Livia Monte-Carlo | Spring Summer 2021 | Full Show

Livia Monte-Carlo | Spring Summer 2021 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – DC Swim Week)

George Georgia – Funky Strut/Rocket Launch

Nicole Bentley for Marie Claire Australia with Lauren Stevenson

Photogapher: Nicole Bentley. Fashion Stylist: Naomi Smith. Hair Stylist: Koh Hair. Makeup Artist: Isabella Schimid. Model: Lauren Stevenson at IMG Models.

Anna Ewers – Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021

Berlin Issue   —   Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021   —   www.holiday-magazine.com

Photography: Thue Nørgaard Model: Anna Ewers Styling: Elodie David Touboul Hair: Cim Mahony Make-Up: Petros Petrohilos Manicure: Beatrice Eni

SMILE: Anna Ewers in Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021 by Thue Nørgaard
SMILE: Anna Ewers in Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021 by Thue Nørgaard
SMILE: Anna Ewers in Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021 by Thue Nørgaard
SMILE: Anna Ewers in Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021 by Thue Nørgaard
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SMILE: Anna Ewers in Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021 by Thue Nørgaard
SMILE: Anna Ewers in Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021 by Thue Nørgaard
SMILE: Anna Ewers in Holiday Magazine #388 Fall/Winter 2021 by Thue Nørgaard

A pedido da avó, Rainha Elizabeth, William e Harry unem-se em boicote à BBC

Furiosa com o documentário ‘The Princes and the press” que será exbido amanhã, a monarca de 95 anos declarou guerra à emissora e re-aproximou os filhos de Charles

Harry e William, em Julho, durante inauguração da estatua da Princesa Diana no Kensington Palace Foto: Getty Images / Reprodução Daily Mail
Harry e William, em Julho, durante inauguração da estatua da Princesa Diana no Kensington Palace Foto: Getty Images / Reprodução Daily Mail

A Rainha Elizabeth se uniu ao príncipe Charles e aos netos William e Harry em uma ameaça de boicote à rede BBC por causa de um documentário que alega violentas guerras de briefing entre membros da família real e a imprensa inglesa.

Segundo o jornal Daily Mail, o Palácio estaria furioso porque a emissora se recusou a permitir que a Rainha assista ao “The Princes And The Press”, que explora a relação filhos de Charles com a imprensa, antes de ir ao ar na BBC2 amanhã.

Ontem à noite, uma fonte real ouvida pela publicação alegou que o documentário não passa de “tagarelice” e que a briga sobre o programa deixou a Monarca de 95 anos “profundamente chateada”. O filme é apresentado por Amol Rajan – republicano autodeclarado que descreve a Monarquia como “absurda”.

Em um movimento incomum, os três membros da realeza mais antigos se uniram para reclamar com a BBC – e ameaçaram um boicote formal de ‘três famílias’ se o programa seguir em frente conforme planejado.

Apesar de uma série de reuniões entre os representantes do Príncipe William e a emissora, a fonte disse que a BBC ainda se recusava a mostrar o programa aos cortesãos antes da transmissão. Segundo eles,  o programa de duas partes fornecerá “contexto” para o relacionamento de William e Harry com a mídia. O que se diz é que o doc revela que William e Harry – ou conselheiros que trabalham para eles – muniam a imprensa com informações negativas, um sobre o outro.

Heslaine Vieira fala sobre Dia da Consciência Negra e crescimento de seu personagem em ‘Nos tempos do imperador’: ‘Muito importante existir uma princesa negra na TV’

Ela conta ainda que chegou a alisar os cabelos para se enquadrar em padrões, mas hoje vê nele sua potência: ‘Quando não estou bem, a primeira coisa que faço é mudar o cabelo. Me dá uma força’
Lívia Breves

