Max Mara Signature by Alek Wek F/W 2021

All people in this campaign:

Alek Wek – Designer Ethan James Green – Photographer Tonne Goodman – Fashion Editor/Stylist Dick Page – Makeup Artist Yuko Tsuchihashi – Manicurist Alek Wek – Model

In this picture: Alek Wek


Credits for this picture: Alek Wek (Designer), Ethan James Green (Photographer), Tonne Goodman (Fashion Editor/Stylist), Dick Page (Makeup Artist), Yuko Tsuchihashi (Manicurist)

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In this picture: Alek Wek


Credits for this picture: Alek Wek (Designer), Ethan James Green (Photographer), Tonne Goodman (Fashion Editor/Stylist), Dick Page (Makeup Artist), Yuko Tsuchihashi (Manicurist)

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In this picture: Alek Wek


Credits for this picture: Alek Wek (Designer), Ethan James Green (Photographer), Tonne Goodman (Fashion Editor/Stylist), Dick Page (Makeup Artist), Yuko Tsuchihashi (Manicurist)

In this picture: Alek Wek


Credits for this picture: Alek Wek (Designer), Ethan James Green (Photographer), Tonne Goodman (Fashion Editor/Stylist), Dick Page (Makeup Artist), Yuko Tsuchihashi (Manicurist)

Brasil Eco Fashion Week estreia no line-up oficial da Milan Fashion Week

8 marcas participantes do BEFW apresentam suas coleções em solo internacional na Semana de Moda de Milão amanhã
POR FFW

Helena Pontes na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação

A moda sustentável brasileira tem chamado atenção internacionalmente e prova disso está no calendário da semana de moda de Milão nesta temporada. A semana começou ontem (confira a programação completa) e no dia 25/09, 8 marcas do Brasil Eco Fashion Week, semana de moda com foco na sustentabilidade, estreiam nas passarelas do evento, com apresentações digitais. 

As marcas convidadas são Eneas Neto, Rico Bracco, KF Branding, Natural Cotton Color, Libertees, Catarina Mina, Helena Pontes e Dona Rufina. Todas se apresentam presencialmente em Milão, a partir de amanhã, com desfiles transmitidos ao vivo. 

KF Branding na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação

A iniciativa é da designer e produtora Kel Ferey, fundadora da KF Branding, que já havia desfilado duas vezes pela Milan Fashion Week e também em NY e Paris e agora leva as outras marcas do Brasil Eco Fashion Week consigo para integrarem o line-up do evento.

Eneas Neto na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação
Eneas Neto na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação
Helena Pontes na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação
Helena Pontes na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação
KF Branding na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação
KF Branding na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação
Natural Cotton Color na Milan Fashion Week pelo Brasil Eco / Divulgação

Lanvin F/W 2021 Campaign

Lanvin F/W 2021 Campaign
Source: lanvin.com
Published: September 2021

In this picture: Bella Hadid
Credits for this picture: Bruno Sialelli (Designer), Mert Alas and Marcus Piggott (Photographer), Carlos Nazario (Fashion Editor/Stylist), Jawara (Hair Stylist), Cécile Paravina (Makeup Artist)

All people in this campaign:

Bruno Sialelli – Designer Mert Alas and Marcus Piggott – Photographer Carlos Nazario – Fashion Editor/Stylist Jawara – Hair Stylist Cécile Paravina – Makeup Artist Luv Resval – Entertainer Bella Hadid – Model

In this picture: Bella Hadid
Credits for this picture: Bruno Sialelli (Designer), Mert Alas and Marcus Piggott (Photographer), Carlos Nazario (Fashion Editor/Stylist), Jawara (Hair Stylist), Cécile Paravina (Makeup Artist)
In this picture: Bella Hadid
Credits for this picture: Bruno Sialelli (Designer), Mert Alas and Marcus Piggott (Photographer), Carlos Nazario (Fashion Editor/Stylist), Jawara (Hair Stylist), Cécile Paravina (Makeup Artist)
In this picture: Bella Hadid
Credits for this picture: Bruno Sialelli (Designer), Mert Alas and Marcus Piggott (Photographer), Carlos Nazario (Fashion Editor/Stylist), Jawara (Hair Stylist), Cécile Paravina (Makeup Artist)
In this picture: Bella Hadid
Credits for this picture: Bruno Sialelli (Designer), Mert Alas and Marcus Piggott (Photographer), Carlos Nazario (Fashion Editor/Stylist), Jawara (Hair Stylist), Cécile Paravina (Makeup Artist)

