Bilheteria EUA: O Esquadrão Suicida, Jungle Cruise, Tempo, Viúva Negra, Stillwater

O Esquadrão Suicida assume topo da bilheteria nos EUA somando US$ 26,5 MI na estreia

O Esquadrão Suicida, o mais novo lançamento da Warner Bros. nos cinemas, arrecadou US$ 26,5 milhões no seu primeiro final de semana de estreia, nos Estados Unidos. O valor, embora tenha colocado o filme no topo do ranking de arrecadação, ficou abaixo do esperado pelo estúdio, que projetava um desempenho semelhante ao de Space Jam 2, isto é, cerca de US$ 30 milhões.

Vale notar ainda que o desempenho da produção escrita e dirigida por James Gunn foi inferior a Aves de Rapina, último longa com a Arlequina, que mesmo divisivo como foi fez US$ 33 milhões no seu lançamento.

Estrelado por The Rock e Emily Blunt, Jungle Cruise ficou com a segunda colocação, fazendo US$ 15,6 milhões neste final de semana. Assim, o longa que teve lançamento simultâneo também no Disney+ já somou, somente nos cinemas, US$ 65,3 milhões.

O restante do Top 5 ficou com Tempo (US$ 4,1 milhões), terror de M. Night ShyamalanViúva Negra (US$ 4 milhões); e Stillwater (US$ 2,8 milhões), novo filme do ator Matt Damon

Luli Fama | Resort 2021 | Full Show

Luli Fama | Resort 2021 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PARAISO Miami Beach)

Carl Cox – Essential Mix 1434 BBC Radio 1 – 08 August 2021

Carl Cox – Essential Mix 1434 BBC Radio 1 – 08 August 2021 ★ techno ★ BBC Sounds, BBC Radio 1 Dance ★ New Mix, DJ Music

Mãe faz crítica furiosa a adultos que riram de sua filha de 11 anos por ter escolhido usar terno em baile da escola

A pequena Mischa Parker estava radiante antes de sair de casa, mas, algumas horas depois, voltou chorando por causa dos comentários maldosos
CRESCER ONLINE

A pequena Mischa Parker foi vítima de comentários maldosos por ter escolhido ir de terno para o baile da escola (Foto: Reprodução Instagram)
A pequena Mischa Parker foi vítima de comentários maldosos por ter escolhido ir de terno para o baile da escola (Foto: Reprodução Instagram)

Uma mãe britânica ficou furiosa e fez uma postagem criticando pais “nojentos” que insultaram sua filha de 11 anos com piadas cruéis por ela ter aparecido em um baile da escola vestindo terno, calça e gravata borboleta. Despois de ouvir comentários pejorativos de adultos chamando-a de “garota do terno” a pequena Mischa Parker, de Leeds, Inglaterra, ligou para a mãe Tamara Auty, 33 anos, e pediu que ela fosse buscá-la mais cedo da festa que aconteceu nesta sexta-feira (6).

Em entrevista ao Daily Mail, Tamara afirmou que o comportamento foi ‘um ataque à individualidade de Mischa’. “As crianças deveriam ter permissão para se expressar – por que minha filha deve se sentir mal pela maneira que gosta de se vestir? Por que magoar uma criança por isso?”, questionou a mãe.

Na última quarta-feira (4), Mischa, sua mãe e o irmão Thomas, de nove anos, foram às compras para escolher roupas para o baile da escola. “Ela acabou indo para a seção dos meninos e se apaixonou pelo terno. Achei que ela ficou absolutamente incrível e estilosa. Toda a família disse que ela estava linda!”, conta a mãe.

Mischa, a mãe e o irmão Thomas (Foto: Reprodução Instagram)
Mischa, a mãe e o irmão Thomas (Foto: Reprodução Instagram)

Animada para participar do baile com o traje escolhido, Mischa estava confiante antes de sair de casa. “Ela odeia vestidos e não é uma garota feminina. Quando chegou à escola, todos os amigos disseram que ela estava ‘incrível’ e ‘linda’. Perguntei se ela queria que eu ficasse por lá e ela respondeu que não então voltei para casa para deixar que ela aproveitasse com os colegas”, disse Tamara.

Algumas horas depois, porém, Tamara recebeu uma mensagem da filha pedindo para buscá-la mais cedo. “A Mischa não se aborrece com facilidade e tem uma personalidade bastante forte, então logo notei que havia algo errado. Quando cheguei ao baile, eu a abracei e ela começou a chorar e disse: ‘Eu preciso sair daqui’. Em casa, Tamara perguntou o que aconteceu e a menina respondeu que alguns dos adultos que ficaram no baile acompanhando os filhos a chamaram de ‘garota do terno’ entre risos. Toda vez que ela passava por esses pais, ela podia ouvi-los comentando e rindo. Ela me perguntou se deveria mudar o jeito com que se veste, já que prefere camisetas, moletons e calças largas. Eu respondi que ela devia continuar vestindo o que gosta e sendo quem ela é”, conta.

