‘Maya e os 3 Guerreiros’: Netflix divulga cena de batalha da nova animação

Animação terá 9 episódios e estreia em outubro na plataforma

Estreia no dia 22 de outubro na Netflix a animação Maya e os 3 Guerreiros. O serviço de streaming divulgou nesta terça-feira, 14, um vídeo e cards apresentando os Deuses da história. 

A aventura se passa em um mundo fantástico, controlado por quatro reinos. A guerreira Maya está prestes a completar 15 anos e celebrar sua coroação. Mas, tudo muda quando os deuses do submundo chegam e anunciam que a vida dela deve ser oferecida como sacrifício ao Deus da Guerra.

Se a princesa não se entregar, o mundo enfrentará a vingança das entidades. Então, ela embarca em uma jornada emocionante para cumprir uma antiga profecia que diz que a chegada de três grandes guerreiros vão ajudar a derrotar os deuses e salvar a humanidade. Confira, com exclusividade, um vídeo de uma batalha épica entre Maya e a Deusa das Tatuagens. 

Do criador Jorge R. Gutiérrez (El Tigre: As Aventuras de Manny Rivera, Festa no Céu), Maya e os 3 Guerreiros possui nove episódios e é inspirada em uma mistura das mitologias Asteca, Maia, Inca e a cultura Caribenha moderna. Confira o teaser:

Homem é preso ao tentar invadir casa de Ariana Grande com faca, diz TMZ

Segundo TMZ, cantora já entrou com pedido de ordem de restrição contra invasor

Ariana Grande 

Ariana Grande levou um susto na última semana quando um homem tentou entrar em uma de suas casas armado. Segundo o site TMZ, um jovem de 23 anos chamado Aaron Brown tentou entrar na mansão da cantora em Hollywood exigindo conhecê-la e puxou uma faca quando foi impedido pela equipe de segurança no local na última sexta-feira (10).

Ele foi levado pela polícia na ocasião e está sendo acusado pelo porte de arma que, na Califórnia, é proibido caso não seja uma arma de fogo.

Não foi divulgado se Ariana estava em casa no momento da tentativa de invasão, mas fontes afirmam que ela entrou com um pedido de ordem de restrição provisória – que já foi aprovada por um juiz – enquanto aguarda a data de uma audiência sobre o caso.

Versace at the Met Gala 2021

Inspired by iconic American fashion moments, Donatella Versace presented a selection of looks at the #MetGala2021 that encapsulates the brand’s dedication to craftsmanship, storytelling and creativity.

Inspirada por momentos icônicos da moda americana, Donatella Versace apresentou uma seleção de looks no # MetGala2021 que sintetiza a dedicação da marca ao artesanato, à narrativa e à criatividade.

Missão Inspiration4, da SpaceX, deve deixar concorrentes do turismo espacial comendo poeira

Lançamento está marcado para a noite desta quarta (15); tripulantes, todos civis, ficarão na órbita da Terra por três dias
Phillippe Watanabe

Dois homens e duas mulheres sorriem de pé em um gramado verde. Ao fundo, um foguete branco aparece.
Da esq. para a dir., Jared Isaacman, Hayley Arceneaux, Sian Proctor e Chris Sembroski, passageiros da Inspiration4, em foto de divulgação da série documental da Netflix sobre a missão – John Kraus/Netflix/Divulgação/AFP

Os primeiros civis a se aventurar sozinhos fora da Terra, sem a presença de astronautas profissionais, estão prestes a decolar em um foguete da empresa privada SpaceX, do bilionário Elon Musk. O voo está agendado para a noite desta quarta-feira (15).

A missão Inspiration4, a bordo da cápsula Crew Dragon, não deve ficar tão longe de casa, porém, permanecendo na órbita do nosso planeta por cerca de três dias.

O tempo não parece tão longo, mas já é muito maior do que os poucos minutos que as experiências recentes de turismo espacial proporcionaram aos viajantes.

Se você está achando que se trata de mais um voo privado de bilionários ao espaço, em parte, você está certo. Sim, é um voo privado e tem um novo bilionário que decolará em um foguete. Desta vez, é Jared Isaacman, 38, fundador da empresa de pagamentos Shift4 Payments.

