Naomi Campbell – Kith for Calvin Klein 2021 Campaign

Kith for Calvin Klein 2021 Campaign
Source: kith.com
Published: September 2021

In this picture: Naomi Campbell
Credits for this picture: Campbell Addy (Photographer), Jessica Willis (Fashion Editor/Stylist), Lorenzo Barcella (Hair Stylist)

All people in this campaign:

Campbell Addy – Photographer Jessica Willis – Fashion Editor/Stylist Lorenzo Barcella – Hair Stylist Naomi Campbell – Model

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‘Nunca imaginei que seria um símbolo no Brasil’, diz Rebeca Andrade

Ginasta fala sobre sobre infância, terapia e relação com a maquiagem: ‘Estou amando esse universo de beleza, moda e recebidos’
Karina Hollo

Rebeca Andrade Foto: Divulgação
Rebeca Andrade Foto: Divulgação

Não bastasse a história de superação, coragem e determinação, Rebeca Andrade é doce. A ginastaolímpica de 22 anos que trouxe duas medalhas para o Brasil é daquelas personagens que mostram que resiliência leva ao sucesso. No último fim de semana, ela conquistou uma medalha de ouro no salto e uma de prata nas barras assimétricas no Mundial de Ginástica, no Japão.

Encarando dificuldades como molas propulsoras, ela saltou da periferia de São Paulo para o mundo — e aterrisou com as pernas juntas, a espinha ereta e o coração tranquilo. 

Rebeca conversou com a ELA sobre a relação com Daiane dos Santos, os anos de terapia e o orgulho que tem de si mesma.

O GLOBO: Como é ter se tornado influenciadora, um símbolo não só dentro do esporte como um símbolo feminino no Brasil?

Nunca imaginei que seria um símbolo no Brasil. Ter me tornado alguém que influencia outras pessoas me traz muito orgulho. Eu fui influenciada no meu início na ginástica e sei como isso fez diferença na minha vida. Hoje, eu inspiro com a minha fala, trajetória e tudo o que eu vivi não só crianças e adolescentes, como também adultos. Ver que o Brasil tem um carinho muito grande por mim é uma coisa que eu não consigo explicar com palavras, sabe?  Eu tento sempre ser o melhor que posso. Sou muito alegre e gosto de passar isso nas minhas redes. E gosto de falar das dificuldades que eu enfrentei e saber que foram importantes. Foi daí que veio o meu crescimento pessoal e profissional. Eu gosto sempre de passar que precisamos ser fortes. Que os obstáculos vão estar sempre lá, mas que a gente precisa lutar pelo o que a gente quer. 

Você é a estrela da nova coleção de maquiagem da Vult. Qual sua relação com a maquiagem?

Minha relação com a maquiagem é muito boa. Não uso todos os dias, mas quando uso, ela retrata aquilo que estou sentindo. Quando vou para competição, uso uma make que me mostre mais forte, determinada e, ao mesmo tempo, graciosa — que é o que se pede muito do lado artístico. No dia a dia, sou mais tranquila: uso base, rímel, gloss. Estou amando esse universo de beleza, moda e recebidos. É uma coisa muito nova e diferente pra mim pois eu sempre fui muito voltada para o esporte. Estou conhecendo várias pessoas, vários estilos, maquiagens…

Como se sente sabendo que várias garotas querem ser Rebeca?

Acho muito legal, mas eu busco sempre dizer que elas não precisam ser iguais a mim. Eu quero que elas tenham os próprios sonhos, mas que lutem como eu lutei para alcançar o que eu alcancei. Eu acho que isso faz a diferença. Você usar a força do outro como base para conquistar o que quer faz toda a diferença. Entender que os obstáculos vão estar lá, mas que você tem força suficiente para ultrapassá-los. Vencer seu medo é muito importante. Curti cada momento. Nas dificuldades, eu consegui dar um sorriso, ver o lado positivo.

O CT de Guarulhos, onde você treina, está lotado de Rebequinhas. Meninas que querem ser uma atleta como você. Que conselhos daria a elas?

Meu conselho é: lutem muito pois a vida é difícil e os obstáculos estarão sempre aí. Para alcançar aquele sonho é preciso lutar, acreditar, confiar e ter pessoas que ajudem você a chegar lá. E ser grato, pois ninguém chega a lugar nenhum sozinho.

Daiane dos Santos era sua inspiração e você é a dessa geração. Como é isso?