Vogue Singapore October 2021 Covers

Peter Ash Lee – Photographer Coquito Cassibba – Fashion Editor/Stylist Molly Greenwald – Makeup Artist Jill Demling – Casting Director Olivia Rodrigo – Entertainer

In this picture: Olivia Rodrigo


Credits for this picture: Peter Ash Lee (Photographer), Coquito Cassibba (Fashion Editor/Stylist), Molly Greenwald (Makeup Artist), Jill Demling (Casting Director)

In this picture: Olivia Rodrigo


Credits for this picture: Peter Ash Lee (Photographer), Coquito Cassibba (Fashion Editor/Stylist), Molly Greenwald (Makeup Artist), Jill Demling (Casting Director)

In this picture: Olivia Rodrigo


Credits for this picture: Peter Ash Lee (Photographer), Coquito Cassibba (Fashion Editor/Stylist), Molly Greenwald (Makeup Artist), Jill Demling (Casting Director)

Coleção primavera-verão 22 da Dior evoca liberdade com ar dos anos 60

Exibida no primeiro dia da Semana de Moda de Paris, coleção da Dior revisita os contornos da década de 1960
MARIE CLAIRE

Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )

Na coleção feminina primavera-verão 2022 da Dior, exibida durante a Semana de Moda de ParisMaria Grazia Chiuri explora a longa gestão de Marc Bohan como Diretor Criativo da Dior. Mais precisamente, ela destaca a coleção Slim Look, apresentada em 1961, revisitando os contornos da época.

As silhuetas revelam cortes e efeitos gráficos transpostos em amarelo, verde, vermelho, marinho, laranja e framboesa, dando à estética de Bohan um toque de color block. Jaquetas reinventadas com corte quadrado, casacos, saias, bermudas, shorts e vestidos refinados combinam de várias maneiras em uma série de contrastes.

Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )
Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )

Uma seleção de designs produzidos em bordados 3D é aprimorada por um efeito visual texturizado. Materiais como jersey e náilon reinterpretam volumes. As silhuetas concebidas para brilhar nas pistas de dança evocam a lendária discoteca romana Piper Club, um local amplo e colorido e um emblema da liberdade, onde artistas se misturavam a filósofos, musas e atores em um cenário completamente novo e inesperado.

Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )
Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )
Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )
Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )
Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )
Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )
Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )
Dior primavera-verão 22 (Foto: Divulgação )

Dior S/S 22 Show

In this picture: Alice CooperAlina BolotinaAlix BouthorsAmbre RoumeauAnastasiia BritsynaAnna MerhardtAria PolkeyBecky SkirrowBell HinovaBelle VanderkleyBlesnya MinherChai MaximusChloe OhCyrielle LalandeDeirdre FirinneEffie SteinbergEleonore GhiuritanElisa NijmanEmi StankovicErika BlancEvgenia DubinovaEvie HarrisGiselle NormanGrace ValentineGreta HajwosGreta HoferGwen WeijersHannah MotlerHe CongHiandra MartinezIvana TrivicJahika GonzalezJulia PachaJuliany MoraesKim SchellLaura ReyesLaura TothLicett MorilloLilou Le SergentLorena GuitiánLouise RobertLu YanMaja ZimnochMajesty AmareMargot GasparMaria PeñaMaryel UchidaMaty FallMerel RoggeveenMika SchneiderMila van EetenMiriam SaizNaomi Ekindi (Opened), Nora AttalOudey EgonePatrycja PiekarskaPeipei TangQuinn MoraQun YeRachel MarxRachelle HarrisRaynara NegrineRolf Sade van der HoevenSara Grace WallerstedtScarlet PegueroSculy MejiaSophie KoellaSophie MartynovaSteinberg (Closed), Swati EckValerie ScherzingerVanessa TyagiVika RezaVira BoshkovaYuki van GogYun Xie

