Inspirada pela mitologia grega, cantora carioca Muse Maya vira aposta da música

‘Muse Maya’, nascida Joanna Santiago Ribeiro, saiu de Maricá para a cidade do Rio de Janeiro com a missão de influenciar e empoderar outras mulheres com sua voz
Gilberto Júnior

Muse Maya Foto: Divulgação
Muse Maya Foto: Divulgação

Na mitologia grega, as musas eram deusas que tinham o dom de inspirar a criação artística: poesia, dança, tragédia, música… Eram chegadas aos mortais, mas não menos vaidosas do que seus pares do Olimpo. No mundo contemporâneo, Muse Maya, nascida Joanna Santiago Ribeiro, saiu de Maricá para a cidade do Rio de Janeiro com a missão de influenciar e empoderar outras mulheres com sua voz. “Eu mesma escolhi meu nome de trabalho, meu alter ego. Sou apaixonada pelas lendas da Grécia e quis trazer esse universo para minha obra”, diz a cantora.

Aos 21 anos, Muse é a nova aposta do mercado fonográfico e não esconde a vontade de conquistar grandes coisas. Quer estar em palcos de festivais para levar sua mensagem ao maior número de pessoas possível. “Aos 16, dei meus primeiros passos profissionais nessa indústria. Tentaram me colocar no underground. Mas desejo trilhar um caminho mais pop, misturar ritmos como jazz, soul e rhythm and blues. Não vou me limitar”, observa a cantora, que acaba de lançar a música “Pele”, em parceria com o premiado Baco Exu do Blues. “É uma canção bem intensa, com certa profundidade. Baco e eu nos encontramos meses atrás e ficamos duas semanas em estúdio produzindo uns sons. Essa colaboração não para por aí. Virão os próximos capítulos.”

 Diretor artístico de Muse Maya, Leo Belicha afirma que a moça traz uma nova identidade para o pop nacional. “E isso se traduz de uma forma mais melancólica, porém com letras e temáticas de uma realidade ácida e urbana da vivência de uma mulher negra”, conta ele, que atuou no lançamento de IZA no mercado.

Muse Maya Foto: Divulgação
Muse Maya Foto: Divulgação

Filha de uma cantora de jazz e de um diretor de teatro, a fluminense, que ainda ataca como atriz, também quer ser uma porta-voz da diversidade no meio. “Nós, meninas pretas, somos silenciadas em diferentes níveis. Estamos num momento que não dá para ficar em cima do muro. Ninguém vai me calar.”

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