Um tour pelo novo escritório do Alfa Bank em Moscou, Rússia

A firma de arquitetura Ind Architects projetou recentemente um novo escritório para a divisão digital do Alfa Bank em Moscou, Rússia.

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Meeting room

“O escritório da divisão Digital do Alfa-Bank reflete o espírito de inovação do banco através da estética da superfície marciana, incomum para espaços de escritório, na atmosfera de retro-futurismo, perto dos jovens e criativos funcionários da Alfa Digital. Elon Musk, na época de desenvolver o conceito do escritório, testava um novo protótipo de espaçonave para um vôo a Marte. Foi assim que surgiu a metáfora que deu origem ao conceito: enquanto a humanidade se prepara para conquistar o planeta vermelho, o Alfa-Bank já deve estar a caminho. No escritório, a ideia pode ser encontrada nas paredes, nas janelas, nos nomes das salas de reunião e, claro, nas cores. O vermelho é o sotaque principal.

A maior parte do piso é ocupada por desenvolvedores que trabalham em equipes; ao lado dos locais de trabalho, há áreas para reuniões rápidas e brainstorming – cápsulas. São 15 no total. As cápsulas têm o nome de espaçonaves associadas a Marte: Oportunidade, Curiosidade, Perseverança. As cápsulas são quase indistinguíveis das salas de reuniões normais: muito espaço, uma grande mesa, cadeiras confortáveis ​​e equipamento de videocomunicação. Mas, ao contrário das salas de reuniões clássicas, elas não têm paredes: as cápsulas são separadas do resto do espaço por cortinas vermelhas à prova de som. Em vez de quadros brancos, existem painéis especiais (verticais, o que é importante para desenvolvedores de aplicativos móveis). O escritório possui salas de foco com design escuro e baixa iluminação para máxima concentração.

Uma das áreas centrais do escritório é um anfiteatro com gongo, cujo som reúne equipes para importantes reuniões. O anfiteatro tem uma grande tela sensível ao toque na qual você pode desenhar.

Alguns dos locais de trabalho são mesas quentes onde qualquer funcionário pode se sentar. Também projetamos um tampo alto ao longo da vidraça com cadeiras de trabalho ajustáveis ​​em altura. Armários com fechadura eletrônica são instalados para guardar pertences pessoais.

Muita atenção foi dada às salas de jogos do projeto – são áreas espaçosas com kicker, tênis de mesa, consola de jogos, lego e pufes. Lá você pode relaxar um pouco durante o dia ou discutir questões de negócios em um ambiente informal ”, disse Ind Architects.

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Lobby
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Open-plan workspace
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Meeting room
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Meeting room
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Relax room
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Meeting room
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Collaborative space
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Meeting room
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Meeting room
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Coffee point

Modern Love: Ele fez o carinho parecer algo simples

Namorar para uma mulher transgênero, segundo a minha experiência, significava expectativas baixas e sexo casual. Então, conheci Jack
Denny Agassi, The New York Times – Life/Style, O Estado de S.Paulo

Ilustração de Brian Rea/The New York Times

Minha biografia no Grindr (aplicativo de namoro) dizia: Mostre-se aberto a pessoas trans. Mande o rosto para conversar”.

Era difícil estar em um aplicativo para sexo casual gay sendo uma mulher trans. A maioria dos homens no meu feed queriam apenas transar entre eles. Mas eu sabia que no Grindr havia homens hetero que desejavam uma mulher como eu. Eu também os queria.

Foi onde eu conheci Jack. Com 22 anos, ele era alguns meses mais velho do que eu, e, fora a idade, o seu perfil estava em branco, em geral indicando um homem cisgênero hetero cauteloso em relação a sua atração por mulheres trans. Em geral, as mensagens que eu recebia começavam com um texto vulgar, às vezes fotos de nus não solicitadas.

Eu morava em Morningside Heights, e fazia mestrado em comunicações estratégicas na Fordham University. Uma noite, eu estava acordada até tarde trabalhando quando recebi uma mensagem dele no Grindr, uma selfie. Entre o seu cabelo castanho claro, a barba de dois dias e um olhar meigo, sua camisa Lacrosse se destacou mais. Parecia um garoto de tipo esportivo com quem teria namorado no colégio.

Depois da foto, mandou um “Alô”.

As mensagens na minha caixa no Grindr em geral passavam direto para a caçada: “Tá a fim agora?” “No carro?” Os homens que entravam em contato comigo por suas fantasias a respeito de uma mulher trans tornavam difícil para mim sentir que estava sendo vista como uma pessoa em geral, e menos ainda como uma pessoa merecedora de respeito.

Embora meu interesse tivesse sido estimulado pela foto de Jack, foi sua gentileza que me atraiu.