Mas há um tanto a mais nessa missão, em relação aos voos privados recentes do empresário Richard Branson, dono da Virgin Galactic, e do CEO da Amazon, Jeffrey Bezos, dono da companhia espacial Blue Origin.

Primeiro, como já dito, a questão da tripulação: a primeira composta totalmente por civis —logicamente, nenhum deles terá a responsabilidade de pilotar a nave. O comando é automatizado, observado por engenheiros que ficam em terra firme.

Além de Isaacman, outras três pessoas foram escolhidas para integrar o voo. Daí, inclusive, vem o nome da missão, Inspiration4. A ideia é ter representados na nave valores como liderança, esperança, generosidade e prosperidade.

Uma mulher e três homem olhando para a cãmera; ao redor da cabeça de cada um deles está a extremidade de saída do foguete que os levará ao espaço
As quatro pessoas que compõem a primeira missão sem astronautas profissionais ao espaço; na foto, Hayley Arceneaux (esq.acima), Sian Proctor (dir. acima), Chris Sembroski (esq.abaixo) e Jared Isaacman (dir. abaixo) – John Kraus/Inspiration4/AFP

A ideia de liderança está a cargo de Isaacman, que inclusive tem experiência como piloto. É ele, com sua fortuna, que paga pelas vagas dos colegas de voo. O valor desembolsado não foi divulgado.

A esperança está associada a Hayley Arceneaux, 29, assistente médica do hospital infantil St. Jude, em Memphis, no Tennessee (EUA), que superou um câncer —sendo tratada nesse mesmo hospital— quando tinha 10 anos de idade.

Além disso, Arceneaux será a pessoa mais jovem a chegar ao espaço e a primeira a fazer isso com uma prótese (como consequência do tumor ósseo, uma parte dos ossos da perna esquerda dela tiveram que ser substituídos).

A generosidade está associada a Christopher Sembroski, 42. Ele fez uma doação para o hospital St. Jude (ao todo, a missão pretende levantar cerca de US$ 200 milhões para a instituição), em um concurso promovido por Isaacman para sortear um felizardo para entrar a bordo.

O engenheiro acabou não tendo sorte de cara. A vaga não veio para ele, mas, sim, para um amigo, que, pelo entusiasmo de Sembroski pelo assunto, resolveu redirecionar o prêmio.

Por fim, a prosperidade está associada a Sian Proctor, 51, geóloga e empreendedora que quase chegou a ser astronauta pela Nasa e agora realizará o sonho de ir ao espaço. Assim, ela se tornará a quarta mulher negra a alcançar o feito.

Dois homens e duas mulheres posam de pé em um fundo cinzento vestindo trajes de astronauta, com capacetes com visor por onde podemos ver seus rostos
Da esq. para dir. Chris Sembroski, Sian Proctor, Jared Isaacman e Hayley Arceneaux, tripulantes da missão Inspiration4 – Inspiration4/John Kraus/Divulgação/Reuters

Proctor conseguiu seu lugar na nave ganhando um concurso da empresa de Isaacman, no qual os participantes tinham que usar o software da Shift4 Payments para montar uma loja online e tuitar vídeos sobre seus sonhos relacionados a empreendedorismo e espaço.

“Esse primeiro voo é muito simbólico. Inaugura o turismo espacial em órbita, que até agora não tinha sido feito de forma privada”, diz Lucas Fonseca, empreendedor espacial.

Mas, para além da tripulação 100% civil, a missão Inspiration4 deve fazer história também por questões técnicas.

Os voos feitos até o momento por outros bilionários duraram pouquíssimo tempo. “Você sobe, sobe, sobe, passa a linha que limita o espaço e desce”, resume Cássio Barbosa, astrofísico do Centro Universitário FEI. “É um míssil que sobe, acaba o combustível e ele desce”, brinca.

Isso porque as missões comerciais anteriores, realizadas em julho pela Virgin Galactic, empresa de Branson, e pela Blue Origin, de Bezos, foram voos suborbitais. Nesse tipo a velocidade não costuma exceder os 4.000 km/h.

“Não tem graça falar de espaço em um voo suborbital que dura minutinhos, que é só para enxergar a curvatura da Terra e ver o espaço escuro”, diz Barbosa. “Vai experimentar a gravidade zero, mas qualquer em montanha-russa de respeito você consegue ter o mesmo friozinho na barriga.”