Tamara decidiu falar sobre o assunto em público para aumentar a conscientização sobre como palavras e comentários maldosos podem machucar. “Se ela tivesse ido ao baile com um vestido, ela teria ficado desconfortável e não seria feliz. Minha filha é corajosa por ser quem é. Seja quem você é, celebre quem você é e não se deixe abater por se destacar. E, para os adultos, respeitem a individualidade das crianças”, defende Tamara.

Mischa, de 11 anos (Foto: Reprodução Instagram)
Mischa, de 11 anos (Foto: Reprodução Instagram)

Regras de plataformas de e-commerce afetam lojistas e viram alvo de críticas

Vendedores lidam com dificuldades em se adaptar às regras de relevância no ambiente digital e questionam práticas como a exigência de frete grátis e de uso de serviço próprio de logística
Por Talita Nascimento – O Estado de S. Paulo

Em 2020, lojistas tiveram de permanecer de lojas fechadas e fazer vendas online

Empreendedores de todo o Brasil encontraram nas plataformas de comércio eletrônico um meio de iniciar ou manter suas atividades digitalmente enquanto as lojas físicas estavam fechadas na pandemia. Enquanto os chamados marketplaces cresceram em número de vendas e de lojistas virtuais, os vendedores agora lidam com as dificuldades em se adaptar às regras de relevância no ambiente digital e questionam práticas das plataformas que impactam o retorno financeiro sobre os seus negócios, como a exigência de frete grátis e de uso de serviço próprio de logística.

A política de ranqueamento dos anúncios de cada vendedor em plataformas como o Mercado LivreMagazine Luiza e Lojas Americanas é calculada por algoritmos que levam em conta fatores como as buscas mais recorrentes por clientes. Em geral, quem entrega rápido e não cobra a mais por isso é priorizado. Acontece, porém, que oferecer isso aos clientes sem aderir aos serviços dos próprios shoppings virtuais pode ser inviável, e os vendedores acabam tendo de pagar uma porcentagem maior sobre suas vendas. A escolha passa a ser entre abrir mão de margem de lucro para vender ou praticar preços mais altos, o que acaba impactando os volumes.

A imposição de uso de serviços e práticas adotadas pelas plataformas tem gerado críticas na comunidade de vendedores e foram relatadas à reportagem em entrevistas feitas pelo Estadão/Broadcast com lojistas que usam esses serviços.

Uma comerciante de Curitiba (PR) passou a vender tecidos no Mercado Livre durante a pandemia, depois de perder o emprego. Tornou-se Microempreendedora Individual (MEI) e, com esforço, “ativou o termômetro” do Mercado Livre, ou seja, conseguiu que a plataforma indicasse aos clientes que ela tinha uma boa reputação, depois de vender e entregar dentro do prazo suas 10 primeiras encomendas.

As entregas até então vinham sendo feitas pelos Correios, mas depois de ampliar o volume de vendas, chegando a uma média de duas encomendas por semana, ela recebeu um e-mail que dizia: “Ative seus envios nas agências do Mercado Livre antes de 26 de julho para que seus anúncios não sejam pausados”. Isso aconteceu porque a plataforma exige que os vendedores usem a logística própria do grupo ao atingir um determinado patamar de vendas – a empresa não informa qual é esse volume.

A exigência trouxe um problema burocrático e financeiro para a vendedora. Como no Estado do Paraná o MEI não tem uma inscrição estadual exigida pela plataforma para emissão de nota fiscal por meio do sistema do Mercado Livre, ela teve de mudar a categoria de sua empresa e passar a arcar com os custos mensais de um contador. Depois de fazer todas as mudanças e ter de repassar custos para o preço de seus produtos, suas vendas estão paradas. “Faz 10 dias que não vendo nada”, diz. Desanimada, ela pensa em desistir da plataforma e seguir com seu site próprio e em outros marketplaces.

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) do Paraná esclareceu à reportagem que os MEIs são dispensados de inscrição estadual no Paraná. “Eles conseguem emitir Nota Fiscal Avulsa eletrônica, pelo site da Receita Estadual (Receita/PR). Porém, alguns marketplaces disponibilizam plataformas integradas e automatizadas nas vendas realizadas em seu site, como é o caso do Mercado Livre”. O órgão explica que, nesse caso, como o próprio software do marketplace emite a nota fiscal para o vendedor, é necessário que o lojista virtual tenha inscrição no seu estado, o que, hoje, não é possível para os MEIs do Paraná. Por essa razão, a vendedora de Curitiba teve de passar a arcar com os custos de uma microempresa para usar a logística própria do marketplace.

