Governo do DF tenta trazer de volta ao Brasil acervo do urbanista e arquiteto Lucio Costa referente ao projeto de Brasília

Secretário de Cultura pede apoio ao Iphan para análise dos 11 mil documentos doados a Portugal

foto preto e branco mostra homem calvo e de bigode, vestindo terno e gravata, num escritório, tendo ao fundo mesa com papéis empilhados ao fundo
O arquiteto e urbanista Lucio Costa (1902-1998), cujo acervo foi doado para a Casa da Arquitectura, em Portugal – Espólio Lucio Costa/Acervo Casa da Arquitectura

Em ofício enviado ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) nesta sexta-feira (22), o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, solicita colaboração para buscar uma estratégia para que a parte do acervo do urbanista e arquiteto Lúcio Costa referente ao projeto de Brasília retorne ao Brasil.

Costa é conhecido como pai de Brasília por ter sido o responsável pelo projeto que balizou sua construção.

O acervo de Costa, com 11 mil documentos, foi transferido à Casa da Arquitectura após decisão de sua família, que disse que no Brasil não há nenhum lugar com a mesma infraestrutura, reserva técnica, capacidade de treinamento e cuidado do acervo da instituição localizada em Portugal.

No ofício, Rodrigues provoca o Iphan para que avalie se há registro de tombamento entre os documentos doados para a Casa da Arquitectura.

Ainda que não haja registro de tombamento dos bens, argumenta o secretário, é necessário analisar se há no acervo obras pertencentes ao Distrito Federal, em especial aquelas que tratam do concurso público para construção de Brasília realizado entre 1956 e 1957 e vencido por Lucio Costa.

“Os documentos que tratam da construção da capital do país possuem relevante valor histórico e cultural para o Brasil, em especial para o Distrito Federal, sendo abarcados pela proteção constitucional conferida aos bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”, diz o ofício.

Ao finalizar seu texto, Rodrigues solicita apoio do Iphan na “construção conjunta de solução que vise o retorno do acervo ao Brasil.”

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