Nossas breves conversas esporádicas ao longo de dois meses foram inofensivas. Eu o ignorava, mas quando eu ia para a faculdade e passava horas na biblioteca, ele se mostrava persistente.

“Meu desejo sexual está muito baixo atualmente”, escrevi. “Dê um tempo, eu vou ligar pra você”.

“OK”.

Quando voltei aos meus estudos, ele acrescentou: “Só para você saber, podemos fazer coisas que não têm a ver com sexo e apenas ficar juntos. Seria divertido”.

Este se tornou o nosso esquema: ele era suficientemente distante para mostrar interesse sem pressão, e eu gostava do seu jeito relaxado, considerando as exigências dos meus estudos. A sua tranquilidade me levou a confiar nele, e então marcamos um dia para nos conhecermos.

A primeira tarde em que Jack veio em casa, ele admirou a minha banheira e segurou o copo de água com ambas as mãos. A sua figura discreta em um casaco de lã bege e uma echarpe longa me lembrava, em sentido positivo, John Bender de O Clube dos Cinco. No meu quarto, ficou interessado nos meus bonecos da Power Ranger amarela, e notou o meu prêmio acadêmico enquadrado perto deles no peitoril da janela.

“Você foi para SUNY Oneonta?” ele perguntou. “Eu fui para a SUNY Potsdam”.

Eu imaginei meus amigos que também estudaram na Potsdam comendo na mesma lanchonete de Jack, ficando bêbados na mesma festa de fraternidade. De repente, a pessoa que eu vira como um estranho agora se enquadrava no meu mundo.

Eu imaginei que tipo de veado ele via da janela do dormitório dele, vagueando pela grama ao alvorecer. Ou como ele passaria o dia quando a escola cancelasse as aulas por causa da neve. Ou aonde ele poderia ter ido se seus pais pudessem pagar uma escola particular.

Sentamos na minha cama, me encostei na parede. Ele apoiou a cabeça na minha coxa e colocou os braços ao redor da minha cintura. “Que estranho!”, pensei. Tirando a intimidade sexual, os meus lances casuais eram tipicamente sem romantismos, sem abraços ou expressões de carinho.

Eu o beijei e rolei para cima dele. Tirei a camisa e ele me abraçou forte. Afundou o rosto no meu peito e disse: “Gosto de você. Acho você muito legal”.

Sem saber ao certo o que estava sentindo, disse: “Ah, acho você muito legal também”.

Na vez seguinte que estive com Jack, ele passou a noite no meu apartamento. Foi então que, acordada na minha cama às 4 da manhã, me dei conta de que nunca tinha deixado um cara dormir em casa antes. O seu calor esquentava a cama, então fui discretamente até o banheiro para me refrescar. Mandei uma selfie desorientada para os meus amigos pelo Snapchat, despenteada e com os olhos vermelhos.

“Como vocês conseguem lidar com essa coisa de passar a noite juntos?”, escrevi. “Eu não consigo dormir de jeito nenhum”.

Em geral, meus casos com homens estranhos eram breves. Eles não ficavam olhando a minha banheira nem se interessavam pela minha formação acadêmica antes do sexo, e depois eles não se demoravam a ficar.

Voltei para a cama, incomodada pelo trovão do seu ronco, mas o seu rosto adormecido no meu travesseiro me tocou. Pela primeira vez, a ideia de compartilhar a cama com um homem não era fruto da minha imaginação. Agora eu tinha uma imagem real desta fantasia; podia fingir que Jack era meu namorado, pegar no seu rosto e sussurrar: “Amo você, boa noite”, depois adormecer e encontrá-lo em algum lugar nos seus sonhos como se tivéssemos feito isto umas cem vezes antes.

No dia seguinte, ele viajou para visitar a família para as festas de fim de ano e as primeiras semanas do ano novo.

“feliz natal”, escrevi.

“pra você também, querida”, respondeu.

Depois da nossa noite juntos, não ouvi mais falar nele a não ser que eu tomasse a iniciativa – uma mudança inesperada, em vez de ceder à minha insegurança e achar que a noite juntos tivesse significado muito pouco para ele, e portanto que eu significava pouco, eu imaginei outros cenários: ele me pedindo para dormir na casa dele, para variar, ou espontaneamente ligando para mim enquanto eu estava na fila para comprar o meu café da manhã. Mas como eu supus um relacionamento baseado somente no sexo para começar, fiquei envergonhada por alimentar estes sentimentos.

“sinto sua falta”, ele escreveu numa manhã.

“verdade?”

