WhatsApp: já é possível migrar do iPhone para mais Androids

A novidade está disponível para aparelhos Pixel 6 e novos smartphones que venham com o Android 12 de fábrica

Depois de ter sido oficializada para aparelhos da Samsung, a migração do histórico de conversas da WhatsApp está sendo expandida para outros aparelhos — desta vez, para os smartphones Pixel e novos dispositivos lançados com o Android 12.

Conforme anunciado pelo Google, com a nova versão do sistema, é mais fácil transferir apps, mensagens, fotos, vídeos, contatos, calendários e muito mais de um iPhone para um dispositivo Android, e o Google trabalhou em parceria com o Facebook para trazer essa mesma facilidade ao mensageiro.

Para transferir os dados do WhatsApp de um iPhone para um Android, basta conectá-los via cabo (de Lightning para USB-C) e, quando solicitado durante a configuração do seu novo dispositivo Android, escanear o código QR no seu iPhone. O processo moverá todas as suas conversas e mídias para o novo aparelho.

Além disso, a transferência dos dados é segura e garante que o seu telefone antigo não receba novas mensagens enquanto a transferência estiver em andamento.

Um recurso de transferência similar já está disponível para smartphones Galaxy rodando o Android 10. Já o novo método está disponível para smartphones Pixel e em novos aparelhos que sejam lançados com o Android 12.

A função já estava em testes há um tempo. Agora, finalmente o processo de transferir dados do WhatsApp de um iPhone para o Android se tornou mais fácil.

já está em testes também, o processo inverso — para quem quiser migrar o WhatsApp de um Android para um iPhone. [MacMagazine]

Inside Vanessa Hudgens’s Enchanting L.A. Home | Open Door | Architectural Digest

Today AD brings you to the lush hillside neighborhood of Los Feliz in Los Angeles to visit the enchanting home of actress Vanessa Hudgens. Hudgens spent five years searching for the right property before settling upon the Georgian colonial house she now calls home, undertaking renovations both on her own and in tandem with interior designer Jake Arnold. With her work comes many nights on the road (she stars in Lin Manuel Miranda’s upcoming directorial debut, “Tick, Tick…Boom!”) meaning Vanessa’s home has become a place to return to, renew, and reconnect. “It’s nice to know that when I get home, I’ll have a bath waiting for me. I always savor that first soak.”

Hoje AD traz você ao exuberante bairro de Los Feliz, em Los Angeles, para visitar a encantadora casa da atriz Vanessa Hudgens. Hudgens passou cinco anos procurando a propriedade certa antes de se decidir pela casa colonial georgiana que ela agora chama de lar, realizando reformas por conta própria e em parceria com o designer de interiores Jake Arnold. Com seu trabalho vêm muitas noites na estrada (ela estrela a estréia na direção de Lin Manuel Miranda, “Tick, Tick … Boom!”), O que significa que a casa de Vanessa se tornou um lugar para retornar, renovar e reconectar. “É bom saber que quando eu chegar em casa, terei um banho esperando por mim. Sempre saboreio aquele primeiro molho. ”

Man of Metropolis October 2021 Covers

Man of Metropolis October 2021 Covers
Source: manofmetropolis.com
Published: October 2021

In this picture: Clint Mauro
Credits for this picture: Dennis Leupold (Photographer)

All people in this work:

Dennis Leupold – Photographer Clint Mauro – Model

In this picture: Clint Mauro
Credits for this picture: Dennis Leupold (Photographer)

Apple não tem interesse em mostradores de terceiros no Watch, sugere entrevista

Alan Dye e Stan Ng sentaram-se com a CNET para discutir algumas novidades sobre o Apple Watch Series 7

Apple Watch Series 7 foi lançado há algumas semanas e já está encontrando os pulsos dos seus primeiros compradores ao redor do mundo. Agora, como já é costume, executivos da Maçã vieram a público falar sobre as novidades do relógio e tratar de outros assuntos pertinentes ao dispositivo vestível da empresa.

