Facebook responde a críticas e publica pesquisas internas sobre saúde mental no Instagram

Nesta quinta-feira, a diretora de segurança do Facebook, Antigone Davis, vai depor no Senado americano sobre a conduta da empresa em relação a adolescentes no Instagram

Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook

Após o jornal americano Wall Street Journal revelar nas últimas semanas que o Facebook ignorou o impacto do Instagram na saúde mental de adolescentes, a empresa de Mark Zuckerberg está se defendendo das críticas. A rede social publicou na noite desta quarta-feira, 29, detalhes de pesquisas internas sobre o impacto do Instagram no bem-estar dos jovens. 

Além de publicar dois documentos em sua sala de imprensa, o Facebook enviou as pesquisas com anotações para o Congresso americano. “Adicionamos anotações a cada slide que fornecem mais contexto, porque esse tipo de pesquisa é projetado para informar conversas internas e os documentos foram criados e usados ​​por pessoas que entendem as limitações do estudo”, afirmou a rede social. 

A empresa argumenta que as pesquisas obtidas pelo Wall Street Journal são incorretas. Nos documentos apresentados nesta quarta, o Facebook minimiza o significado de observações negativas específicas. Uma das justificativas usadas foi o tamanho da amostra de adolescentes que relataram problemas, que seria muito pequena para ser levada em consideração. 

“A metodologia não é adequada para fornecer estimativas estatísticas para a correlação entre Instagram e saúde mental”, escreveu o Facebook em uma das anotações nos slides. 

Em outro slide, o Facebook afirma que a interpretação dos dados deve levar em conta a situação prévia dos jovens. “Adolescentes mais insatisfeitos com a vida são mais suscetíveis a dizer que o Instagram piora sua saúde mental ou a maneira como eles se sentem sobre si mesmos”.

Depois da publicação do Facebook, o Wall Street Journal revelou mais quatro documentos que serviram como base para a série de reportagens. O material inclui pesquisas sobre a imagem corporal de meninas adolescentes e comparação social com base na aparência.

O caso está na mira do governo americano. Nesta quinta-feira, a diretora de segurança do Facebook, Antigone Davis, vai depor no Senado americano para explicar essa mesma pesquisa. Além disso, a funcionária da rede social que fez as denúncias para o Wall Street Journal será ouvida em audiência no Senado no próximo dia 5. A denunciante deve revelar sua identidade no programa de televisão “60 Minutes”, do canal americano CBS News, no domingo.

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