Inner City Love: Honor The Gift Fall 2021

The “Inner City Love” collection by Honor The Gift represents the soul of Russell Westbrook’s upbringing. Inspired by the soundtrack that shaped his household growing up from soulful records playing in the background to style spanning from the ’60s to ’80s – this collection is a love story about sacrifice, commitment, hardship, and most of all, heart. The story is told through a young couple on the run from a world that doesn’t understand them, but they will always have each other to call home. From start to finish, “Inner City Love” showcases Russell and his team’s commitment to honoring their gift.

A coleção “Inner City Love” de Honor The Gift representa a alma da criação de Russell Westbrook. Inspirado pela trilha sonora que moldou sua casa crescendo de discos emocionantes tocando em segundo plano ao estilo que vai dos anos 60 aos anos 80 – esta coleção é uma história de amor sobre sacrifício, compromisso, sofrimento e, acima de tudo, coração. A história é contada por um jovem casal que foge de um mundo que não os entende, mas que sempre terão um ao outro para chamar de lar. Do início ao fim, “Inner City Love” mostra Russell e o compromisso de sua equipe em honrar seu presente.

Hermes | Spring Summer 2022 | Full Show

Hermès | Spring Summer 2022 by Nadège Vanhee-Cybulski | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PFW/Paris Fashion Week) #Hermes #PFW #SS22 #FFLikedalot

Elie Saab | Spring Summer 2022 | Digital

Elie Saab | Spring Summer 2022 “Splendor in The Sun” | Digital Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PFW/Paris Fashion Week) #Eliesaab #PFW #SS22

Balenciaga Summer 22 Red Carpet

Demna Gvasalia prova com essa coleção que ele é destemido em se aventurar fora do convencional e quebra a cada nova coleção as barreiras de como percebemos a moda. A maneira como ele juntou red carpet e a premiere de um filme, uma era em que a relevância do tapete vermelho está em questionamento, foi feito de uma forma ironica mas sem exageros ou clichês. No lugar de celebridades do cinema, modelos e amigos da marca vestiram os looks da coleção de verão 22 e passaram pelo redcarpet enquanto convidados e imprensa assistiam tudo por uma tela de cinema dentro do Teatro do Chatelet. O evento culminou na estreia de um episódio especial dos Simpsons criado especialmente para a ocasião.

No desenho exibido para convidados no Teatro do Chatelet no centro de Paris, Margie sonha em um dia usar uma peça da marca e Homer acaba conseguindo realizar o sonho da esposa até Demna convidar toda a população de Springfield a ir a Paris para a abertura de um fast food e acabarem na passarela da maison, que tem como uma de suas marcas hoje castings que misturam modelos e pessoas da vida real.

Ficou realmente claro com esta coleção a visão de Demna do que para ele é democratizar a moda – foram 64 looks que continham de tudo para todos (os que podem pagar, obviamente). E talvez esse seja esse o verdadeiro apelo da Balenciaga, porque atende a uma ampla gama de clientes.

Marca americana Christy Dawn está vendendo terrenos agrícolas ao invés de vestidos

A grife quer que clientes gastem U$ 200 para arcar com o custo do cultivo de algodão em uma fazenda na Índia

Um vestido da Christy Dawn (Foto: Divulgação)

A marca americana Christy Dawn, se estabeleceu fazendo moda da maneira mais sustentável possível, com uma filosofia de que uma roupa não pode ser bonita se ela não preserva a integridade das pessoas e do planeta terra. Agora, a grife inova ao lançar um produto que não é um de seus característicos vestidos boho, mas sim um lote de terreno. O projeto se chama The Land Stewardship, e foi concebido como uma maneira de envolver consumidores na agricultura regenerativa. A marca está convidado clientes a gastar U$ 200 para arcar com o custo do cultivo de algodão em uma fazenda em Erode, no sul da Índia. As safras serão administradas de forma regenerativa, o que significa usar técnicas de cultivo que apoiam a saúde da terra a longo prazo. Quando o algodão for colhido após um ano, os clientes serão reembolsados na forma de crédito na loja com base na safra. Com esse programa piloto, separaram 500 lotes de terra, que quando vendidos ajudarão a etiqueta a investir U$ 82 mil em agricultura regenerativa.

