En Liberté   —   Vogue Paris June/July 2021  – Loli Bahia By Gregory Harris 

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Photography: Gregory Harris Model: Loli Bahia Styling: Géraldine Saglio Hair: Paolo Soffiatti Make-Up: Vanessa Bellini Manicure: Alexandra Janowski Set Design: Chloé Barrière

Boring Company, de Elon Musk, quer usar túneis para transporte de carga

Criada inicialmente com foco em transporte de pessoas, empresa mira agora outro grande mercado

A companhia de Elon Musk tem se concentrado nos últimos anos em construir um sistema de túneis que funcione sob toda a cidade de Las Vegas

Boring Company, empresa de túneis e transporte de alta velocidade de Elon Musk, planeja fazer transporte de cargas, de acordo com uma reportagem da agência de notícias Bloomberg. Seria um novo mercado para a companhia, que esteve focada desde a sua fundação em 2016 em túneis para transporte de pessoas – a ideia inicial era resolver o problema de trânsito das cidades.

Segundo a Bloomberg, a Boring Company já tem buscado potenciais clientes para o transporte de mercadorias. O plano é que os túneis para cargas sejam mais largos do que os já construídos pela empresa para transporte de passageiros. 

A companhia de Elon Musk tem se concentrado nos últimos anos em construir um sistema de túneis que funcione sob toda a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos – a Boring Company diz que, quando concluída, essa malha seria capaz de transportar cerca de 50 mil passageiros por hora.

A mudança de rota para o transporte de cargas pode ser uma reação da Boring Company a acontecimentos recentes. Em 2018, a empresa abandonou os planos de um túnel de Los Angeles após uma ação judicial sobre o impacto ambiental do projeto. Além disso, o túnel que foi construído em Las Vegas não parece tão promissor quanto o prometido: de acordo com o site TechCrunch, ele pode transportar no máximo 1,2 mil  pessoas por hora, não as 4 mil que a companhia previa.

A Boring Company não comentou o assunto. 

Estreia da série ‘The Beatles: Get Back’ será em novembro

Pensada pelo diretor Peter Jackson para ser originalmente um filme, minissérie terá três capítulos com cerca de duas horas de duração cada

A mais nova série documental sobre os Beatles, The Beatles: Get Back, será exibida nos dias 25, 26 e 27 de novembro de 2021.O cineasta Peter Jackson (de O Senhor dos Anéis e Hobbit) é o responsável pela produção. A série foi inicialmente pensada para ser um filme, porém a homenagem à banda não cabia em apenas duas ou três horas. A minissérie terá três episódios, com cerca de duas horas de duração cada.

Em um comunicado para a imprensa, Bob Iger, presidente executivo e presidente do conselho da The Walt Disney Company, fez o anúncio oficial do projeto: “Como um grande fã dos Beatles, estou absolutamente emocionado que o Disney + será o lar desta extraordinária série de documentários do lendário cineasta Peter Jackson. Esta coleção fenomenal de filmagens nunca antes vistas oferece um olhar sem precedentes sobre a íntima camaradagem, composição genial e impacto indelével de uma das bandas mais icônicas e culturalmente influentes de todos os tempos, e mal podemos esperar para compartilhar The Beatles : Get Back com fãs de todo o mundo. ”

Peter Jackson também se pronunciou: “Em muitos aspectos, a notável filmagem de Michael Lindsay-Hogg capturou várias histórias. A história de amigos e de indivíduos. É a história das fragilidades humanas e de uma parceria divina. É um relato detalhado do processo criativo, com a elaboração de canções icônicas sob pressão, situado em meio ao clima social do início de 1969. Mas não é nostalgia – é cru, honesto e humano. Em seis horas, você conhecerá os Beatles com uma intimidade que você nunca pensou ser possível… Estou imerso neste projeto há quase três anos e estou muito animado que o público em todo o mundo finalmente será capaz de vê-lo.”