Heslaine Vieira Foto: Marcio Farias

A atriz Heslaine Vieira, de 26 anos, lembra com admiração da infância na cidade mineira de Ipatinga, onde cresceu entre mulheres fortes. Também ri ao recordar de quando, ainda pequena, durante a aula de teatro da escola, argumentou por que não havia uma Chapeuzinho Vermelho preta. A atriz aprendeu desde sempre que é preciso ser potente e corajosa para superar os obstáculos da vida. E seus posicionamentos firmes surtiram efeito: já naquele tempo, levou o papel principal da peça infantil e mergulhou em sua primeira protagonista. Hoje, quase 20 anos depois, faz outra personagem de destaque: a princesa e vilã Zayla na novela “Nos tempos do imperador”. “Sempre fui questionadora”, diz. Esse jeito somado a uma pitada de poder de convencimento fez com que a garota conseguisse mudar a família toda para Curicica, pertinho do Projac, para investir na carreira de atriz e ser escalada para algum trabalho na televisão. “Eu tinha 10 anos. Meus pais, que são zeladores, estavam com um dinheiro guardado e pudemos nos aventurar. Mas eles sempre avisavam que se não desse certo, todos voltaríamos”, recorda.

Heslaine Vieira Foto: Marcio Farias
Heslaine Vieira Foto: Marcio Farias

Heslaine nunca mais voltou. Só de férias. No ano seguinte, passou no teste para o seriado “Filhos do carnaval”, da HBO, e a vida foi andando. Seu rosto ficou mais conhecido quando foi uma das protagonistas de “Malhação: viva a diferença”. O sucesso foi tanto que se desdobrou na série “As five”, com nova temporada programada para o ano que vem no Globoplay. “Nada foi fácil. Fomos muito até a porta do Projac e, aos poucos, entendi que não existia tanto espaço para crianças pretas. Nos testes, 90% dos jovens eram brancos, faziam aula de piano e praticavam hipismo. E eu nem sabia o que era hipismo. Mesmo nova, entendi que havia um problema estrutural gigantesco e que eu precisaria ser duas vezes melhor para ter a mesma oportunidade”, conta.

O cabelo, que hoje considera uma de suas potências, já foi motivo de insegurança. Aos 15, Heslaine começou a alisar para se enquadrar em padrões. No entanto, dois anos depois já iniciou a transição para voltar aos cabelos naturais. “Comecei a fazer tranças e penteados. Hoje, quando não estou bem, a primeira coisa que faço é mudar o cabelo. Me dá uma força. Uso aplique, pinto de louro, cabelo para mim é identidade”, comenta ela. Assim que voltou aos cachos originais, a atriz foi convidada para o seriado “Pedro e Bianca” (2012), de Cao Hamburger, em que interpretava a protagonista. “Foi uma virada”, lembra.

Heslaine Vieira Foto: Marcio Farias
Heslaine Vieira Foto: Marcio Farias

Agora, vive mais um ponto alto da carreira, com Zayla, a princesa negra da novela, que terminou de ser gravada na semana passada. “Foi uma personagem muito difícil. E adoro isso. Estudei muito: o momento histórico em que ela vivia e me compreendi um pouco mais com isso. Me sentia no quintal da casa da minha avó no cenário da Pequena África. Acho muito importante e representativo existir uma princesa negra na TV”, comenta ela. Zayla, aliás, foi ganhando mais espaço na trama depois que ela teve de ser reescrita pela autora Thereza Falcão por fazer alusão ao “racismo reverso”. “Situações que antes passavam sem serem questionadas, hoje são motivo de reflexão e apontamentos. É importante vermos os avanços nos debates, mesmo sabendo que existe uma árdua e extensa caminhada pela frente”, comenta Heslaine sobre a repercussão.

