música
The Newbies Lift Off
Artista
Makaya McCraven
Álbum
Universal Beings
Licenciado para o YouTube por
[Merlin] Redeye Distribution, [Merlin] K7 Records (em nome de International Anthem); Polaris Hub AB, ASCAP, Downtown Music Publishing e 3 associações de direitos musicais

Música
Let the Rain Fall on Me
Artista
Leon Thomas
Álbum
The Creator 1969-1973: The Best of the Flying Dutchman Masters
Licenciado para o YouTube por
PIAS (em nome de Ace Records); Polaris Hub AB e 2 associações de direitos musicais

‘Toda vez que eu entrava no set, um diretor branco me pedia para servir café’, diz a primeira diretora negra e lésbica de publicidade do Brasil

Juliana Almeida enfrentou misoginia, racismo e lgbtfobia no cinema. Hoje, ela trabalha para mudar o imaginário social brasileiro sobre pessoas negras e LGBT+: ‘A minha missão é desconstruir estereótipos’
Pâmela Dias

Juliana Almeida, 31, é nordestina, cineasta, fotógrafa e a primeira diretora negra e lésbica de publicidade do Brasil Foto: Divulgação

Primeira diretora negra e lésbica de publicidade do Brasil. Aos 31 anos, a cineasta e fotógrafa baiana Juliana de Almeida Damasceno recebeu a notícia de seu pioneirismo, revelado por uma pesquisa de mercado no último dia 20 de maio, enquanto dirigia comerciais. Para ela, este é o início de uma caminhada árdua para a inclusão de outras mulheres negras e LGBT+ em cargos de relevância na área da Comunicação.

Ao encontrar em Adélia Sampaio — primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil — uma referência para entrar no universo do cinema, Juliana decidiu, em 2013, deixar Catu, sua cidade natal, e se mudar para Salvador, onde estudou na Universidade Federal da Bahia. Aprovada com apoio do sistema de cotas raciais, ela entendeu por que o cinema ainda é majoritariamente feito por pessoas brancas que retratam a população negra como subalterna. Juh Almeida diz que dos 30 alunos do curso, dez eram negros; para cada dez professores, apenas um era negro. Números ainda mais alarmantes ao considerarmos que Salvador é a capital mais negra do país: segundo o IBGE, 82,7% da população soteropolitana se declara como não branca, sendo 36,5% pretos e 45,6% pardos.

— Eu lembro que isso era uma deficiência que nos afetava muito (alunos negros) porque, como os professores eram quase todos brancos, nunca levavam para a sala de aula temas com recorte racial. Era bastante complicado, por exemplo, termos que ficar vendo um filme que tem black face. Chegávamos a questionar isso em sala, mas não havia escuta. O curso de cinema é violento porque a gente está falando de imagem, mas não está se vendo — explica a diretora.

Uma pesquisa divulgada em 2020 pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, analisou raça e gênero dos diretores, roteiristas e personagens de filmes brasileiros de grande público lançados entre 1995 e 2018. De acordo com o levantamento, o grupo social que aparece menos representado em todas as principais funções do cinema do país é o de mulheres pretas e pardas, que não dirigiu nem escreveu nenhum dos 240 filmes analisados e constituiu apenas 4% do elenco selecionado para os longa-metragens. Homens pretos e pardos têm um desempenho levemente melhor e são 2% dos diretores, 3% dos roteiristas e 13% dos personagens.

A predominância aparece entre homens brancos que, por sua vez, dominam todas as funções, principalmente as de construção narrativa, como diretor (84%) ou roteirista (71%), sendo ainda 49% do elenco. No recorte de mulheres brancas, apesar de ainda serem subrepresentadas, elas aparecem mais do que os negros. Ao todo, correspondem a 21% das diretoras, 34% das roteiristas e 34% das personagens.

— A mulher negra está na base da pirâmide social e a mulher negra e lésbica está mais abaixo ainda. Todas as vezes que chegava em um set encontrava diretores brancos que, ao me verem, pediam que eu servisse o café. Não que eu não possa fazer um gesto de gentileza, mas era muito nítido o preconceito: olhavam e me viam como alguém disponível para servir e não para pegar minha câmera e filmar — relata Juliana.

Levando em consideração esses índices e o fato de sofrer na pele preconceito triplicado por ser mulher, negra e lésbica, Juliana fez da misoginia, do racismo e da lgbtfobia existentes no cinema um combustível para ajudar pessoas como ela a serem protagonistas na televisão. Para consolidar sua carreira, a cineasta precisou exercer funções fora da sua área de atuação enquanto realizava especializações até que, em 2019, decidiu se aventurar na capital paulista em busca de oportunidades. Hoje, ela soma um acervo de dois curtas autorais (Náufraga e Irun Orí), em direção e roteiro, e está em fase de finalização de outra obra chamada Eunegra. Além disso, já realizou para grandes marcas como Nike, Facebook e Consul.

— A minha missão é descolonizar as telas e desconstruir estereótipos sobre negros e LGBT+, como mãe preta guerreira, o negro revoltado e malandro, a mulher negra doméstica e subalterna. Quando eu falo em reverter esse imaginário é no sentido de construir um outro, como um filme de publicidade em que eu coloque uma mulher negra dirigindo um jipe e um comercial de margarina com uma família toda negra, casais homossexuais se amando e por aí vai — aponta a cineasta e fotógrafa.

Ações contra o retrocesso

Apesar de acreditar que as consideradas “minorias sociais” estão ganhando aos poucos espaço no audiovisual, especialmente a partir do movimento negro, Juliana ainda teme que a desigualdade perdure por décadas. Um dos eventos recentes que desanimou a diretora foi o Projeto de Lei (PL) nº 504/2020, criado pela deputada estadual Marta Costa (PSD), que pretendia proibir propagandas em qualquer veículo de mídia ou comunicação que “contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual relacionado a crianças”. No entanto, após pressão da comunidade LGBT+ e de partidos opositores, o PL foi arquivado.

