Depois de fazer sucesso com a Q-Guai, Amanda Haegler foca em e-commerce de peças sustentáveis

Estilista também não segue calendário fixo
Gilberto Júnior

Amanda Haegler Foto: Ana Branco

O sorriso fácil da estilista Amanda Haegler denuncia a boa e tranquila fase. Depois de fazer barulho no Rio com a Q-Guai, entre 2002 e 2018, a carioca, de 42 anos, está à frente do Studio Co.Lab, lançado em novembro de 2019, quatro meses antes da Organização Mundial da Saúde decretar a pandemia. “Privilegiada, pude executar o trabalho de casa. Mas confesso que é uma loucura”, conta a designer.

Nessa nova etapa, Amanda está mais preocupada com a qualidade e em causar baixo impacto ao meio ambiente do que com tendências. “Passei a olhar a indústria sob uma perspectiva diferente. Procuro saber a origem da matéria-prima que uso, evito o desperdício e o tingimento é natural. Já poluímos demais a natureza. O slow fashion também é um assunto que me interessa”, diz a carioca.

Na Studio Co.Lab, peças únicas não são exceções, e tecidos sintéticos não têm vez. Algodão, seda e linho costumam assumir o protagonismo das coleções, que não seguem o calendário vigente. “Obviamente que no inverno faço umas roupas quentinhas. Mas não existe a obrigação de acompanhar o mercado. É um momento bem especial”, observa a estilista, listando os vestidos, as calças e os quimonos como os hits da marca. “As inspirações podem vir de qualquer lugar: cinema, música, arquitetura… Digo que os looks são praticamente obras de arte. Fiz, inclusive, todas as ilustrações que viraram estampas.”

Da Q-Guai, Amanda trouxe uma ou outra modelagem. “São propostas completamente diferentes. Resgatei alguns contatos profissionais que me ajudaram a colocar o projeto de pé. Mas quero um ritmo próprio. Não desejo abrir loja. A marca está indo bem nas redes sociais e no e-commerce (www.studioco-lab.com.br, com preço médio de R$ 800 e entrega em todo o Brasil). Acredito que as pessoas hoje busquem algo autoral e eco-friendly. O fast fashion deu uma cansada”, comenta a designer, que chegou a bater cartão na Wöllner. “Fui para dar uma atenção ao departamento feminino, mas cada etiqueta tem sua vocação. Fiquei nove meses. Na sequência, criei minha grife e me encontrei.”

E ela não pretende mais se perder.

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