O documentário foi feito com a colaboração de Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono Lennon e Olivia Harrison. A produção ficou sob responsabilidade de Clare Olssen e Jonathan Clyde, com Ken Kamins e Jeff Jones, da Apple Corps, como produtores executivos. Jabez Olssen é o editor do documentário, e a música é mixada por Giles Martin e Sam Okell.

The Flash | Sasha Calle aparece com o uniforme de Supergirl em foto do set

Essa é a primeira vez em que vemos o uniforme completo da super-heroína
BEATRIZ AMENDOLA

Agora sim! Depois de vermos uma prévia do uniforme da Supergirl em The Flash, um fã conseguiu flagrar a atriz Sasha Calle com o traje completo da heroína no set do filme. 

Conheça a estilista trans Aria Garcia que quebrou barreiras na Semana de Moda de Nova York

Aria Garcia deixou as Ilhas Virgens Americanas rumos aos Estados Unidos com o sonho de se tornar estilista. Em 2019, ela apresentou sua primeira coleção na Semana de Moda de Nova York. A moda, segundo ela, acabou se tornando sua segunda casa.
THIAGO BALTAZAR (@THIAGOBALTAZAR)

Desfile da Arega na Semana de Moda de Nova York (Foto: Reprodução / Instagram)
Desfile da Arega na Semana de Moda de Nova York (Foto: Reprodução / Instagram)

A conversa sobre inclusão de pessoas LGBTQIAs+ na moda costuma ganhar espaço quando modelos trans cruzam a passarela de grandes marcas nas semanas de moda pelo mundo ou quando são escalados para estrelar campanhas publicitárias na TV, em revistas ou na web. Mas essa discussão também precisa ir para os bastidores. Poucos são os estilistas transgêneros que conseguem visibilidade na indústria. Aria Garcia é uma delas.

CEO e diretora criativa da Arega, ela chegou a ser semifinalista no reality de moda “Project Runway” e mostrou uma de suas coleções na Semana de Moda de Nova York em 2019. “Naquele momento, não me dei conta de que era uma das primeiras estilistas trans a apresentar uma coleção na NYFW, mas foi incrível poder focar simplesmente na moda sem deixar meu gênero me distrair do meu objetivo”, conta ela à Vogue.

Isso não significa que Aria não enfrentou desafios para apresentar sua coleção. Como uma estilista independente, ela sentiu falta do suporte financeiro da indústria, que geralmente é destinado a marcas mais tradicionais. “As principais dificuldades foram tempo e dinheiro, parecia que não tinha o suficiente dos dois”, diz. “Não estava pronta financeiramente para produzir um desfile com a magnitude que eu gostaria”.

Aria Garcia (Foto: Manerk Studios / Divulgação)


Mas Aria é otimista. Acredita que, conforme o passar do tempo, as pessoas trans que trabalham por trás dos holofotes terão seu trabalho reconhecido. “É como qualquer indústria, tudo irá acontecer ao seu tempo. Eu vejo as mulheres trans crescendo na indústria a cada dia. Há sub-representação, e isso é um saco, mas é importante que os estilistas continuem sendo inclusivos e que envolvam mulheres trans em seus trabalho, porque mulheres trans são mulheres”, argumenta.

Nascida nas Ilhas Virgens Americanas e radicada em Nova York, Aria nunca enfrentou preconceito trabalhando na moda. A indústria, pelo contrário, foi o lugar onde ela se encontrou. “Eu mudei para os Estados Unidos para me tornar estilista. Então, é incrível saber que estou vivendo meu sonho. A moda é onde me sinto em casa. É a única indústria que me entende. É onde eu me encaixo, onde sinto que pertenço”, prossegue.

Agora, em seus planos estão mostrar ao mundo tudo o que vem produzindo durante a pandemia de Covid-19. “Estou muito animada com o que desenvolvi durante esse período e com o futuro da Arega”.