Desta vez, a entrevista foi dada à CNET e os executivos responsáveis foram Alan Dye (vice-presidente de design de interface) e Stan Ng (vice-presidente de marketing de produto). De acordo com a dupla, a maior novidade do Apple Watch Series 7 — a tela maior — foi motivada por uma maior facilidade de leitura e interação com os elementos da interface, possibilitando aumentar o tamanho do texto exibido no painel e deixando o uso do relógio mais acessível.

Apesar disso, a Maçã continua acreditando que o Apple Watch não é um dispositivo de uso contínuo, como um iPhone, iPad ou Mac — seu verdadeiro propósito é ser uma tela para exibição de informações rápidas e comandos simples. As telas maiores, então, simplesmente transformam essas informações e ações em elementos mais fáceis e amigáveis. Segundo Ng:

Não estamos falando dos 30 minutos que você gasta olhando as redes sociais no seu telefone, ou a hora que você passa no seu Mac trabalhando no seu documento. O poder do Apple Watch está naquelas centenas de olhadinhas que você dá em um determinado dia e que podem fornecer a informação que você precisa naquele instante.

Obviamente, a ampliação das telas também permitiu à Apple adicionar alguns métodos de interação inéditos no relógio, como o teclado QuickPath. Segundo Dye, o teclado funciona apenas deslizando o dedo na tela porque não há espaço suficiente para designar teclas específicas — em vez disso, a inteligência artificial do dispositivo se encarrega de “entender” o que você está digitando somente com o deslizar do dedo.

A entrevista também serviu para questionar os executivos sobre o elefante na sala: por que, mesmo após sete anos e sete edições, a Maçã ainda não permite que desenvolvedores façam seus próprios mostradores para o Apple Watch nem tem planos de uma loja para distribuir essas criações. Segundo Dye, a questão é a consistência — e o fato de que o design dos mostradores é uma parte fundamental do Apple Watch.

Por mais crítico que seja o hardware no papel de distinguir o Apple Watch como o Apple Watch, nós pensamos que os mostradores também têm um papel importante nisso. Por isso nós somos tão cuidadosos em relação a isso ao longo dos anos — mesmo com uma grande variedade de mostradores [da Apple], todos eles têm elementos de design consistentes. Se você olhar bem, os ponteiros sempre são desenhados da mesma forma, mesmo aparecendo em cores diferentes. Nós achamos que chegamos a um equilíbrio bem interessante. Os mostradores em si oferecem várias possibilidades para usuários, e um template que eles podem usar para criar múltiplas complicações e transformar qualquer mostrador num mostrador único. E isso se transforma na interface, de certa forma, para seus aplicativos. [MacMagazine]

Roland JD-800 Software Synthesizer Overview | Vintage Digital Icon Now on Roland Cloud

Known for its massive amount of hands-on controls with an unapologetically electronic sound palette, the vintage JD-800 helped define the sounds of the ‘90s and beyond. The JD-800 Software Synthesizer allows you to get the coveted spacious sounds and hands-on experience of the original inside your DAW—with modern upgrades.

Surf the 64 original presets, plus 64 new presets using the original waveforms and crafted by top sound engineers. You can dive even deeper into your music creation and stack sounds with the expanded polyphony. Then, dig into seven multistage effects including distortion/overdrive, enhancer, spectrum equalizer, phaser, chorus, triple-tap delay, and a selection of reverbs with an expanded view for real-time tweaking. View all of this on the hyper-realistic interface to bring the JD-800 into your present-day workflow.

More Details:
• 64 original presets, plus 64 new presets
• Recreation of JD-800’s two-stage, multi-effects section with drag and drop reorder
• 7 effects: chorus, phaser, enhancer, distortion, spectrum, delay, and reverb
• Detailed, realistic interface is resizable and includes alternate views
• Expanded polyphony versus the original hardware
• VST3, AAX, and AU with support for Apple silicon

Conhecido por sua enorme quantidade de controles práticos com uma paleta de som aparentemente eletrônico, o JD-800 vintage ajudou a definir os sons dos anos 90 e além. O Sintetizador de Software JD-800 permite que você obtenha os cobiçados sons amplos e a experiência prática do original dentro de sua DAW – com atualizações modernas.