Ficamos em contato e ocasionalmente nos víamos, com algumas semanas entre os encontros. Em uma manhã quente, ele roncou atrás de mim enquanto estava sentada no chão ao lado da minha cama, trabalhando na minha tese. Ele colocou a mão no meu rosto, para que eu percebesse que ele estava acordado. Sem tirar os olhos da tela do laptop, peguei a sua mão e dei beijinhos na palma, deliciada por estas alegrias tão comuns – o tipo de carinho que aos poucos me senti confortável em demonstrar.

Querendo ser mais do que um caso para ele, procurei uma terapeuta para me orientar em relação aos meus crescentes sentimentos.

As mensagens periódicas de Jack de “sinto sua falta” continuaram, agora com emojis de coração, uma intimidade sem precedentes. E eu retribui o sentimento. Eu me sentia feliz por expressar a minha adoração de modo tão direto, até que as semanas entre um encontro e outro e troca de mensagens transformaram-se em meses de silêncio.

Recorri ao Grindr como o meu porto seguro porque namorar sendo trans é muito complicado. Transar sem compromisso era mais fácil para mim. A minha barra de exigência era muito baixa, e então conheci Jack, que me viu como alguém que é mais do que um corpo, apenas para ter sua saída misteriosa ecoando uma insegurança incipiente que eu evitara durante anos: ser trans implica que eu não sou suficientemente real para merecer um tratamento decente.

Desmoronei na terapia, procurando reunir a coragem de dizer em voz alta o que era inegavelmente a verdade: “Ele me deixou”.

“Não tenho intenção de culpar você”, disse a terapeuta, “mas acaso o fato de ele ser um homem cis e você uma mulher trans não teria influenciado?”

Não queria culpar o Jack, que me mostrou uma novo forma de carinho que fez com que o desejo fosse algo tão simples quanto quando um garoto e uma garota se gostam. Mas ele também tornou o abandono algo simples; tudo isto ainda não seria o suficiente.

Lá no fundo, neguei quanto minha mera existência de mulher trans poderia custar para ele. Jack, ao me cortejar, alimentou a possibilidade de que as minhas fantasias românticas pudessem se realizar, que eu  poderia ser vista como uma pessoa complexa em lugar de uma figura fetichizada da imaginação de alguém. Depois de ter sido abandonada por ele, ruminei sobre a minha insegurança de que sendo uma trans isso me negava até um simples adeus.

E, no entanto, eu sei que sou real porque a minha transição, quando adolescente, exigiu uma certeza excepcional. Os médicos e os psiquiatras perguntavam constantemente sobre a minha decisão.

“Sim, tenho certeza”, eu repetia, e me tornei mais real a cada ano. Com Jack, eu me senti ainda mais real. Não só ele me viu como uma mulher, mas como uma mulher que vale a pena ter.

Podia me culpar por ser trans pelo desaparecimento de Jack, mas talvez não tivesse nada a ver com isto. Talvez ele odiasse o seu emprego. Talvez a sua família tenha se desmantelado. Talvez o prazer que sentimos juntos tenha sido o contraste de alguma dor que carregávamos.

Nos dias de solidão, eu me imagino no SUNY Potsdam. Em uma festa de fraternidade, eu danço meio bêbada na direção de Jack, com luzes azuis baratas roçando as curvas dos nossos rostos, o suor pingando como vaga-lumes. Sweet Caroline de Neil Diamond berra na festa. “Os bons tempos nunca pareceram tão bons”, todos gritam. “Eu estava inclinada a acreditar que nunca seriam”. Eu me vejo na lanchonete onde Jack e eu nos aproximamos ao mesmo tempo do buffet de saladas. Quando ele me vê, dá uns passos para trás e diz: “Você primeiro”, com um sorriso tão largo que eu precisaria de ambas as mãos para segurá-lo. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Elon Musk revela que mora em quitinete de US$ 50 mil; veja vídeos

Dono da Tesla confirmou que vive em uma casa modular de 35 metros quadrados no Estado americano do Texas

Um dos homens mais ricos do mundo, o bilionário Elon Musk é dono da Tesla e SpaceX

Elon Musk revelou recentemente no Twitter que vive em uma quitinete de US$ 50 mil no Estado americano do Texas, onde a companhia de foguetes espaciais SpaceX tem operações. O empresário, conhecido por ser o fundador da fabricante de carros elétricos Tesla, é atualmente o segundo homem mais rico do mundo, com patrimônio avaliado em US$ 151 bilhões, de acordo com a Forbes — o primeiro colocado é Jeff Bezos, da Amazon.

De acordo com o site especializado Teslarati, trata-se de uma casa modular de baixo custo de 35 metros quadrados, fabricada pela startup americana Boxabl. O modelo Casita, no site da empresa, sai por US$ 49,5 mil e traz uma cozinha, banheiro, sala de estar e quarto. Um dos diferenciais é que o imóvel pode ser montado em até um dia, já que vem pré-construído e pode ser transportado como uma grande caixa — puxado, inclusive, por um Tesla.

