Emily Ratajkowski faz balanço do que ganhou e perdeu ao vender sua imagem

Top americana ficou famosa ao dançar seminua no clipe de ‘Blurred Lines’
LAUREN CHRISTENSEN

Emily Ratajkowski escreveu os ensaios em seu livro “Meu corpo” Caroline Tompkins/The New York Times

THE NEW YORK TIMES – Em uma manhã de setembro no bairro nova-iorquino do Soho, o escritório arejado e luminoso da Inamorata estava repleto de mulheres. Elas se acomodavam em mesas comunitárias, entre araras das quais pendiam maiôs, biquínis e “city sets” (conjuntos de blusas de gola redonda e shorts de ciclismo, todos portando versões do logotipo da empresa, que também enfeitava as toalhas do banheiro), e todas elas estavam encantadas com um bebê.

Sylvester tem oito meses e é filho da fundadora e presidente-executiva da empresa de moda, Emily Ratajkowski. O bebê e Colombo, o husky gigante de Ratajkowski, eram os únicos meninos presentes.

“Como você pode ver, estamos em meu espaço seguro”, disse Ratajkowski, sentada em um sofá de veludo cor de rosa diante da sala em que a equipe da empresa estava cuidando de seu filho. “Quando você é dona de sua companhia, você é que decide que imagens de seu corpo circularão no mundo”.

Para ela, controle é muito importante. Desde 2013, quando ficou famosa ao dançar seminua no vídeo de “Blurred Lines”, de Robin Thicke, imagens de Ratajkowski vêm circulando pela internet. Do filme “Garota Exemplar”, de David Fincher, a fotos feitas por paparazzi, passando por fotos de moda e pelas postagens de Ratajkowski na mídia social, o rosto dela é onipresente. E chega a ser identificado por “tags” quando pessoas o veem em tatuagens.

Em 2018, quando estava no auge de uma carreira como modelo que imaginava que seria temporária (ela deixou os estudos na Universidade da Califórnia em Los Angeles em 2010 e precisava de dinheiro), Ratajkowski foi informada de que sua mãe, Kathleen Balgley, que foi professora de inglês, sofria de amiloidose, uma formação crônica e anormal de proteína nas mãos.

E foi naquele momento, disse Ratajkowski, que ela começou a “perceber que faltava alguma coisa”. Sozinha em Los Angeles enquanto seu marido, o produtor de cinema Sebastian Bear-McClard, trabalhava em Nova York, ela começou a escrever.

Os ensaios resultantes, reunidos no livro “My Body”, que sai pela Metropolitan Books em 9 de novembro, revelam uma pessoa cuja posição política e cujo senso de identidade estão claramente em progresso.

“Escrevi para tentar descobrir exatamente em que eu acreditava”, ela disse.

No ensaio “Blurred Lines”, Ratajkowski volta ao set de um vídeo que foi criticado como degradante e até como “parecido com um estupro“, e reflete sobre a misoginia e sobre o papel que ela desempenhou nisso. Na época, ela tinha 21 anos e viu a experiência como um “empoderamento”, escreve, como uma oportunidade de mostrar sua sexualidade diante das câmeras e usá-la em seu benefício.

Agora, aos 30 anos, ela percebe o quanto foi ingênua.

“Quer você esteja usando uma burca, quer esteja usando um biquíni”, disse, “operamos nos limites muito específicos de um mundo capitalista, patriarcal, cisgênero e hétero”.

(Ela acrescentou que “sempre choco as pessoas quando uso palavras como essas, porque é como se eu estivesse tentando incomodar”.)

“Todas as mulheres que conheço – não importa sua aparência, ou se elas mercantilizaram sua imagem ou não – sabe o que é ser olhado, ser rejeitado, para chamar a atenção por sua aparência,” Emily Ratajkowski said.Credit…Caroline Tompkins for The New York Times

Pode não ser especialmente radical explorar o desequilíbrio de poder entre aqueles que posam e aqueles que contemplam. Mas Ratajkowski, que trabalhou para criar dezenas de milhões de seguidores na mídia social, chega a esse tema dotada de uma voz incomumente influente.

“É como se ela fosse uma agente secreta infiltrada na indústria da beleza, que chegou aos seus picos mais altos e agora está nos revelando como as coisas são, sem meias-palavras”, disse Michael Schulman, jornalista que moderou uma conversa entre Ratajkowski e a humorista Amy Schumer no New Yorker Festival, em setembro.

