Khaite | Fall Winter 2020/2021 | Full Show

Khaite | Fall Winter 2020/2021 by Khaite Thu | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – New York Fashion Week)

Bob Bradley – Vampire Strut/Dropkick

Kirsten Dunst – The Sunday Times Style Magazine UK

The Sunday Times Style Magazine UK 11/07/2021 Cover
Source:thetimes.co.uk
Published: 11/07/2021

All people in this magazine cover:

Pamela Hanson – Photographer Verity Parker – Fashion Editor/Stylist David Harborow – Hair Stylist Mary Wiles – Makeup Artist Leila Hartley – Executive Producer Michelle Humphrey – Manicurist Kirsten Dunst – Actor

Single All The Way: primeiro filme gay natalino da Netflix ganha trailer

Produção estreia na plataforma em 2 de dezembro
FLÁVIO PINTO

Netflix divulgou hoje (10) o primeiro trailer de Single All the Way, primeira produção natalina da plataforma com temática gay. A prévia pode ser conferida acima.  

Na trama, vamos acompanhar Peter (Michael Urie), um homem desesperado para evitar o julgamento de sua família por conta de sua solteirice. Assim, ele convence seu melhor amigo Nick (Luke MacFarlane) em ir viajar com ele para passar as festas de final de ano e fingir ser seu namorado. O que Peter não sabe é que sua mãe (Kathy Najimy) arranjou um encontro às cegas para ele. 

Além do trio, o filme é estrelado por Philemon ChambersBarry BostwickJennifer Robertson e Jennifer Coolidge.

Com direção de Michael Mayer (Vestida para Casar) e roteiro de Chad Hodge (Good Behavior), Single All the Way estreia em 2 de dezembro na Netflix. 

Jony Ive & Anna Wintour in Conversation – RE:WIRED 2021: Designing for the Future We Want to Inhabit

Ever seen an iPhone? A MacBook? Well, you’ve got Jony Ive to thank for that. Ive designed nearly every iconic Apple gadget of the past 20 years. Then, in 2019, he left to start a design firm of his own. Here, Ive will talk with Condé Nast global chief content officer Anna Wintour about the future of design and what’s next for him.

Já viu um iPhone? Um MacBook? Bem, você tem que agradecer a Jony por isso. Ele projetou quase todos os gadgets icônicos da Apple nos últimos 20 anos. Então, em 2019, ele saiu para abrir sua própria empresa de design. Aqui, Ive falará com a diretora de conteúdo global da Condé Nast, Anna Wintour, sobre o futuro do design e o que está por vir para ele.

Espaço no Leblon reúne marcas de estilos variados, que vão do biquíni do verão a joias autorais

Ideia é renovar o mix a cada seis meses
Gilberto Júnior

Espaço RD Foto: Divulgação

Três anos atrás, um grupo de criadores — entre novos e estabelecidos — invadiu um dos mais tradicionais shoppings da Zona Sul carioca, o Rio Design Leblon. Ficaram alguns meses e levantaram acampamento. Mas plantaram uma semente na cabeça dos executivos do centro comercial, que repetiram a ideia outras duas vezes antes de baterem o martelo e decidirem que uma multimarcas própria seria um caminho interessante. Depois de muitas pesquisas e conversas com estilistas, nasce o Espaço RD.

“Costumo dizer que somos uma espécie de celeiro de talentos. A Vix, de Paula Hermanny, começou sua operação de varejo no shopping. É um local para experimentar e entender o mercado do Rio. Também é uma vitrine eficiente para quem está começando a trajetória”, conta Geísa Rabello, gerente de relacionamento e curadora do mix de lojas.

Espaço RD Foto: Divulgação
Espaço RD Foto: Divulgação

Foi Geísa quem abriu o diálogo com os designers, trabalhando lado a lado na seleção de produtos e comunicação do novo espaço. “São 11 grifes e a intenção é mudarmos os parceiros todo semestre. Foi uma ação totalmente colaborativa. Os estilistas puderam opinar, fazer indicações. Nossa vontade é ter novidade sempre. Continuarmos renovando e incentivando a indústria, não só a carioca.”

