Quem é a suicidologista Karina Fukumitsu, que atende escolas e famílias

Após experiências familiares, psicóloga trabalha na prevenção e posvenção de suicídios
Laura Mattos

A psicóloga Karina Okajima Fukumitsu é referência em prevenção ao suicídio no Brasil. Professora e escritora, ela também desenvolveu métodos para serem aplicados em escolas e empresas.
A psicóloga Karina Okajima Fukumitsu é referência em prevenção ao suicídio no Brasil. Professora e escritora, ela também desenvolveu métodos Zanone Fraissat/Folhapress

[RESUMO] Após lidar com inúmeras tentativas de sua mãe de se matar, doenças e mortes trágicas na família, a psicóloga Karina Okajima Fukumitsu venceu seus traumas e tornou-se uma das principais referências da prevenção ao suicídio no país. Neste Setembro Amarelo, mês dedicado ao debate do tema, participou de em média três eventos por dia para ajudar pessoas que tentam se suicidar e seus familiares.

*

“Ah, dona Yooko, de novo por aqui?! Vamos ver se, da próxima vez, a senhora faz as coisas de um jeito eficaz para morrer e a gente não perder tempo, hein!”

Karina Okajima Fukumitsu tinha 10 anos quando ouviu um enfermeiro falar assim com sua mãe, que havia tentado se matar. Não era a primeira vez que ela e a irmã, Cristina, dois anos mais velha, tinham de lidar com a tentativa de suicídio da mãe e com o tratamento desumano em hospitais. E não seria a última.

Naquele momento, contudo, prometeu a si própria: um dia ajudaria pessoas que tentam se matar e seus familiares. Hoje, aos 50, é uma das maiores referências no Brasil em suicidologia, termo que ela trabalhou para cunhar no país, rompendo tabus inclusive na área da saúde mental.

Foi nos Estados Unidos, quando estudou luto no mestrado, entre 2000 e 2001, que Karina teve contato com a “suicidology”, campo que estuda processos de suicídio. Além da prevenção, trata da posvenção. Tradução brasileira para “postvention”, a palavra é nova e se refere ao acolhimento a pessoas próximas a alguém que se mata.

O conceito foi elaborado pelo psicólogo norte-americano Edwin S. Shneidman (1918-2009), que começou a estudar o suicídio no fim dos anos 1940, quando atendeu veteranos de guerra, e fundou a Associação Americana de Suicidologia em 1968.

Como Shneidman, Karina se apresenta como suicidologista. É psicóloga e fez doutorado e pós-doutorado na USP com pesquisas sobre luto e suicídio. Publicou sete livros sobre esses temas, implementou e coordena grupos de estudos e cursos de pós-graduação sobre morte e suicidologia na Universidade Municipal de São Caetano do Sul e na Universidade Cruzeiro do Sul. Apresenta o podcast “Se Tem Vida Tem Jeito” e atende empresas, escolas e famílias que passam pelo luto, normalmente ligado ao suicídio.

Desde o início da pandemia, período em que a morte, o luto e a saúde mental não saem das manchetes, Karina não para. Às terças e quartas-feiras, atende em seu consultório, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo), das 8h às 22h, ininterruptamente, os seus pacientes, muitos dos quais já pensaram em suicídio, tentaram se matar ou perderam pessoas queridas dessa forma.

Os outros dias da semana são para palestras, rodas de conversa, consultorias e para grupos de estudo e de acolhimento a enlutados. Aos sábados e domingos, dedica-se às atividades dos cursos de pós-graduação.

Neste Setembro Amarelo, da campanha de prevenção ao suicídio, tem participado de uma média de três eventos por dia e concedido entrevistas a rádios, jornais, TVs, blogs, podcasts e documentários. Dá risada ao contar que, muitas vezes, é identificada em reportagens e eventos como “especialista em suicídio”.

Sempre bem-humorada, comenta que “esse é um tema que passa inevitavelmente pelo bizarro”, como quando alguém chega a uma sala de aula perguntando “É aqui o curso de suicídio da Karina?”. “Prevenção ao suicídio, pelo amor de Deus!”, responde.

Ela se tornou “especialista em prevenção ao suicídio” a partir de sua experiência pessoal dramática. Entre os 10 e os 12 anos, perdeu a conta das vezes em que, ao lado da irmã, teve de socorrer a mãe. Só havia as duas em casa para isso desde a separação dos pais. Ela tem dúvidas entre 13 e 15 tentativas de suicídio, mas acha que “foi muito mais que isso”.

