‘Duna’ vai emocionar fãs fervorosos e pode confundir outros, dizem críticos

Remake do épico de ficção científica recebeu elogios após estreia no Festival de Veneza
Lisa Richwine, Reuters

Denis Villeneuve
Timothée Chalamet e Rebecca Ferguson em cena de ‘Duna’, de Denis Villeneuve Foto: Chia Bella James/Warner Bros

O muito aguardado remake do épico de ficção científica Duna recebeu elogios da crítica na sexta-feira, 3, por seu espetáculo visual impressionante, embora algumas das resenhas iniciais tenham afirmado que apenas os fãs mais fervorosos vão gostar da narrativa.

Duna estreou no Festival de Cinema de Veneza na sexta-feira e chegará aos cinemas e ao serviço de streaming da HBO Max em 22 de outubro. O filme é adaptado do livro de Frank Herbert de 1965 sobre uma batalha intergalática para controlar um recurso precioso.

O livro foi transformado em um filme de 1984, dirigido por David Lynch. Os fãs esperavam que o novo filme de Denis Villeneuve capturasse mais o espírito do trabalho de Herbert.

Estrelado por Timothée Chalamet e Zendaya, o filme “ganha cinco estrelas pela construção do mundo e cerca de duas e meia pela narrativa”, disse o crítico de cinema da Variety Owen Gleiberman. “Não é apenas que a história perde a emoção. Ela perde qualquer sentido de estarmos emocionalmente envolvidos.”

Oitenta e cinco por cento das 27 avaliações coletadas no site do Rotten Tomatoes eram consideradas positivas na tarde de sexta-feira.

Alguns previram que o filme concorrerá ao Oscar de fotografia e outras categorias técnicas.

Robbie Collin, do The Daily Telegraph, chamou-o de “ficção científica em sua forma mais majestosa, perturbadora e envolvente” e Xan Brooks, do The Guardian, elogiou o filme como “cinema blockbuster no seu melhor, estonteante e deslumbrante”.

Leah Greenblatt, da Entertainment Weekly, deu ao filme uma nota “B”.

“Se você já está mergulhado na mitologia de Herbert, vai se emocionar com cada palavra sussurrada; se você entrar sem saber a diferença entre um escudo Holtzman e um buraco no chão, é uma caminhada mais longa”, disse Greenblatt.

David Rooney, do The Hollywood Reporter, também disse que os detalhes “misteriosos” podem encantar “os geeks de Herbert, mas farão com que quase todo mundo desista”.

“Isso não anula a afirmação frequente de que o livro não serve para virar um filme”, acrescentou. “Pelo menos não na primeira parte do que está sendo anunciado como uma saga de duas partes.”

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