Heslaine Vieira Foto: Marcio Farias
Heslaine Vieira Foto: Marcio Farias

Estimulada pela profissão da personagem, uma costureira e modelista, Heslaine está mergulhada nos estudos de moda. Busca entender as referências, os comportamentos, os símbolos por trás de uma modelagem. No futuro, quer ter uma marca. “Quero saber me vestir de um jeito com que eu realmente me identifique, que tenha a ver com minha ancestralidade. Assim me posiciono melhor para ocupar os espaços. A moda atravessa o tempo e é um universo em que precisamos entrar”, afirma. “Meu sonho é assistir a um grande desfile de alta costura. Estou estudando a Versace agora.”

Outro desejo, ela conta, é interpretar uma mocinha apaixonada, um romance black, escrito de uma forma linda. “Quero ver as referências de amor e de afeto com uma mulher preta. Mas com todos os conflitos para a história acontecer”, finaliza.

Bilheteria EUA: Ghostbusters: Mais Além, Eternos, Clifford, o Gigante Cão Vermelho , King Richard: Criando Campeãs, Duna

Ghostbusters: Mais Além estreia em primeiro na bilheteria dos EUA

Ghostbusters: Mais Além

Grande estreia da semana no que tangem os blockbusters, Ghostbusters: Mais Além não fez feio nos Estados Unidos e chegou tomando o topo das bilheterias do país de Eternos. O filme dirigido por Jason Reitman acumulou US$44 milhões entre 19 e 21 de novembro, contra cerca US$10 milhões arrecadados pelo filme da Marvel Studios, já em sua terceira semana em cartaz.

Em terceiro lugar, Clifford, o Gigante Cão Vermelho fez pouco mais do que US$8 milhões, no mesmo período. A adaptação infantil ficou à frente de outra estreia da semana, King Richard: Criando Campeãs. A cinebiografia de Venus e Serena Williams acumulou US$5,7 milhões, o que a colocou à frente do épico Duna, fechando o Top 5 com pouco mais de US$3 milhões.

SPFW exalta a cultura afro do país na edição mais diversa de sua história

No sábado (20), Dia da Consciência Negra, todas as marcas que apresentaram suas coleções eram de estilistas negros
Pedro Diniz

Desfile da Handred, do estilista André Namitala, na 52ª São Paulo Fashion Week (SPFW)
Desfile da Handred, do estilista André Namitala, na 52ª São Paulo Fashion Week (SPFW) CARLA CARNIEL/REUTERS

Não havia como ser diferente nas últimas horas desta primeira temporada presencial da São Paulo Fashion Week, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, após dois anos de luzes apagadas. No sábado (20) em que se comemorou o Dia da Consciência Negra, todas as marcas que apresentaram suas coleções eram de estilistas negros.

Para entender a relevância que esse foco direcionado à cultura afro provocou na SPFW, é preciso começar do final, quando o estilista Isaac Silva levou à passarela uma combinação animada de axé —palavra intrínseca à sua trajetória e que aparece estampada em várias de suas criações—, estampas coloridas e modelagens ampliadas que vestem todos os biotipos.

Silva furou as diversas camadas do véu racista que envolve a indústria até se firmar como o maior nome do afroempreendedorismo na moda brasileira. No passado, chegou a usar sobrenome gringo para esconder a origem, por medo do preconceito, mas logo aboliu a ideia e chegou ao topo quando assumiu sem reservas a sua identidade.

Ao lado da amiga, designer e ativista pelos direitos de transexuais Neon Cunha, passou a produzir estampas baseadas na cultura afro-indígena, que ganharam as ruas de São Paulo e o guarda-roupa dessa elite que um dia olhou de canto para ele.

Desfile da Apartamento 03, do estilista Luiz Claudio Silva, na 52ª São Paulo Fashion Week (SPFW)
Desfile da Apartamento 03, do estilista Luiz Claudio Silva, na 52ª São Paulo Fashion Week (SPFW) RAHEL PATRASSO

Nesta temporada, suas Cores da Bahia, como foi batizada a coleção que aposta na paisagem e nos tons da indumentária do estado, chegará à Europa na parceria inédita firmada pela Havaianas com um designer brasileiro. Não só calçados, mas também roupas viajarão para os pontos da marca no exterior.