Charles diz que Archie não será príncipe quando ele se tornar rei

Príncipe de Gales excluirá filho de Harry e Meghan da sucessão do trono em represália à entrevista do casal a Ophra

Meghan e Harry com o pequeno Archie no colo Foto: Reprodução / Daily Mail
Meghan e Harry com o pequeno Archie no colo Foto: Reprodução / Daily Mail

A bombástica entrevista de Harry e Meghan concedida a Ophra Winfrey, em que a duquesa de Sussex affirma ter sido vítima de preconceito por parte da realeza, continua rendendo desconfortos. Segundo o jornal “The Mail on Sunday”, príncipe Charles decidiu que seu neto Archie, de dois anos, o primogênito de Harry nunca se tornará príncipe.

O filho da rainha Elizabeth II deixou claro que o herdeiro de Meghan não terá lugar entre os membros da realeza,  já que ele planeja uma monarquia mais enxuta (e barata) depois de se tornar rei. A mudança enfureceu os Sussex e, de acordo com o jornal inglês, já está gerando uma série de acusações amargas do outro lado do Atlântico.

Meghan, Harry e Elizabeth II durante premiação no Palácio de Buckingham em 2018. Foto: WPA Pool / Getty Images
Meghan, Harry e Elizabeth II durante premiação no Palácio de Buckingham em 2018. Foto: WPA Pool / Getty Images

Um bisneto da rainha há muito tempo tem o direito de ser príncipe, mas Charles está determinado a diminuir o número de membros da realeza para enxugar custos.

De acordo com a fonte ouvida pelo “The Mail on Sunday”, Charles já estaria mudando os documentos legais para garantir que Archie não tenha direito ao título.

Mês do Orgulho: Por que a Netflix tem cancelado tantas produções LGBTQI+?

2021 marca o fim de importantes produções como Atypical, Feel Good e Special.
HENRIQUE HADDEFINIR

Feel Good

A Netflix conseguiu o que poucas marcas na história da TV conseguiram: ela se tornou um dos itens de primeira necessidade na rotina da maioria brutal dos consumidores de televisão do mundo. É curioso pensar que, de fato, a chegada das produções originais da plataforma (que antes existia como uma locadora comum e, um pouco mais tarde, como uma locadora virtual) não fez nem seu aniversário de 10 anos ainda. House of Cards, o primeiro grande título original anunciado, teve toda sua primeira temporada disponibilizada em Fevereiro de 2013. Em Julho do mesmo ano, chegava Orange is the New Black.

No início, a Netflix parecia a “terra prometida” dos roteiristas. As temporadas eram lançadas todas de uma vez (o que ajudava muito no processo de construção dos arcos), o tempo dos episódios não dependia de intervalos e, sem a obrigação de agradar anunciantes, a ousadia dos enredos era não só permitida como requisitada. Isso significava que os cancelamentos também poderiam seguir diretrizes menos rígidas. As séries tinham mais tempo para convencer o espectador, o que, na música, por exemplo, é bastante comum. Um álbum genial do Radiohead pode parecer bizarro numa primeira tentativa.

Tudo isso foi mudando com o tempo, é claro. A dependência de anunciantes que por lá nunca existiu, deu lugar à dependência por assinantes. Com a chegada da concorrência, começaram os sacrifícios. As primeiras razões foram artísticas, com Girlboss sendo cortada depois de uma primeira temporada considerada medíocre. Depois, vieram as razões comerciais, com The Get Down, que custava 100 milhões, não dando absolutamente nenhum retorno. Tudo em 2017. Estava acesa a lanterna amarela: a Netflix, essa “terra prometida”, poderia sim cancelar séries com apenas uma temporada.

De 2017 até 2021 as coisas foram mudando novamente e um fenômeno curioso se estabeleceu: mesmo que não dependesse de anunciantes, a plataforma continuava sacrificando séries elogiadas, mas que não tinham grandes números em termos de visualizações. Assim, ela se aproximou cômicamente da televisão aberta regular. Produções de caráter experimental ou direcionado foram sendo canceladas para custear títulos abrangentes (e nem sempre bons), mas que faziam muito sucesso. E quem mais saiu perdendo com isso? As narrativas sobre diversidade.