Navegue pelas 64 predefinições originais, além de 64 novas predefinições usando as formas de onda originais e criadas pelos melhores engenheiros de som. Você pode mergulhar ainda mais fundo em sua criação musical e empilhar sons com a polifonia expandida. Em seguida, mergulhe em sete efeitos de vários estágios, incluindo distorção / overdrive, enhancer, equalizador de espectro, phaser, chorus, delay triplo-tap e uma seleção de reverbs com uma visualização expandida para ajustes em tempo real. Veja tudo isso na interface hiper-realista para trazer o JD-800 para o seu fluxo de trabalho atual.

Mais detalhes:
• 64 predefinições originais, além de 64 novas predefinições
• Recriação da seção de múltiplos efeitos de dois estágios do JD-800 com reordenação de arrastar e soltar
• 7 efeitos: coro, phaser, realçador, distorção, espectro, atraso e reverberação
• A interface detalhada e realista é redimensionável e inclui visualizações alternativas
• Polifonia expandida em relação ao hardware original
• VST3, AAX e AU com suporte para Apple silicon

In this video:
0:00 – Introduction

0:37 – Sounds

1:31 – Presets

3:34 – Lead Sound Presets

5:05 – Programming

6:58 – Envelopes

8:10 – Filters

11:29 – Effects

Antiga mansão minimalista de Kanye West volta ao mercado por R$ 20,5 milhões

Localizado em Hollywood Hills, Los Angeles, o imóvel de 390 metros quadrados conta com sala de cinema, vista para cidade e mais

Sala de estar Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Sala de estar Foto: JACK SPITSER / Reprodução

A antiga mansão minimalista de Kanye West foi colocada novamente à venda no mercado. Localizada em Hollywood Hills, Los Angeles, a casa foi avaliada em U$ 3,7 milhões (aproximadamente R$ 20,5 milhões) e é descrita como um “imóvel contemporâneo” com “estética moderna de Tulum”.

Com 390 metros quadrados, a propriedade conta com três quartos, todos com vista para o mar e para a cidade, e quatro banheiros. O segundo andar oferece suíte master com banheiro de janela panorâmica para desfrutar a paisagem. Enquanto isso, o nível inferior possui espaçosa sala de estar, sala de cinema, terceiro quarto com deck e jardim com vista de tirar o fôlego para Downton Los Angeles.

O rapper foi dono do imóvel de 2003 a 2017, comprado por US $ 1,8 milhão (aproximadamente R$ 10 milhões) no início de sua carreira. Durante os anos como proprietário, Kanye o compartilhou brevemente com a ex-esposa Kim Kardashian. O casal mais tarde se mudou para uma mansão em Bel Air, em 2013, mas manteve a casa como espaço de armazenamento para o excesso do guarda-roupa de Kardashian, de acordo com o site Dirt.

Confira as fotos abaixo:

Sala de estar Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Sala de estar Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Entrada Principal Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Entrada Principal Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Entrada Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Entrada Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Corredor Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Corredor Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Ilha da cozinha Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Ilha da cozinha Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Ilha da cozinha com vista Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Ilha da cozinha com vista Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Sala de jantar Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Sala de jantar Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Banheiro Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Banheiro Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Banheiro com vista Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Banheiro com vista Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Provador Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Provador Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Varanda com vista Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Varanda com vista Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Suíte principal Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Suíte principal Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Jardim Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Jardim Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Sala de convivência Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Sala de convivência Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Banheiro Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Banheiro Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Escritório Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Escritório Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Sala de cinema Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Sala de cinema Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Jardim Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Jardim Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Jardim Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Jardim Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Vista para Los Angeles Foto: JACK SPITSER / Reprodução
Vista para Los Angeles Foto: JACK SPITSER / Reprodução

Após três anos de separação forçada, princesa japonesa Mako abre mão de título real e se casa com plebeu Kei Komuro

União com Kei Komuro ocorreu apesar de suposto escândalo envolvendo a mãe do rapaz, que o levou a se mudar para os EUA
Da Reuters

Antiga princesa Mako troca olhares com o marido, Kei Komuro, durante entrevista coletiva que anunciou o casamento dos dois em Tóquio, no Japão Foto: NICOLAS DATICHE / AFP

TÓQUIO — A princesa japonesa Mako, sobrinha do imperador Naruhito, se casou com seu namorado, um antigo colega de universidade, nesta terça-feira, abrindo mão de seu título real e dizendo que estava determinada a construir uma vida feliz com seu marido após um noivado tumultuado.