Isso significa a coroação de um grupo de estilistas negros que tiveram de provar seu valor por várias temporadas e, agora, são reconhecidos como estetas importantes.

Antes de Isaac, no mesmo sábado, outro Silva mostrou o porquê de sua moda baseada em emoções ser tão querida por uma clientela de VIPs da indústria musical, de Iza a Maria Bethânia.

Apoiado na ideia de cura, o mineiro Luiz Claudio Silva mesclou à alfaiataria que o identifica muitos detalhes em fios de palha vinculados à imagem do orixá Omulú, a entidade da cura no candomblé.

A resposta à pandemia é carregada de emoção e rigor numa coleção que ainda põe costuras aparentes pelo tecido, emulando a ideia de cicatrizes que todos irão carregar como memórias desse tempo.

Plantas de cura foram amarradas às golas e partes de baixo dos looks e serviram até como tecido para um top. Frases escritas por Silva ganharam corpo em estampas aplicadas nos conjuntos, por vezes borrifadas de um brilho discreto.

O perfeccionismo e o sentido de memória afetiva conduziram também a coleção de Angela Brito, cabo-verdiana radicada no Rio. Obrigada a passar seis meses em seu país natal após o fechamento das fronteiras, que a impediram de retornar ao Brasil, a estilista entrou no baú da família para resgatar fotos tiradas pelo pai.

As imagens foram impressas nos looks desgarrados do corpo e na alfaiataria, tão importante na formação do estilo de diversos países do continente africano que sofreram a colonização.

Cores terrosas, tais quais a paisagem de Cabo Verde, e o mar local que transita entre o azul e o verde, tingiram as propostas carregadas de significados e da geometria precisa de Brito.

Natural de Cabo Verde, estilista Angela Brito mora no Rio de Janeiro há 26 anos
Natural de Cabo Verde, estilista Angela Brito mora no Rio de Janeiro há 26 anos Ângelo Pontes/Divulgação

Também neste dia, desfilaram as últimas três das sete marcas da edição do Projeto Sankofa, Mile Lab, Silvério e Az Marias.

Elas aumentaram o volume do discurso a favor da equidade ao trazerem roupas que mostram, em diferentes graus, o perfeccionismo das formas e da arquitetura envolvida na produção de moda. O que faltava a essas marcas, ficou evidente, era espaço.

A urgência de diversidade ainda se fez notar nas criações de grifes de estilistas brancos, mas extremamente influenciados pela miscigenação, tanto cultural quanto física, do país. A Misci, como o próximo nome diz, é uma das que põem a fusão de cores e vivências do país em primeiro plano.

O estilista Airon Martin olhou para os looks usados por frequentadores de botequins e lanchonetes de beira de estrada para criar uma estética que bebe das referências mais díspares possíveis. Na passarela, era possível ver, por exemplo, a obra da italiana Lina Bo Bardi equacionada com a sensualidade quase explícita do país após os anos 1990.

A arte em estado têxtil permeou vários dos desfiles desta São Paulo Fashion Week, com molho dos mais brasileiros. Uma das mais bem-sucedidas nesse propósito foi a Handred, do estilista André Namitala.

Uma parceria com o Instituto Brennand levou os contornos do legado em cerâmica de Francisco Brennand à renda labirinto, aplicada aos looks arquitetônicos, e às pequenas esculturas ovais posicionadas como aviamentos, fechos e aplicações.

O branco colore a maior parte da coleção, lembrando que, antes de tingidas, as cerâmicas recebem mão de esmalte para servirem de tela para o artista.

Joias douradas feitas pelo designer Carlos Penna potencializaram a pesquisa do estilista ao adicionar geometria aos looks que, em sua maioria, foram trajados por modelos negros.

Foi uma escolha acertada e condizente tanto com a ideia quanto com a nova configuração deste calendário de desfiles, que já pode ser lido como o mais diverso e representativo da história do evento.