Entre os destaques da primeira leva estão Mariana Penteado, Ju Bochner, Esc, Valônia Veras, Gaitee, Chez Nous, Bae, Annaka, Salts e The Lilie. “O mix selecionado foi pensado de forma democrática para atender a todos os gostos dentro do universo do beachwear. Roupas, biquínis e maiôs da nova coleção estarão disponíveis nas araras do espaço”, explica André Lucian, sócio e diretor criativo da Esc. “A ideia é fazer com que a cliente tenha uma experiência única de compra e saia satisfeita com o look perfeito para o verão. Estar bem posicionado num dos shoppings mais emblemáticos do Rio e na estação mais quente do ano é muito especial para a gente”, acrescenta o estilista.

A loja, Geísa afirma, veio para ficar. “No passado, fizemos algo parecido com três multimarcas, mas todas com data exata para fechar as portas e com operação de terceiros. Dessa vez, é diferente. Só vamos deixar nossos 86 metros quadrados se for para ampliar o negócio”, promete a curadora.

Adriana Negreiros: ‘Decidi que o estupro não iria mudar rumo da minha vida’

Em seu segundo livro, a jornalista Adriana Negreiros parte da própria experiência para narrar a história vivida por outras mulheres e contextualizar o cenário político e social que torna o Brasil um dos países mais violentos para a população feminina
BEATRIZ MAZZEI, EM COLABORAÇÃO PARA MARIE CLAIRE

A jornalista Adriana Negreiros (Foto: Divulgação Penguin Random House)

O título do livro “A Vida Nunca Mais Será a Mesma” dá a dimensão de como nos sentimos após o contato com a obra: totalmente diferente de como éramos antes de folheá-la. Ao passar os olhos pelas linhas escritas pela jornalista Adriana Negreiros, a sensação vai de tristeza ao medo, passando por raiva e nojo. Lançado pela Editora Objetiva, as páginas trazem a coragem da violência sexual escrita em primeira pessoa.

Em um dia comum de 2003, Adriana, com então 28 anos, bebeu café, comeu torradas com requeijão em frente à televisão, deixou a louça suja na pia e separou a roupa que vestiria após o banho: uma saia preta, uma regata vermelha, uma calcinha preta, um sutiã bege, uma meia-calça preta e uma jaqueta de couro, para enfrentar o frio de maio na capital paulista. Toda a descrição, feita pela própria jornalista, traz ao centro do livro a dimensão que o norteia: a violência sexual está no cotidiano. Esse dia relatado pela escritora, teria sido banal, se não fosse o desfecho do qual nunca mais pôde esquecer. No início da noite, foi levada para um matagal e violentada sexualmente durante um sequestro-relâmpago.

Na ocasião, estava no estacionamento do Shopping Eldorado em São Paulo. Sozinha, abriu a porta de seu carro, sentou no banco do motorista e logo sentiu uma mão tapando sua boca. A voz masculina anunciou: “Se não quiser morrer com um tiro na cabeça, faça tudo o que eu mandar. Aqui tem seis balas”.

A escritora nasceu em São Paulo, em 1974. Ainda criança mudou-se para Fortaleza onde viveu a maior parte da juventude até regressar a São Paulo em 2002 para trabalhar na Veja São Paulo. Atualmente vive em Portugal.

“Ainda tenho medo do Brasil, mas especialmente de estacionamentos. Eu passei a ter medo de estacionar em qualquer lugar que eu ia. A primeira vez que estacionei o carro aqui em Portugal, imediatamente lembrei e pensei ‘será que eu vou ficar apavorada ou vou sair correndo?’, conta.