Yooko Okajima, filha de imigrantes japoneses nascida em Dracena, interior de São Paulo, mudou-se para a capital na adolescência e se tornou professora de música.

Seu processo de “morrência” —como Karina define os comportamentos autodestrutivos que podem culminar no suicídio—, começou quando o irmão caçula, com pouco mais de 20 anos, morreu no famoso incêndio do edifício Joelma, que retirou a vida de 187 pessoas, muitas das quais despencaram em chamas dos andares mais altos.

Era 1974, Karina tinha pouco menos de três anos e esse foi o início de uma série de tragédias familiares. Sua mãe entrou em depressão, passou a fazer uso descontrolado de álcool e a não sair do quarto escuro, até que o casamento terminou.

Karina sorri, mas fica com os olhos marejados ao contar que ela e a irmã, para socorrer a mãe, desenvolveram um “método MacGyver”, em referência ao protagonista do seriado “Profissão Perigo”, dos anos 1980, que usava objetos simples, como canivete suíço e fósforos, para, de forma mirabolante, desativar bombas e enfrentar bandidos.

Quando as crianças percebiam que o quarto da mãe estava trancado, e ela não respondia aos chamados, passavam um pedaço de papel por baixo da porta e, com uma faca, empurravam a chave até cair sobre a folha, para ser puxada para o outro lado e abrir a fechadura.

Deparavam-se com cenas desesperadoras das diferentes formas como dona Yooko tentava se matar. Karina as relata em alguns de seus livros, mas é algo que evita comentar publicamente, seguindo, inclusive, orientação da Organização Mundial da Saúde para que não se divulguem métodos.

Ela e a irmã chamavam uma ambulância e seguiam com a mãe para o hospital sem saber se ela iria sobreviver e com a certeza do julgamento que enfrentariam. Eram inúmeras as frases cruéis além da clássica “A senhora de novo por aqui?!”, entre elas uma que Karina lembra com lágrimas nos olhos: “Já que insiste em tentar o suicídio, vou usar uma agulha bem grossa para ver se a senhora sente dor o suficiente para valorizar a vida”.

Karina, com 12 anos, decidiu imitar a mãe em um de seus métodos mais frequentes de tentativa de suicídio. Os papéis se inverteram, a menina foi socorrida por dona Yooko, e, assim que estava fora de perigo, apanhou.

Pior do que isso, para Karina, foi que, no jantar, nada foi dito, e ela percebeu que o silêncio não é um bom caminho. Ele só foi rompido porque a menina, boa aluna, ficou de recuperação em matemática, e a professora, uma freira, lhe perguntou se estava com problemas.

Karina lhe contou e recebeu dela uma carta, que tem até hoje, com uma sugestão: “Quando estiver triste, coloque os problemas nas mãos, feche-as e diga: ‘Vocês não vão me vencer’”. Funcionou, diz, antes de mais nada porque pela primeira vez se sentiu olhada.

A psicóloga não costuma mencionar sua tentativa de suicídio, além das outras duas vezes em que pensou em se matar. Certa vez falou disso em uma entrevista e passou a receber mensagens agressivas nas redes sociais, como a seguinte: “Se você tentou se matar e não conseguiu, não serve para ser suicidologista”.

Tem hoje clareza de que precisa se distanciar de pessoas e situações tóxicas, como as agressões anônimas da internet. Na introdução de seu livro autobiográfico, “A Vida Não É do Jeito que a Gente Quer”, faz um pedido ao leitor: só quer comentários generosos. Todo mundo tem o direito de pensar o que quiser, diz. “Apenas quero ser poupada de palpites e comentários destrutivos a meu respeito.” Estenda-se o apelo aos leitores deste texto.

Esse é o livro em que mais fala de suas perdas, ainda que nos outros passe também por elas, todas profundamente imbricadas à sua carreira. Quando decidiu fazer psicologia, conta, “não queria compreender as almas super-resolvidas”. “Eu não era super-resolvida, minha mãe não era, minha família não era. Queria compreender almas desorganizadas e desajustadas como as nossas.”

