Compra da Plus Delivery pelo Magalu fortalece ecossistema, diz BTG

Para banco, empresa está focada em aumentar o vasto portfólio de produtos com mais serviços para compradores e vendedores
Por Niviane Magalhães – O Estado de S. Paulo

Magalu continua a investir no segmento de delivery de alimentos prontos, em que diz ser o quarto maior player do País
Magalu continua a investir no segmento de delivery de alimentos prontos, em que diz ser o quarto maior player do País

Magazine Luiza concluiu a aquisição da Plus Delivery, plataforma completa especializada no delivery de diversos tipos de comida, líder no mercado capixaba. Embora não tenha divulgado valor, o BTG Pactual destaca que, nos últimos meses, a companhia fez uma série de aquisições para fortalecer seu ecossistema e o SuperApp, “que serão fundamentais para melhorar os níveis de serviço, o envolvimento do usuário e a monetização do tráfego nos próximos anos no mercado altamente competitivo de comércio eletrônico”.

A Plus Delivery é uma startup de delivery de alimentos presente em mais de 30 cidades capixabas, com mais de 1,5 mil restaurantes parceiros na plataforma, processando 250 mil pedidos por mês.

O negócio ocorre nove meses após a aquisição da AiQFome, que está presente em 580 cidades de pequeno e médio porte, processando mais de 2,7 milhões de pedidos no mês passado (ante 1,7 milhões em setembro), preparado por 28 mil restaurantes parceiros (ante 17 mil em setembro). Em abril, a Magalu também adquiriu Tonolucro e GrandChef, fortalecendo ainda mais a categoria food delivery, aumentando os serviços oferecidos em seu SuperApp e a frequência de compras em seu ecossistema.

“Com sólida posição de caixa após o follow on de 2019, não descartamos novas aquisições nos próximos meses, e vemos a empresa cada vez mais focada em complementar seu já vasto portfólio de produtos com mais serviços para compradores e vendedores”, apontam os analistas Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Victor Rogatis.

Segundo eles, enquanto o curto prazo parece menos brilhando para a Magalu, com a ação negociando a 2,5 vezes o valor da empresa em relação ao seu GMV (valor bruto de mercadoria) em 2021 e 1,9 vez seu valor de empresa em relação ao GMV de 2022 diante da desaceleração em seu canal online, “o legado da mudança digital dos consumidores, sua verdadeira proposta multicanal e investimentos recentes para aumentar o engajamento da plataforma devem levá-la a ter um desempenho superior em GMV e ser mais lucrativa nos próximos anos”, destacaram os especialistas.

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