Ainda assim, Musk negou que viva especificamente nesse modelo de casa da Boxabl, mas confirmou que mora em um modelo parecido. Em novembro passado, a startup afirmou que estava fazendo a entrega de uma Casita para um “cliente supersecreto”, sem dar mais detalhes.

Desde o ano passado, Elon Musk começou a vender todas as suas propriedades, avaliadas em US$ 40,9 milhões. Segundo o empresário, o foco é prover energia sustentável por meio da Tesla e permitir a vida interplanetária com a SpaceX.

Aliás, a própria Boxabl pretende construir modelos que possam ser levados e facilmente instalados em Marte, um dos alvos visados pela companhia de Musk.

Confira os vídeos abaixo:

Casablanca SS22 Lookbook

The Casablanca Spring/Summer 2022 collection, intitulado “Masao San”, é uma ode pessoal às amizades, jornadas íntimas e exploração. Esta coleção é dedicada a Masao, um amigo pessoal de Casablanca, mergulhando fundo em memórias pessoais para reviver e abraçar momentos queridos, para preservá-los para sempre e prestar homenagem ao seu significado.

Casablanca se inspira nas viagens pessoais de Charaf Tajer pelo Japão, durante anos de inovação no país, onde a tecnologia estava na vanguarda e agora empresas de tecnologia renomadas se destacavam, abrindo novos caminhos continuamente. A linguagem de design Printemps-été 2022 combina cores vibrantes e ondas inspiradas no movimento artístico pós-moderno de Memphis Milano com um convite para ingressar no clube Casablanca Ping Pong. A roupa de trabalho evolui, a alfaiataria é propositalmente vanguardista e efervescente, e o monograma Casablanca se transforma para mostrar o movimento vigoroso de uma bola de pingue-pongue.

Dê uma olhada no vídeo apresentado durante Paris Fashion Week HERE!

Britney Spears ligou para a polícia para denunciar o pai horas antes de ir ao tribunal

Em chamada telefônica, ela relatou a tutela abusiva exercida por Jamie Spears desde 2008

Britney Spears 

A cantora Britney Spears ligou para a polícia de Ventura, na Califórnia, onde mora,  horas antes de ir ao tribunal, no dia 23 de junho, para denunciar a tutela abusiva exercida pelo pai. Ela se apresentou como vítima.

Segundo o New Yorker, o conteúdo da mensagem da cantora está inacessível devido à investigação em andamento, embora as chamadas de emergência na Califórnia fiquem, geralmente, disponíveis ao público.

Em audiência no fim de junho, Britney falou que o pai, Jamie Spears, tem controle sobre sua vida, negócios e fortuna desde 2008. A cantora pediu que a tutela terminasse, alegando que ela é abusiva.

Na quinta-feira, a a Justiça americana decidiu manter a cantora tutelada pelo pai.

Para celebrar aniversário de casamento, David Beckham publica sequência de fotos com Victoria ‘combinando o look’; Confira as imagens

Casal completa 22 anos de união neste domingo
O Globo

David e Victoria: 22 anos de casamento Foto: Reprodução

David Beckham fez uma declaração romântica e bem-humorada à mulher, Victoria Beckham.

O casal comemora 22 anos de casamento neste domingo. David publicou uma sequência de fotos em que os dois aparecem com looks semelhantes, um combinando com o outro.

 Ele escreveu: “Vinte e dois depois e ainda combinamos looks. Feliz aniversário, te amo muito e obrigada por me dar nossos filhos incríveis, assim podemos todos nós nos vestirmos de maneira parecida”.

Conheça ‘Ships of the Northern Fleet’, a série falsa que tem fãs reais

Os ‘fleeters’, como são chamados os fãs, criaram fóruns e produtos
VANESSA ARMSTRONG

Série ‘Ships of the Northern Fleet’ NYT

THE NEW YORK TIMES – No começo de abril, o elenco e a equipe de “Ships of the Northern Fleet” estavam relembrando o passado, em uma convenção virtual. Catie Osborn, que interpretou Annie, uma das favoritas do público, lembrou do dia em que uma das estrelas convidadas, Judi Dench, quase foi eliminada por uma flecha laser.

“Lembro-me de que ela estava lá sentada, lendo alguma coisa, e ouvimos aquele silvo”, disse Osborn. “Ela nem tirou os olhos do texto. Ergueu a mão, apanhou a flecha no ar e voltou a ler ‘Rei Lear’”. Os colegas de elenco de Osborn assentiam silenciosamente enquanto ela contava a história, acrescentando recordações pessoais sobre aquele momento.