Já para um voo orbital, como é o caso da atual missão da SpaceX, uma cápsula precisa chegar a velocidades maiores do que 27.000 km/h. Há, com isso, uma diferença no tamanho do foguete necessário, nos riscos e na complexidade da tarefa.

A tripulação dará uma volta completa no globo terrestre a cada 90 minutos, em uma velocidade de cerca de 22 vezes a do som. A órbita ao redor da Terra será mais distante do que a da Estação Espacial Internacional e do telescópio Hubble.

Segundo o especialista da FEI, a Inspiration4 é diferente de tudo o que se viu até o momento na área de turismo espacial. “É um voo realmente espacial, no sentido que a gente está acostumado.”

A cápsula Crew Dragon, que levará os três sortudos e o bilionário para o espaço, foi originalmente desenvolvida para fornecer serviços de transporte de tripulação à Nasa.

Com ela, desde o ano passado, já foram feitas três missões com tripulação até a Estação Espacial Internacional. A cápsula estará a bordo de um foguete reutilizável Falcon 9.

Se Branson e Bezos foram os primeiros no turismo espacial, Musk parece, pelo menos em parte, ter ultrapassado os outros bilionários.

“Dentre essas empresas que se propõem a fazer turismo espacial, é de longe o voo mais notável”, diz Fonseca, que relembra que o turismo no espaço teve início no começo dos anos 2000, quando uma nave russa levou um homem para visitar a Estação Espacial Internacional —mais uma vez, ao custo de milhões de dólares.

Foguete branco está pousado de pé em um pátio, ao ar livre
Foguete Falcon 9, da SpaceX, que levará a cápsula com os passageiros da missão Inspiration4 – Patrick T. Fallon/AFP

Somente “em parte”, por uma questão prática. Considerando que voos suborbitais já são para poucas pessoas na Terra, pelo volume de dinheiro movimentado, missões orbitais, como a da SpaceX, devem ter menos candidatos ainda no planeta, prevê Barbosa.

“Envolve uma mobilização de infraestrutura muito grande, o que leva os custos a um patamar muito superior”, diz o pesquisador.

“Ainda falta uma fila de pagantes, pagando do próprio bolso, para ir”, diz Fonseca.

Barbosa afirma que, após os voos turísticos suborbitais e orbitais, o próximo passo, um grande passo para a iniciativa privada na próxima década, pode ser a instalação de hotéis na órbita da Terra.

“Seria uma futura utilização da Estação Espacial”, explica. “Ficaria a cargo da iniciativa privada fazer uma pousada para ficar alguns dias.”

Margaret Qualley Took Her Gala Inspiration From Chanel | Met Gala 2021 With Emma Chamberlain | Vogue

Margaret Qualley talks to Emma Chamberlain about her stunning Chanel look for the Met Gala red carpet and how grateful she is to dress for an occasion once again.

Margaret Qualley fala com Emma Chamberlain sobre seu deslumbrante visual Chanel para o tapete vermelho do Met Gala e como ela está grata por se vestir para uma ocasião mais uma vez.

Confira todos os vídeos do evento ‘California Streaming’, da Apple

Durante o seu evento especial “California Streaming”, a Apple anunciou diversas novidades, incluindo os iPhone 13 e 13 mini, os iPhones 13 Pro e 13 Pro Max, o Apple Watch Series 7, o iPad mini de sexta geração e o iPad de nona geração.

A Apple, como de costume, divulgou uma série de vídeos durante a keynote. Confira abaixo:

Introduzindo o iPhone 13 Pro

A maior atualização do sistema de câmera Pro, com desempenho avançado em baixa luminosidade, macro fotografia, modo cinematográfico e muito mais. Tela Super Retina XDR com ProMotion. A15 Bionic, o chip de smartphone mais rápido do mundo. Durabilidade excepcional do Ceramic Shield. Um grande salto na vida da bateria. Este é o iPhone 13 Pro.