É incrível! A Dai foi uma pessoa em quem eu me inspirei demais para iniciar e continuar na ginástica. Então, não tem outra palavra que não seja gratidão. Minha relação com a Dai é muito boa. Desde a primeira vez que eu a conheci, a gente se deu muito bem. Eu era muito novinha e ela até me ensinou a fazer um exercício! Conforme o tempo foi passando, fui amadurecendo. Ela foi diversas vezes no ginásio, dava dicas. Depois da Olimpíada, eu ainda não consegui encontrar com ela, mas a gente já conversou e eu lembro da emoção que ela teve ao me ver conquistando as medalhas. Gerações e gerações esperavam por essa medalha. Esperavam por essa notícia e foi muito lindo. A sensação era de que eu não estava lá sozinha mesmo. Parecia que o Brasil inteiro estava no pódio com a gente.

Rebeca Andrade Foto: Divulgação

 Durante as Olimpíadas, lemos muitas matérias falando das dificuldades que você passou na infância. É verdade que chegou a andar duas horas a pé porque não tinha dinheiro para o  ônibus?

Sim. Eu já tive que andar a pé para ir para o ginásio, fui de bicicleta, de ônibus, de perua. Mas lembro com muito carinho disso tudo. Eu ia com meus irmãos, minha mãe. E lembro que foi difícil mas nunca sofrido, porque eu sempre fiz tudo com muito amor. E meus irmãos fizeram tudo por mim com muito carinho. Então, eu tenho uma gratidão enorme. No começo, eu só era a Rebeca. Eu não era a Rebeca Andrade, eu não sabia o que eu seria hoje. Então, a força que a minha família me deu, no início, o incentivo de me deixar sair de casa, a confiança da minha mãe – porque não é fácil pra uma mãe deixar o seu filho partir. E ao mesmo tempo, ela entendeu que aquilo seria uma oportunidade incrível para mim. Para amadurecer, me lapidar como ser humano e atleta. Eu aprendi muita coisa. O essencial, o que realmente vale a pena levar da vida, eu aprendi desde quando eu nasci até os meus 10 anos, quando precisei sair de casa. O resto eu fui aprendendo com o tempo.

Como faz para manter a cabeça no lugar e não se deslumbrar com a fama e o sucesso? A terapia ajuda?

Esta questão de fama e sucesso, trabalho na minha mente há tempos. As pessoas sempre esperaram muito de mim, desde cedo. Mas aí eu tive minhas lesões e as minhas conquistas acabaram sendo adiadas. Minha mãe também sempre colocou o meu pé no chão, sabe? Ela falava: “Você tem talento, é uma menina incrível, tem um coração de ouro, mas você precisa saber de onde veio, saber o que importa”. Ela nunca deixou que eu me deslumbrasse. Queria que eu fosse feliz, grata e sabendo o que realmente era importante. Com certeza, a terapia me ajudou muito também. Tenho acompanhamento psicológico desde os 13 anos e isso fez toda a diferença. A minha psicóloga me conhece como a minha mãe. Sempre conto tudo para elas! Acho que o que realmente importa na vida é ser capaz de ajudar o próximo. Fama e sucesso são maravilhosos porque mostram uma conquista do seu trabalho. Mas tenho consciência do que realmente vale a pena. Descobri isso muito cedo com a minha mãe, e trabalhei muito cedo com a psicóloga.

Teve medo de sofrer com a depressão que Simone Biles sofreu?

Não e sou muito grata por não ter precisado enfrentar algo tão grande e difícil. É uma questão psicológica que você precisa de muito tempo pra resolver, complicada. Fingir pras pessoas que está tudo bem, que está tudo certo, acho que deve ser uma das coisas mais assustadoras da vida. Eu não consegui falar com ela nas Olimpíadas porque a gente tinha que seguir os protocolos. Então, o máximo que disse foi um ‘oi’ e segui reto porque a gente não poderia conversar. Não sei, talvez se a gente se encontrar em uma outra competição, possa falar. Verdade que eu não falo inglês, então fica difícil (rs). Ela sempre foi muito carinhosa comigo, um amor de pessoa quando a conheci, em 2016 e em outras competições onde a gente acabou se encontrando. Simone falou coisas maravilhosas sobre meu esporte. Disse que eu era uma menina incrível, muito talentosa. Falou pra eu não desistir e isso foi muito legal e importante. Espero que ela melhore logo.