As almas se desajustaram ainda mais quando o filho de sua irmã, de 3 anos, morreu afogado na chácara da família, em um feriado de Ano Novo. Dona Yooko retomou as tentativas de suicídio, e Karina questionou a justiça divina.

Leu um dos livros que mais a ajudaram, “Quando Coisas Ruins Acontecem Às Pessoas Boas”, escrito pelo rabino norte-americano Harold S. Kushner quando ele soube que o filho de 3 anos tinha uma doença raríssima, a progéria, de envelhecimento precoce, em que as crianças ficam como pessoas velhas, inclusive carecas e enrugadas, e sobrevivem só até o início da adolescência.

Teólogo, o autor questionou a onipotência de Deus. Defendeu que, para que se continue a crer em Deus diante de uma dor avassaladora, é preciso aceitar que há uma aleatoriedade que Ele não controla, mas é Quem dá forças para que as pessoas se reergam.

Esse seria, anos mais tarde, um dos alicerces da abordagem de Karina para o luto e o suicídio, que ela também respalda no existencialismo de Sartre, com a ideia de que a condição humana caracteriza-se pela liberdade de escolha de não sermos aquilo que é feito de nós, mas o que escolhemos fazer daquilo que é feito de nós.

Na faculdade de psicologia, no entanto, Karina tentou fugir do tema do luto. Ela e sua melhor amiga começaram a participar de pesquisas de comportamento com ratos albinos. Justamente essa amiga, a pessoa que mais a ajudava a enfrentar a perda do sobrinho, morreu em um acidente de carro, a caminho da faculdade. Não havia mais como fugir da necessidade de entrar em contato com a dor e tentar compreender o luto.

Eram os anos 1990, pouco se falava do assunto no Brasil, e os cursos estavam mais restritos à psicologia hospitalar. Karina participou de alguns, mas, quando se formou, desviou-se novamente dessa área e foi trabalhar com treinamento em empresas.

Estava namorando o engenheiro Eduardo José da Silveira Lobo, que recebeu uma proposta para trabalhar em Michigan por três anos. Casaram-se e se mudaram para os Estados Unidos. Foram tentar esquiar, e Karina rompeu o ligamento do joelho. Ficou seis meses sem andar, boa parte deles sem sair da cama.

Olhando para o teto, em uma terra desconhecida, teve que encarar o quanto a morte e o suicídio a assombravam. Direcionou seu mestrado na Michigan School of Psychology para a tanatologia, o estudo da morte e do luto, o que deu origem à dissertação “Lições das Nossas Perdas: A Experiência de Lidar com as Perdas que Nós não Escolhemos”.

“Entendi que precisava me fortalecer na minha própria história, e não fora dela, e que, no processo de curar feridas, faria das vulnerabilidades a minha maior fortaleza”, conta Karina, por Zoom, de sua chácara, a mesma em que o sobrinho morreu, e onde aproveitava, na ocasião da entrevista, o feriado de Sete de Setembro com o marido, os filhos Enzo, 15, e Isabella, 14, e a irmã, que também tem dois filhos. “Não adianta fugir da nossa dor.”

Após estudar tanatologia e suicidologia nos EUA, decidiu levar os temas a cursos de psicologia no Brasil, e começou pelo Mackenzie. “Nunca tive uma aula que ensinasse o que fazer quando um paciente diz que quer se matar.”

Adaptou procedimentos norte-americanos, como o contrato antissuicida, que é assinado pelo paciente, permitindo ao terapeuta, quando observar um risco, procurar pessoas de uma lista de apoio. Karina não assina o papel, mas mapeia a rede de proteção e deixa claro que o sigilo será quebrado se necessário. “Falo para o paciente: ‘Meu pacto com você é em vida’.”

Mergulhada no estudo do luto e do suicídio, ainda os enfrentaria novamente na vida pessoal. Estava grávida pela primeira vez quando a mãe lhe telefonou dizendo, novamente, que queria se matar. Na hora, sentiu uma pontada e sofreu um aborto. Ouviu da mãe no hospital: “Você perdeu muito comigo. Agora terá uma aliada na prevenção ao suicídio”.

Lançou o primeiro livro, “Suicídio e Gestalt Terapia”, sobre como abordar o tema por meio dessa linha psicoterapêutica segundo a qual o paciente ressignifica dores, não se concentrando no passado, mas no aqui e agora.