In this picture: Emi Stankovic


Credits for this picture: Maria Grazia Chiuri (Designer), Guido Palau (Hair Stylist), Peter Philips (Makeup Artist), Edward Kim (Casting Director), Michelle Lee (Casting Director)

Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família

Em Copacabana, o imóvel de 300 m² foi reformado pela arquiteta Carmen Zaccaro e ganhou uma área social conectada por portas de correr e mais duas suítes
VANESSA D’AMARO | FOTOS JULIANO COLODETI/MCA ESTÚDIO

Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)

Os proprietários deste apartamento de 300 m² no bairro de Copacabana nem pensavam em mudar de casa antes de saber que este imóvel estava à venda. “Eles sonhavam com um apartamento maior, mas não estavam procurando. Quando viram o anúncio de venda no prédio em frente, foram visitar o imóvel e adoraram. É um apartamento antigo, com espaços generosos, mas precisava de uma reforma total”, relata a arquiteta Carmen Zaccaro, responsável pelo projeto de remodelação dos ambientes.

Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)

Com jeito de casa, o apartamento térreo tinha uma área social ampla que englobava parte da quintal (que virou uma churrasqueira, anexa à cozinha). A principal intervenção que os moradores encomendaram à arquiteta foi transformar todos os quartos em suítes. Na planta original, havia o banheiro da suíte principal, um lavabo e um banheiro compartilhado grande. Este último foi dividido em dois para servir os quartos das crianças.

Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)
Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)
Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)

Os moradores também queriam que a cozinha ficasse integrada com a sala. Na hora da demolição, veio a surpresa típica das reformas de apartamentos antigos: um pilar estrutural em L e a tubulação de gás de todos os apartamentos passavam por ali. “A solução foi criar uma entrada lateral para a cozinha e a passagem ganhou um bar com adega em marcenaria, além de uma porta de correr para a sala de jantar”, explica Carmen.

Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)

Na decoração, a paleta de cores neutra valoriza o piso de madeira original e restaurado e a paisagem bucólica das áreas externas. O azul, cor favorita dos proprietários, aparece salpicado nos detalhes, como nos quadros, capas de almofadas e nas listras do tapete do estar. Nesta área social, há ainda alguns ícones de design brasileiro, como a poltrona Mole e um par de banco Mochos, de Sergio Rodrigues.

Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)
Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)
Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)
Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)
Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)
Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)
Apartamento térreo passa por reforma total para acomodar a família (Foto: Juliano Colodeti, MCA Estúdio)

No quarto do casal, predominam os tons neutros e as texturas – tanto nas paredes quanto na roupa de cama. Já os quartos das crianças são um capítulo à parte. Na suíte da filha, a madeira bem clarinha contrasta com o rosa vibrante dos acessórios, das prateleiras e da pintura na parede da cabeceira. O quarto do filho conta com marcenaria de freijó, laca branca e cinza. Ali, um grafite feito especialmente para o menino revela o seu nome.

Quarenta anos da marca de acessórios Mr. Cat com DNA carioca

Mr. Cat completa quatro décadas, revisita sapatos-ícones e aposta em linha sustentável; ‘Criei linha 100% ecológica’, diz Maxime Perelmuter
Marcia Disitzer

Na campanha comemorativa, destaque para o tênis sustentável Foto: Divulgação

Em 1981, o carioca Ari Svartsnaider fundou a Mr. Cat com pouca grana e uma determinação do tamanho do mundo. Calcada em quatro pilares — conforto, design, qualidade e preço justo —, a marca representou uma virada de chave no modo de consumo do público masculino daquela época. “Ele era surfista, tinha o maior cabelão, e adorava a linha masculina. A Mr. Cat fez com que os homens ganhassem a chance de ter uma etiqueta de acessórios contemporâneos só para eles, o que não existia até então. O mercado ficou menos careta”, analisa em retrospecto a editora de moda Iesa Rodrigues, que cita como produtos icônicos o sapatênis e o mocassim de miçangas feminino. Quatro décadas depois, a rede de calçados, que foi adquirida em março de 2019 pelo fundo americano HIG Capital, segue afinada com os valores com os quais se consagrou. “A gente honra a camisa”, declara o diretor criativo da etiqueta, Maxime Perelmuter.