Extrapolando para outras realidades, em “A Vida Nunca Mais Será a Mesma” a jornalista intercala sua experiência com o caso real de diversas mulheres, como uma adolescente de família religiosa, que engravida após ser estuprada pelo vizinho, e a mulher que é constantemente agredida e alvo de violência sexual pelo próprio marido. Os nomes e alguns detalhes dos crimes foram alterados para preservar as vítimas.

“Ainda tenho medo do Brasil, mas especialmente de estacionamentos. Eu passei a ter medo de estacionar em qualquer lugar que eu ia”Adriana Negreiros

Nesse vai e vem narrativo entre o próprio epsódio e o de outras, apresenta com rigor leis e fatos que fundamentam a existência da “cultura do estupro”, vista na televisão em programas de auditório repletos de mulheres dançando semi-nuas, na música com letras e coreografias que fazem alusão ao estupro e até mesmo na mídia, inclusive a feminina, responsável por revistas feitas para mulheres, mas com conteúdos que beneficiam os homens como “dicas de como enlouquece-lo na cama”.

Com destreza em unir as pontas deste tema, Adriana também mostra a violência constitucional abordando leis que relativizam o estupro. Na cronologia da reportagem, aborda desde 1994, ano da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como Convenção de Belém do Pará, até 2014, ano em que Dilma Rousseff foi reeleita e período pós Jornada de Julho de 2013 que compõe o cenário político para a eleição do atual presidente Jair Bolsonaro.

O livro traz Bolsonaro como avesso aos direitos humanos e colecionador de frases polêmicas. Um dos destaques foi em 2003, quando então deputado, disse à parlamentar Maria do Rosário: “Não te estupro porque você não merece”.

Entre os fatos e histórias, a jornalista toca em temas como o estupro conjulgal, realizado dentro do matrimônio e o estrupro corretivo, destinado à mulheres lésbicas como expressão máxima da homofobia, em tentativa de mudar a orientação sexual da vítima por meio do sexo à força.

A obra é inaugurada três anos após o lançamento de seu primeiro livro, a elogiada biografia “Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no cangaço” (ed. Objetiva). Nele, se debruça sobre a violência contra as mulheres a partir da tragetória de Maria de Déa, conhecida postumamente como Maria Bonita e popularizada pela cultura ao lado de seu parceiro Lampião.

Traçando um perfil que foge da romantização do cangaço, Adriana narra pela perspectiva feminina uma realidade complexa de brutalidade. Por meio de histórias trágicas de violência, diverge da narrativa que pinta as mulheres do cangaço como guerreiras e ocupantes de uma posição equânime em relação aos homens do movimento.

Foi em contato com essas histórias que Adriana começou a se preparar para falar sobre violência com lugar de fala, em primeira pessoa.

A escritora iniciou sua carreira no Diário do Nordeste e trabalhou por mais de uma década na Editora Abril com passagens pela revista Veja, Playboy e Claudia. É formada em filosofia pela USP.

MARIE CLAIRE O seu livro traz a sua história e a de outras mulheres. Além de fazer com que a obra não fosse só sobre a sua experiência, você acredita que essa também foi uma forma de você não se sentir sozinha?
ADRIANA NEGREIROS
 Eu não queria contar só a minha história porque podia dar a impressão de que estava contando algo exepcional, quando na verdade a minha história é absolutamente trivial se considerarmos que no Brasil todos os dias cerca de 1.800 pessoas sofrem estupro. Além disso, como a violência sexual é um crime que é mantido de maneira muito discreta de forma geral pelas vítimas, ao contar a minha história sozinha porderia reforçar essa ideia de que é algo especial quando não é. A decisão de englobar outras mulheres também vem para mostrar que encontramos vítimas de violência sexual a todo instante. Às vezes elas convivem com a gente e nós nem sabemos.  Essa é uma história coletiva. O que aconteceu comigo acontece todos os dias com muitas mulheres no Brasil.