Em uma entrevista coletiva ao lado do marido, o plebeu Kei Komuro, marcada por uma sinceridade incomum para a família real do Japão, Mako disse que seu casamento com ele foi inevitável, apesar da grande oposição que os dois sofreram.

Mako — agora conhecida como Mako Komuro — foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático no início deste ano, depois de um noivado atormentado por um suposto escândalo financeiro envolvendo a mãe do noivo, intensa atenção da mídia e uma separação forçada de três anos entre os dois.

— Kei é insubstituível para mim. Para nós, o casamento é uma escolha necessária para viver, para cuidar de nossos corações — disse Mako, comentando que relatos “incorretos” sobre seu novo marido haviam causado “grande medo, estresse e tristeza”. — As críticas arbitrárias sobre as ações de Kei, assim como especulações que ignoravam meus sentimentos, fizeram com que as mentiras, de alguma forma, parecessem realidade — acrescentou.

Os dois, ambos com 30 anos, se casaram pela manhã, depois que um funcionário da agência que coordena a vida da família imperial apresentou a papelada a um escritório local registrando a união.

Sob as leis que governam a sucessão na família imperial japonesa, mulheres não podem ascender ao trono e devem abrir mão dos privilégios reais se casarem com um plebeu. Essa exigência, que se aplica também aos filhos da mulher, não vale para os homens.

Os casamentos reais geralmente envolvem uma série de cerimônias formais e uma comemoração, mas os dois renunciaram a todos os rituais e até recusaram a quantia equivalente a  R$ 7,22 milhões dada a mulheres que deixam a família. Na entrevista coletiva, 

— Eu amo Mako. Quero passar a única vida que tenho com quem eu amo — disse.

Eles anunciaram o noivado em 2017, quando os sorrisos que trocaram conquistaram os corações da nação. No entanto, as coisas logo ficaram difíceis, já que tablóides noticiaram um escândalo financeiro envolvendo a mãe de Komuro, o que levou a imprensa a se voltar contra ele. No caso, o antigo noivo da mãe, que é viúva, denunciava que ela e o filho não haviam pago uma dívida de cerca de R$ 194.950.

O escândalo se espalhou para a grande mídia depois que a a família imperial não conseguiu dar uma explicação clara.

O casamento foi adiado e ele deixou o Japão para estudar Direito em Nova York em 2018, mantendo contato com Mako apenas pela internet. Eles finalmente se reencontraram neste mês. Komuro disse na entrevista hoje que havia oferecido um acordo com o ex-noivo da mãe e estava buscando uma solução, após emitir uma declaração de 24 páginas sobre o assunto no início deste ano.

Imagens da televisão mostraram Mako com um vestido em tom pastel e pérolas, se despedindo de seus pais e de sua irmã de 26 anos, Kako, na entrada de sua casa. Embora todos usassem máscaras, de acordo com o protocolo japonês contra o coronavírus, sua mãe podia ser vista piscando rapidamente, como se estivesse lutando contra as lágrimas.

Mako fez uma reverência a seus pais, enquanto sua irmã a pegou pelos ombros e as duas se abraçaram por um tempo. Mako é filha do Fumihito, irmão mais novo do imperador Naruhito. A mãe Kiko, é uma antiga plebeia

Komuro, vestido com um terno escuro e gravata, fez uma breve reverência para as equipes de filmagem reunidas do lado de fora de sua casa quando saiu pela manhã, sem dizer nada. Seu estilo casual ao retornar ao Japão em setembro, que incluiu um rabo de cavalo que foi cortado antes do casamento, levou os jornais à loucura.

Os dois vão viver em Nova York depois que Mako pedir seu primeiro passaporte. A princesa tem mestrado em artes e trabalhou em um museu em Tóquio por cnco anos, e espera encontrar um emprego no mundo das artes nova-iorquino.

Uma centena de pessoas se reuniram em um parque de Tóquio para protestar contra o casamento. As pesquisas de opinião pública mostram que o povo japonês está dividido.

— Há vários supostos problemas envolvendo Kei Komuro e sua mãe — disse Kei Kubota, um manifestante de 44 anos. — Entretanto, eles levaram adiante esse casamento sem nos dar qualquer explicação —  completou.PUBLICIDADEhttps://a0a86b84289a0fa0c5ba3afc77ef6538.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Os analistas dizem que o problema é que a família imperial é tão idealizada que as pessoas não acham que deve ser atingida pelo menor sinal de problemas envolvendo dinheiro ou política.

Em uma declaração emitida após a entrevista coletiva, Mako disse que estava angustiada com uma das perguntas que havia associado seu casamento com a palavra “escândalo”. “O que eu gostaria é apenas levar uma vida tranquila em meu novo ambiente”, disse ela.

Imperdoável | Sandra Bullock | Trailer oficial | Netflix

Em cinemas selecionados dia 24 de novembro e na Netflix em 10 de dezembro.

Após cumprir pena de prisão por um crime violento, Ruth Slater (Sandra Bullock) volta ao convívio na sociedade, que se recusa a perdoar seu passado. Discriminada no lugar que já chamou de lar, sua única esperança agora é encontrar a irmã, que ela havia sido forçada a deixar para trás.

Com Sandra Bullock, Vincent D’Onofrio, Jon Bernthal, Richard Thomas, Linda Emond, Aisling Franciosi, Rob Morgan e Viola Davis.

Divulgação/Netflix

‘Girl Boss’? Koa Beck e Rafia Zakaria atualizam crítica ao feminismo branco

Recém-lançados, ‘Feminismo branco’, da jornalista estadunidense que participa do Power Trip Summit, e ‘Contra o feminismo branco’, da advogada paquistanesa, colocam em xeque o histórico protagonismo branco na luta por igualdade de gênero com críticas à imprensa e à cultura da mulher de carreira ‘impecável’ que não reconhece seus privilégios
ADRIANA FERREIRA SILVA

As escritoras estanunidense Koa Beck e a paquistanesa Rafia Zakaria (Foto: Divulgação)
As escritoras estanunidense Koa Beck e a paquistanesa Rafia Zakaria (Foto: Divulgação)

O ano era 1851, e ativistas estadunidenses organizavam a quarta Convenção dos Direitos das Mulheres em Akron, no estado de Ohio, cuja principal demanda era o voto feminino, numa campanha iniciada em 1848. O ambiente estava tumultuado pela presença de homens hostis ao encontro, que berravam ser ridículo mulheres terem o direito de votar, já que precisavam da ajuda deles para coisas tão simples quanto subir em uma carruagem ou saltar uma poça de lama.

Do meio da plateia, a única negra presente, a abolicionista Sojourner Truth, levantou-se e iniciou um discurso no qual questionava se ela, por acaso, não era também uma mulher:

“Arei a terra, plantei, enchi os celeiros, e nenhum homem podia se igualar a mim! Não sou eu uma mulher? Eu podia trabalhar tanto e comer tanto quanto um homem – quando eu conseguia comida – e aguentava o chicote da mesma forma! Não sou eu uma mulher? Dei à luz 13 crianças e vi a maioria ser vendida como escrava e, quando chorei em meu sofrimento de mãe, ninguém, exceto Jesus, me ouviu! Não sou eu uma mulher?”

A fala de Sojourner atravessou os séculos não só pela força de suas palavras como por revelar a visão predominante de uma imagem feminina, ainda enraizada na sociedade contemporânea, que se traduz numa delicada mulher branca, mãe, burguesa, dona da casa no comando das serviçais, estas sim negras, asiáticas, latinas ou mesmo as operárias de pele alva da classe trabalhadora.

Esse mesmo estereótipo acabou por cristalizar a alegoria das heroínas feministas e de seus propósitos de independência e sucesso. Pense na jornalista Gloria Steinem, importante ativista e cofundadora da revista Ms. nos anos 1970, com seus óculos redondos, as hastes presas entre as mechas dos cabelos lisos, longos e loiros. Sempre sexy e supercool.