Introduzindo o iPhone 13

HERÓI DE TODOS OS DIAS, um filme real e falso sobre um herói e seu confiável iPhone 13. Observe como eles enfrentam todos os desafios que aparecem. Apresentando resistência à água. Ceramic Shield, que é mais resistente do que qualquer vidro de smartphone. Novo modo Cinematográfico, que adiciona profundidade de campo rasa aos seus vídeos e muda o foco automaticamente. 5G superrápido. O chip A15 Bionic. Maior vida útil da bateria. E modo Noite melhorado.

Apresentando o novo iPad mini

Mega poder. Mini tamanho. O novo iPad mini, com o poderoso chip A15 Bionic, cabe na palma da sua mão. Ele tem um design com tela de ponta a ponta, com uma impressionante tela de Retina Líquida de 8,3″. 5G superrápido. Nova câmera frontal ultra-angular com Palco Central. USB-C. iPadOS. E funciona com Apple Pencil (de segunda geração). Disponível em quatro cores lindas.

Introduzindo o Apple Watch Series 7

Quão rápido foi esse saque? Qual é o meu nível de oxigênio no sangue? Posso obter ajuda para meditar? O novo Apple Watch Series 7 tem respostas — em nosso maior e mais avançado display. O futuro da saúde está no seu pulso.

Apple Fitness + | Bem-vindo ao clube

Bem-vindo ao primeiro serviço fitness desenvolvido para o Apple Watch. Um que o mantém motivado com métricas de condicionamento físico na tela. Onde os melhores treinadores do mundo o guiam através de meditações e 11 tipos de exercícios — de HIIT a Pilates. Com novos treinos adicionados a cada semana. A qualquer momento. Em qualquer lugar. Qualquer pessoa.

Whodunnit | Modo Cinematográfico | iPhone 13

O modo Cinematográfico no iPhone 13 adiciona efeito de profundidade de campo e muda o foco automaticamente. Adicione mais drama.

Tela maior. Durabilidade épica. | Apple Watch Series 7

Este é o novo Apple Watch Series 7, com nosso maior e mais avançado display. Também é mais resistente a rachaduras e poeira — o que o torna o Apple Watch mais durável já construído. Tem um carregamento até 33% mais rápido. Cinco cores totalmente novas. Um novo teclado completo com QuickPath. Novos mostradores de relógio. E inovações revolucionárias em saúde.

iPhone 13 Pro — Hollywood no seu bolso

iPhone 13 Pro. A maior atualização de câmera para o iPhone de todos os tempos. Apresentando um modo Cinematográfico totalmente novo que permite mudar o foco do primeiro plano para o fundo, zoom ótico de 3x, desempenho avançado em pouca luz, vídeo macro, estabilização avançada e gravação em ProRes. É Hollywood no seu bolso. Dirigido pela vencedora de dois Oscars Kathryn Bigelow.

No set com o iPhone 13 Pro com a 2x Vencedora do Oscar Kathryn Bigelow

Nos bastidores com o iPhone 13 Pro, com a duas vezes diretora vencedora do Oscar Kathryn Bigelow e o diretor de fotografia indicado ao Oscar Greig Fraser. Veja como eles criam filmes impressionantes em alguns dos gêneros mais icônicos do cinema com a maior atualização de câmera para o iPhone de todos os tempos, com modo Cinematográfico, incrível desempenho em pouca luz, estabilização avançada, zoom ótico 3x, vídeo macro e ProRes.

Met Gala 2021: time Vogue elege seus looks preferidos

Do looks das irmãs Kendall Jenner e Kim Kardashian, passando pelo de Kaia Gerber inspirado num vestido usado por Bianca Jagger em 1981, ao Balenciaga de Rihanna, nossa equipe conta qual foram as produções do Met Gala 2021 que mais amaram

Rihanna de Balenciaga (Foto: Getty Images)

Tendo como tema da exposição deste ano “In America: A Lexicon of Fashion”, o Baile do Met foi estrategicamente planejado para celebrar a moda americana neste momento de renascimento pós-pandemia – seja pelo tema ou por sua data, que encerrou a NYFW.