Estúdio espanhol Arquimaña cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa

A Openbike foi desenvolvida pelo escritório de arquitetura Arquimaña e o manual para a montagem do veículo está disponível online
CAMILA SANTOS

Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Lopez de Zubiria)
(Foto: Lopez de Zubiria)

Em meio a cidades cada vez mais populosas, a busca por soluções que reduzam os danos causados ao meio ambiente são primordiais para garantir condições favoráveis para as gerações futuras. Atento a essa necessidade, o estúdio espanhol Arquimaña desenvolveu uma bicicleta feita de compensado (material formadas por lâminas de madeira sobrepostas) que pode ser baixada e fabricada por qualquer pessoa no mundo.

Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Arquimaña)
 (Foto: Arquimaña)

Batizado de Openbike, o projeto é apresentado como um manifesto sobre urbanismo sustentável, transporte limpo e conhecimento compartilhado, que permite capacitar o cidadão como agente transformador. Priorizando a produção com recursos locais, a iniciativa visa incentivar o desenvolvimento de cidades ativas e produtivas, tentando minimizar as emissões de carbono.

Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Arquimaña)
(Foto: Arquimaña)
Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Arquimaña)
 (Foto: Arquimaña)

Quem tiver interesse em montar a bicicleta, deve baixar os desenhos em um site disponibilizado pelo estúdio, onde estão todas as instruções para a construção do veículo. Após o download, é recomendado que o usuário leve as imagens a fábricas com acesso a uma impressora 3D e máquinas específicas que possam fabricar as peças necessárias para construir a bicicleta em compensado. Por fim, segundo as orientações do estúdio Arquimaña, basta o indivíduo seguir o passo a passo detalhado no manual para concluir a montagem da bicicleta.https://fd09a364fce703b3754ed7c6f7e393b2.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Arquimaña)
 (Foto: Arquimaña)

Os arquivos de fabricação para a Openbike são licenciados sob Creative Commons 4.0, permitindo que sejam melhorados, modificados e compartilhados novamente. Para o estúdio responsável pelo projeto, o acesso a essa tecnologia propicia a popularização de processos de fabricação que antes eram inatingíveis fora da indústria.

Hamaguchi cria uma das maiores cenas eróticas da história do cinema em ‘Roda do Destino’

‘Roda do Destino’, que o diretor-sensação exibe na Mostra de SP, mostra como a tensão é próxima do tesão
Bruno Ghetti

Cena de 'Roda do Destino', de Ryusuke Hamaguchi
Cena de ‘Roda do Destino’, de Ryusuke Hamaguchi – Divulgação

RODA DO DESTINO ****

  • Quando Próximas sessões presenciais: Cinesesc, dia 26, às 17h10; Reserva Cultural, dia 28, às 15h40; Espaço Itaú Frei Caneca, dia 31, às 13h30
  • Elenco Kotone Furukawa, Kiyohiko Shibukawa, Katsuki Mori, Fusako Urabe, Aoba Kawai, Ayumu Nakajima
  • Produção Japão, 2021
  • Direção Ryusuke Hamaguchi
  • Link: https://45.mostra.org/filmes/a-roda-do-destino

O cineasta Ryusuke Hamaguchi é a grande sensação do cinema japonês atual. Só neste ano, teve dois filmes exibidos e premiados nos festivais de Berlim e de Cannes.

“Roda do Destino” abocanhou o Grande Prêmio do Júri na mostra alemã, e seus três episódios são mais do que suficientes para o público entender que a badalação é merecida.

O filme parte de três premissas envolvendo noções de sina e coincidência, na vida de diferentes mulheres em Tóquio. E todas são excelentes achados, pois fica nítido que vêm de uma grande mente imaginativa —hoje, talvez só Hong Sang-soo tenha o mesmo impulso criador. Mas o resultado seria outro nas mãos do sul-coreano, que provavelmente faria um longa distinto a partir de cada premissa —e todos, ainda que imperfeitos, seriam fascinantes.

Já Hamaguchi é um diretor menos intuitivo e com um senso de controle mais marcado, então limita suas histórias ao tamanho exato que elas deveriam ter —não parece sobrar ou faltar um segundo a nenhum dos episódios.

Cena de 'Roda do Destino', de Ryusuke Hamaguchi
Cena de ‘Roda do Destino’, de Ryusuke Hamaguchi – Divulgação

O primeiro mostra um triângulo amoroso numa trama repleta de acasos. A melhor cena se dá em um táxi, quando uma jovem detalha à amiga o flerte que teve com um rapaz. As falas têm uma sensualidade delicada, romântica, mas a forma como Hamaguchi encena essa conversa eleva a sequência a um outro nível de carga sexual.