SER não é mesmo que TER

Pode parecer estranho propôr um texto sobre cancelamentos de séries LGBTQI+ e começar fazendo isso citando Orange is the New Black, que ficou no ar pelo tempo que foi planejado e era cheia de narrativas voltadas para esse nicho. Mas, aí está o ponto principal de toda essa questão. Personagens homoafetivos fazem parte da televisão americana desde os anos 90, mas eles passaram muitos e muitos anos sendo apenas coadjuvantes. Essas produções não eram sobre diversidade, elas tinham núcleos de diversidade. Problemas com isso? Nenhum, desde que isso não se torne uma cortina de fumaça que esconde um descompromisso com o SER e não apenas TER.

Orange foi um ótimo exemplo de série que privilegiava as narrativas afetivas e sexualmente plurais. Mas, será que as coisas continuam assim? Talvez o primeiro grande choque tenha sido o cancelamento de Sense 8. Criada pelas Wachowski (as mesmas de Matrix) e com Lana e Lilly, trans, sendo peças fundamentais do espírito da série, Sense 8 era filmada em pontos diferentes do globo, o que fazia com que seus custos fossem altíssimos. Aparentemente, a série também só parecia ser sucesso no Brasil. Contudo, Nomi (Jamie Clayton) era uma das primeiras personagens trans da televisão a ter sua trajetória contada de uma forma realmente privilegiada (a Sofia, de Orange, foi perdendo espaço a cada novo ano).

A questão dos custos é importante para qualquer rede de entretenimento; isso é indiscutível. Até o momento, o cancelamento de Sense 8 parecia um caso isolado e que foi até tratado com a atenção esperada da empresa: os criadores tiveram a oportunidade de produzir um longa-metragem para encerrar a história. Em um futuro próximo dali, outros títulos não teriam a mesma cortesia. A Netflix tomou a decisão consciente de absorver essa reputação de empresa gay-friendly inserindo diversidade em pitadas calculadas. Com exceção de OrangeSex Education e do reality Queer Eye, quase tudo na plataforma TEM aspectos LGBTQI+, mas não É voltado especificamente para essas comunidades.

Atípico, especial e faz bem

2021 está sendo um ano de baixas inacreditáveis. Special e Feel Good chegaram ao fim uma depois da outra, ambas em suas segundas temporadas e sem nenhuma devida promoção e reconhecimento de suas qualidades. Atypical, com um pouco mais de tempo de tela, chegará ao fim logo adiante. Elas se juntam a uma lista impressionante que conta com I’m Not Okay With This, Everything Sucks, The Society, One Day at a Time, AJ And The Queen e por aí vai… Custos altos ou problemas com a pandemia acabam sendo argumentos frágeis, já que muitas dessas produções não tem nem 0,5% do orçamento de gigantes como Stranger Things (que não importa o cenário pandêmico, terá sua nova temporada saída do papel).

O motivo maior continua sendo a audiência e aí, infelizmente, a argumentação encontra uma obviedade inconveniente: narrativas sobre personagens gays e trans nunca terão a mesma audiência que uma série com tramas heteronormativas. Isso porque é impossível brigar com estatísticas demográficas. “Ah, mas Glee tinha uma monte de personagens gays e foi um sucesso”; sim, mas seus protagonistas tinham bases que sustentavam um fandom hetero. Special e Feel Good, especificamente, são totalmente sustentadas em personagens e tramas direcionadas à minorias. Faz sentido para mim, então, que uma empresa que se disponha a produzir histórias assim, já saiba de antemão que a audiência delas não pode ser comparada com La Casa de Papel ou Bridgerton.