Pouco antes da proposta de lei voltar a ser apresentada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Juliana havia produzido um comercial para Facebook, no qual aparece um casal de mães lésbicas brincando com o filho. Segundo a diretora, o PL é extremamente violento ao mirar na propaganda já que a comunicação é um dos principais meios pelos quais a população LGBT+ pode normalizar suas existências e lutar por cidadania.

— Quando saiu esse PL, eu fiquei transtornada, porque era como se todo o meu trabalho estivesse em jogo, tudo o que eu acredito e vivo. Para mim é violento você querer apagar uma existência, é violento você querer apagar uma forma de amor. Estamos em 2021 e pautas como essas ainda estão sendo discutidas, sabe? É graças à comunicação que muitos de nós conseguimos resistir — afirma a diretora.

Com a vitória sobre mais uma tentativa de exclusão, a cineasta só quer para o futuro que o “título” de primeira diretora negra e lésbica do Brasil acabe o mais rápido possível. Para ajudar na caminhada, ela pensa em se tornar professora universitária. Enquanto esses avanços não chegam, segue na missão de inspirar e dar oportunidades no mercado de trabalho a outras mulheres negras e LGBT+ que desejam ingressar no audiovisual.

— Eu espero que a minha existência e resistência facilite as chances de outras mulheres que estão vindo e que a trajetória delas seja um pouco mais confortável. O meu sonho é que elas não tenham que passar por tantas violências como eu passei, que não tenham que trabalhar em profissões subalternas para comprar uma câmera, que não precisem mudar de estado para terem oportunidades. Enquanto isso, eu sigo dando mentorias, oportunidades e auxiliando com o meu conhecimento — conclui a diretora.

Vogue Mexico May/ Japan June 2021 –   Quannah Chasinghorse By Inez and Vinoodh

Modelo A Seguir   —   Vogue Mexico May/ Japan June 2021   —   www.vogue.mx

Photography: Inez and Vinoodh  Model: Quannah Chasinghorse Styling: George Cortina Hair: James Pecis Make-Up: Fulvia Farolfi Casting: David Chen

Um tour pelo escritório da SRG Partnership em New Portland, Oregon

A firma de arquitetura SRG Partnership recentemente mudou-se para um novo escritório em Portland, Oregon, que eles próprios projetaram.

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Open-plan workspace

“O ateliê é preenchido com uma variedade de espaços que estimulam o encontro, a conversa espontânea, a curiosidade e o conhecimento. Uma biblioteca de materiais abertos no mezanino é facilmente visível e acessível a todos. Uma área de cozinha central, o coração do estúdio, promove a camaradagem e funciona como um espaço de reunião. Os pods de projetos abertos, onde as equipes exibem o trabalho atual, são áreas ativas de reunião e aprendizagem que inspiram ideias e diálogo. Por fim, um espaço dedicado ao criador estimula a exploração e a criatividade do design.

Ambientes de Trabalho Diversos

Para complementar o layout aberto e transparente, o design oferece opções para acomodar diferentes estilos de trabalho, utilizando uma mistura de locais e densidades de mesa pessoal, além de áreas privadas para pequenas equipes e indivíduos se retirarem e se concentrarem quando necessário. Os espaços de trabalho no mezanino têm vista para o nível principal e atendem aos funcionários que desejam espaços mais silenciosos, mas ainda conectados.

Sustentabilidade

Visando o LEED Platinum, o escritório é inundado com luz natural e apresenta economia de energia comprovada de mais de 30% em comparação com um edifício de código. A iluminação LED lidera com 50% menos carga conectada do que um edifício típico. Sensores de luz do dia, relógios de ponto programáveis ​​e configurações de dimerização reduzem ainda mais o uso de energia da iluminação, enquanto cortinas ajustáveis ​​gerenciam a luz solar direta.

Biofilia

Com base na crença de que “edifícios são habitats para pessoas”, os espaços se conectam intencionalmente com a natureza. Árvores exuberantes fora das janelas de grandes dimensões complementam a folhagem ampla em todo o interior; ventiladores de teto em grande escala imitam as brisas naturais para a variabilidade térmica e do fluxo de ar; e a fileira de janelas voltadas para o leste fornece luz dinâmica e difusa que muda ao longo do dia. O concreto bruto com textura natural se funde com a madeira laminada cruzada (CLT) no mezanino, cápsulas, cozinha e entrada.

Inovação

O projeto incorpora madeira laminada cruzada (CLT), demonstrando os materiais usados ​​como uma solução viável no lugar de concreto ou aço, exemplificando o compromisso da empresa com a exploração. Fabricado com madeira colhida de forma sustentável com notável desempenho térmico, sequestro natural de carbono e resistência ao fogo, o calor e a elegância do CLT são um ajuste natural para o escritório, prestando homenagem à cultura de pesquisa e à descoberta de materiais de construção ambientalmente responsáveis.

Os escritórios permitem que a empresa avalie cuidadosamente como o design pode permear todos os aspectos de sua prática. O local de trabalho exemplifica os valores da empresa de abertura, colaboração e a maneira como um ambiente pode promover a inovação e inspirar excelência. Como arquitetos que se apegam à paixão de construir espaços melhores para um mundo melhor, o estúdio ajudou a transformar a cultura de design da empresa. ”

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Reception
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Reception
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Open-plan workspace
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Open-plan workspace
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Open-plan workspace
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Breakout space
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Kitchen / Coffee point
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Entrance