Pelo vidro do fundo, vemos que o carro adentra túneis e penetra entradas de viadutos, e embora esse tipo de metáfora visual possa parecer óbvia ou até vulgar em outros filmes, aqui ela de fato amplia o potencial erótico da cena. Ainda que de soslaio, Tóquio nunca foi tão sexy.

No episódio seguinte, sobre dois estudantes que armam uma cilada para um professor, o talento de Hamaguchi é ainda mais espantoso. A aluna tenta seduzir o mestre, lendo em voz alta o trecho mais lascivo de um romance escrito por ele. As frases são ostensivamente pornográficas, mas o real erotismo da cena vem justamente da maneira contida em que os dois personagens interagem.

Afinal, há vários níveis de apreensão em jogo —as inerentes a um flerte atrevido, a de um golpe que pode ser desmascarado, a de uma porta que precisa ficar aberta. Hamaguchi mostra o quanto tensão se assemelha a tesão. É, desde já, uma das grandes cenas eróticas sem nudez da história do cinema.

O conteúdo da conversa e a técnica de encenação revelam uma infinidade de questões subjacentes envolvendo relações hierárquicas, sentimento de inadequação no mundo, descoberta de novas fontes de prazer sexual.

De repente, em pouco mais de 20 minutos, o professor e a aluna já se tornaram personagens de uma inacreditável solidez. O espectador começa a achar que talvez tenha sido um erro deixar esse capítulo para o meio, porque vai ser difícil conseguir manter o mesmo nível de brilhantismo no resto do filme.

Mas eis que chega o terceiro episódio, e o que parecia impossível acontece. Em alguns aspectos, ele consegue a proeza de ser ainda melhor do que o segundo. Narra o encontro entre duas mulheres que se reconhecem numa escada rolante e travam uma longa conversa, sobre a qual é melhor não revelar muito, para evitar spoilers.

É marcante a franqueza das personagens de Hamaguchi. Elas são de uma invejável honestidade consigo próprias e com seus interlocutores, mesmo quando pretendem inicialmente ludibriar os outros. Não escondem, inclusive, que são pessoas cheia de dúvidas e de áreas cinzentas. Deixam as verdades brotar para fora de si, e existe nessa atitude um elemento de autoterapia, talvez catarse.

Hamaguchi também é franco com o público —desta vez, corrige seu erro do longa anterior, “Asako I e II”, e não prolonga situações desnecessariamente. É como se o cineasta tivesse tomado ciência de suas próprias limitações e, em seu jogo limpo com o espectador, só leva o filme até onde ele deve ir.

Há algo de indecoroso em atacar um diretor pela excelência do próprio trabalho, mas aqui é inevitável. O maior problema de “Roda do Destino” está na quase perfeição de seus episódios.

Entre cada capítulo, há, sim, espelhamentos e mesmo fricções possíveis, mas a verdade é que qualquer tentativa de diálogo entre eles sempre resulta no empobrecimento do que cada um deles trazia de melhor, de mais específico, quando tomado isoladamente. Sozinhos, expandem a mente do espectador, enquanto, acareados, estreitam e direcionam nossos pensamentos.

Num livro de contos, é sempre possível parar quando se termina de ler um deles, mas num longa de episódios existe necessariamente um fluxo a ser percorrido —e, assim, relações a serem estabelecidas entre as partes.

Em “Roda do Destino”, várias questões levantadas em cada um dos trechos terminam jogadas ao vento, sacrificadas pelo que traz o episódio a seguir —ou pelo conceito geral de “destino”, que de repente se torna embaraçosamente pequeno diante de outras questões que os capítulos sugerem. O longa se autossabota.

É a maldição do formato. Filmes em episódios ou nunca constituem uma obra verdadeiramente homogênea ou fracassam em articular os capítulos em sua completude. Grandes mestres do passado, como Rossellini, Ophüls e Kurosawa, já toparam com essa dificuldade.

Hamaguchi, um mestre do presente, apenas cumpre o que lhe reservava a sina. Ironicamente, num filme sobre o destino.