A impressão é que séries como Special e Feel Good já estreiam com sentença de cancelamento definida. Elas funcionam como uma “cota” que mantém a reputação e que quando vão embora, não arranham a reputação da empresa, uma vez que a audiência já é inicialmente modesta. Contudo, tanto Special quando Feel Good são incrivelmente bem escritas, bem dirigidas, têm enredos divertidos e ao mesmo tempo comoventes; são importantes pontos de representatividade, talvez dos maiores. O protagonista de Special é gay e tem paralisia cerebral, a protagonista de Feel Good é uma personagem não-binária… É CLARO que essas séries não terão grande audiência, elas falam para pessoas que precisaram esperar muito para se verem representadas na TV. É justo, então, apenas “fingir” que elas merecem estar no ar?

Não vamos culpar apenas a Netflix por isso. The New Normal foi cruelmente cancelada pela NBC e mesmo tendo tido o respeito de dar a Looking o seu filme, é inadmissível que a HBO tenha cancelado a série depois de duas temporadas e esteja aí, gastando rios de dinheiro para fazer o engodo que é Westworld acontecer. O fato é que na hora de abrir mão de alguma coisa, quem paga são as narrativas feitas para minorias. E é o que pode acontecer com a maravilhosa Love, Victor, que contando a mesma história de liberdade, conseguiu ser sensível, delicada e inteligente. Essas histórias de protagonismo homo e transafetivo não podem ser sempre a primeira opção de corte.

Mas, espera um pouco. Por que, na verdade, isso é tão importante?

We Will Survive

Alguma vez você já se perguntou “por que histórias heteronormativas são importantes”? Não; e por um motivo muito simples: não se costuma questionar a presença de coisas que já estão culturalmente estabelecidas. Não existe nenhuma problematização sobre a condição da heterossexualidade, por exemplo, porque essa é uma condição instituída e aprovada em todas as principais vertentes que mantém a ordem social: religiosa, comportamental e legislativa.

O mesmo deveria ser estendido aos que nascem fora desse enquadramento. Sendo assim, é curioso que alguns se perguntem “por que tanto personagem gay na TV?”. Essa pergunta, por si só, vem de um lugar de incômodo que precisa ser vistoriado. Afinal de contas, o quão inconveniente seria sair por aí perguntando “por que tantos personagens heterossexuais na TV?”. Ainda é necessário, inclusive, fazer textos como esse justamente porque ainda não chegamos no ponto da estrada em que as narrativas de diversidade serão naturalizadas. Se todos esses cancelamentos não estão levando em consideração um público que anseia – e precisa – de representatividade TOTAL, então, essa cobrança ainda se faz necessária.

Na balança dos espelhos ficcionais disponíveis no mercado, não estamos nem perto de encontrar equilíbrio. Parar de cancelar os que nos restam já seria uma espécie de começo.

A farra dos preços baixos no Uber e no Airbnb está próxima do fim

O preço de corridas e de aluguel de imóveis sobem à medida que as empresas miram o lucro
Por Kevin Roose – The New York Times

A média de custo de uma corrida de Uber e Lyft é 40% maior do que há um ano

Há alguns anos, durante uma viagem de trabalho em Los Angeles, peguei um Uber para cruzar a cidade durante a hora do rush. Sabia que seria um percurso longo, então me preparei para pagar algo entre US$ 60 e US$ 70.

Em vez disso, o aplicativo me mostrou um preço que fez meu queixo cair: US$ 16.

Experiências como essa eram comuns durante a era de ouro do “Subsídio para o Estilo de Vida dos Millennials”, que é como gosto de chamar aquele período de mais ou menos 2012 até o início de 2020, quando muitas das atividades diárias em uma metrópole para aqueles na casa dos 20-30 anos eram ditadas silenciosamente pelos capitalistas de risco do Vale do Silício.