Segundo a Vogue América, host do evento, “os convidados não precisavam necessariamente usar uma peça de uma marca local. Mas seus looks tinham que refletir o espírito aventureiro e tempestuoso da vestimenta americana”. Mas fez falta, ao lado de tantas grifes europeias, não vermos alguns dos grandes estilistas do país representados no tapete vermelho, caso de Marc Jacobs. Ponto para quem aproveitou o momento para promover o trabalho de novos designers, que também integram a exposição e puderam comparecer ao baile: cada mesa, independentemente do patrocinador, hospedava pelo menos um designer emergente. Alguns dos nomes para se ficar de olho: Christopher John Rogers (vestido por Eva Chen e Jordan Alexander), Conner Ives (Natalia Bryant), Bode (Lorde), Area (Precious Lee e Simone Biles) e Harris Reed (Iman). “O look representava um raio de sol, após toda a escuridão que sentimos”, contou Iman.

Dentro do léxico da moda americana, os convidados exploraram do jeans ao western, passando por um minimalismo sexy e pelo glamour de Hollywood. Teve também quem olhou para ícones do próprio Estados Unidos, caso de Amanda Gorman e Lorde se inspirando na Estátua da Liberdade.

Depois de atingir o auge dos excessos em sua última edição, em 2019, que teve como tema “Camp”, foi interessante observar os convidados que agora seguiram na direção contrária. Duas das celebridades mais esperadas da noite, Rihanna e Kim Kardashian vestiram looks sombrios da Balenciaga.

Com lista de convidados reduzida por conta da pandemia, além de deixar de fora não-vacinados e estilistas e celebridades internacionais que não conseguiram viajar aos Estados Unidos, o baile surgiu com “casting” mais fresco, a começar pelo time de co-anfitriões: Naomi Osaka, a campeã de tênis de 23 anos e ativista da saúde mental, a poetisa Amanda Gorman, a cantora Billie Eilish (mais jovem anfitriã da história, aos 19 anos) e Timothée Chalamet.

Abaixo, o time Vogue elege seus looks favoritos da noite:

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: Iman attends The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by Mike Coppola/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Iman usa look assinado por Harris Reed, com apoio da Dolce & Gabbana  (Foto: Getty Images)

Paula Merlo, diretora de conteúdo: Iman
“Com um macacão dourado e saia com headpiece nada básicos, a supermodelo Iman mostrou como se faz um tapete vermelho do Met Gala. As ‘alegorias’ construídas por Harris Reed, com apoio da Dolce & Gabbana, foram inspiradas pelo golden age americano e têm um quê carnavalesco, construído para chamar atenção e brilhar. Exatamente o que todos os convidados para este gala querem — e que nós desejamos ver de casa. Só sinceramente espero que o look-espetáculo tenha contado com plumas fake…”

Kaia Gerber (Foto: Getty Images)
Kaia Gerber de Oscar de la Renta (Foto: Getty Images)

Vívian Sotocórno, editora de moda sênior: Kaia Gerber
“Eu amo os looks exuberantes de quem se aproveita do Baile do Met para se divertir com a moda, mas desta vez fiquei encantada com a simplicidade perfeitamente no tom de Kaia Gerber. Assinado pela Oscar de La Renta, foi inspirado em um look Halston usado por Bianca Jagger no evento de 1981 – e representa esse lado mais glamuroso da moda americana e uma geração de estilistas como Halston, Carolina Herrera, Oscar de la Renata e Geoffrey Beene. Fora o cabelo, maquiagem e inclusive postura, impecáveis.”

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: (EXCLUSIVE COVERAGE) Kendall Jenner and Kim Kardashian West attend the The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by Jamie  (Foto: Getty Images for The Met Museum/)
Kendall Jenner de Guvenchy e Kim Kardashian com macacão assinado por Demna Gvasalia e Kanye West (Foto: Getty Images)

Renata Garcia, editora digital: Kendall Jenner e Kim Kardashian
“Muito além dos memes, a imagem do encontro das irmãs Kendall Jenner e Kim Kardashian no tapete vermelho resumiu o Met Gala 2021. É sobre a dualidade dos tempos que vivemos, sobre a polarização política (nos EUA e também no Brasil). De um lado, Kim (que se comprometeu a manter sua identidade em segredo vestindo um macacão de Demna Gvasalia e Kanye West, que a cobria da cabeça aos pés); do outro, Kendall, de vestido transparente Givenchy, por Matthew Williams, personalizado em uma homenagem a Audrey Hepburn em My Fair Lady. Daqueles fashion moments politizados difíceis de esquecer”

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: Precious Lee attends The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by Dimitrios Kambouris/Getty Images for The Met Museum/Vogu (Foto: Getty Images for The Met Museum/)
Precious Lee de Area (Foto: Getty Images for The Met Museum/)

Lais Franklin, editora-assistente digital: Precious Lee
“Adorei ver Precious Lee de Area. Além de ter o efeito ‘uau’ de pedrarias (uma das tendências da noite), ela foi uma das poucas celebridades que de fato se ateve ao tema do Baile do Met ao celebrar uma etiqueta estadunidense.”