MC Além das histórias, você contextualiza a problemática do estupro com dados e traz um pouco do cenário político do país. Em uma parte do livro você avalia que nas eleições de 2010, a Dilma Rousseff e a Marina Silva, que eram as mulheres na disputa pela presidência, não tocaram em pautas para as mulheres. Na sua visão, com o cenário político atual de Jair Bolsonaro, estamos mais perto ou mais longe de levar essas discussões para as campanhas presidenciáveis?
AN
 Acho que estamos mais perto. A palavra feminista ainda é tida como perigosa para muitos, mas a nova geração se diz feminista com muita desenvoltura; diferente da minha, por exemplo. Quando eu tinha 20 e poucos anos, se uma mulher dissesse que era feminista ela sofria uma série de constrangimentos até por pessoas progressistas e que se diziam de esquerda e pró direitos humanos. Do ponto de vista eleitoral é compreensível que a Dilma e a Marina Silva não tenham assumido uma pauta feminista nas eleições porque provavelmente elas tinham medo de perder eleitores. Contudo, agora temos uma mudança nesse cenário por conta do fortalecimento dos movimentos feministas, que fizeram com que se assumir como feminista já não seja mais um problema para muitas candidatas. Estamos neste momento de ver mais candidatas tomando as pautas feministas sem medo de causar perdas para ela.

MC Você acredita na cultura do estupro quanto fenômeno? Se sim, na sua opinião, como ela se manifesta no Brasil?
AN 
Não sei se eu chamaria de fenômeno, mas a cultura do estupro existe e é algo que a gente identifica com muita presença no Brasil pela naturalização da violência contra a mulher ponto de encarar o estupro e outros abusos como algo normal e aceitável. Nós indefiticamos a cultura do estupro não somente nos casos de violência sexual que são muito expressivos, mas na maneira como naturalizamos músicas que objetificam a mulher ou enaltecem a violência, na indústria cultural, na televisão, nas relações abusivas que são romanceadas em novelas e séries, nas piadas ditas politicamente incorretas que tratam a mulher como objeto à serviço do desejo masculino. Tomamos esses elementos mostram que existe uma cultura que trata a mulher como se ela não tivesse direito ao consentimento. Isso diz respeito inclusive, ao fato de que quando uma mulher anda na rua e alguém assobia ou a chama de gostosa, existe uma naturalização desse assédio. As pessoas dizem que a mulher deveria ficar feliz porque afinal de contas é um elogio. A sociedade não entende a mulher como dona do seu próprio corpo e do seu desejo.

Um dos casos que ilustra isso ocorreu durante a campanha Chega de Fiu Fiu, que conscientizava contra o assédio nas ruas. Nessa época ouvi pessoas dizendo que não havia nenhum problema em chamar uma mulher de gostosa na rua e que isso faz parte da cultura do brasileiro, que é um lugar onde as mulheres se sentem atraentes. Não se percebe que esse ato na verdade está importunando a mulher e que é um absurdo que uma pessoa seja obrigada a ouvir coisas como essa só por ser mulher.

MC Você diz que o crime tirou de você a sua coragem. E agora depois de lançar esse livro, você se considera corajosa?
AN
 Muitas pessoas me disseram que eu fui corajosa ao expor essa situação. Gostei de ouvir isso porque desde que tudo aconteceu eu passei a ter muito medo de morrer, e em circunstâncias bobas como ir ao supermercado, ser sequestrada e morrer. O medo de morrer se tornou uma presença muito forte na minha vida. Foi bom ouvir das pessoas que foi um ato de coragem relatar uma violência dessas que constrange tantas pessoas, inclusive a mim. O constrangimento e a vergonha estão em mim, mas agora lido com ela de outra forma. Durante todo esse tempo eu não falava sobre isso, foi um assunto do qual eu pensava, mas jamais falava a respeito. Me expressar sobre isso me ajudou a organizar melhor essa experiência e dar um sentido a ela, à compreendê-la melhor. Não sei se mais corajosa, mas me sinto mais forte.

