Conheça o estilo e a história da criadora dos pijamas mais desejados da temporada

As criações de sleep wear de Maria Luisa Barbosa foram parar nas camas de influenciadoras
Carolina Isabel Novaes

Maria Barbosa Foto: Divulgação

Eu quero conquistar novos pijamudos e novas pijamudas”, anuncia Maria Luiza Barbosa, o nome por trás do sleep wear que foi parar nas camas de influenciadoras e consultoras como Thai de Melo Bufrem, Lulu Novis, Catharina Tamborindeguy, Nathalia Medeiros e Chica Capeto.

A história é clássica da pandemia: veio o lockdown, todo mundo em casa, e Maria resolveu investir no que sabia fazer, pijamas, quimonos e camisolas 100% algodão sob encomenda. Foi no boca a boca e conversando ali, conversando aqui pelo direct do Instagram @mariabarbosa_mb que ela chegou aos 6.500 seguidores. Craque em misturar cores e estampas clássicas como vichy, listras e poás, a designer reutiliza retalhos, faz upcyling e transforma sobras em calcinhas de pano e chapéus que amarram no queixo. Cria peças únicas, pensadas em conjunto com quem encomenda. “Adoro o processo de construir com o cliente. Quero entregar carinho”, diz. “E acho bacana ser sob encomenda. É uma produção consciente, sabe? Não tenho estoque de pijama.”

As peças em listras e poás são destaques, os retalhos
são transformados em calcinhas de pano e chapéus que amarram no queixo Foto: htht
As peças em listras e poás são destaques, os retalhos são transformados em calcinhas de pano e chapéus que amarram no queixo Foto: htht

Mineira de Belo Horizonte, Maria, de 44 anos, prestou vestibular para Nutrição, mas “não levava jeito nenhum”. “Eu só gostava de comida saudável”, explica. Como era amiga dos filhos da estilista Sônia Pinto, nome de peso na moda mineira, começou a se aproximar e perguntou: “Sônia, tem alguma coisa para eu fazer?”. Sônia indicou curso de modelagem, e daí ela não saiu mais desse universo. Trabalhou como vendedora na loja Sônia Pinto no bairro de Vila Paris, na Plural com Gláucia Fróes e com a designer de joias Kika Alvarenga.

Hoje, compra matéria-prima na Tecidos Cataguases (“Acho legal, bem mineiro”), conta com a ajuda de uma costureira, uma modelista e com sua mãe, Angela, 76 anos, técnica em Oftalmologia aposentada, que borda, a pedidos, palavras nos bolsos dos pijamas. “Lá em casa sempre teve máquina de costura, minha mãe fazia roupinhas para mim e para minha irmã”, lembra. “Hoje, quando bordo alguma coisa, ela fica enciumada e, no máximo, diz ‘até que ficou bom’”, entrega, rindo. Os filhos Maria Olívia, 14, e Murilo, 9, também se envolvem no trabalho e ajudam a tirar as fotos que vão para as redes. Ao fundo das imagens também costuma aparecer uma tela assinada pela irmã da Maria, Clara Valente, artista plástica e muralista conhecida em BH. “A minha irmã, sim, é artista”, diz.

As peças em listras e poás são destaques, os retalhos
são transformados em calcinhas de pano e chapéus que amarram no queixo Foto: Divulgação
As peças em listras e poás são destaques, os retalhos são transformados em calcinhas de pano e chapéus que amarram no queixo Foto: Divulgação

No ano passado, Maria chegou a vender seus pijamas na loja Pitanga, no Rio, e eventualmente envia peças para lojas como a da Pousada do Engenho, em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, e para a Casa 89 e o Namah Wellness, em Belo Horizonte. E espera chegar a vacina para todos para começar a frequentar feiras como a Rosenbaum e a Carandaí 25. “Por enquanto, eu sigo em casa de pijama”. E entregando pelo Insta @mariabarbosa_mb.

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