Conheça a estilista trans Aria Garcia que quebrou barreiras na Semana de Moda de Nova York

Aria Garcia deixou as Ilhas Virgens Americanas rumos aos Estados Unidos com o sonho de se tornar estilista. Em 2019, ela apresentou sua primeira coleção na Semana de Moda de Nova York. A moda, segundo ela, acabou se tornando sua segunda casa.
THIAGO BALTAZAR (@THIAGOBALTAZAR)

Desfile da Arega na Semana de Moda de Nova York (Foto: Reprodução / Instagram)
Desfile da Arega na Semana de Moda de Nova York (Foto: Reprodução / Instagram)

A conversa sobre inclusão de pessoas LGBTQIAs+ na moda costuma ganhar espaço quando modelos trans cruzam a passarela de grandes marcas nas semanas de moda pelo mundo ou quando são escalados para estrelar campanhas publicitárias na TV, em revistas ou na web. Mas essa discussão também precisa ir para os bastidores. Poucos são os estilistas transgêneros que conseguem visibilidade na indústria. Aria Garcia é uma delas.

CEO e diretora criativa da Arega, ela chegou a ser semifinalista no reality de moda “Project Runway” e mostrou uma de suas coleções na Semana de Moda de Nova York em 2019. “Naquele momento, não me dei conta de que era uma das primeiras estilistas trans a apresentar uma coleção na NYFW, mas foi incrível poder focar simplesmente na moda sem deixar meu gênero me distrair do meu objetivo”, conta ela à Vogue.

Isso não significa que Aria não enfrentou desafios para apresentar sua coleção. Como uma estilista independente, ela sentiu falta do suporte financeiro da indústria, que geralmente é destinado a marcas mais tradicionais. “As principais dificuldades foram tempo e dinheiro, parecia que não tinha o suficiente dos dois”, diz. “Não estava pronta financeiramente para produzir um desfile com a magnitude que eu gostaria”.

Aria Garcia (Foto: Manerk Studios / Divulgação)


Mas Aria é otimista. Acredita que, conforme o passar do tempo, as pessoas trans que trabalham por trás dos holofotes terão seu trabalho reconhecido. “É como qualquer indústria, tudo irá acontecer ao seu tempo. Eu vejo as mulheres trans crescendo na indústria a cada dia. Há sub-representação, e isso é um saco, mas é importante que os estilistas continuem sendo inclusivos e que envolvam mulheres trans em seus trabalho, porque mulheres trans são mulheres”, argumenta.

Nascida nas Ilhas Virgens Americanas e radicada em Nova York, Aria nunca enfrentou preconceito trabalhando na moda. A indústria, pelo contrário, foi o lugar onde ela se encontrou. “Eu mudei para os Estados Unidos para me tornar estilista. Então, é incrível saber que estou vivendo meu sonho. A moda é onde me sinto em casa. É a única indústria que me entende. É onde eu me encaixo, onde sinto que pertenço”, prossegue.

Agora, em seus planos estão mostrar ao mundo tudo o que vem produzindo durante a pandemia de Covid-19. “Estou muito animada com o que desenvolvi durante esse período e com o futuro da Arega”.

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