Mr.Cat de olho no futuro Foto: Divulgação
Mr.Cat de olho no futuro Foto: Divulgação

Completar 40 anos é mesmo motivo de festa, principalmente em um mercado volátil como a moda. “No Brasil, é sinônimo de muita perseverança”, analisa Maxime. No caso da Mr. Cat, os números corroboram esse sucesso: são 200 lojas no país, presença em 26 estados brasileiros e produção anual de 1,5 milhão de calçados. A memória afetiva também atravessa famílias e gerações: o famoso patinho da logomarca e o emblemático saquinho amarelo — que costuma sair das lojas direto para a praia — causam identificação imediata entre o público feminino e masculino.

Para reverenciar o passado e caminhar a passos largos em direção ao futuro, a Mr. Cat aposta em duas edições especiais de aniversário: uma delas é sustentável, feita a partir de materiais reciclados; a outra revisita os sapatos-ícone da história da marca, como o mocassim feminino de miçangas, o top sider confort e o tênis flat em couro branco. “Colocamos luz nos clássicos acrescentando a tecnologia atual”, explica Maxime. O designer conta que, ao mergulhar na herança da Mr. Cat, deparou-se com o próprio passado. “Nunca vou me esquecer da polo que ganhei no meu bar mitzvah. Fui à loja e troquei por uma mochila de lona que me acompanhou por muitas viagens e por um top sider incrível.”

Atento aos movimentos ao redor, o diretor criativo também avança em busca de acessórios que sejam mais sustentáveis, materializados no Project 81. “Criei uma linha 100% ecológica. Os modelos vêm com solas de EVA biodegradáveis, as palmilhas são de biolátex, cadarços, lonas e borrachas, reciclados. Até a cola é à base de água”, destaca. Já as espadrilles, outro hit, têm juta vegetal no lugar do solado de cordas. “A sustentabilidade é um caminho longo que deve ser percorrido o quanto antes”, acredita Maxime.

Por que o Google investiu US$ 2,1 bi em novo escritório em Nova York

Transação ocorre em um período precário para o mercado de escritórios da cidade; a rápida adoção do trabalho híbrido e o abandono de escritórios são ameaça ao setor imobiliário
The New York Times

Google
Google afirmou que sua decisão de comprar o Terminal St. John reflete a confiança na vitalidade da cidade de Nova York Foto: Brittainy Newman/The New York Times

NOVA YORK – O Google anunciou na semana passada que iria gastar US$ 2,1 bilhões para comprar um enorme edifício de escritórios na orla do rio Hudson, em Manhattan; pagando um dos maiores preços de compra dos últimos anos por um prédio de escritórios nos Estados Unidos e oferecendo uma pontada de otimismo ao setor imobiliário de Nova York, atingido com força pela pandemia e pela mudança para o trabalho remoto.

A transação ocorre durante um período precário para o mercado de escritórios da cidade, o maior do país, já que a rápida adoção do trabalho híbrido e o abandono de espaços para escritórios têm representado a ameaça mais grave ao setor em décadas.

Embora Manhattan tenha uma abundância de espaços para escritórios disponíveis para locação, alcançando marcos históricos durante a pandemia, as quatro empresas que formam as chamadas “gigantes da tecnologia – AmazonApple, Google e Facebook –  têm apostado em uma versão otimista sobre o futuro de Nova York.

As empresas aumentaram rapidamente suas operações e mão de obra, um dos poucos pontos positivos para Nova York, que tem sido atingida com mais força pelo preço econômico da pandemia do que qualquer outra grande cidade americana.

O Google já estava alugando, mas não ocupando ainda, um imóvel de aproximadamente 120 mil metros quadrados, conhecido como Terminal St. John, um antigo terminal de carga que está sendo reformado e expandido perto do Túnel Holland. A empresa tem 12 mil funcionários na cidade de Nova York – seu maior escritório satélite fora da sede na Califórnia – e disse que planeja contratar mais dois mil na cidade nos próximos anos.