Segundo o Mercado Livre, a imposição de uso de sua logística pelos vendedores que têm vendas recorrentes tem como objetivo garantir a emissão de notas fiscais dos produtos vendidos.

“Não temos barreiras para começar a vender na plataforma entregando pelos Correios. Quando o vendedor já é um profissional, já não é mais um vendedor eventual, ele precisa ter empresa aberta e emitir notas fiscais. Como a gente garante isso? Com ele usando a nossa logística”, afirma Ricardo Lagreca, diretor jurídico do Mercado Livre. “Quando percebemos que ele já é profissional, ele tem de ingressar na nossa logística”.

As queixas de alguns lojistas sobre esse tema foram parar na Justiça, e o Mercado Livre alega que a jurisprudência tem sido favorável à empresa. “O Mercado Livre tem o direito de exigir (a migração para sua logística própria), para garantir uma melhor experiência para o usuário e o recolhimento dos tributos. Acreditamos que estamos fazendo isso dentro do nosso direito”, afirma Lagreca. “O recolhimento de tributos é o grande motivo de resistência para alguns vendedores fazerem essa migração.”

Alcance

O executivo sustenta que a adesão à logística própria, como parte do processo de profissionalização, resulta em mais vendas. Segundo ele, o incremento médio foi de 176% no volume nas mudanças registradas nos últimos seis meses. “Ou seja, mais do que dobra a venda quando ele usa a nossa logística”, afirma.

No Brasil, a penetração da rede logística própria do Mercado Livre encerrou o primeiro trimestre deste ano com 90% do total das entregas, o que, segundo a companhia, permite que 1.800 cidades recebam encomendas em até dois dias.

A contratação desse serviço, porém, tem custos. Lagreca diz que esse valor é compensado pela qualidade das entregas e demais benefícios. De fato, a eficiência da logística é elogiada pelos comerciantes da plataforma, mas a precificação dela esbarra na política de frete grátis da companhia. De modo geral, os lojistas pagam R$ 5 por produto despachado, quando a compra é de até R$ 78. Depois disso, os vendedores são obrigados a bancar o frete grátis garantido ao cliente. Segundo o Mercado Livre, o valor pago pelo lojista é subsidiado pela plataforma.

O benefício de fazer parte desse circuito é conseguir entregar rapidamente, ter o selo de frete grátis e, assim, aparecer mais para o cliente. Os produtos, porém, ficam mais caros. “Um produto que eu poderia vender por R$ 10, eu tenho que vender por aproximadamente R$ 35”, diz uma vendedora de utilidades domésticas da capital paulista. “No meu site, vendo 0,5 metro de tecido por R$ 12,90. No Mercado Livre, vendo por R$ 21,90.”, diz a vendedora de Curitiba (PR).

Há quem questione também a independência de atuação na plataforma. “A política de frete grátis limita a liberdade de precificação do vendedor, principalmente de baixo ticket”, diz um vendedor de livros, instrumentos musicais e caixas de som de Taubaté (SP). Os lojistas ouvidos pediram para não se identificar, já que, mesmo com críticas, ainda contam com a plataforma para seus negócios.

Em fóruns de discussão de vendedores das plataformas as críticas também são comuns. As reclamações e questionamentos alcançam outros marketplaces além do Mercado Livre e vão desde a falta de clareza sobre a cobrança de frete até a utilidade ou não de comprar anúncios para movimentar as vendas.

Competição

O repasse dos custos extras ao preço final diminui a competitividade dos comerciantes menores, já que aqueles que têm capacidade financeira para fazer compras de estoques maiores e ganhar no volume de vendas conseguem praticar preços mais baixos. Além disso, os vendedores descrevem uma “competição desleal” com os produtos da loja própria do Mercado Livre. Eles alegam não conseguir praticar preços tão baixos quanto os oferecidos pela empresa em seu estoque.

O Mercado Livre afirma que “as modalidades de venda direta e de marcas próprias têm um sortimento restrito e foram criadas com o objetivo de suprir a demanda existente por sortimento e preço, preenchendo espaços que hoje estão vazios ou ocupados por e-commerces concorrentes”. A empresa diz ainda que os produtos são precificados de modo a garantir um cenário equilibrado e uma competição saudável dentro da plataforma.

“Outras varejistas conseguem comprar quantidades enormes de determinados produtos com descontos. Nosso vendedor menor não consegue ter essas negociações. A gente entra pontualmente nisso, para trazer clientes para a plataforma. O cliente que vem para cá e fica, compra de outros vendedores”, afirma Lagreca.

Para os vendedores, porém, o oferecimento de produtos mais baratos que os seus pela loja própria da plataforma, em um patamar de preço que eles não conseguem atingir, é visto como um limitador de suas vendas. Ainda mais quando uma parte da precificação envolve taxas de serviços da própria plataforma.