MC Ao relatar sua experiência você deixa uma frase sobre não ter fé em Deus. No que você se apegou para seguir em frente depois?
AN 
Quando aconteceu eu tinha acabado de me mudar para São Paulo para trabalhar como jornalista e eu pensava: “se eu voltar para Fortaleza ou se eu abandonar esse trabalho, vou dar uma importância muito grande a isso. O crime vai mudar o rumo da minha vida e eu vou sempre saber que o que mudou a minha vida foi uma violência sexual. Eu não posso fazer isso. Preciso continuar no caminho que eu tinha traçado”. Na época, dentre os poucos conhecidos que sabiam o que tinha acontecido, eram muitos os conselhos para que eu voltasse para Fortaleza, que na época era mais seguro que São Paulo, porém, eu pensava que se eu fizesse isso realmente daria muita importância ao estupro.

“Muitas pessoas me disseram que eu fui corajosa ao expor essa situação. Gostei de ouvir isso porque desde que tudo aconteceu eu passei a ter muito medo de morrer”Adriana Negreiros

Foi o trabalho que me motivou a guardar essa experiência em um espaço escondido e tocar a vida.  Depois foi a chegada da minha filha, 1 ano depois do ocorrido. Contudo, o trabalho foi decisivo, porque havia situações em que eu tinha muito medo, mas eu pensava que eu não podia me render ao medo porque eu precisava trabalhar. Então eu me expus à situações de risco, que eu sabia que elas iriam me despertar lembranças e temores, mas tinha uma questão maior que era o meu compromisso com o trabalho. Eu decidi não me comprometer por causa do medo.

Capa do livro
Capa do livro “A Vida Nunca Mais Será a Mesma” (Foto: Divulgação)

MC No livro você relata que não passou a ter repulsa ou algum sentimento ruim associada ao sexo depois do crime, inclusive foi repórter da playboy e cobriu diversos temas relacionados a sexualidade. Foi algo que você lidou sozinha ou passou por terapia?
AN 
Não tive ajuda terapêutica. Uma coisa muito importante que eu coloquei na minha cabeça desde o começo foi fazer uma diferenciação entre violência e sexo. O estupro não tem nada a ver com o erotismo. O estupro tem a ver com a violência. O estupro é uma pulsão de morte, enquanto o sexo é uma pulsão de vida. É interessante pensar que para algumas pessoas esse pensamento foi surpreendente por conta dessa associação entre o erotismo o a violência sexual, mas que na realidade, são diametralmente opostos. Um diz respeito ao prazer, à felicidade, à vida, à criação e o outro diz respeito à morte, à repressão, à dominação. São experiências tão distintas quanto água e fogo e eu foquei nisso para não misturar as coisas e gerar um problema na minha vida íntima.

Nesse sentido foi muito importante ter trabalhado na Playboy porque a despeito de todos os problemas que o feminismo consegue identificar em uma revista masculina como essa, na Playboy a sexualidade era muito festiva. As matérias que eu fazia sobre sexualidade era muito nessa perspectiva da felicidade  e a gente falava muito de sexo na redação. Era um ambiente livre em que eu podia respirar uma atmosfera libidinosa ligada à felicidade. Para mim foi muito importante ter essa consciência: aquilo não foi sexo, aquilo foi violência.

MC Você tem duas filhas, como você aborda o machismo e as violências contra as mulheres com as duas?
AN 
Sou obsessiva em relação a isso com elas. No primeiro momento foi em relação à violência. Eu precisava dizer a elas “Nós que somos mulheres, temos que ter mais cuidado”, sem dizer pra elas o que tinha acontecido comigo. Quando a mais velha, que é adolescente, começou a sair sozinha, eu sempre a orientava a não entrar em um vagão vazio do metrô ou preferir se sentar ao lado de uma mulher em vez de um homem. Quando elas saem com uma roupa mais curta, eu sempre reforço que elas podem usar a roupa que elas quiserem, mas que precisam tomar mais cuidado. Eu digo que não é errado usar uma saia curta, mas que ao usar, precisam ficar mais espertas. São conselhos que todas as mulheres ouvem desde cedo, mas talvez eu tenha até exagerado na dose. Esse é o tipo de recomendação que eu não gostaria de ter que dar para minhas filhas. Certamente se eu tivesse filhos homens estas orientações nem passariam pela minha cabeça, mas eu me sinto na obrigação de dizer isso a elas a todo instante e lembrar de situações naturalizadas do machismo, especialmente  das relações abusivas.