Capa de 'Feminismo Branco', editado no Brasil pela Harper Colins (Foto: Divulgação)
Capa de ‘Feminismo Branco’, editado no Brasil pela Harper Collins (Foto: Divulgação)

Das sufragistas no século 19, passando pela revolução inspirada por Simone de Beauvoir nos anos 1970 à geração #MeToo, o protagonismo segue o mesmo, e o reforço dessa ideia chega com Feminismo Branco – Das Sufragistas às Influenciadoras e Quem Elas Deixam para Trás (Harper Collins, 384 págs., R$ 34,94), livro no qual a jornalista estadunidense Koa Beck mostra como essas ativistas acumulam vantagens por serem (ou parecerem) heterossexuais, cisgênero e de classe média e como elas usam esses benefícios para perpetuar a opressão patriarcal contra outras mulheres.

“Em 2017, eu era diretora de redação do site Jezebel, quando Donald Trump foi eleito e aconteceu a primeira Women’s March. O #MeToo tinha acabado de se tornar relevante novamente, com mais denúncias contra [o produtor] Harvey Weinstein. Então fazia parte do meu trabalho participar de eventos para falar sobre assédio sexual e discriminação, entre outros assuntos ligados a gênero”, lembra Koa.

“Todas as vezes em que eu estava em um debate, uma pessoa da plateia, quase sempre uma jovem, levantava a mão e me perguntava sobre o feminismo branco, usando exatamente essas palavras.”Koa Beck

Em geral, as jovens descreviam ter ido à Women’s March “e as mulheres com quem elas se encontravam terem uma compreensão diferente do que era o feminismo para as latinas, negras, lésbicas, gordas ou pessoas com deficiência”. 

“Elas queriam conselhos sobre como lidar com o feminismo branco, e eu sempre tentava dizer que a rejeição que elas experimentam como mulheres de cor, queer ou com deficiência faz parte da dinâmica histórica dos Estados Unidos, e, por mais doloroso que isso seja, não há nada que possam fazer, pois é parte de uma longa narrativa, que começou há mais de cem anos, e eu queria contá-la.” (Nos Estados Unidos, o termo “de cor” é usado para tratar de diferentes raças e etnias que não a branca, sem a carga depreciativa que existe no Brasil.)

Se essas demandas inspiraram a jornalista a escrever o livro, foi a partir de um lugar que ela reconhece de privilégio que Koa pôde fazê-lo. Na introdução, ela assume essa posição ao falar sobre sua passabilidade, pois, apesar de ser uma mulher birracial e lésbica, ela tem a pele clara e é “convencionalmente feminina”, o que leva as pessoas a tratarem-na como uma mulher branca e hétero.

Aos 34 anos, também ocupou cargos sênior em títulos femininos importantes, como a revista Vogue, onde foi diretora executiva, além de Marie Claire e Glamour. Nessas publicações, testemunhou a “virada feminista”, momento em que as revistas abraçaram o ativismo, nem sempre da melhor maneira.

“Entendi que, para o bem e para o mal, fui influente para o feminismo branco porque o vivi institucionalmente, por isso devo às mulheres e pessoas não binárias escrever o que sei”, diz Koa. E é justamente isso o que ela faz de modo didático, repassando a história a partir de leituras de autoras negras como Angela Davis ou bell hooks, sob o prisma de como o jornalismo trata de temas como o “empoderamento”, que se tornou sinônimo de sucesso financeiro, ou de gordofobia e desigualdade, pautas muitas vezes recusadas por se tratarem de um “nicho”.

Também sobram estocadas ao mercado, que vai de camisetas de grife com slogans a eventos voltados às chamadas “girl boss” – uma busca por essa hashtag no Instagram é bastante explicativa.

São elas, aliás, quem ganham destaque no texto, com histórias recentes como a de Sophia Amoruso, fundadora do descolado e-commerce Nasty Gal, badalada por toda a imprensa até ser acusada de assédio moral.