No lançamento, deu autógrafos com a mãe ao lado. “Sou eu a camicase”, dizia, rindo, em referência aos pilotos japoneses que, na guerra, jogavam aviões contra inimigos, em ataques suicidas. Karina lembra-se disso com saudades. “É muito bom aprender a rir apesar da dor”, diz ela, que adora citar o trecho “A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não”, da música “Brincar de Viver”.

No doutorado e pós-doutorado, Karina tocaria de vez na ferida, pesquisando histórias de filhos de pessoas que se mataram, sob orientação de Maria Júlia Kovács, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP.

O resultado está nos livros “Suicídio e Luto: Histórias de Filhos Sobreviventes” e “Sobreviventes Enlutados por Suicídio – Cuidados e Intervenções”. Karina finalizava o doutorado quando sua mãe teve um problema cardíaco, em 2013, e morreu.

Se no mestrado havia ficado seis meses sem andar e no doutorado perdera a mãe, quando entrou no pós-doutorado enfrentou uma inflamação cerebral severa, autoimune e sem causa específica.

Foram meses de internação com dores de cabeça intensas, tremores, falta de ar, perda de movimentos. Diante do medo de morrer e de perder a memória, começou a escrever seu livro autobiográfico, projeto com o qual resgatou o otimismo para a recuperação.

Em meio ao que chama de “tsunami existencial”, que ao todo durou três anos, prometeu que, se fosse curada, daria aulas, faria palestras e atenderia pacientes descalça, para “reverenciar diante de todos o fato de estar de pé novamente”.

Foi com os pés no chão que falou para mais de 700 pais e mães do colégio Bandeirantes de São Paulo, em seis eventos consecutivos, quando dois estudantes se mataram, em um intervalo de duas semanas, em 2018.

Havia pouco que ela estava recuperada e tentava reorganizar a vida. Quando houve o primeiro suicídio na escola, uma cunhada sua a indicou para uma das coordenadoras, Estela Zanini, com quem havia feito faculdade.

Era madrugada de um final de semana, e Karina e Estela conversaram por duas horas ao telefone. A psicóloga percebeu que poderia colocar em prática tudo o que havia estudado. O trabalho começou naquela semana com coordenadores e professores, até que foram todos atropelados pelo novo choque, com a segunda morte, e o acolhimento às famílias teve que se acelerar.

Karina lembra-se de que as noites estavam geladas, e pais e mães compareceram em massa aos eventos, estarrecidos. Dos encontros, surgiu um projeto de longo prazo, que fortaleceu grupos de apoio socioemocional formados pelos próprios alunos. A resposta do colégio se tornou um marco na educação, o que alavancou Karina como uma referência no tema.

A partir dessa experiência, elaborou o programa Raise —a palavra, em inglês, significa levantar, e ela usou como sigla para Ressignificações e Acolhimento Integrativo do Sofrimento Existencial.

Lançou o livro “Gerenciamento de Crises, Prevenção e Posvenção do Suicídio em Escolas”, no qual organizou seu método, que já implementou em diversas instituições de ensino e expandiu para empresas.

Para a prevenção, há orientações diversas, como a que se criem redes de apoio, com cadastros de pessoas a serem acionadas em casos de risco. Defende que se fale abertamente sobre o suicídio, lembrando que é, como define Shneidman, “um ato definitivo para um problema temporário”.

Trazer o tema à tona facilita a busca por ajuda, acredita Karina, que se lembra da vez em que foi procurada por um menino de 12 anos que lhe contou que uma amiga estava postando fotos de automutilação em grupos privados e dizendo que iria se matar.

A psicóloga entrou em contato com a família. No dia seguinte, na escola, a garota rabiscou a prova do colega, dizendo: “Está feliz? Eu não me matei e ainda tomei bronca”.

Quando o menino, chorando, contou isso para Karina, ela lhe confortou dizendo o que prega a Associação Americana de Suicidologia: “É melhor ter um amigo bravo com você do que um amigo morto”.

Na posvenção, faz o que chama de “acolhimento do bem”, concentrando-se em mostrar que não se deve falar em culpa, algo que cerca uma morte trágica assim, e ressaltando que a verdade sobre aquele ato vai embora com aquele que se mata. Orienta os enlutados que se blindem a palpites, que surgem aos montes, e busquem conexões saudáveis.