Lil Nas X (Foto: Getty Images)
Lil Nas X de Atelier Versace (Foto: Getty Images)

Ygor Damasceno, social media: Lil Nas X
“O Lil Nas X é a melhor novidade pop do momento e sabe como se expressar visualmente, principalmente quando o assunto é um bom (e surpreendente) look. Adorei a revelação à la Lady Gaga no MET de 2019 que ele levou para o tapete vermelho neste ano, super excêntrica e teatral. Infelizmente criar momentos exuberantes desse tipo utilizando a moda como ferramenta é algo muito incomum para os homens que participam do baile, o que torna o momento ainda mais especial. É um homem negro e gay que não tem medo de chamar atenção para si e sabe exatamente como fazer isso (muito bem!). Viva Lil Nas X!”

ASAP Rocky (Foto: Getty Images)
ASAP Rocky usa capa ERL (Foto: Getty Images)

Nô Mello, editor de cultura e lifestyle: ASAP Rocky
“Um look inesperado, divertido, e ao mesmo tempo um ótimo comentário sobre o que é hoje em dia um red carpet.”

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: Rihanna attends The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by Theo Wargo/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Rihanna de Balenciaga (Foto: Getty Images)
NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: Lorde attends The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by Jeff Kravitz/FilmMagic) (Foto: FilmMagic)
Lorde de Bode (Foto: FilmMagic)

Bárbara Öberg, editora de beleza e wellness: Rihanna e Lorde
“Como a temática abria espaço para trazer novos nomes da moda norte-americana para um dos red carpets mais celebrados do mundo, achei muito bacana e importante quem seguiu nessa linha. Caso da Lorde, que apostou em um conjunto cheio de aplicações da nova-iorquina Bode, tirando o adereço de cabeça desnecessário, é um look chique na medida. Mas se eu fosse escolher fora do tema, eu tenho duas palavras para você: Rihanna + Balenciaga!”https://910f31b4604516b57fc01740baf76b51.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Troye Sivan (Foto: Getty Images)
Troye Sivan de Altu (Foto: Getty Images)

Alice Coy, produtora de conteúdo de moda: Troye Sivan
“Queria ter visto mais ícones da moda americana no tapete vermelho ontem. Senti falta de nomes como Marc Jacobs, Donna Karan, Calvin Klein, Norma Kamali, Betsey Johnson e Anna Sui, mas, adorei a escolha do cantor australiano Troye Sivan: um vestido preto cavado da Altu, nova linha de peças agênero de Joseph Altuzarra, combinado com um colar de diamantes e botas Rick Owens.”

Billie Eilish (Foto: Getty Images)
Billie Eilish de Oscar de la Renta (Foto: Getty Images)

Paula Mello, produtora de conteúdo de moda: Billie Eilish
“A bordo do look Oscar de la Renta, Billie Eilish personificou perfeitamente o glamour antigo de estrelas de Hollywood como Marilyn Monroe. Mas, além de estar deslumbrante, ao usar a peça a cantora de 19 anos (a anfitriã mais jovem da história do Met Gala) marcou um momento importante para a grife sob direção criativa de Fernando Garcia e Laura Kim. Vegana e ativista de direitos dos animais, Billie propôs que eles parassem de usar pele em suas criações como condição para vestir a etiqueta.”

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: David Byrne attends The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by John Shearer/WireImage) (Foto: WireImage)
David Byrne de 3.1 Phillip Lim (Foto: WireImage)

Sam Tavares, stylist: David Byrne
“Respeitando o tema e o dress code do evento, sem dúvida, o cantor David Byrne ganhou o troféu cool da noite. Combinando tuxedo jeans a tênis brancos, mostrou que o material casual e um dos bastiões da moda norte-americana transita muito bem em todos os ambientes.”

NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 13: Zoë Kravitz attends The 2021 Met Gala Celebrating In America: A Lexicon Of Fashion at Metropolitan Museum of Art on September 13, 2021 in New York City. (Photo by Theo Wargo/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Zoë Kravitz de Saint Laurent (Foto: Getty Images)

Caroline Sena, produtora de conteúdo de beleza e wellness: Zoë Kravitz
“A escolha da Zoë para o tapete vermelho foi sem dúvida um dos que me chamaram atenção. Eu amo looks ousados e irreverentes, e o modelo Saint Laurent vestiu ela lindamente!”

Angel Schlesser | Fall Winter 2021/2022 | Full Show

Angel Schlesser | Fall Winter 2021/2022 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Mercedes-Benz Fashion Week Madrid/IFEMA)

Cody Page – All The Blood In My Heart/Do It Again/Fever Dream

Representatividade: grupo formado por cinco médicas negras inaugura clínica no Rio

Com especialidades diferentes umas das outras, profissionais oferecem consultas personalizadas com foco na história do paciente
Eduardo Vanini

Grupo Ifé Medicina abriu as portas em julho deste ano Foto: Julia Aldenucci

Enquanto o mundo inteiro debatia os avanços da telemedicina, acelerados pelas recomendações de distanciamento social trazidas pela pandemia, cinco médicas que vivem no Rio decidiram se reunir em torno de uma ideia: abrir a própria clínica. Desde as primeiras conversas, porém, elas deixaram claro que não seria só mais um endereço em que o foco estivesse na quantidade de consultas diárias. A vontade de oferecer um atendimento mais aprofundado e personalizado era um dos principais elos entre a cirurgiã plástica Abdulay Eziquiel, a cardiologista Aline Tito, a ginecologista e mastologista Cecília Pereira, a dermatologista Julia Rocha e a oftalmologista Liana Tito.

Foi exatamente dentro dessa premissa que o Grupo Ifé Medicina abriu as portas na Rua Marquês de Abrantes 170, no Flamengo, em julho deste ano. “Oferecemos consultas com tempo, sem correria, por meio do diálogo e de uma relação sólida com o paciente”, descreve Liana. O propósito, diga-se de passagem, está no próprio nome do lugar. “Queríamos algo curtinho e que remetesse à nossa ancestralidade”, conta Cecília, sobre uma preocupação ligada ao fato de as cinco sócias serem negras. A partir dessa ideia, o grupo começou, então, a buscar expressões no Google até se deparar com a palavra ifé, que significa amor em iorubá. “Foi paixão à primeira vista. Pensamos em como seria legal ter um nome que provocasse algum questionamento e, quando sua tradução fosse revelada, as pessoas pensassem: ‘Nossa! Que lindo’”.

Cecília ajudou a encontrar o nome da clínica Foto: Tick Oliveira
Cecília ajudou a encontrar o nome da clínica Foto: Tick Oliveira

O embrião do projeto está num convite feito por Liana a Aline. A oftalmologista, de 39 anos, é irmã da cardiologista, de 44, e propôs que as duas montassem um consultório em conjunto. A ideia soou atraente porque ambas fazem atendimentos em outros lugares, e uma sala individual ficaria ociosa durante boa parte da semana. “Topei na hora e, 15 dias depois, ela me perguntou se aceitaria dividir o espaço com outras médicas”, conta Aline. “Começamos, então, a procurar por profissionais que tivessem a mesma ideia de empatia.”

Além do interesse pela consulta personalizada, as cinco sócias estão conectadas por currículos robustos. A dermatologista Julia, por exemplo, se especializou no Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay, um dos mais prestigiados do Brasil, além de ter feito um fellowship (tipo de estágio avançado em que o médico participa da rotina de um hospital) no Mount Sinai, em Nova York. “Foi desafiador acreditar que o nosso propósito era suficiente para empreendermos e abrirmos um negócio bem no meio da pandemia. Mas o fato de reunirmos boas formações técnicas nos deixou ainda mais seguras”, diz a médica, de 35 anos.PUBLICIDADEhttps://eca7dd9d1ba4dd96d4a1063d6d5af7d9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