Você talvez também se lembre –mas o mais provável é que não. Por que “Ships of the Northern Fleet” não é real. É falsa. Fabricada. Uma série de TV inexistente.

Mas os fãs da série existem de verdade. Os “fleeters”, como são conhecidos, se congregam no Discord e TikTok para falar sobre suas “lembranças preferidas” quanto às aventuras das tripulações dos navios das Quatro Frotas.

Assuntos populares de discussão incluem os cog hogs, pequenos ouriços mecânicos muito mais bonitinhos que os porgs de “Star Wars”, e as majestosas baleias celestes, que voam nas alturas entre os dirigíveis dos piratas.

Os fãs debatem as virtudes dos capitães de diversos navios, entre eles o capitão Neil Barnabus (líder da frota True Winds e batizado em homenagem ao escritor de fantasia Neil Gaiman) e o capitão George Hellman (“interpretado” por Nathan Fillion, um astro permanente entre os devotos da ficção científica; embora tenha afirmado em um email que nunca ouviu falar da série, Fillion se declarou “completamente a favor” dela).

Como exatamente “Ships of the Northern Fleet” chegou a quase existir? Tudo começou, como tantas outras histórias dramáticas online, com uma mensagem ociosa na mídia social.

NASCE UMA SÉRIE
No começo de fevereiro, em um vídeo no TikTok, Tyler James Nicol, 36, que é roteirista de videogames, encorajou os espectadores a “participar de uma experiência alucinatória”, relatando suas lembranças e momentos preferidos de um programa “que não existiu e nunca existirá”, e que, de acordo com a narrativa imaginária proposta por ele, tinha sido cancelado muito antes da hora.

A falsa série sobre “piratas voadores”, em estilo “steampunk”, tinha por título “Ships of the Northern Fleet”, o nome de um romance que Nicol havia planejado escrever um dia. Ele jamais chegou a produzir um texto, mas tinha o título, uma conta no TikTok e a ideia de recorrer à internet para desenvolver tramas e toda uma mitologia para a história.

A ideia decolou rapidamente. Nicol, Osborn e outras quatro pessoas —Patrick Loller, Erik Tait, Gary Hampton e Logan South— se conectaram no TikTok e começaram a fazer sessões coletivas de streaming no Twitch, nas quais improvisavam a criação de personagens e respondiam a perguntas que fãs apresentavam via chat sobre o “trabalho” deles na série.

Os entusiastas se reuniram e criaram um subreddit, um servidor no Discord e uma wiki com mais de 300 verbetes. Também produziram imagens, canções e um jogo de tabuleiro baseado na história. Há produtos piratas sobre a falsa série disponíveis também, embora os fãs possam comprar produtos “reais” de Nicol, que doa todo o dinheiro faturado com isso ao Trevor Project.

O timing parece ter sido crucial para o sucesso de “Ships of the Northern Fleet”. South, que interpreta o capitão Vlad, um vampiro necronauta, na série, disse que “acredito que a pandemia tenha certamente dado mais tempo ocioso para as pessoas, e elas o aproveitaram para procurar conteúdo em seus celulares”. Para ele, o projeto todo resultou de “as pessoas quererem alguma coisa que ocupasse seu tempo, preenchesse um vazio e trouxesse boas sensações”.

A série hipotética também criou um refúgio para pessoas que se viam como traídas pelos criadores de outras franquias muito amadas: fãs de “Harry Potter” e de “Buffy, a Caça-Vampiros”, parecem ter redobrado sua admiração por “Ships of the Northern Fleet”, depois de revelações recentes sobre os criadores dos mundos fictícios que amavam.

É um problema que não poderia abalar uma série imaginária com número infinito de autores –pelo menos não da mesma maneira. “Você podia estar certo de que haveria um personagem que o representasse perfeitamente; não havia a necessidade de se preocupar com a possibilidade de descobrir, dali a um ano, que a pessoa que criou aquele personagem não o reconhece como ser humano”, disse Nicol, em uma referência oblíqua a J.K. Rowling, a autora de “Harry Potter” e suas opiniões sobre pessoas transgênero.

Drea Letamendi, psicóloga clínica na Universidade da Califórnia em Los Angeles e apresentadora de um podcast sobre cultura pop chamado “The Arkham Sessions”, concorda em que o crescimento da base de fãs de “Ships of the Northern Fleet” pode ser uma resposta ao desconforto surgido em diversas comunidades de fãs. “Fomos feridos pelas pessoas que criavam histórias para nós, histórias ostensivamente inclusivas, com as quais crescemos e que nos ajudaram a formar nossas identidades”, disse Letamendi.

A proposta da série imaginária é inclusiva por definição. Quase todos os fãs podem assumir o crédito por alguma porção do projeto criativo, e o grupo garantiu que os capitães dos navios reflitam as identidades diversificadas da base de fãs.