O objetivo é ajudá-los a buscar o equilíbrio possível em meio à montanha-russa em que a vida se transforma quando alguém querido se mata. Adepta das metáforas, diz que é preciso reafirmar a quem passa por uma dor assim que é possível extrair flor de pedra. E é nisso, e não em suicídio, que ela é especialista.

MSGM | Spring Summer 2022 | Full Show

MSGM | Spring Summer 2022 by Massimo Giorgetti | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – MFW/Milan Fashion Week) #MSGM #MFW #SS22

Teddy Fresh x Smokey Bear

With peak wildfire season knocking at our doors, Teddy Fresh collaborated with Smokey Bear to show its support for the Forests with a special capsule collection.

This newest release features hoodies, t-shirts, pants, and keychains with fresh designs of Smokey Bear! Only YOU can prevent forest fires!

This collaboration will directly raise funds for USFS Smokey Bear campaign and edicational efforts. Available HERE!

Com o pico da temporada de incêndios florestais batendo às nossas portas, a Teddy Fresh colaborou com a Smokey Bear para mostrar seu apoio às Florestas com uma coleção especial de cápsulas.

Esta versão mais recente apresenta moletons, camisetas, calças e chaveiros com designs novos de Smokey Bear! Somente você pode prevenir incêndios florestais!

Esta colaboração levantará fundos diretamente para a campanha do USFS Smokey Bear e esforços educacionais.

‘TUDUM’: Netflix anuncia as novidades com imagens inéditas das séries; assista

Assista aos teasers divulgados no evento global da plataforma

Maisa Silva apresentou a história do TUDUM, evento da Netflix que começou no Brasil Foto: Netflix

Netflix divulgou as novidades de suas maiores produções na tarde deste sábado, 25, durante o evento global TUDUM. As estrelas do serviço de streaming falaram sobre as séries que estão para chegar na plataforma. 

Grandes sucessos como Stranger ThingsLa Casa de Papel e Ozark são aguardados esperados pelos fãs.

Séries brasileiras também foram apresentadas: De Volta Aos 15Maldivas.

Assista a cenas inéditas nos teasers liberados pela Netflix durante o evento.

 

Stranger Things 

Direto do estúdio da 4ª temporada, que estreia em 2022, os atores de Stranger Things apresentaram um novo teaser de arrepiar.

La Casa de Papel 

Alvaro Morte, o Professor, agradeceu o carinho dos fãs e apresentou as cenas inéditas do sucesso que chega aos seus capítulos finais.

Ozark

Jason Bateman, Marty Byrd, deu uma prévia do que será a quarta e última temporada de Ozark. “A família Byrde regressa. A sua jogada está cada vez mais arriscada”, diz a sinopse.

De Volta Aos 15

Maisa Silva contou a história da criação do evento TUDUM, que começou em São Paulo com a apresentação de “euzinha”, como disse a atriz. Ela ainda anunciou sua nova série: De Volta Aos 15

“Inspirada no livro da Bruna Vieira, De Volta aos 15 conta a divertida história sobre a auto-descoberta de Anita, interpretada pelas perfeitas Maisa, na fase jovem e Camila Queiroz, na fase adulta. Aos 15 anos, ela sonhava em crescer logo para deixar a pequena cidade no interior e viajar pelo mundo, mas aos 30, ela percebe que as coisas não são bem como imaginava”, conta a descrição.

Maldivas

Mais uma série brasileira foi apresentada por Bruna Marquezine e Manu Gavassi, que vivem as moradoras do Maldivas, um condomínio de luxo que será palco de uma comédia dramática sobre uma mulher em busca de respostas para a morte repentina de sua mãe.

Emily em Paris

Um teaser exclusivo anuncia a estreia da 2ª temporada em 22 de dezembro. A influenciadora digital norte-americana continua suas aventuras na Cidade Luz com mais descobertas, romances e choques de cultura.

 

The Crown

Uma mensagem exclusiva  da sua nova rainha Elizabeth, Imelda Staunton, direto do set de The Crown, anuncia a estreia da temporada 5 para novembro de 2022. 

The Umbrella Academy

O elenco de The Umbrella Academy revelou 20 fatos sobre a série direto dos bastidores da 3ª temporada.

Rebelde

Uma nova geração chegou ao colégio Elite Way School. O videoclipe oficial da série Rebelde mostra uma prévia de seu talento musical, que chega à Netflix em 2022. 