Para Koa, foram essas as personagens que o feminismo branco usou para tentar sequestrar de novo o protagonismo no século 21. “Nos Estados Unidos, existe uma ansiedade com a queda dessas mulheres de negócios com uma narrativa perfeita de sucesso, que não vieram necessariamente de famílias ricas, mas se ‘fizeram sozinhas’, criando empresas lucrativas e sendo respeitadas como feministas por isso”, explica Koa.

“Após algumas delas passarem a ser criticadas por racismo contra trabalhadoras negras, salários mais baixos para as latinas ou demissão de grávidas, iniciou-se uma movimentação para refletir sobre seus erros e recebê-las de volta no empreendedorismo.”

“O feminismo branco começou com mulheres elitistas, que tentam novamente transformar este no tema mais importante do movimento.”Koa Beck

De acordo com ela está Rafia Zakaria, advogada, feminista e ativista pelos direitos humanos, que é ainda mais contundente em sua crítica. “O culto ao individualismo e a forma resultante do feminismo que se tornou notória por mulheres como Sheryl Sandberg, executiva do Facebook, em seu livro Faça Acontecer, e, por extensão, Gloria Steinem antes dela, encorajam toda mulher que alcançou o poder a acreditar que chegou lá sozinha e sem nenhum custo”, diz a autora deoutro livro que vem causando barulho, Contra o Feminismo Branco (Intrínseca, 304 págs., R$ 49,90).

“A sugestão de que o privilégio racial pode ter desempenhado algum papel em sua ascensão, que homenss brancos estão mais dispostos a ceder o poder para mulheres brancas, é uma ameaça intolerável para essa mitologia da supermulher que se constrói com esforço próprio.”Rafia Zakaria

Ao contrário de Koa Beck, que escreve sob a perspectiva de quem está incluída na conversa, Rafia o faz sob o ponto de vista de quem é vista como “a outra”. Nascida no Paquistão, aos 17 anos ela aceitou um casamento arranjado com um médico 13 anos mais velho com a
promessa de que ela poderia estudar.

Nos Estados Unidos, fez faculdade de direito e, quando quis continuar sua formação, passou a ser vítima de violência doméstica. Após uma noite de terror, Rafia pegou a filha pequena e uma mala de roupas e fugiu para um abrigo de mulheres. Depois dessa experiência e de anos de estudo e pesquisa, Rafia mostra como o colonialismo impregnou de machismo nações antes mais igualitárias, além de revelar como personagens icônicas como a própria Simone de Beauvoir (que Rafia admira) e jornalistas do século 21 contribuíram para invisibilizar a realidade de mulheres não brancas.

Entre os muitos causos, alguns dos mais contundentes são de jornalistas que ascenderam
durante as coberturas da “guerra ao terror”, pois eram as únicas com acesso às muçulmanas em países como o Afeganistão, e como elas usaram isso para se tornarem elas próprias  “heroínas”.

“A história do feminismo vem sendo contada por meio das vidas, conquistas e agendas das mulheres brancas. Se você é uma muçulmana de origem paquistanesa, automaticamente é considerada menos femininista porque a ideia central é que as brancas da cultura ocidental são as mais liberadas”, diz Rafia.

Capa de 'Contra o Feminismo Branco', editado pela Intrínseca (Foto: Divulgação)
Capa de ‘Contra o Feminismo Branco’, editado pela Intrínseca (Foto: Divulgação)

“Isso destrói as possibilidades de diálogo: por que eu deveria falar com uma feminista branca se ela não se importa com o papel que seu privilégio racial tem na história  do movimento?” Acusada de ser diversionista e de tentar promover uma fratura no ativismo, Rafia destaca que não se trata de criar vilãs.

“Não tenho nada contra as mulheres brancas. Meu problema é com a branquitude e o privilégio racial.”Rafia Zakaria


Assim como Koa Beck, Rafia concorda que “não é preciso ser branca para ser uma feminista
branca”. “Para isso mudar, é preciso escutar mais e falar menos para compreender o que o resto das mulheres viveu por muito tempo, sem estar sempre na defensiva. São as mulheres negras, asiáticas que têm de dizer o que é racismo ou não, e elas têm de aprender a ouvir.”