A maior parte da pegada de carbono da indústria da moda está concentrada no início da cadeia, quando as matérias primas (como o algodão, a lã ou o óleo, no caso de tecidos sintéticos), são fabricadas. O cultivo de algodão é especialmente prejudicial para o ambiente porque é um processo que consome muita água, esgota os nutrientes da terra, libera carbono na atmosfera e fere a biodiversidade.

Pensando nisto, a proposta de Christy Dawn é usar fertilizantes e repelentes naturais no lugar de pesticidas e fazer rotação de cultura. Eles estimam que os 500 lotes ajudarão a retirar 480 libras de carbono da atmosfera. Quem escolher apoiar o projeto comprando um lote, pode lucrar mais do que o investido caso a safra seja boa, mas também correm o risco de perder parte do investimento se houver seca, enchente ou praga em Erode durante o ano. De acordo com a grife, parte do objetivo é justamente ilustrar o perigo de perda de colheita que agricultores em países em desenvolvimento correm diariamente. “Muitos consumidores não entendem o que é preciso para criar uma roupa, mas essa abordagem traça uma linha do tempo que começa no fazendo e vai até o vestido final”, diz a marca.

A grife não é a primeira marca de moda a se envolver na luta de proteção do solo. O conglomerado Kering (dono de labels como Gucci e Saint Laurent), e as marcas Patagonia e Timberland já apoiam projetos de agricultura regenerativa.

The Simpsons | Balenciaga

The Simpsons | Balenciaga

KOZABURO Spring/Summer 2022

This season, Kozaburo Akasaka, who seeks to forge a strong connection with others through his work, envisions a non-existent landscape beyond his thoughts. A solitary place that only Akasaka can imagine, which neither exists in the East or the West, where a coyote stands free and lonely — seeking love. He calls it “The Land of Setting Sun”.

Nesta temporada, Kozaburo Akasaka, que busca estabelecer uma forte conexão com os outros por meio de seu trabalho, visualiza uma paisagem inexistente além de seus pensamentos. Um lugar solitário que apenas Akasaka pode imaginar, que não existe no Oriente ou no Ocidente, onde um coiote está livre e solitário – em busca do amor. Ele a chama de “A Terra do Sol Poente”.

Saint Laurent | Spring Summer 2022 | Full Show

Saint Laurent | Spring Summer 2022 by Anthony Vaccarello | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PFW/Paris Fashion Week) #Saintlaurent #PFW #SS22 #FFLikedalot

Conheça Janice Mascarenhas, a trancista que encantou o mundo com as suas tranças esculturais

Depois de vencer a competição criada pela revista Dazed, a Dazed 100, a artista e hairstylist carioca se prepara para gravar um filme sobre a diáspora africana no Brasil
BÁRBARA ÖBERG (@BARBARAOBERG)

Janice Mascarenhas usa esculturas em homenagem às deusas da fertilidade no rosto, além de um busto de barro reproduzindo os seus seios, tudo produzido por ela (Foto: MAR+VIN)

Cheias de cor e aplicações, com desenhos de símbolos ou formas abstratas, e sempre carregadas de sentido, as criações com tranças de Janice Mascarenhas, de 26 anos, ganharam o mundo em julho passado. A artista e hairstylist venceu a competição criada pela revista Dazed, a Dazed 100, que reúne projetos de cem criativos de diferentes áreas de atuação ao redor do mundo e colocou o trabalho da brasileira nos holofotes do mercado de beleza mundial.