A presença nas redes é importante para Julia Foto: Jasmin Sanchez
A presença nas redes é importante para Julia Foto: Jasmin Sanchez

Abdulay, que também fez um fellowship nos Estados Unidos, na Universidade da Califórnia, concorda com a amiga e compara o grupo a uma trança em que cada uma complementa o trabalho da outra. Afinal, as especialidades não se repetem. “Pensamos numa configuração em que pudéssemos oferecer um atendimento global aos pacientes. Se uma mulher chegar até nós com uma dor no peito, por exemplo, temos condições de avaliar se é no coração ou na mama”, explica a cirurgiã plástica, também de 35 anos.

As sócias reiteram em suas falas a preocupação de que a clínica seja compreendida como um espaço aberto a todo tipo de pessoa. “Não queremos provocar uma ideia de que o Ifé é um local para atendimento restrito à população negra”, adverte Aline. “Precisamos, na verdade, normalizar a presença das mulheres negras na medicina”. A união entre as cinco, portanto, soa como um caminho natural para a cardiologista. Do mesmo jeito, a ginecologista Cecília, de 33 anos, reconhece que a inauguração de uma clínica como a delas não deixa de ser um posicionamento político. Afinal, as situações de racismo ainda são recorrentes na área da saúde. “Quando chegamos a um centro cirúrgico, as roupas usadas por um médico, um enfermeiro e um técnico são diferentes umas das outras. Mesmo assim, sem nos perguntarem qual a nossa função, nunca nos entregam a roupa de médico.”

Aline deseja que a clínica atenda a um público diverso Foto: Tick Oliveira
Aline deseja que a clínica atenda a um público diverso Foto: Tick Oliveira

Se a ideia é construir juntamente com a clínica uma nova narrativa, Liana nota que os efeitos já começaram a aparecer. Segundo ela, desde a inauguração, a sala de espera tem abrigado pacientes de diferentes profissões, religiões e tonalidades de pele. “É engraçado que, antes de começarmos as consultas, as pessoas já começam a falar sobre a vida. Isso indica que elas realmente percebem que estão num lugar diferente e se sentem à vontade para se abrirem conosco”, observa.

Durante as pesquisas para a definição do projeto, as médicas perceberam haver poucos empreendimentos com perfil semelhante no Brasil. Mesmo assim, elas têm se surpreendido com o sucesso imediato alcançado pelo negócio (a clínica não aceita planos de saúde e as consultas custam a partir de R$ 200). “Em pouco mais de um mês, precisei ampliar a minha frequência na clínica de uma para três vezes por semana”, relata Abdulay, que também tem um consultório no Leblon. “Acho que havia uma demanda reprimida por um espaço como o nosso.”

A empatia pelos pacientes é um elo entre Liana e as sócias Foto: Lu Veras
A empatia pelos pacientes é um elo entre Liana e as sócias Foto: Lu Veras

Parte dessa popularidade, elas dizem, tem como origem o bom e velho boca a boca, mas também a presença estratégica do grupo nas redes sociais. Além da página no Instagram (@grupoifemedicina), todas elas têm perfis profissionais abastecidos com conteúdos informativos sobre as respectivas áreas. Juntas, somam 42 mil seguidores. “A rede social move o mundo. A grande maioria das pessoas que chega até aqui diz: ‘Vi você no Instagram’”, diverte-se Julia.

Abdulay ressalta a pluralidade entre as colegas Foto: Debora Schmitt
Abdulay ressalta a pluralidade entre as colegas Foto: Debora Schmitt

A representatividade é tônica no perfil do empreendimento na rede social, com postagens que vão das dicas de saúde à literatura de autoras negras, mas também da clínica propriamente dita. Além das cinco sócias, a maioria das funcionárias são pessoas negras. Falar sobre isso faz Liana tecer uma reflexão especial sobre o público infantil que, no local, é atendido por ela e Abdulay.“Não tenho dúvida de que o Ifé mostra um novo papel da mulher negra para a sociedade, que passa a entendê-la em sua pluralidade, podendo ser médica, empreendedora e dona de clínica. E é na infância que começamos a construir essas imagens. Quado eu era pequena, sentia muita falta de exemplos como este.”