 

Sex Education

O boletim especial dos estudantes da Moordale trouxe as boas novas sobre a renovação para a 4ª temporada de Sex Education. A 3ª temporada estreou em 17 de setembro.

Cobra Kai

A 4ª temporada estreia em 31 de dezembro com novas alianças na batalha pela alma de West Valley. Descubra mais na prévia de Cobra Kai.

 

Bridgerton

A série de sucesso da Shondaland convida os fãs a vestirem seus trajes de gala e se prepararem para novas paixões na 2ª temporada. Assista as cenas excluvivas.

 

The Witcher

Assista a cenas exclusivas do retorno de Geralt, Yennefer e Ciri ao mundo de The Witcher no novo trailer da 2ª temporada da série, que estreia em 17 de dezembro.

 

Desejo Sombrio

Assista à prévia exclusiva da 2ª temporada. “Seu desejo mais sombrio é ver Alma e Darío juntos novamente? Seu pedido é uma ordem. A temporada final de Desejo Sombrio estreia em 2022”, revela a Netflix.

Vikings Valhalla

Conheça os heróis da nova aventura épica dos Vikings Valhalla, apresentando as lendárias histórias de alguns dos mais famosos Vikings que já viveram. Assista à prévia da série que estreia em 2022.

The Sandman

A adaptação de The Sandman, HQ criados para a DC Comics por Neil Gaiman, ganha uma prévia exclusiva durante o TUDUM. O autor, junto com Tom Sturridge (Sonho) e Kirby Howell-Baptiste (Morte), apresentaram também as novas páginas nas redes sociais de Sandman com pôsteres exclusivos dos personagens.

Colin em Preto e Branco  

Assista ao clipe exclusivo de de Ava DuVernay e Colin Kaepernick sobre sua trajetória nos anos de colégio como atleta, e as experiências que o levaram a se tornar um ativista. Estreia na Netflix em 29 de outubro.

Arcane

A série animada Arcane chega à Netflix em novembro, anunciou Riot Games. Dos mesmos criadores de League of Legends, a história é ambientada na próspera região de Piltover e na oprimida cidade subterrânea de Zaun, e traz as origens de duas campeãs icônicas e do poder que irá separá-las.

Cowboy Bebop

TUDUM exibiu a abertura da aguardada adaptação live-action da famosa série de anime sobre uma tripulação desorganizada de caçadores de recompensas perseguindo os criminosos mais perigosos da galáxia. Estreia em 19 de novembro.  

Assista ao evento completo TUDUM:

Yves Saint Laurent e Brioni do Grupo Kering anunciam o fim do uso de peles de animais em suas coleções

A Kering, uma das maiores empresas de moda de luxo do mundo e controladora de alguns dos maiores nomes da moda – incluindo Gucci, Yves Saint Laurent, Alexander McQueen, Balenciaga, Bottega Veneta e Brioni – anunciou que está totalmente livre de peles. O anúncio é um golpe significativo para o declínio do comércio de peles e pressiona as poucas marcas de moda restantes que continuam a vender peles.

Yves Saint Laurent e Brioni foram as últimas marcas da Kering a usar pele. A Humane Society International e a Humane Society dos Estados Unidos trabalharam com a Gucci para anunciar sua política sem peles em 2017. Mais tarde, Bottega Veneta se juntou a eles em 2018 e, no início deste ano, Alexander McQueen e Balenciaga decidiram abandonar as peles.

Kitty Block, CEO da Humane Society International e CEO e presidente da Humane Society dos Estados Unidos, disse: “O futuro está claramente livre de peles e agora um dos maiores conglomerados de moda de luxo do mundo concorda. À medida que os mercados ao redor do mundo fecham suas portas para produtos de pele optando por produtos humanos inovadores, faz todo o sentido para uma casa de moda poderosa como a Kering tomar essa decisão ética. Não poderíamos estar mais orgulhosos de nosso relacionamento de longa data com a Kering e suas marcas e esperamos continuar nosso trabalho com eles para preparar o caminho para um mundo da moda mais gentil. ”

O anúncio chega em um momento em que a maioria das marcas de moda e varejistas deixaram de lado as peles, optando por alternativas livres de crueldade que são melhores para os animais e para o planeta. Só neste ano, Neiman Marcus, Saks Fifth Avenue, Mytheresa, Canada Goose, Valentino, Oscar de la Renta, Tory Burch, Holt Renfrew, Mackage, Moose Knuckles, Alexander McQueen e Balenciaga anunciaram políticas livres de peles. Também em 2021, Israel se tornou o primeiro país a proibir a venda de peles e o governo britânico também está considerando uma proibição de importação e venda de peles nos próximos meses. Nos EUA, Ann Arbor, Michigan e Weston, Massachusetts também proibiram a venda de peles este ano após a proibição da Califórnia em 2019.