Por anos, esses subsídios nos permitiram viver um estilo de vida luxuoso com orçamentos bem limitados. Coletivamente, pagamos milhões de viagens baratas de Uber e Lyft, circulando como a realeza da burguesia enquanto dividíamos a conta com os investidores dessas empresas. Levamos a MoviePass à falência tirando proveito de seu negócio de ingressos de cinema pelo modesto preço de US$ 9,95 por mês e fizemos tantas aulas subsidiadas de spinning que a ClassPass foi forçada a cancelar seu plano ilimitado de US$ 99 por mês. Enchemos cemitérios com carcaças de startups de entrega de comida – Maple, Sprig, SpoonRocket, Munchery – apenas por aceitar suas ofertas de refeições gourmet a preços baixos.

Os investidores dessas empresas não estavam a fim de bancar nossa decadência. Eles estavam tentando chamar atenção para as startups deles, todas elas precisavam atrair clientes rapidamente para estabelecer uma posição dominante no mercado, pressionando os concorrentes e justificando suas avaliações em alta. Então, eles inundaram essas empresas com dinheiro, que costumava ser repassado aos usuários na forma de preços artificialmente baixos e generosos incentivos.

Agora, os usuários estão percebendo pela primeira vez – talvez porque os subsídios desapareceram ou simplesmente devido a uma maior demanda no fim da pandemia – que seus hábitos de luxo, na verdade, têm preços de luxo.

“Hoje, minha corrida de Midtow ao JFK me custou tanto quanto meu voo do JFK para SFO”, tuitou recentemente Sunny Madra, vice-presidente da incubadora de empreendimentos da Ford, junto com a captura de tela do recibo que mostrava o valor pago de aproximadamente US$ 250 pelo trajeto para o aeroporto.

“O Airbnb também está custando os olhos da cara”, reclamou outro usuário do Twitter. “Ninguém vai continuar pagando US$ 500 para ficar em um apartamento por dois dias quando se pode pagar US$ 300 por uma estadia em um hotel com piscina, serviço de quarto, café da manhã incluso e serviço de limpeza diariamente. Acordem! hahahah.”

Algumas dessas empresas vêm apertando os cintos há anos. Mas a pandemia parece ter esvaziado o que ainda havia de “caixinha”. A média de custo de uma corrida de Uber e Lyft é 40% maior do que há um ano, de acordo com a Rakuten Intelligence, e os aplicativos de entrega de comida como o DoorDash e o Grubhub têm aumentado constantemente suas taxas de entrega no último ano. O valor médio de um dia de aluguel pelo Airbnb aumentou 35% no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período no ano anterior, segundo os registros financeiros da empresa. 

Parte do que está acontecendo é que, conforme a demanda por esses serviços aumenta, as empresas que outrora tinham que competir com eles por clientes agora estão lidando com a superabundância deles. Uber e Lyft têm tido dificuldades com a escassez de motoristas, as taxas do Airbnb refletem a demanda crescente por lugares para veranear e a pequena oferta de anúncios desse tipo no site.

No passado, empresas talvez tivessem oferecido promoções ou incentivos para evitar que os clientes ficassem chocados e consternados e isso os levasse a escolher outros serviços. Mas agora elas estão transferindo subsídios para o lado do provedor – a Uber, por exemplo, recentemente criou um fundo de “incentivo ao motorista” de US$ 250 milhões – ou acabando com eles por completo.

Confesso que participei alegremente dessa economia subsidiada durante anos. (Minha colega Kara Swisher chamou isso de forma memorável de “vida assistida para millennials”.) Mandei entregar minha roupa lavada pela Washio, minha casa foi limpa pela Homejoy e meu carro estacionado pelo manobrista da Luxe – todas eram startups que prometiam serviços sob demanda baratos e revolucionários, mas fecharam depois de não obter lucro. Até comprei um carro usado por meio de uma startup de capital de risco chamada Beepi, que oferecia serviço de entrega premium e preços misteriosamente baixos, e que me entregou o carro envolto em um laço gigante, como se vê nos comerciais de TV. (Como era de se esperar, a Beepi fechou em 2017, depois de gastar US$ 150 milhões de capital de risco.)