“O espaço foi cultivado inicialmente para ser acolhedor para a comunidade LGBTQ e um espaço confortável para as pessoas não brancas”, disse Oleander Kiewel, fã de “Ships of the Northern Fleet” que ajudou a montar a wiki e criou a personagem capitã Drusilla Spadeworthe, que é pansexual.

“É um espaço realmente inclusivo e nenhuma pessoa isolada pode ditar como as coisas fluem, o que acho maravilhoso para a comunidade. É o grupo de fãs menos tóxico de que já fui parte”.

SATISFAZENDO UMA CURIOSIDADE
Há a questão de as pessoas “lembrarem” detalhes da série de forma diferente. Em geral, essas discrepâncias de memória são aceitas. “Tempo é uma ideia muito flexível”, escreveu Nicol, como uma das regras do grupo no Discord. “Lembro-me de assistir a um final de temporada quando era bem moço. Também adorei o episódio mais recente, ontem à noite. As duas lembranças são acuradas”.

Entre os fãs, algumas pessoas se referem a esse fenômeno como “a variança”, na qual uma combinação da teoria de cordas sobre multiversos e do loop temporal de Möbius é usada para justificar as recordações imensamente distintas dos fãs, como explica a wiki.

Letamendi acredita que o fato de que qualquer pessoa esteja autorizada a criar elementos no universo de “Ships of the Northern Fleet” é parte importante de seu atrativo. “Elas já não se sentem obscurecidas por serem marginalizadas ou ‘minoritizadas’ em sua experiência, e podem até contribuir para aquilo que importa”, ela disse. “Acho que isso tem benefícios psicológicos individuais, mas também um benefício coletivo para a cultura que cerca esse fenômeno”.

Justin Mousseau, 30, fã ardoroso de “Ships of the Northern Fleet”, concorda. “O atrativo, para muitos dos fãs, é o senso de comunidade, a oportunidade de se unir a outras pessoas para conversar sobre coisas que amamos”, ele disse.

“E acho que a série satisfaz uma necessidade importante nesse sentido, e permite não só criar arte como fã para uma comunidade ou grupo de discussão sobre uma série de TV, mas determinar a direção e forma que a série toma”.

Essa ideia de criação distribuída é algo que torna o processo único. “É essa a diferença real entre a série e outras comunidades de fãs”, disse Letamendi. “Os fãs mesmos é que interpretam e inserem, e criam a história com as pessoas que estão no poder.

E essa parte do processo pode ser incrivelmente libertadora, pode concretizar os desejos dos fãs de serem parte da narrativa. Eles têm mais controle, mais poder e sentem que podem ver a si mesmos na história”.

“Não importa se você é membro do elenco canônico, o que quer que isso signifique, ou membro oficial da equipe de produção”, disse Tait, mágico profissional que é parte da narrativa construída, com a função de supervisor de efeitos especiais.

“Não existe maneira errada de participar disso. É material divertido de ler e é divertido ver essas coisas acontecendo, mas até mesmo fazer uma pergunta significa participar, e a participação torna o processo mais divertido para todos”.

A comunidade pratica o que Letamendi define como “controle de acesso pró-social”, ou seja, os fãs da série redirecionam aqueles que relembrem aspectos problemáticos da série.

“Às vezes, Tyler precisava intervir e dizer ao pessoal que estávamos trocando lembranças sobre uma série de TV, e talvez devêssemos recordar as partes boas”, disse Loller, membro do elenco que “interpretava” Glurp, um personagem dotado de tentáculos cuja frase de efeito – “swiggity swaggity, let’s blow up gravity!” –enfeita camisetas oficiais da série.

“No começo, algumas pessoas queriam tratar a história como ‘Game of Thrones’”, disse Loller. “Inicialmente as pessoas diziam que amavam a série, e depois começaram a levá-la em uma direção estranha, e alguém teve de dizer que aquela era uma série problemática, e racista. E a nossa não precisava ser. É a beleza do que fazemos”.

PARA ONDE, AGORA?
O que mais os fãs podem criar sobre uma série que não existe? A resposta, como tudo mais em “Ships of the Northern Fleet”, depende exclusivamente deles. Uma das poucas diretrizes que Nicol estabeleceu no Discord foi a de que a história da série jamais poderia ser concluída”.

“Sempre haverá lacunas. Sempre alguma coisa inacabada”, ele escreveu. “Como se, quando chega a hora de escrever, houvesse espaço para que alguém mais acrescentasse alguma coisa à história, como se história alguma seja só minha”.

O elenco central –cujos integrantes em geral nem se conheciam antes que o projeto os unisse, e cujos integrantes não vivem em uma mesma área– tem sonhos compartilhados quanto à série.