“A energia, a criatividade e o talento de renome mundial de Nova York são o que nos mantém enraizados aqui e a razão de estarmos aumentando nosso compromisso com os planos de compra do Terminal St. John”, disse Ruth Porat, CFO do Google e de sua empresa-mãe, a Alphabet. “Esperamos continuar a crescer junto com esta cidade fora do comum e diversificada.”

De forma conjunta, as quatro gigantes empregam mais de 20 mil pessoas em seus escritórios em Manhattan. Mas seus funcionários não devem voltar a trabalhar cinco dias por semana neles tão cedo. Muitas empresas de tecnologia disseram que permitirão que os empregados trabalhem remotamente em um esquema híbrido mesmo depois do fim da pandemia. O Google recentemente adiou seus planos de retorno aos escritórios para o início de 2022 devido à altamente contagiosa variante Delta.

A velocidade com que a economia se recupera na cidade de Nova York, principalmente em Manhattan, pode depender da área de edifícios de escritórios, que antes da pandemia atraía 1 milhão de trabalhadores todos os dias, cujos gastos com coisas variadas, desde café antes do trabalho até almoços de negócios e shows da Broadway depois do expediente,  mantinham milhares de empresas. A ausência dessas pessoas durante a pandemia levou muitas lojas e restaurantes a fecharem em Manhattan.

As empresas adotaram o trabalho remoto durante a pandemia de uma forma como nunca haviam feito antes, decidindo que os funcionários poderiam continuar a trabalhar longe do escritório por alguns dias ou durante toda a semana depois de a pandemia acabar e até mesmo contratando novos empregados que planejam trabalhar remotamente por tempo indeterminado.

Como consequência, grandes empregadores como a Condé Nast e o JPMorgan Chase abriram mão de parte de seu espaço de escritório, contribuindo com quase 19% dos espaços de Manhattan disponíveis para aluguel, de acordo com a Newmark, uma empresa de serviços imobiliários, praticamente o dobro da média da última década.

Cerca de 28% dos funcionários de escritórios na região da cidade de Nova York, que inclui partes de Nova Jersey Connecticut e Pensilvânia, voltaram aos locais de trabalho na semana passada, mais do que o dobro da média de poucos meses atrás, de acordo com a Kastle Systems, uma empresa de segurança que monitora a apresentação de crachás em prédios de escritórios. A média dos Estados Unidos foi de 33,6%, segundo a Kastle.

Kate Lister, presidente da Global Workplace Analytics, uma empresa de consultoria que assessora empregadores em suas políticas de retorno ao escritório, disse que o trabalho em esquema híbrido continuaria sendo uma característica permanente da cultura corporativa após a pandemia. O espaço para escritórios não vai desaparecer, mas, acrescentou Kate, “O espaço total diminuirá”.

Ainda assim, as autoridades eleitas em Nova York procuram ver o anúncio do Google como um sinal da recuperação da cidade.

“Esse anúncio do Google é mais uma prova de que a economia de Nova York está se recuperando e se reerguendo”, disse a governadora democrata, Kathy Hochul, em um comunicado. “Estamos criando empregos, investindo em indústrias emergentes, impulsionando os nova-iorquinos e, juntos, estamos escrevendo nossa história de recuperação.”

O prefeito Bill de Blasio chamou o acordo de “um investimento histórico na cidade de Nova York”. 

Quando o prédio for inaugurado, depois de concluir as obras, o que deve acontecer em meados de 2023, o Google terá quase 290 mil metros quadrados de espaço para escritórios em Nova York, tornando-se um dos maiores locatários da cidade.

O Google chegou a Nova York em 2000 com um único funcionário de vendas que trabalhava em um Starbucks. A empresa selou seu compromisso com a cidade em 2010, ao comprar um prédio de 15 andares por US$ 1,8 bilhão, no bairro de Chelsea.

Na última década, o Google aumentou rapidamente sua mão de obra em Manhattan, contratando jovens engenheiros de universidades da região, atraindo profissionais do setor da tecnologia que não querem viver no Vale do Silício e expandindo seus departamentos de marketing e vendas. A empresa contratou cinco mil funcionários em Nova York desde o fim de 2018. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA