Zara Studio F/W 2021 Campaign

Zara Studio F/W 2021 Campaign

Source: zara.com
Published: October 2021

In this picture: Chiharu Okunugi
Credits for this picture: Steven Meisel (Photographer), Fabien Baron (Art Director), Karl Templer (Fashion Editor/Stylist), Guido Palau (Hair Stylist), Pat McGrath (Makeup Artist), Ashley Brokaw (Casting Director)

All people in this campaign:

Steven Meisel – PhotographerFabien Baron – Art DirectorKarl Templer – Fashion Editor/StylistGuido Palau – Hair StylistPat McGrath – Makeup ArtistAshley Brokaw – Casting DirectorMarisa Berenson – ActorAmar Akway – ModelChiharu Okunugi – ModelKirsten Owen – ModelMeadow Walker – ModelPrecious Lee – ModelRaquel Zimmermann – ModelRianne Van Rompaey – ModelSasha Pivovarova – ModelYumi Nu – Model

In this picture: Chiharu Okunugi
Credits for this picture: Steven Meisel (Photographer), Fabien Baron (Art Director), Karl Templer (Fashion Editor/Stylist), Guido Palau (Hair Stylist), Pat McGrath (Makeup Artist), Ashley Brokaw (Casting Director)
In this picture: Yumi Nu
Credits for this picture: Steven Meisel (Photographer), Fabien Baron (Art Director), Karl Templer (Fashion Editor/Stylist), Guido Palau (Hair Stylist), Pat McGrath (Makeup Artist), Ashley Brokaw (Casting Director)
In this picture: Yumi Nu
Credits for this picture: Steven Meisel (Photographer), Fabien Baron (Art Director), Karl Templer (Fashion Editor/Stylist), Guido Palau (Hair Stylist), Pat McGrath (Makeup Artist), Ashley Brokaw (Casting Director)
In this picture: Marisa BerensonAmar AkwayChiharu OkunugiKirsten OwenMeadow WalkerPrecious LeeRaquel ZimmermannRianne Van RompaeySasha PivovarovaYumi Nu
Credits for this picture: Steven Meisel (Photographer), Fabien Baron (Art Director), Karl Templer (Fashion Editor/Stylist), Guido Palau (Hair Stylist), Pat McGrath (Makeup Artist), Ashley Brokaw (Casting Director)

Guest Mix: Records from Brazil with Miche

Miche is a DJ, label owner and the musical programmer for Spiritland, his extensive knowledge of modern soul, Brazilian music and house music has seen him play at some of Europe’s top spots and hold close ties with institutions such as Mr Bongo, BBE & more. His label discs of fun and love have seen support and play from the likes of Gilles Peterson, Hunee, Mafalda and others.

“This is a mix of very special records to me that have been researched and slowly collected for the past few years, I’m super grateful to show this blend of bossa, mpb, jazz and more. thanks as always to Gary Johnson, Mark Taylor, Patrick Forge and many others who have passed their knowledge down to me with some of these beautiful songs.”

Miche é DJ, dono de gravadora e programador musical da Spiritland. Seu amplo conhecimento de soul moderno, música brasileira e house music o fez tocar em alguns dos melhores lugares da Europa e manter laços estreitos com instituições como Mr Bongo, BBE e mais . Os discos de diversão e amor de sua gravadora tiveram o apoio e toque de nomes como Gilles Peterson, Hunee, Mafalda e outros.

“Este é um mix de discos muito especiais para mim, que foram pesquisados ​​e lentamente coletados nos últimos anos. Estou muito grato por mostrar essa mistura de bossa, mpb, jazz e muito mais. Obrigado como sempre a Gary Johnson, Mark Taylor, Patrick Forge e muitos outros que passaram seu conhecimento para mim com algumas dessas belas canções. “

JANE by the Grey

JANE by the Grey Attic Issue 10 Fall 2021 Cover by Darren Gwynn

Source: janebythegreyattic.com
Published: October 2021

All people in this magazine cover:

Holly White – Fashion Editor/Stylist Christopher Gatt – Hair Stylist Nour Rizk – Model

The WOW Magazine No.5 – The Icons Issue 2021 Digital Covers

The WOW Magazine No.5 – The Icons Issue 2021 Digital Covers

Source: wowmag.co.uk
Published: October 2021

In this picture: Hannah LocsinJasmyn Palombo
Credits for this picture: Danilo Hess (Photographer), Wei Liu (Editor), Audie Umali (Creative Director), Stacey Cunningham (Fashion Editor/Stylist), Takuya Yamaguchi (Hair Stylist), ChiChi Saito (Makeup Artist), Eric Cano (Casting Director)Brands in this picture: Comme des GarçonsMelitta Baumeister

All people in this work:

Danilo Hess – Photographer Kinya – Photographer Nicola Delorme – Photographer Wei Liu – Editor Audie Umali – Creative Director Anne Danao – Art Director Lisa Jarvis – Fashion Editor/Stylist Rena Semba – Fashion Editor/Stylist Stacey Cunningham – Fashion Editor/Stylist Takuya Yamaguchi – Hair Stylist Tetsu – Hair Stylist Yumiko Hikage – Hair Stylist ChiChi Saito – Makeup Artist Kouta – Makeup Artist Lloyd Simmonds – Makeup Artist Daisuke Shimana – Casting Director Eric Cano – Casting Director Marie Levy – Casting Director Lora de Sousa – Manicurist Ai Tominaga – Model Hannah Locsin – Model Jasmyn Palombo – Model Pan Haowen – Model

All brands in this magazine cover:

Azzedine Alaïa
Comme des Garçons
Dior
Melitta Baumeister
Rick Owens
Simone Rocha

In this picture: Hannah LocsinJasmyn Palombo
Credits for this picture: Danilo Hess (Photographer), Wei Liu (Editor), Audie Umali (Creative Director), Stacey Cunningham (Fashion Editor/Stylist), Takuya Yamaguchi (Hair Stylist), ChiChi Saito (Makeup Artist), Eric Cano (Casting Director)Brands in this picture: DiorComme des Garçons
In this picture: Pan Haowen
Credits for this picture: Nicola Delorme (Photographer), Wei Liu (Editor), Anne Danao (Art Director), Lisa Jarvis (Fashion Editor/Stylist), Yumiko Hikage (Hair Stylist), Lloyd Simmonds (Makeup Artist), Marie Levy (Casting Director), Lora de Sousa (Manicurist)Brands in this picture: Simone Rocha
In this picture: Pan Haowen
Credits for this picture: Nicola Delorme (Photographer), Wei Liu (Editor), Anne Danao (Art Director), Lisa Jarvis (Fashion Editor/Stylist), Yumiko Hikage (Hair Stylist), Lloyd Simmonds (Makeup Artist), Marie Levy (Casting Director), Lora de Sousa (Manicurist)Brands in this picture: Simone Rocha
In this picture: Ai Tominaga
Credits for this picture: Kinya (Photographer), Wei Liu (Editor), Rena Semba (Fashion Editor/Stylist), Tetsu (Hair Stylist), Kouta (Makeup Artist), Daisuke Shimana (Casting Director)Brands in this picture: Rick Owens
In this picture: Ai Tominaga
Credits for this picture: Kinya (Photographer), Wei Liu (Editor), Rena Semba (Fashion Editor/Stylist), Tetsu (Hair Stylist), Kouta (Makeup Artist), Daisuke Shimana (Casting Director)Brands in this picture: Azzedine Alaïa

Bilheteria EUA: Halloween Kills, 007 – Sem Tempo Para Morrer, Venom: Tempo de Carnificina, A Família Addams 2, O Último Duelo

Terror somou mais de US$ 50 milhões e superou as expectativas da Blumhouse

Michael Myers superou o James Bond neste final de semana, na bilheteria norte-americana — aliás, mais do que isso: superou até as expectativas da própria produtora, a Blumhouse. Na sua estreia, Halloween Kills somou US$ 50,35 milhões, enquanto a despedida de Daniel Craig da franquia fez aproximadamente a metade, isto é US$ 24,3 milhões, uma queda de 56% em comparação com o semana anterior.

O também estreante O Último Duelo, por sua vez, teve um desempenho bem mais tímido, garantindo apenas o quinto lugar no ranking. O longa dirigido por Ridley Scott e dono de um elenco impressionante (Matt DamonBen AffleckAdam Driver e Jodie Comer) fez somente US$ 4,82 milhões nas mais de 3 mil salas onde foi exibido.

Venom: Tempo de Carnificina, vale dizer, se manteve no Top 3, arrecadando US$ 16,5 milhões. Deste modo, o longa liderado por Tom Hardy já fez no país US$ 168 milhões em três semanas. A Família Addams 2 ficou em quarto com US$ 7.19 milhões.

As formas devastadoras como depressão e ansiedade afetam o corpo

Mente e corpo formam uma via de mão-dupla e se influenciam diretamente na saúde e na doença
Jane E. Brody, The New York Times – Life/Style, O Estado de S.Paulo

NYT - Life/Style (não usar em outras publicações).
Ilustração de Gracia Lam/The New York Times.

Não causa surpresa que a notícia de um diagnóstico de doença cardíacacâncer ou qualquer outra doença física limitante ou com risco de vida, provoque ansiedade ou depressão. Mas o inverso também pode ser verdadeiro: a ansiedade ou a depressão excessivas podem estimular o desenvolvimento de uma doença física séria e até mesmo impedir a capacidade de resistir ou se recuperar dela.

As consequências potenciais são particularmente oportunas, já que o estresse contínuo e as perturbações da pandemia continuam a afetar a saúde mental.

O organismo humano não reconhece a separação artificial das doenças mentais e físicas feita pelos médicos. Na verdade, a mente e o corpo formam uma via de mão dupla. O que acontece dentro da cabeça de uma pessoa pode ter efeitos prejudiciais em todo o corpo, bem como o contrário. Uma doença mental não tratada pode aumentar significativamente o risco de ficar fisicamente doente, e os distúrbios físicos podem resultar em comportamentos que pioram as condições mentais.

Jane E. Brody, The New York Times – Life/Style, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2021 | 05h00

Não causa surpresa que a notícia de um diagnóstico de doença cardíacacâncer ou qualquer outra doença física limitante ou com risco de vida, provoque ansiedade ou depressão. Mas o inverso também pode ser verdadeiro: a ansiedade ou a depressão excessivas podem estimular o desenvolvimento de uma doença física séria e até mesmo impedir a capacidade de resistir ou se recuperar dela.

As consequências potenciais são particularmente oportunas, já que o estresse contínuo e as perturbações da pandemia continuam a afetar a saúde mental.

O organismo humano não reconhece a separação artificial das doenças mentais e físicas feita pelos médicos. Na verdade, a mente e o corpo formam uma via de mão dupla. O que acontece dentro da cabeça de uma pessoa pode ter efeitos prejudiciais em todo o corpo, bem como o contrário. Uma doença mental não tratada pode aumentar significativamente o risco de ficar fisicamente doente, e os distúrbios físicos podem resultar em comportamentos que pioram as condições mentais.PUBLICIDADE

Em estudos que acompanharam pacientes com câncer de mama, por exemplo, o Dr. David Spiegel e seus colegas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford mostraram, décadas atrás, que as mulheres cuja depressão melhorava viviam mais do que aquelas cuja depressão se agravava. Sua pesquisa e outros estudos mostraram claramente que “o cérebro está intimamente conectado ao corpo e o corpo ao cérebro”, disse Spiegel em uma entrevista. “O corpo tende a reagir ao estresse mental como se fosse um estresse físico.”

Apesar dessa evidência, ele e outros especialistas dizem, o sofrimento emocional crônico é frequentemente ignorado pelos médicos. Normalmente, um médico prescreve um tratamento para doenças físicas como doenças cardíacas ou diabetes, sem se questionar por que alguns pacientes pioram em vez de melhorar.

Muitas pessoas relutam em procurar tratamentos para doenças emocionais. Algumas pessoas com ansiedade ou depressão podem temer serem estigmatizadas, mesmo reconhecendo que têm um problema psicológico sério. Muitas tentam tratar seu sofrimento emocional adotando comportamentos como beber muito ou usar drogas, o que apenas piora uma doença pré-existente.  

E às vezes, pessoas da família e amigos inadvertidamente reforçam a negação de sofrimento mental de alguém dizendo coisas como “ele é assim mesmo” e não fazendo nada para incentivá-los a buscar ajuda profissional.

Quão comuns são a ansiedade e a depressão?

Os distúrbios de ansiedade afetam aproximadamente 20% dos adultos americanos. Isso significa que milhões são acossados por uma superabundância de respostas de “luta ou fuga” que prepara o corpo para a ação. Quando você está estressado, o cérebro responde provocando a liberação de cortisol, o sistema de alarme da natureza. Ele evoluiu para ajudar os animais que enfrentam ameaças físicas, aumentando a respiração, elevando o ritmo cardíaco e redirecionando o fluxo sanguíneo dos órgãos abdominais para os músculos que ajudam a enfrentar ou  escapar do perigo.

Essas ações protetoras originam-se nos neurotransmissores epinefrina e norepinefrina, que estimulam o sistema nervoso simpático e colocam o corpo em alerta máximo. Mas quando eles são solicitados com muita frequência e indiscriminadamente, a superestimulação crônica pode resultar em todos os tipos de doenças físicas, incluindo indigestão, cólicas, diarreia ou prisão de ventre e um risco maior de ataque cardíaco ou derrame.

depressão, embora menos comum do que a ansiedade crônica, pode ter efeitos ainda mais devastadores sobre a saúde física. Embora seja normal se sentir deprimido de vez em quando, mais de 6% dos adultos têm sentimentos persistentes de depressão que acabam dificultando os relacionamentos pessoais, interferem no trabalho e no lazer e prejudicam sua capacidade de enfrentar os desafios da vida diária. A depressão persistente também pode exacerbar a percepção de dor de uma pessoa e aumentar suas chances de desenvolver dor crônica.

“A depressão diminui a capacidade de uma pessoa de analisar e responder racionalmente ao estresse,” disse Spiegel. “Elas acabam em um círculo vicioso com capacidade limitada para sair de um estado mental negativo.”

Para piorar as coisas, a ansiedade e a depressão excessivas frequentemente coexistem, deixando as pessoas vulneráveis a um conjunto de doenças físicas e à incapacidade de adotar e persistir na terapia necessária.

O tratamento pode combater o impacto emocional

Embora a ansiedade e a depressão persistentes sejam altamente tratáveis com medicamentos, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia, sem tratamento essas condições tendem a piorar. Segundo o Dr. John Frownfelter, o tratamento para qualquer condição funciona melhor quando os médicos entendem “as pressões que os pacientes enfrentam que afetam seu comportamento e resultam em danos clínicos”.

Frownfelter é internista e diretor médico de uma startup chamada Jvion. A organização utiliza inteligência artificial para identificar não apenas fatores médicos, mas também psicológicos, sociais e comportamentais que podem impactar a eficácia do tratamento na saúde dos pacientes. Seu objetivo é promover abordagens mais holísticas que tratem o paciente por inteiro, corpo e mente combinados.

As análises utilizadas pela Jvion, uma palavra hindi que significa “dar vida” podem alertar um médico quando a depressão de base estiver prejudicando a eficácia dos tratamentos prescritos para outra condição. Por exemplo, os pacientes em tratamento para diabetes que estão se sentindo desesperados podem não melhorar porque tomam a medicação prescrita apenas esporadicamente e não seguem uma dieta adequada, disse Frownfelter.

“Sempre falamos sobre a depressão como uma complicação de doenças crônicas”, escreveu Frownfelter no Medpage Today de julho. “Mas não falamos o suficiente sobre como a depressão pode levar a doenças crônicas. Pacientes com depressão podem não ter motivação para se exercitar regularmente ou cozinhar refeições saudáveis. Muitos também têm problemas para dormir o necessário.” /TRADUÇÃO LÍVIA BUELONI GONÇALVES

Amora Mautner sobre ‘Verdades secretas II’: ‘É o sexo como eu gostaria de ver’

Diretora artística fala sobre processo de criação, conta que experimentou práticas eróticas mostradas na novela e partiu do ponto de vista pessoal para levar um olhar feminino às cenas quentes: ‘Como mulher, eu teria tesão em assistir’
Maria Fortuna

Amora Mautner assina a direção artística da primeira novela brasileira feita originalmente para o streaming Foto: Marcus Sabah / Divulgação

Amora Mautner seduz até um poste. A voz grave, o jeito de conversar aproximando o corpo da outra pessoa e o olhar de ressaca cravado no interlocutor carregam de intensidade a já forte presença de uma mulher guiada pela libido em tudo que faz. Não à toa, ela é definida por atores como “um aquecedor de set”. É difícil imaginar, portanto, nome melhor para assinar a direção artística da erótica “Verdades secretas II”, que retrata o submundo escondido sob o glamour da moda, do luxo e do poder. A primeira novela brasileira feita originalmente para o streaming estreia quarta-feira (20), no Globoplay.

Perspectiva feminina

A chegada da diretora ao projeto traz uma mudança de perspectiva. Agora, a série é rodada sob o ponto de vista de uma mulher. E, em se tratando de sexo, esse olhar pode transformar tudo. Ainda mais se levarmos em conta que nosso imaginário sexual foi praticamente todo construído a partir da ótica masculina. E que, raramente, ela se comunica com o desejo feminino…

— Parti de um ponto de vista pessoal, quis expressar o que me representa. Filme pornô não me dá tesão. O que gosto de ver é sobre a iminência, a atmosfera, o que está por trás. Pensei muito na frase do Caetano “mantém sempre teso o arco da promessa”, da música (“A tua presença morena”) que voltei a ouvir muito nesses tempos — conta ela. — A gente está falando de uma pulsão de liberdade, que traz a sexualidade como algo primordial, do eros. Essa atmosfera vive muito mais na iminência do que na realização. A série é erótica mesmo numa cena de duas pessoas tomando cafezinho. O tesão vai subindo dramaticamente e, na hora ‘h’, está tudo impregnado de subjetividade. Como mulher, eu teria tesão em assistir. É o sexo como eu gostaria de ver.

Não só ela como as protagonistas da série, as atrizes Camila Queiroz (Angel), Agatha Moreira (Giovanna) e a novata Julia Byrro (Lara). O trio praticamente dirigiu as cenas calientes junto com Amora. Trouxeram ideias, soluções e até sugestões de marcação de cena.

— Amora fez questão de acompanhar todas as cenas de sexo bem de perto. Era pouquíssima gente no set, e a gente ficava super à vontade, criando— diz Agatha.

O ator Romulo Estrela, vértice de um triângulo amoroso com Angel e Giovanna, também deu seus pitacos. E, assim, num processo que envolveu todo o elenco e incluiu ensaios na casa de Amora e danças cúmplices no set, a diretora foi ganhando intimidade com os atores.

— O diretor tem um controle invisível sobre o set, que é a gira. Quando entro no estúdio, tento cativar essa gira que, nesse caso, era a da liberdade erótica. As atrizes entraram nela, eu dançava com a Agatha, vinha a Camila… Na hora é mágico, vem a energia do ator, do contrarregra, de toda a equipe, e a gente vai construindo essa relação — narra Amora, que conseguiu criar um ambiente de confiança para que os atores se entregassem. — Todas as partes do corpo que o público vai ver são 100% do atores. Não tivemos dublês (exceto para cenas específicas de algumas práticas de sadomasoquismo) nem trabalhamos com próteses — brinca ela, referindo-se ao recurso que tem sido bastante usado em produções estrangeiras.

O que também criou cumplicidade entre diretora e elenco foi o fato de Amora experimentar antes as práticas eróticas mostradas na série. Ela encarou até o shibari, técnica japonesa de imobilização com cordas, que estimula regiões erógenas sem que a pessoa possa reagir.

— Tudo que as atrizes fizeram, eu fiz antes — afirma. — O shibari é maravilhoso e acho que vai virar moda. Quando te amarram, o seu cérebro sente que está em perigo e lança uma química que ativa um relaxamento sensacional. Se saía do set afetada pelo erotismo, agora vou sair da série muito bem, sabendo shibari e strip.

‘Quis botar os atores pulsantes, fora de si’

“Verdades secretas II” chega com a proposta de unir o rigor estético das séries com o ritmo e a linguagem das novelas. A história que se desenvolve em um arco longo por meio de ganchos permanece no DNA do folhetim de Walcyr Carrasco. Amora Mautner entra nessa dança munida da ousadia e da liberdade que o streaming permite. O que mais impactou a diretora ao ler o texto foram os personagens sombrios.

— Brinco que são vários Walcyr, ele é meio Fernando Pessoa. Nessa série, ativou o modo 23 horas — diverte-se a parceira do autor em novelas leves como “O cravo e a rosa” e “A dona do pedaço”. — Os personagens são agudos, nietzschianos, amorais, acima do bem e do mal e múltiplos. Vivem em 50 capítulos a transformação da complexidade humana. Meu ponto de partida é tentar fazer o público entender, aos poucos, quais são as verdades secretas de cada um, mostrando que o que está por trás delas é cada vez mais humano, até chegar no clímax de thriller erótico.

E o espectador vai embarcar na trama no lugar de voyeur, conduzido por uma câmera à la “janela indiscreta”. Amora também optou pelo que chama de “narrativa formalista” como ferramenta dramática.

— É um estilo de filmar que enfatiza os elementos estéticos e cria uma ar artificial. Uso cenário, luz, figurino para criar uma atmosfera não realista, narrar o que não está sendo dito e abrir espaço para elementos estranhos — diz ela, que convidou três diretores de cinema com essa linguagem (Gabriela Amaral Almeida, Fellipe Barbosa e Bruno Safadi) para colocar em prática o seu conceito.

Ela também usou o recurso do Matte Painting, espécie de computação gráfica artesanal, para criar a artificialidade e buscou referências em filmes sugeridos pela parceira de criação, Raphaela Leite, que selecionou longas nórdicos, obras de David Lynch e thrillers eróticos dos anos 1990. O cineasta alemão Douglas Sirkr, considerado o rei do melodrama, é uma influência recorrente no trabalho da diretora.

Nada disso, no entanto, foi mais importante para a série do que o “fogo no set”.

— Quis botar os atores pulsantes, fora de si. Eles estão dionisíacos — garante Amora.

Na novela, a diretora, que contou com Roberto Audio no trabalho de preparação, lança a atriz Julia Byrro, de 20 anos. Ela é Lara, adolescente estuprada pelo padrasto (Julio Machado). A menina é uma descoberta de Amora.

— É uma mistura de Brooke Shields com Malu Mader — compara Amora.