Modelo brasileira com síndrome de down, Maria Júlia Araújo brilha na semana de moda de Milão: “Sonho”

Jovem cruzou a passarela das grifes NCC e Libertees neste sábado

Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)

Maria Júlia Araújo, Maju para os mais íntimos, representou o Brasil na Semana de Moda de Milão ao desfilar para duas marcas nesta temporada de moda internacional. Com síndrome de down, a jovem cruzou a passarela das grifes NCC e Libertees neste sábado (25.09) apresentando a nova coleção das marcas.

Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)
Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)

“Desde que comecei minha carreira como modelo, conhecer o mundo através do meu trabalho e também ser conhecida pelo mundo se tornou meu sonho!”, explicou Maju à Vogue. Ela, que é embaixadora da L’Oreal Paris, também contou como se sente ao levar mais diversidade à moda.

“Para mim é muito importante poder carregar a mensagem de que a diversidade é linda pelo mundo todo e poder inspirar outras pessoas a acreditarem em si mesmas e verem beleza em si mesmas é a minha missão!”, contou ela.

Na entrevista a seguir, Maju detalha ainda como é sua rotina de cuidados e fala sobre sua relação com a moda. Confira!

Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)
Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)


Vogue: Qual a sensação de desfilar na Semana de Moda de Milão?
Maria Júlia: 
O que mais amo fazer é estar nas passarelas! Desde que comecei minha carreira como modelo, conhecer o mundo através do meu trabalho e também ser conhecida pelo mundo se tornou meu sonho! Comecei a realizá-lo em casa, desfilando pela primeira vez na Brasil Eco Fashion Week. A sensação de poder realizar esse sonho é difícil de descrever em palavras. É um misto de sentimentos, alegria, empolgação, um pouquinho de nervoso, paixão… Meu coração transborda gratidão!

V: Você gosta de moda? O que mais gosta de consumir?
MJ: 
Eu amo! Amo me maquiar, montar looks, cuidar do cabelo e da pele… Sou viciada em skincare e tem produtos indispensáveis como meu Sérum Revitalift de L’Oréal Paris, UV Defender de L’Oréal Paris, minha Água Micelar Hialurônico de L’Oréal Paris… Como vivo me maquiando preciso investir bem no cuidado com a pele!

Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)
Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)


V: E como é a sua relação com a beleza? É vaidosa?
MJ: 
Sou muito! Amo me cuidar, não só por causa da aparência, mas por questão de saúde e de cuidado e amor comigo mesma.

V:  Você sempre quis ser modelo?
MJ:
 Sim! Desde pequena sempre amava tudo relacionado à moda, amava desfilar, montar looks e me maquiar. Tinha muitas referências nesse meio que eu admirava e que me inspiravam, mas não imaginava que seria possível chegar tão longe. Foi depois de superar uma meningite que decidi que lutaria mesmo por esse sonho!

Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)
Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)


V: Como se preparou para o desfile?
MJ:
 Eu me preparo para o meu trabalho constantemente porque, mesmo fora da passarela, estamos sempre na ativa. O primeiro passo é cuidar da saúde e do corpo, com alimentação, suplementação e exercícios físicos. Treinei desfile também. Os cuidados com a saúde do cabelo e da pele também são indispensáveis e mais uma vez a L’Oréal Paris é minha maior aliada. Tenho uma rotina de autocuidado, tanto de cabelo, quanto de pele. Utilizo toda a linha Elseve Hidra Hialurônico de L’Oréal Paris para manter o cabelo hidratado e preparado para a semana de moda!