Mas o setor também se infiltrou na agente secreta. No ensaio “Bc Hello Halle Berry”, Ratajkowski tem uma crise existencial sobre ser remunerada para postar uma foto de seu traseiro durante uma viagem com todas as despesas pagas às Maldivas, escrevendo que “eu queria poder ter meu esquema no Instagram, vender biquínis e tudo mais, e também ser respeitada por minhas ideias e por minha posição política e, bem, por tudo mais além do meu corpo”. Ela escreve que sua hipocrisia lhe causa dores de cabeça.

Para conquistar o respeito que procura, Ratajkowski fez sua lição de casa. Em dezembro de 2019, ela contatou a escritora Stephanie Danler (“Sweetbitter”“Stray”), para pedir conselhos, e as duas se tornaram amigas.

“Na verdade, ela ensinou a si mesma como escrever o livro”, disse Danler. “Passou muito tempo lendo só não ficção, livro após livro, como se estivesse fazendo um programa autônomo de mestrado”.

Entre as influências de Ratajkowski, há “The Empathy Exams”, de Leslie Jamison (“obviamente”), “The Reckonings”, de Lacy Johnson (“um de meus livros favoritos e ninguém o conhece, o que acho uma loucura”), além de “How to Write an Autobiographical Novel”, de Alexander Chee, e “Three Women”, de Lisa Taddeo.

Sara Bershtel, editora de Ratajkowski na Metropolitan, disse que o contrato para o livro foi assinado no final de 2020, pouco depois que o site The Cut publicou “Buying Myself Back”, um ensaio que faz parte do livro. No texto, Ratajkowski relata momentos em que viu imagens suas sendo compradas, vendidas e compartilhadas sem que ela autorizasse, em um dos casos por um fotógrafo que ela acusou de agressão sexual. Foi o texto mais lido da publicação naquele ano.

“Aprendi que minha imagem, meu reflexo, não me pertencem”, ela escreveu.

O ensaio resultou em numerosas expressões de apoio. Mesmo assim, ao se preparar para o lançamento do livro, Ratajkowski insiste em que seu renome na verdade a prejudica.

“Acabei por incorporar o fato de que não era levada a sério, e que era tratada apenas como um corpo”, ela disse. “Se você é uma celebridade que deseja escrever um livro”, ela acrescentou, “o que acontece é que muitas portas se abrem para você, mas não do jeito certo”.

Ratajkowski disse que pediu que a Metropolitan divulgue “My Body” como um trabalho comparável a “Misfits”, o livro de memórias de Michaela Coel, atriz e roteirista premiada com o Emmy.

“Amo a maneira pela qual as coisas aconteceram para ela em ‘I May Destroy You’. Acho que foi muito interessante, deu início a um diálogo, e é só isso que quero”, disse Ratajkowski. “Foi estranho perceber que, oh, para mim não vai ser a mesma coisa”.

Ela fez questão de se distanciar de um gênero de livros, especialmente. “Olha, existem muitos livros decentes de celebridades no planeta”, ela disse. “O meu livro não está nessa categoria”.

Bershtel esclarece a distinção. “O objetivo do livro não é aumentar a fama dela”, disse a editora. Em lugar disso, “é um livro dedicado a explorar ideias e contradições e paradoxos que a preocupam”.

Para Ratajkowski, “My Body” não é sobre sua vida como modelo. “Toda mulher que conheço – não importa que aparência ela tenha, ou se ela mercantilizou ou não sua imagem – sabe o que é ser olhada, ser rejeitada, ou receber atenção por sua aparência”, ela disse.

No livro, ela articula as pressões que sentia para ceder aos ditados masculinos, seja ao dançar com uma tanga cor da pele para Thicke e Pharrell, seja ao sair com um menino que a forçou a fazer sexo, no segundo grau (“eu queria que alguém tivesse me explicado que eu não devia nada a ele”), seja ao fazer o papel de “mulher perfeita” em uma festa para Bear-McClard em Hollywood, na qual ela foi agarrada e insultada por colegas do “clube de garotos” de seu marido.

Mas “uma coisa que espero que as pessoas aprendam com o livro é que não se trata de apenas mais uma história de alguém que foi magoada, de mais uma história #MeToo”, ela disse. “O livro é sobre o capitalismo. Tenho um ativo muito específico, e o usei, e acho que muitas mulheres o fazem. Mesmo no casamento”.

Ratajkowski não planeja deixar de trabalhar como modelo, porque gosta do trabalho, e porque “quero continuar a ganhar dinheiro”. Além disso, mesmo que parasse, ela disse, “eu ainda vou continuar a ser conectada com a celebridade, porque todas somos”.

Ratajkowski sabe que faz parte de uma minoria entre as modelos – e escritoras –, por sua capacidade de controlar a narrativa da maneira que faz: criar um autorretrato como NFT e vendê-lo em leilão por US$ 175 mil, o que ela fez em maio; não recorrer a babás para cuidar do filho, “porque é algo que gosto de fazer por mim mesma”; ou criar uma grife pessoal. Mas, ao mesmo tempo, lançar um livro também significa abrir mão do controle.

“É assustador imaginar que alguém vai extrair uma citação do livro e afirmar que foi aquilo que eu disse sobre uma fofoca suculenta qualquer”, disse Ratajkowski, prevendo corretamente uma manchete que circularia no Times de Londres semanas mais tarde: “O cantor Robin Thicke, de ‘Blurred Lines’, me atacou no set, diz Emily Ratajkowski”.

(Representantes de Thicke não responderam a pedidos de comentário.)

Thicke é apenas um dos muitos assuntos tratados em uma narrativa que inevitavelmente será explorada para gerar “views” na internet.

“Não se trata de um livro em que tento cancelar os homens que conheci em minha vida”, ela disse. “Estou tentando desafiar as expectativas e também falar sobre nuanças – em minha identidade, mas também na vida e em minhas convicções políticas. E não estamos vivendo em um uma era de nuanças”.

Eternos | Chloé Zhao explica escolha de ator para personagem revelado no fim

Cuidado com spoilers abaixo!

JULIA SABBAGA

[Cuidado com spoilers de Eternos abaixo]

Uma das escalações mais comentadas do MCU nos tempos recentes – e uma que ainda é classificada como SPOILER – foi a de Harry Styles como Eros em Eternos. Agora, em uma entrevista à Deadline, a diretora Chloé Zhao disse que o papel nunca foi considerado para outro ator. 

“Harry como Eros foi sempre um pacote único para mim”, disse Zhao. “Não é que eu sugeri Eros e vamos procurar atores. Eu segui Harry desde Dunkirk, achei ele muito interessante. Depois de encontrá-lo percebi que ele é este personagem, do mesmo modo que escalamos todo meu elenco. Tem muito Eros nele”.

A cineasta ainda falou sobre ter tratado sobre a introdução de Eros e Pip com o presidente do Marvel StudiosKevin Feige“Eu sugeri a ideia de Pip e Eros para Kevin há tempos, e amo a ideia de explorar um Eterno que é mais que Titã e pode ter influenciado Thanos através dos anos do mesmo modo que os Eternos influenciaram nós, humanos”.

O elenco do filme ainda conta com Richard MaddenGemma ChanAngelina JolieKit HarringtonBrian Tyree HenrySalma Hayek Barry Keoghan, entre outros astros. Eternos está em exibição nos cinemas brasileiros.

Musicista usa novo MacBook Pro para produzir canção do início ao fim

Processamento, câmeras, microfones, bateria… tudo foi testado ao longo do processo

Os novos MacBooks Pro com chips M1 Pro e M1 Max estão entre nós há algumas semanas e, com isso, já tivemos um gostinho do poder de fogo impressionante das novas máquinas — basta ver o comparativo dos computadores com seus antecessores e alguns testes que já publicamos por aqui.

Analisar a performance isoladamente, entretanto, é uma coisa. Outra, muito diferente, é fazer uma avaliação holística da máquina e de como todos os seus elementos — processamento, memória, bateria, microfones, câmeras — trabalham em harmonia para a realização de um trabalho específico. E foi exatamente isso que fez a cantora e compositora Mary Spender, num vídeo recente.

Spender trocou seu MacBook Pro anterior por um dos novos modelos com especificações quase no talo: chip M1 Max, 64GB de memória unificada e SSD de 2TB. E o seu objetivo ao testar a máquina foi ambicioso: produzir uma canção do início ao fim — incluindo um pequeno videoclipe! — sem utilizar qualquer acessório e rodando diretamente na bateria da máquina, sem plugá-la à tomada.

Para isso, Spender utilizou o Logic Pro e capturou toda a sua performance diretamente nos microfones do MacBook Pro — que, segundo a Apple, são os melhores já postos em um dos seus computadores. Após algumas experimentações de posicionamento, ela conseguiu encontrar uma disposição ideal para capturar a sua voz e o violão de forma mais cristalina.

A musicista usou ainda o Photo Booth para capturar a si mesmo performando a canção em diversos cenários virtuais, criando um pequeno videoclipe instantâneo. Tudo isso foi feito em pouco mais de uma hora, e o MacBook Pro não colocou suas ventoinhas em ação em momento algum — da mesma forma, a performance não foi abalada pela máquina estar rodando diretamente da bateria, e ao fim do processo Spender ainda tinha muitas horas de uso longe da tomada. [MacMagazine]

Ator de Invasão Zumbi, Don Lee se diz animado para o remake americano

Ma Dong-seok está no elenco de Eternos após ter sido lançado ao estrelato com filme de zumbis
JULIA SABBAGA

Next Entertainment World/Divulgação
Don Lee em Invasão Zumbi

Don Lee (também conhecido como Ma Dong-seok), ator do Invasão Zumbi original, está animado para o remake americano do filme. O intérprete de Sang-hwa no filme original se disse ansioso pelo projeto, principalmente pelo envolvimento de James Wan na produção e Timo Tjahjanto (A Noite Nos Persegue) na direção:

“Eu estou muito animado para o remake, estes dois são grandes produtores”, disse Lee. “Acho que eles fariam ainda mais divertido que o original. Porque aquele era baseado na Coréia, Invasão Zumbi, estou ansioso para ver zumbis globais que teremos neste próximo”. 

Ainda não há detalhes de trama da versão americana de Invasão Zumbi. O longa original, dirigido por Sang-ho Yeon arrecadou US$ 85 milhões no mercado internacional e apenas US$ 2 milhões nos EUA. A trama envolvia uma epidemia zumbi que se espalha pela Coreia do Sul, enquanto passageiros lutam para sobreviver em um trem que vai de Seul a Busan.

Sang-hwa, personagem de Don Lee no longa, entrou para a nossa lista de 31 personagens lendários do terror. Seu papel foi responsável pelo lançamento do ator ao estrelato em Hollywood. Atualmente, ele está em cartaz nos cinemas no novo filme do Marvel Studios, Eternos. 

Invasão Zumbi ganhou uma sequência em 2020, Invasão Zumbi 2: Península. 

Apple não incluirá mais fones de ouvido com iPhones na França

Sim, por lá, os fones até agora eram inclusos nas caixas…

Junto à remoção dos carregadores da caixa dos iPhones, no ano passado, a Apple aproveitou a polêmica para remover, também, os queridos EarPods (fones de ouvido com fio) do conjunto. A mudança passou quase “despercebida”, uma vez que a revolta se concentrou mais em torno dos carregadores.

E, apesar de ter sido uma manobra mundial, por conta de legislações locais, na França a Apple não pôde realizar a retirada dos fones de ouvido das caixas. Por lá, ela, inclusive, precisou vender iPhones em embalagens especiais, incluindo a caixa do próprio smartphone e os fones de ouvido separados.

No entanto, com a aprovação de um projeto de lei para reduzir a pegada ambiental da tecnologia digital na França, a Apple não será mais obrigada a incluir tal acessório.

A lei anterior obrigava a sua inclusão para que ele limitasse a exposição da cabeça dos usuários às emissões radioelétricas emitidas durante ligações. Mas, como até agora nenhum estudo conseguiu comprovar tal risco, é aceitável que essa requisição tenha sido derrubada.

A lei ainda precisará ser publicada no Diário Oficial do país, mas, de qualquer modo, os EarPods nas caixa dos iPhones vendidos na França, com certeza, já estão com seus dias contados. E isso só aplicará, obviamente, a todas as fabricantes de smartphones.

VIA IGENERATION

Anicka Yi transforma medo humano de infecções em obra de arte

Com o trabalho, ela tenta fazer com que o público também tenha uma experiência olfativa
Tess Thackara, The New York Times – Life/Style, O Estado de S.Paulo

NYT - Life/Style (não usar em outras publicações).
A artista conceitual Anicka Yi assumiu o Turbine Hall na Tate Mondern com um trabalho odorífero para excitar os sentidos. Foto: Lauren Fleishman/The New York Times

Há seis anos, a artista Anicka Yi criou uma exposição sobre um tema que agora parece assustadoramente presciente: o medo humano do contágio viral. Depois que um caso de ebola foi confirmado em Nova York, perturbando a vida da metrópole e causando meses de ansiedade, Yi montou tendas no espaço de artes The Kitchen, na mesma cidade, para exibir placas de Petri contendo bactérias que ela havia coletado de cem mulheres.

Para Yi, de 50 anos, os germes e micróbios com os quais temos contato são a chave para entender como os humanos respondem uns aos outros. E o ar que respiramos é responsável por grande parte dessa troca molecular. Agora ela assumiu o Turbine Hall, na Tate Modern, em Londres, para uma apresentação solo em 16 de janeiro de 2022. O ar é seu principal material e assunto.

Quando os visitantes entram no salão industrial cavernoso, encontram criaturas gigantes transportadas pelo ar que parecem primas etéreas das águas-vivas e amebas, trazidas à vida com tecnologia e algoritmos de drones.

O salão também está tomado por outra sugestão, menos tangível, de vida microbiana: um aroma que mudará a cada semana, evocando a história olfativa da área de Bankside em torno do museu, desde a era Pré-Cambriana e o fim do Jurássico até a Idade das Máquinas. Entre os perfis olfativos que Yi criou estão aqueles que representam períodos mais nocivos da história de Londres, incluindo o cheiro da cólera e o da peste bubônica.

O ecossistema de Turbine Hall, como Yi o imaginou, “é o local em que se reúne todo esse emaranhado biológico”, disse ela em recente entrevista em vídeo, de Londres, onde estava instalando os “aeróbios”, ou “máquinas biologizadas”, como ela os chama, que flutuam e ondulam no espaço. “Quero colocar em primeiro plano a ideia de que o ar é uma escultura que habitamos.”

experiência olfativa e os organismos negligenciados ou malignos – como bactérias, algas e amebas – têm sido componentes centrais do trabalho de Yi. A curadora Lumi Tan, que trabalhou com Yi em sua exposição de 2015 no The Kitchen, lembra-se de ter visto um dos primeiros trabalhos da artista: uma imagem projetada sobre um bloco de tofu. “Com o calor da projeção e o tofu sem refrigeração, dava para vê-lo suar. Dava para sentir o cheiro. Ela não tem medo de usar coisas que não gostamos de ver no dia a dia – como sinais de decomposição e contaminação – no centro de uma exposição”, afirmou Tan em entrevista.

O trabalho de Yi com odores varia do emocional ao sociopolítico, iluminando seu interesse pela forma como o nariz humano é condicionado por forças externas. Ela já cultivou um cheiro para representar a experiência do esquecimento, criou um aroma de “imigrante” e recriou o odor de um showroom de Nova York que pertence ao negociante de arte Larry Gagosian. “Acho que a utilização de aromas tem um potencial incrível para a arte. O cheiro altera nossa química. Molda nossos desejos. Também pode nos deixar gravemente doentes. Sempre vai haver risco biológico, risco social, quando falamos do ar.”

As formas flutuantes de Yi reagem ao ar no Turbine Hall de maneiras imprevisíveis, com cada uma das criaturas tentaculares e bulbosas programada para exibir um conjunto próprio de comportamentos. Sensores de calor instalados por todo o espaço permitem que seja detectada a presença de visitantes – e podem fazer com que um ou dois dos microrganismos flutuem para baixo, pairando sobre a cabeça deles.

O interesse em algoritmos é um desenvolvimento recente, mas se baseia em ideias que permeiam a carreira artística de Yi. Na Bienal de Veneza de 2019, ela apresentou uma série de casulos translúcidos feitos de pele de alga e habitados por moscas animatrônicas. Uma instalação complementar de vitrines suspensas abrigava terra e bactérias, com uma inteligência artificial monitorando o comportamento da colônia, aprendendo com ela e ajustando o clima interno.

NYT - Life/Style (não usar em outras publicações).
Anicka Yi na Tate Modern em Londres com suas ‘máquinas biologizadas’ que flutuarão e ondularão no museu. Foto: Lauren Fleishman/The New York Times

Yi comentou que esperava devolver as máquinas à natureza: quer que elas manifestem e representem a inteligência de diversas formas de vida, não apenas a inteligência humana, e que aprendam com a experiência de incorporação: “Sinto que é isso que devemos desenvolver em nossa pesquisa sobre inteligência artificial, em oposição à inteligência artificial, que é ostensivamente cognição pura e sem matéria.”

Para muita gente, a perspectiva de máquinas autônomas ocupando livremente o mundo dos vivos pode provocar pesadelos distópicos, mas Yi disse que estava otimista: “Quero quebrar o binário que temos de que as máquinas são puramente adversárias. Elas não vão desaparecer, e ainda há tempo de moldá-las e desenvolvê-las de uma forma mais gentil e compassiva.”