Filha de um agente funerário que sempre sonhou em ser artista e de uma manicure que almejava uma carreira como cabeleireira, Janice Mascarenhas foi constantemente incentivada e cobrada dentro de casa por um futuro brilhante nessas áreas. “A memória que tenho da infância é meu pai dizendo que eu tinha que ser artista, que ele escolheu o nome Janice Mascarenhas para isso”, conta ela. Mas mesmo frequentando desde criança o salão de beleza que sua mãe trabalhava, o seu sonho mesmo era construir uma carreira no jornalismo. “Eu trançava meus cabelos ainda nova na escola durante as aulas, todo mundo reclamava que o meu braço ficava na frente do quadro, mas, quando chegava o recreio, as alunas me pediam para fazer as tranças nelas”, lembra Janice, que passou a infância em São Gonçalo, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Prestes a se formar na escola e aprovada no curso de jornalismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Janice descobriu que estava grávida aos 17 anos. Em uma mudança de rota, trabalhou como panfletista, como bordadeira em um estúdio de noivas, além de vendedora de uma loja de óculos. “Quando fiquei grávida pela segunda vez, decidi que trabalharia com arte e cabelo, queria ressignificar essa história que foi da minha mãe e das minhas tias, a de que nascemos para ter filho”, explica.

Sofrendo com depressão, Janice encontrou alento em uma namorada que a convidou para passar uma temporada em Berlim. Foi lá que desenvolveu sua primeira performance artística, em um festival de cultura negra e LGBTQIA+, o CuTie.BIPoC Festival: “Cheguei com dois metros de cabelos presos na minha raiz sem trançar, queria sentar no meio da galeria, começar a fazer as tranças e ver a reação das pessoas. Quando eu peguei a primeira mecha, todo mundo levantou e começou a me ajudar. O que era para demorar horas, terminamos em minutos. Lembro que todo mundo chorava quando acabou”, conta ela. “Tenho um grande problema que preciso sofrer para criar. Não sei por que, mas minhas peças e inspirações saem de um lugar de muita dor.”

“Além de muito talentosa, Janice tem um olhar único que traz uma ancestralidade de uma maneira futurista que só ela consegue”, conta a cantora Urias. Foi justamente esse ineditismo que alavancou o trabalho da carioca, levando suas criações, que contam com formatos esculturais e aplicação de flores, miçangas, figuras e pérolas, para marcas como Osklen, Zara e Benetton, além de revistas de moda e desfiles.

Em paralelo aos trabalhos como cabelo, Janice começou a esculpir, há menos de um ano, como barro e outros materiais, e já conta com peças marcantes, como a que usa a cima – um busto de argila que é uma reprodução dos seus seios, além de uma barriga de gesso, peça que nomeou de Descolonização Uterina. O barro também foi usado no cabelo como uma homenagem às mulheres da tribo Himba, localizada na Namíbia. “O calor é tão forte na região que elas usam otjize, uma espécie de pasta de manteiga, gordura e ocre vermelho, para proteger a pele e os cabelos, que eu represento nas minhas criações com a argila.”

Foi a partir de pesquisas como essa – e de um papo incentivador via telefone com o estilista américo-liberiano Telfar Clemens – que surgiu o projeto de um filme sobre a diáspora africana no Brasil. “Como os negros chegaram até aqui, como os negros sobreviveram até aqui, é um filme totalmente negro, todas as pessoas envolvidas são pessoas negras, contando a história da trança desde o seu início até o seu reflexo na mulher negra brasileira”, explica. “A trança foi usada com diversas estratégias a vida inteira, já usaram a trança para ler pensamentos, para esconder grãos, para desenhar caminhos de fuga no quilombo, usaram tranças para tudo o que poderia ser usado como resistência. É a minha responsabilidade passar essa ancestralidade.

Pela proposta apresentada para o concurso da Dazed, ela levou o prêmio máximo: US$ 30 mil para a execução do projeto. “No fim, consegui reunir e ressignificar tudo o que eu queria, o jornalismo, o cabelo, a arte, a ancestralidade, em um só lugar.” Pelo visto, o nome escolhido a dedo por seu pai foi criado mesmo para ganhar o mundo.