Esses subsídios nem sempre têm um final triste para os investidores. Algumas empresas apoiadas por capital de risco, como o Uber e a DoorDash, foram capazes de aguentar até conseguirem seus IPOs, cumprindo a promessa de que os investidores em algum momento veriam um retorno sobre seu dinheiro. Outras empresas foram adquiridas ou conseguiram aumentar seus preços de forma satisfatória sem assustar os clientes.

O Uber, que arrecadou cerca de US$ 20 bilhões em capital de risco antes de abrir o capital, talvez seja o exemplo mais conhecido de serviço subsidiado por investidores. Durante um período de 2015, a empresa estava gastando US$ 1 milhão por semana com incentivos para motoristas e passageiros apenas em São Francisco, de acordo com uma reportagem do BuzzFeed News.

E os patinetes?

Mas, o exemplo mais claro de mudança chocante de rentabilidade pode ser o dos patinetes elétricos.

Lembra deles? Antes da pandemia, você não podia andar pela calçada de uma metrópole americana sem ver um deles. Parte do motivo pelo qual eles tiveram sucesso tão rapidamente é que eram ridiculamente baratos. A Bird, a maior startup de patinetes elétricos, cobrava US$ 1 para iniciar um passeio e, depois, 15 centavos por minuto. Para trajetos curtos, alugar um patinete elétrico era muitas vezes mais barato do que pegar um ônibus.

Mas esses valores não chegam nem perto do verdadeiro custo de se usar um patinete da Bird. Os patinetes quebravam com frequência e precisavam ser substituídos constantemente. A empresa estava jogando dinheiro fora apenas por manter o serviço funcionando. Em 2019, a Bird estava perdendo US$ 9,66 por cada US$ 10 que arrecadava, de acordo com uma apresentação recente para investidores. Esse é um número chocante e o tipo de prejuízo contínuo que só é possível para uma startup do Vale do Silício com investidores extremamente pacientes. (Imagine uma lanchonete que cobrasse US$ 10 por um sanduíche cujos ingredientes custam US$ 19,66 e, depois, pense em quanto tempo essa lanchonete permaneceria funcionando.)

Os prejuízos relacionados à pandemia, juntamente com a pressão de torná-la lucrativa, forçaram a Bird a pisar no freio. Ela aumentou o valor de suas tarifas – a Bird atualmente cobra US$ 1 mais 42 centavos por minuto em algumas cidades – construiu patinetes mais duráveis e renovou seu sistema de gestão de frotas. Durante o segundo semestre de 2020, a empresa conseguiu US$ 1,43 de lucro a cada US$ 10 arrecadados.

Como um millennial urbano que gosta de uma boa pechincha, eu poderia – e frequentemente faço isso – lamentar o desaparecimento daqueles subsídios. E eu adoro ficar sabendo de pessoas que descobriram ofertas ainda melhores do que eu encontrei. (O artigo de Ranjan Roy “DoorDash and Pizza Arbitrage” que fala de quando ele percebeu que a DoorDash estava vendendo pizzas do restaurante de seu amigo por US$ 16, enquanto ele pagava ao restaurante US$ 24 por pizza e isso lhe levou a pedir dezenas de pizzas do restaurante enquanto embolsava a diferença de US$ 8, é um clássico do gênero.)

Mas é difícil culpar esses investidores por quererem que suas empresas tenham lucro. E, em um nível mais amplo, provavelmente é bom encontrar usos mais eficientes para o capital do que dar descontos para pequenos luxos urbanos.

