TikTok, YouTube e Snap terão de depor sobre segurança de crianças após crise no Facebook

Audiência marcada para a próxima terça-feira será um desdobramento de uma pressão contra o Facebook que ganhou força nos últimos meses

Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, tornou públicos documentos que mostram que a empresa estava ciente do impacto da plataforma no bem-estar de jovens

Os debates no Congresso americano que colocaram o Facebook contra a parede desde o final de setembro vão avançar agora para outras empresas de tecnologia. Executivos do YouTube, do TikTok e da Snap (dona do Snapchat) foram convocados para depor no Senado dos EUA na próxima terça-feira, 26, e responder como as plataformas protegem crianças e adolescentes. 

A audiência será um desdobramento de uma pressão contra o Facebook que ganhou força nos últimos meses: Frances Haugen, ex-funcionária da empresa de Mark Zuckerberg, tornou públicos documentos que mostram, entre outras coisas, que o Facebook estava ciente do impacto da plataforma no bem-estar de jovens, mas não tomou medidas para conter os danos – uma das pesquisas conduzidas pela própria empresa diz que 1 em cada 3 meninas que se sentiam mal com o próprio corpo ficavam ainda pior ao acessar o Instagram.

Após as revelações, Antigone Davis, diretora de segurança do Facebook, prestou depoimento ao governo americano sobre o assunto no dia 30 de setembro – Frances também participou de uma audiência em outubro

“Revelações recentes sobre danos a crianças online mostram que as Big Techs estão enfrentando seu momento Big Tobacco, de ajuste de contas”, afirmou o senador Richard Blumenthal, presidente do Subcomitê de Proteção ao Consumidor. “Precisamos entender o impacto de plataformas populares como Snapchat, TikTok e YouTube nas crianças e o que as empresas podem fazer melhor para mantê-las seguras.”

Participarão da audiência os executivos de políticas públicas de cada empresa: Jennifer Stout (Snap), Michael Beckerman (TikTok) e Leslie Miller (YouTube). 

Antigone Davis, do Facebook, usou a última fala do seu depoimento em setembro para reforçar a necessidade de outras plataformas, como TikTok e YouTube, participarem do debate de proteção de crianças.

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