“Idealmente, quando as pessoas puderem voltar a viajar, se pudermos fazer uma leitura e uma entrevista com a presença de todos, e do público, essa seria a principal meta para mim”, disse Hampton, músico e diretor assistente na Netflix, que “interpreta” o jovem Meadow na série.

O restante do elenco ecoou o desejo de Hampton de uma reunião física. E embora a maioria deles concordasse em que ninguém vai produzir uma série chamada “Ships of the Northern Fleet” sobre piratas voadores, pelo menos não em formato live action, eles também admitiram que a série em outros formatos seria uma ideia intrigante. “Eu às vezes sonho febrilmente com filmar um falso documentário, sobre essa viagem e sobre nosso encontro”, disse Hampton.

“Meu objetivo mais cobiçado seria ir a uma convenção no futuro e ver alguém vestido como um personagem da série ou usando uma dessas camisetas”, disse Nicol, apontando para uma camiseta de “Ships of the Northern Fleet”. Ele imagina que abordaria o fã e, mergulhando naquele “estranho sub-meta-texto nerd”, comentaria: “Ships of the Northern Fleet’! Ótima série! Amo essa série!”

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci

Por que as Angels caíram do céu da Victoria’s Secret?

As imagens que levaram a marca a faturar fortunas e que fizeram de suas modelos parte da cultura pop hoje parecem inimagináveis e retrógradas
Vanessa Friedman, do New York Times

A partir da esquerda: a modelo Karlie Kloss, no desfile anual da Victoria’s Secret, em 2011; a modelo Adriana Lima no desfile de 2016, realizado no Grand Palais, em Paris Foto: NYT

Desde que foi divulgada a notícia de que a Victoria’s Secret, gigante da lingerie e dos espetáculos de moda, estava aposentando seu bando de angels em favor de um grupo diversificado de mulheres com currículo igualmente diverso, a mídia tem publicado uma série de comentários comemorando que “já tinha passado da hora”, bem como fotos de antes e depois que nos fazem lembrar de incontáveis decotes, fantasias e clichês de gatinhas sensuais.

Em vista do movimento #MeToo e das manifestações recentes por justiça social, as imagens que levaram a Victoria’s Secret a faturar fortunas e conquistar público – tornando suas modelos favoritas uma parte da cultura pop – parecem não apenas retrógradas, mas praticamente inimagináveis, como se olhássemos para uma civilização perdida, enterrada sob um monte empoeirado de cintas-ligas e meias-calças.

Há, por exemplo, uma imagem de Heidi Klum, feita em 2003, usando asas brancas e fofas de três metros e meio de altura, calcinha e sutiã pushup brancos cravejados de cristais, salto agulha branco com tira no tornozelo e uma gargantilha branca correspondente, tipo coleira de cachorro, em volta do pescoço; também há fotos de 2005 de Gisele Bündchen, Karolina Kurkova e Alessandra Ambrosio usando calcinha branca com acabamento em pele, sutiã, capuz e botas de cano alto até o joelho, como ajudantes travessas do Papai Noel.

Há novamente uma foto de Klum, dessa vez em 2008, com um laço gigantesco de lantejoulas nas costas e correntes cravejadas de brilhantes ao redor de sua minúscula calcinha vermelha; há Isabeli Fontana em 2010 com um uniforme metálico de halterofilista e sutiã prata, carregando um par de halteres, e também Karlie Kloss como um cavalo-marinho sexy, Adriana Lima como uma super-heroína sensual e Joan Smalls como um tigre sexy atravessando… uma falsa roda de fogo?

Afinal, em seu auge, o desfile de moda da Victoria’s Secret, que durou de 1995 a 2018, foi transmitido em mais de cem países, tendo sido visto por milhões de pessoas em todo o mundo, e ajudou a empresa a gerar quase US$ 7 bilhões em vendas anuais. A Victoria’s Secret investiu grandes somas para conquistar sua legitimidade no mundo da moda – e aos olhos de quem acompanha o setor.

Antes que os desfiles de moda itinerantes viajassem pelo mundo, os desfiles da Victoria’s Secret já viajavam; quando o desfile chegou à França em 2016, foi realizado no Grand Palais, local normalmente reservado para a Chanel. Olivier Rousteing (da Balmain), Clare Waight Keller (então na Chloé) e Riccardo Tisci (então na Givenchy) estavam na plateia. Lady Gaga e Bruno Mars competiram para se apresentar. Os sutiãs e as asas eram tratados como verdadeiras notícias do setor por revistas como a “Harper’s Bazaar”, a “Vogue” e a “Elle” (e, na ocasião, também pelo “The New York Times”).