Em 2018, escrevi que toda a economia estava começando a se parecer com o MoviePass, o serviço de assinatura cuja oferta irresistível e nada lucrativa de ingressos diários de cinema por uma taxa de assinatura fixa de US$ 9,95 abriu caminho para seu declínio. Empresas como a MoviePass, pensei, estavam tentando desafiar o que se conhecia com modelos de negócios que presumiam que, se atingissem uma escala enorme, seriam capazes de virar uma chave e começar a ganhar dinheiro em algum ponto. (Essa filosofia, que foi mais ou menos inventada pela Amazon, agora é conhecida nos círculos de tecnologia como “blitzscaling”.)

Ainda existe bastante irracionalidade no mercado, e algumas startups ainda gastam enormes pilhas de dinheiro em busca de crescimento. Mas, à medida que essas empresas amadurecem, elas parecem estar descobrindo os benefícios da disciplina financeira. O Uber perdeu apenas US$ 108 milhões no primeiro trimestre de 2021 – uma mudança parcialmente atribuível à venda de sua unidade de direção autônoma, e apresentou uma grande melhora, acredite ou não, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando perdeu US$ 3 bilhões. Tanto a Uber quanto a Lyft se comprometeram a se tornar lucrativas em um cenário ajustado neste ano. A Lime, a principal concorrente de patinetes elétricos da Bird, teve seu primeiro lucro trimestral no ano passado, e a Bird – que recentemente abriu o capital por meio de uma SPAC com uma avaliação de US$ 2,3 bilhões – tem projetado uma economia melhor nos próximos anos.

Lucros são bons para os investidores, é claro. E embora seja doloroso pagar preços sem subsídios por nossas extravagâncias, há também uma certa justiça nisso. Contratar um motorista para dar uma volta por Los Angeles durante a hora do rush deveria custar mais do que US$ 16, se todos naquela transação forem compensados de modo justo. Ter alguém para limpar sua casa, lavar suas roupas e entregar seu jantar deveriam ser um luxo, se não há nenhuma exploração envolvida nisso. O fato de alguns serviços de ponta não serem mais facilmente pagáveis para os aspirantes a ricos pode parecer um resultado preocupante, mas talvez seja um sinal de avanço./ TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Madonna posta foto com o pai, de 90 anos, e os filhos para celebrar o Dia dos Pais

Nos Estados Unidos, a data é comemorada neste domingo, dia 20/6. A artista escreveu no Instagram: ‘Nós somos excelentes pais’

Madonna posa com o pai, Silvio Ciccone, e os filhos — Foto: Reprodução/Instagram

Madonna dividiu com seus seguidores no Instagram um belo clique em família. Neste domingo, 20/6, é celebrado o Dia dos Pais nos Estados Unidos. Para celebrar a data, cantora posou ao lado do patriarca, Silvio Ciccone, de 90 anos, e da maioria dos seis filhos dela.

“Feliz Dia dos Pais… nós somos excelentes pais”, escreveu Madona, em tradução livre do inglês.

Madonna celebra o Dia dos Pais ao lado do patriarca e cinco dos seis filhos dela — Foto: Reprodução/Instagram
Madonna celebra o Dia dos Pais ao lado do patriarca e cinco dos seis filhos dela — Foto: Reprodução/Instagram

A artista é mãe de: Lourdes MariaRocco RitchieMercy JamesDavid Button e as gêmeas Estere e Stelle. No clique, apenas Rocco não aparece.

Em junho, o ícone da música viajou com parte dos herdeiros para o vinhedo da família no estado do Michigan, nos Estados Unidos, para comemorar as nove décadas do patriarca.

Em junho, Madonna celebrou os 90 anos de Silvio com viagem em família e dedicatória especial — Foto: Reprodução/Instagram
Em junho, Madonna celebrou os 90 anos de Silvio com viagem em família e dedicatória especial — Foto: Reprodução/Instagram

Na ocasião, Madonna publicou um vídeo com imagens da família no campo e escreveu sobre a importância do pai:

“Ele me ensinou a importância do trabalho e de conquistar sua próprio caminho na vida. Mais uma vez eu te agradeço. Foi muito especial passar seus 90 anos com você e meus filhos em seu vinhedo”.