Chamo muita atenção delas para que a vontade delas jamais seja colocada de lado em nome de outra vontade. Reforço a necessidade do consentimento, a ideia de que se alguém vai tocar nelas, elas precisam consentir. São recomendações que talvez eu tenha dado de forma mais enfática por eu ter sido vítima de violência sexual e por ter vivido um relacionamento abusivo. Minha mãe, por exemplo, nunca me deu conselhos sobre relacionamento abusivo porque na época dela não havia um nome pra isso. Por isso é tão importante que a gente nomeie as coisas, para que elas se concretizem e fiquemos atentas.

Britney Spears diz que vai se casar com vestido Versace

Cantotra está noiva do modelo Sam Asghari

Britney Foto: Reprodução/Instagram
Britney Foto: Reprodução/Instagram

Britney Spears usou as redes sociais para fazer um grande anúncio: irá se casar com o modelo Sam Asghari com vestido assinado por Donatella Versace. Na imagem, a cantora aparece com um look de noiva, mas fez logo um esclarecimento para evitar qualquer tipo de especulação.

“Não. Este não é o meu vestido de noiva. Donatella Versace está fazendo meu vestido enquanto conversamos. Tenham uma boa noite pessoal”, disse a estrela pop.

Britney deu não deu muitos detalhes sobre o casamento, mas ela deve subir pela terceira vez ao altar assim que a tutela for definitivamente encerrada pela justiça. Espera-se que sua liberdade venha nesta sexta-feira. “Essa semana vai ser muito interessante pra mim. Eu não orei por algo mais na minha vida! Eu sei que disse algumas coisas no meu Insta por raiva e me desculpe, mas eu sou apenas humana… E acredito que você se sentiria da mesma forma se fosse eu! Enfim é um novo dia e não posso dizer que nunca mais vou reclamar… Porque quem sabe.”

NR Magazine A/W 2021 Covers

NR Magazine A/W 2021 Covers
Source: nrmagazine.com
Published: November 2021

Credits for this picture: Jade Removille (Creative Director), Nima Habibzadeh (Creative Director)Brands in this picture: Kenzo

All people in this work:

Luc Coiffait – Photographer Nicolò Parsenziani – Photographer Jade Removille – Creative Director Nima Habibzadeh – Creative Director Marco Drammis – Fashion Editor/Stylist Sam Carder – Fashion Editor/Stylist Isadora Banaudi – Casting Director Willem Dafoe – Actor

All brands in this magazine cover:

Bottega Veneta
Kenzo
Prada
Walter Van Beirendonck

Credits for this picture: Jade Removille (Creative Director), Nima Habibzadeh (Creative Director)Brands in this picture: Kenzo
Credits for this picture: Jade Removille (Creative Director), Nima Habibzadeh (Creative Director)Brands in this picture: Walter Van Beirendonck
Credits for this picture: Nicolò Parsenziani (Photographer), Jade Removille (Creative Director), Nima Habibzadeh (Creative Director), Marco Drammis (Fashion Editor/Stylist), Isadora Banaudi (Casting Director)Brands in this picture: Bottega Veneta

Chanel Cruise 2022 Campaign

Chanel Cruise 2022 Campaign
Source: chanel.com
Published: November 2021

All people in this campaign:

Virginie Viard – Designer
Inez and Vinoodh – Photographer
Anna Ewers – Model
Lola Nicon – Model
Louise De Chevigny – Model
Mahany Pery – Model