É esse atributo que diferencia Yi como artista, segundo Barbara Gladstone, sua agente. “Sempre me interessei por artistas que usam o que está disponível no presente: tecnológica, científica e culturalmente. Esses artistas abrem portas e são realistas. Não são sentimentais em relação ao mundo em que vivem.”

Com sua apresentação no Turbine Hall, Yi afirmou que esperava “descentralizar o humano” e cultivar empatia pela natureza e pelas máquinas, criando a sensação de que todos podemos coexistir em harmonia, em um estado perpétuo de troca e aprendizado mútuo. “As tentativas de fechar as fronteiras – e digo isso em todos os sentidos – são sintomáticas de nossos medos e ansiedades. Devemos deixar tudo fluir. Não existe nada além da porosidade incessante.”

Teaser trailer de Stranger Things 4 leva grupo para Califórnia

Prévia mostra Joyce recebendo uma boneca russa e os protagonistas saindo de Hawkins
JULIA SABBAGA

A 4ª temporada de Stranger Things ganhou o seu maior teaser hoje, dia 6, conhecido como o Stranger Things Day. A prévia, que mostra o grupo saindo de Hawkins e indo para a Califórnia, pode ser conferido abaixo:

Poucos detalhes da trama são diretamente divulgados neste que é o 4º teaser oficial da 4ª temporada. É possível, no entanto, ver algumas imagens reveladoras, incluindo Eleven construindo uma casa de brinquedos inspirada em sua antiga residência; Joyce recebendo uma boneca russa, provável pista da localização de Hopper; Will e Mike na van de Argyle, personagem novo e interpretado pelo ator Eduardo Franco; e militares aparentemente americanos invadindo uma base não-identificada. 

A quarta temporada de Stranger Things teve poucos detalhes revelados, mas com algumas dicas espalhadas por aí, através de pronunciamentos dos roteiristas ou especulações da indústria, já dá para ter uma ideia do que esperar dos novos episódios. 

Novos episódios devem chegar à Netflix apenas em 2022. Recentemente, vários novos atores foram anunciados no elenco da série, incluindo Amybeth McNulty, a Anne de Anne With an E.

Stranger Things Day, comemorado em 6 de novembro, marca o aniversário do sumiço de Will na primeira temporada. 

As três temporadas anteriores de Stranger Things estão disponíveis no catálogo da Netflix.

MIU MIU: THE RETURN OF THE MICRO MINI SKIRTS! (Like, really mini!) By Loic Prigent

I’m so happy to take you to Miu Miu!!! Alexa Chung didn’t drink any coffee because she’s so freaked out about freaking out at the Miu Miu fashion show!
This is the parade of one of the most studied front rows of the Paris fashion week! This is Miu Miu for summer 2022!
Good news, Miuccia Prada is in a radical scissors mood! The collection is a riff, a riot, between micro mini micro mini, anti-embroidery embroideries and gray socks in pumps!
I meet Bella Poarch, I chat with Alexa Chung and Carine Roitfeld, I’m in fashion heaven!

Estou tão feliz em levá-lo para Miu Miu !!! Alexa Chung não bebeu café porque está muito assustada por ter surtado no desfile de moda da Miu Miu!
Este é o desfile de uma das primeiras filas mais estudadas da semana de moda de Paris! Esta é a Miu Miu para o verão de 2022!
Boas notícias, Miuccia Prada está com um humor radical de tesoura! A coleção é um riff, um motim, entre micro mini micro mini, bordados anti-bordados e meias cinza em scarpins!
Encontro Bella Poarch, converso com Alexa Chung e Carine Roit

Filmed by LP
Editing : Axel Robin-Tellier
Produced by Natacha Morice for DERALF (Divertissant Et Révoltant A La Fois)
Contact : deralfproduction@gmail.com
Editorial: Rafaële Nix-Secondi
Music : Audionetwork!
Fashion show additional footage by Miu Miu.

MAX MARA Icons F/W 21

MAX MARA Icons F/W 21
Source: us.maxmara.com
Published: October 2021

In this picture: Shivaruby
Credits for this picture: Andy Massaccesi (Photographer), Alexandra Carl (Fashion Editor/Stylist), Astor Hoxha (Hair Stylist), Katja Wilhelmus (Makeup Artist)

All people in this campaign:

Andy Massaccesi – Photographer Alexandra Carl – Fashion Editor/Stylist Astor Hoxha – Hair Stylist Katja Wilhelmus – Makeup Artist Kim Schell – Model Shivaruby – Model

In this picture: Kim Schell
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In this picture: Kim Schell
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