— Era algo extremamente legítimo. As modelos faziam editoriais de alta-costura, desfiles, campanhas publicitárias – e trabalhavam para a Victoria’s Secret — disse Ivan Bart, presidente da IMG Models and Fashion, a agência que representou angels como Bündchen e Kloss.

Sim, as mulheres realmente desejavam desfilar em uma passarela que parecia um bordel comandado pelo muppet Garibaldo. Queriam de fato ser conhecidas (ou pelo menos aceitavam ser conhecidas) como angels, termo que a marca inventou em 1997 e que agora dá vergonha alheia, referindo-se ao estereótipo da “Playboy” da moça de família que sabe ser má entre quatro paredes. É um lugar-comum que nos acompanha desde Stendhal e “As Ligações Perigosas” até a bibliotecária que tira os óculos e solta o cabelo para revelar que, na verdade, é muito sensual. Um lugar-comum que ignora o grau de esforço envolvido na obtenção do corpo necessário para participar de um desfile que muitas vezes tem uma semelhança desconcertante com a pornografia softcore.

Ao mesmo tempo, a Victoria’s Secret entendeu o fascínio da marca pessoal, ascendendo pouco antes de o Instagram transformar a noção de fama. Ao escolher suas angels e promovê-las como pessoas e estrelas – na verdade, treinando-as para a mídia –, a marca deu às modelos poder, destaque e segurança. Tudo isso prometia servir de trampolim para a próxima etapa de sua carreira, além de torná-las mais competitivas em relação aos atores e atrizes que ocupavam cada vez mais as capas das revistas de moda.

E a Victoria’s Secret pagava bem: quando Bündchen deixou a empresa, em 2006, era a modelo mais bem paga do mundo e disse à “Refinery29” que a Victoria’s Secret representava 80 por cento de sua receita. Não é de admirar que algumas de suas angels tenham incluído Karen Mulder (a primeira angel), Tyra Banks, Naomi Campbell e Miranda Kerr.

Em 2013, quando a WME, a gigantesca agência de talentos de Hollywood, comprou a IMG, a empresa de gerenciamento de moda e esportes, parte do motivo foi que ela viu a oportunidade de desenvolver a moda como entretenimento. Em 2015, seus executivos, Ari Emanuel e Mark Shapiro, estiveram na primeira fila do desfile da Victoria’s Secret, fazendo anotações.

Esse efeito contribuiu para esconder o lado sombrio da história: as dietas malucas (sem comida sólida por dias antes do desfile!) e as rotinas de condicionamento físico (pelo menos dois treinos por dia) que as modelos realizavam em busca do esquivo corpo perfeito (sem falar na conexão com Jeffrey Epstein), promovendo uma versão irreal do corpo feminino para o mundo.

Isso acabou, o que não quer dizer que essa versão de “sexy” tenha desaparecido totalmente. Na verdade, percebemos que a feminilidade exagerada que as angels foram criadas para representar não subiu aos céus nem foi para o inferno, dependendo do ponto de vista.

Em vez disso, essa imagem ainda existe na comunidade drag (na qual, sem dúvida, as angels podem ser encontradas o tempo todo), embalada para consumo popular e positivo na forma de programas como “RuPaul’s Drag Race”. E a força de caráter merece seu devido valor como uma forma poderosa de sedução. Uma que realmente tem asas.

James Gunn revela nova foto de bastidores de O Esquadrão Suicida

Diretor aparece ao lado do elenco no set de filmagens
JULIA SABBAGA

O diretor James Gunn revelou uma nova foto dos bastidores de O Esquadrão Suicida, uma imagem em que aparece ao lado de diversos integrantes do elenco no set de filmagens. A foto, que pode ser conferida abaixo, mostra Gunn, além de Sean Gunn, Pete Davidson, Mayling Ng, Joel Kinnaman, Jai Courtney, Nathan Fillion, Margot Robbie, Flula Borg e Michael Rooker.

Na trama de O Esquadrão Suicida, o grupo formado por Sanguinário (Idris Elba), Pacificador (John Cena), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Caça-Ratos (Daniela Melchior), Sábio (Peter Capaldi), Tubarão-Rei (Steve Agee), Blackguard (Peter Davidson), Dardo (Flura Borg) e a psicopata favorita de todos, Arlequina (Margot Robbie), recebe armamentos pesados e é atirado na remota (e cheia de inimigos) ilha de Corto Maltese, em uma missão para localizar e destruir.

Também estão no elenco Joel Kinnaman como Rick Flag, Viola Davis como Amanda Waller, Michael Rooker como Savant, Alice Braga como SolSoria, Nathan Fillion como T.D.K., David Dastmalchian como Bolinha e Sean Gunn como Weasel.

Com roteiro também de Gunn, a estreia está marcada para 5 de agosto nos cinemas.