V: Quais os maiores desafios e alegrias de estar num evento tão importante como este?
MJ:
 Estar em um outro país, com cultura e língua diferentes já é um grande desafio! Eu fiquei um bom tempo longe das passarelas por conta da pandemia e senti tanta saudade! Acho que o maior desafio em si foi na verdade ter ficado tanto tempo longe da Fashion Week. Sinto um misto de ansiedade, alegria… Poder representar não só pessoas com deficiência, mas o meu país num evento importante como esse é um grande presente! Para mim é muito importante poder carregar a mensagem de que a diversidade é linda pelo mundo todo e poder inspirar outras pessoas a acreditarem em si mesmas e verem beleza em si mesmas, essa é a minha missão!

Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)
Com síndrome de down, brasileira Maria Júlia brilha na semana de moda de Milão (Foto: Divulgação)

Cowboy Bebop | Live-action tem abertura revelada pela Netflix

Tema foi composto por Yoko Kanno, responsável pela trilha sonora da versão original do anime
JULIA SABBAGA

Netflix divulgou hoje (25) a abertura do aguardado live-action de Cowboy BebopA prévia, que pode ser conferida acima, conta com trilha de Yoko Kanno, responsável pela trilha sonora recheada de jazz da versão original de Cowboy Bebop.

A abertura foi divulgada no Tudum, evento da Netflix, e apresentada por John Cho, que viverá Spike Spiegel na versão live-action. 

Na trama, em 2071, um grupo de caçadores de recompensa vaga sem rumo pelo espaço sideral atrás de trabalho. Cowboy Bebop é relativamente popular nos EUA desde que se tornou o primeiro anime a ser retransmitido no país pelo Adult Swim.

O elenco do live-action inclui John Cho (Star Trek), Alex Hassell (The Boys), Daniella Pineda (Jurassic World 2), Elena Satine (The Gifted) e Mustafa Shakir (Luke Cage).

Alex Garcia Lopez (Demolidor) vai dirigir os dois primeiros episódios da nova Cowboy Bebop. Ao todo, serão 10 capítulos na primeira temporada, que estreia em 19 de novembro de 2021.

Let it shine! Paetê é a tendência que você vai querer usar pós-pandemia

Looks repletos de brilho foram destaques durante as semanas de moda de Nova York e Londres

No que depender das passarelas de Nova York e Londres, a moda pós-pandemia vem carregada de muito brilho.

Rodarte (Foto: ImaxTree)
Rodarte (Foto: ImaxTree)

Looks repletos de paetês (em tons neutros e coloridos) apareceram não só em roupas para festa, mas também em peças mais casuais, refletindo uma esperança por dias melhores.

Halpern (Foto: Divulgação)
Halpern (Foto: Divulgação)

A tendência foi destaque nas coleções de David KomaHalpern e Erdem na semana de moda inglesa; na Tom FordMichael Kors e Rodarte na americana; e em Milão apareceu na coleção de verão 2022 da Brunello Cucinelli.

Michael Kors (Foto: ImaxTree)
Michael Kors (Foto: ImaxTree)
Brunello Cucinelli (Foto: Divulgação)
Brunello Cucinelli (Foto: Divulgação)
Tom Ford  (Foto: Divulgação)
Tom Ford (Foto: Divulgação)
Erdem (Foto: ImaxTree)
Erdem (Foto: ImaxTree)
Tom Ford  (Foto: Divulgação)
Tom Ford (Foto: Divulgação)
David Koma (Foto: Divulgação)
David Koma (Foto: Divulgação)
David Koma (Foto: Divulgação)
David Koma (Foto: Divulgação)

Derivado de Vikings, Valhalla apresenta heróis em primeira prévia

Série ainda não tem data de lançamento anunciada
JULIA SABBAGA

Vikings: Valhalla, série derivada de Vikings produzida pela Netflix, teve a sua primeira prévia revelada hoje, durante o Tudum, festival da plataforma de streaming. O vídeo, que pode ser conferido acima, revela os heróis no centro da nova aventura, e apresenta as histórias de alguns dos mais famosos Vikings que já viveram.

Situada 100 anos após os eventos vistos na produção original do History ChannelVikings: Valhalla deve incluir aparições de figuras históricas notórias como William, o ConquistadorLeif EriksonFreydís Eiríksdottir, entre outros.

A ideia, segundo o roteirista Michael Hirst afirmou ao IGN, é mostrar o legado de Rollo, já que William foi um descendente direto do líder viking. Jeb Stuart será o showrunner da nova série, enquanto divide com Hirst e Morgan O’Sullivan o papel de produtor executivo. 

Ainda não há data de estreia anunciada para Vikings: Valhalla.