Marca americana Christy Dawn está vendendo terrenos agrícolas ao invés de vestidos

A grife quer que clientes gastem U$ 200 para arcar com o custo do cultivo de algodão em uma fazenda na Índia

Um vestido da Christy Dawn (Foto: Divulgação)

A marca americana Christy Dawn, se estabeleceu fazendo moda da maneira mais sustentável possível, com uma filosofia de que uma roupa não pode ser bonita se ela não preserva a integridade das pessoas e do planeta terra. Agora, a grife inova ao lançar um produto que não é um de seus característicos vestidos boho, mas sim um lote de terreno. O projeto se chama The Land Stewardship, e foi concebido como uma maneira de envolver consumidores na agricultura regenerativa. A marca está convidado clientes a gastar U$ 200 para arcar com o custo do cultivo de algodão em uma fazenda em Erode, no sul da Índia. As safras serão administradas de forma regenerativa, o que significa usar técnicas de cultivo que apoiam a saúde da terra a longo prazo. Quando o algodão for colhido após um ano, os clientes serão reembolsados na forma de crédito na loja com base na safra. Com esse programa piloto, separaram 500 lotes de terra, que quando vendidos ajudarão a etiqueta a investir U$ 82 mil em agricultura regenerativa.

A maior parte da pegada de carbono da indústria da moda está concentrada no início da cadeia, quando as matérias primas (como o algodão, a lã ou o óleo, no caso de tecidos sintéticos), são fabricadas. O cultivo de algodão é especialmente prejudicial para o ambiente porque é um processo que consome muita água, esgota os nutrientes da terra, libera carbono na atmosfera e fere a biodiversidade.

Pensando nisto, a proposta de Christy Dawn é usar fertilizantes e repelentes naturais no lugar de pesticidas e fazer rotação de cultura. Eles estimam que os 500 lotes ajudarão a retirar 480 libras de carbono da atmosfera. Quem escolher apoiar o projeto comprando um lote, pode lucrar mais do que o investido caso a safra seja boa, mas também correm o risco de perder parte do investimento se houver seca, enchente ou praga em Erode durante o ano. De acordo com a grife, parte do objetivo é justamente ilustrar o perigo de perda de colheita que agricultores em países em desenvolvimento correm diariamente. “Muitos consumidores não entendem o que é preciso para criar uma roupa, mas essa abordagem traça uma linha do tempo que começa no fazendo e vai até o vestido final”, diz a marca.

A grife não é a primeira marca de moda a se envolver na luta de proteção do solo. O conglomerado Kering (dono de labels como Gucci e Saint Laurent), e as marcas Patagonia e Timberland já apoiam projetos de agricultura regenerativa.

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