Alexander Wang

Fleece Formal
Source:  alexanderwang.com
Published: October 2021

In this picture: Yun Xie
Credits for this picture: Alexander Wang (Designer), Joyce Ng (Photographer)

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Alexander Wang – Designer Joyce Ng – Photographer Yun Xie – Model

In this picture: Yun Xie
Credits for this picture: Alexander Wang (Designer), Joyce Ng (Photographer)

Ter plantas em casa torna moradores mais felizes e produtivos, diz pesquisa

Segundo o estudo, a companhia das plantinhas ajuda a melhorar a saúde mental e reduzir sintomas de estresse e ansiedade
BRUNA MARTINS

Ter plantas em casa torna moradores mais felizes e produtivos, diz pesquisa (Foto: Getty Images)

Você acha que estar rodeado de plantas em casa te faz mais feliz? Pelo jeito, isso pode não ser só uma impressão ou coincidência – mas sim um fato. Uma pesquisa realizada no Reino Unido constatou que uma casa cheia de plantas faz, sim, seus moradores mais felizes.

Para 60% dos entrevistados pelo site The Joy of Plants, responsável pelo estudo, a companhia das espécies faz com que eles sintam uma maior felicidade dentro do próprio lar. Além disso, mais da metade disse se sentir mais produtivo por estar cercado de plantas.

Já deu para perceber que apostar na vegetação dentro de casa traz impactos positivos para muito além da decoração. Mais de dois terços dos participantes do estudo afirmaram que as plantas também têm a capacidade de ajudar na saúde mental.

Para James Wong, botânico e paisagista à frente da pesquisa, isso acontece porque a cor verde das plantas ajuda a reduzir os níveis de estresse. Além disso, em entrevista ao jornal The Sun, o especialista também disse acreditar que ter algo vivo para cuidar funciona como um exercício de atenção, ajudando na concentração e aliviando sintomas como tensão e ansiedade.

5 plantas que são tendências para a decoração da casa (Foto: Reprodução / Instagram / @theplantjunki)
(Foto: Reprodução / Instagram / @theplantjunki)

E tem quem seja ainda mais dedicado no cuidado diário com suas espécies em casa. De acordo com a pesquisa, 23% dos pais ou mães de plantas chegam até a conversar com elas diariamente, enquanto 20% colocam músicas para as flores e folhas crescerem em um ambiente ainda mais saudável.

E você, se identifica com os resultados dessa pesquisa?

Melhor amigo da diretora de fotografia Halyna Hutchins morta por Alec Baldwin relembra instantes de desespero: ‘Segurei ela nos meus braços’

Eletricista-chefe do set aponta ‘negligência e falta de profissionalismo’ como verdadeiras causas da tragédia: ‘Nenhum centavo economizado vale a vida de uma pessoa’, ele se manifesta

O eletricista Serge Svetnoy e a diretora de fotografia Halyna Hutchins: melhores amigos Foto: Reprodução / Facebook

Técnico de iluminação e eletricista-chefe do set de “Rust”, filme produzido pelo ator Alec Baldwin, Serge Svetnoy contou, por meio de um relato contundente publicado nas redes sociais, como foram os últimos instantes da diretora de fotografia Halyna Hutchins, morta por um disparo acidental realizado por Baldwin.

Um dos melhores amigos da diretora, Svetnoy era a pessoa mais próxima de Halyna no momento em que aconteceu o acidente. “Sim, eu estava ombro a ombro com Halyna durante esse tiro fatal que tirou sua vida e feriu o diretor Joel Souza. Segurei ela nos meus braços enquanto ela estava morrendo. O sangue dela estava em minhas mãos”, recordou o profissional.

Na mesma publicação, o eletricista ressalta que a negligência e a falta de profissionalismo são os verdadeiros motivos para que a tragédia tenha acontecido. “A pessoa que deveria verificar a arma no local não fez isso; a pessoa que deveria ter anunciado que havia uma arma carregada no local também não fez isso; a pessoa que deveria ter verificado essa arma antes de trazê-la para o set não o fez”, listou o técnico.

No post que foi publicado no Instagram e no Facebook, e que vem sendo compartilhado por astros de Hollywood, como a atriz Lena Headey, de “Game of Thrones”, o técnico de iluminação diz que mantinha uma amizade longeva com Halyna e que havia trabalhado em todos os filmes que a amiga atuou como diretora de fotografia.

“Para economizar às vezes um centavo, você contrata pessoas que não são totalmente qualificadas para um trabalho complicado e perigoso e arrisca a vida de outras pessoas que estão por perto e a sua também”, lamentou, ao comentar os erros cometidos pela produção do filme, que, segundo ele e outros colegas, mantinha condições inadequadas de trabalho no set.

“Eu entendo que você sempre luta pelo orçamento, mas não pode permitir que isso aconteça. É verdade que os profissionais podem custar um pouco mais e às vezes podem ser um pouco mais exigentes, mas vale a pena. Nenhum centavo economizado vale a vida de uma pessoa”, manifestou-se.