Descentralização do trabalho amplia uso de serviços gerenciados

Consolidação de modelos híbridos de trabalho gera ambientes de TI mais complexos. Especialistas explicam como os serviços gerenciados têm ajudado as empresas a enfrentar este desafio
Oi Soluções

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Um dos efeitos mais evidentes dos processos de transformação digital é o aumento da complexidade dos ambientes de Tecnologia da Informação formados nessa jornada. Mesmo antes da pandemia, era crescente o número de empresas que precisavam lidar com estruturas capazes de gerenciar redes complexas, conectando uma infinidade de fornecedores e demandando o uso de diversas soluções.

Com a pandemia, esse contexto ganhou um elemento a mais: a necessidade de gerenciar todo este ambiente, agora com perímetros estendidos para além dos limites da empresa. Esse novo cenário tornou fundamental o uso de serviços gerenciados, que hoje têm impacto direto nos processos das empresas e na experiência dos usuários.

E este é um quadro com o qual as companhias devem se acostumar. De acordo com o palestrante e fundador da Plataforma AAA, Arthur Igreja, pesquisas recentes mostram que somente 3% dos colaboradores querem voltar ao trabalho 100% no escritório. Isso significa que muitas empresas terão pela frente o desafio de criar ambientes híbridos. “É um caminho sem volta, mas com desafios como manter a cultura. A tecnologia tem se mostrado habilitadora disso tudo”, afirma.

Para o head de vendas da NAVA Technology for Business, Paulo Souza, esse processo será mais simples para quem já vinha em um processo de amadurecimento digital. Ele lembra que há três tipos de empresas hoje no mercado: aquelas que já vinham em processo de digitalização e tiveram que acelerar suas iniciativas; aquelas que estavam com os projetos engavetados, mas tinham um norte e estão conseguindo passar por este momento; e aquelas que estavam muito defasadas e têm sofrido bastante.

Para Souza, independente do estágio, todas as empresas terão que se adaptar ao novo contexto e o crescimento do mercado de tecnologia mostra isso. “A tecnologia nos permitiu enfrentar essa pandemia com um impacto muito menor do que seria há 15 anos. O mercado de TI cresceu muito, saltando de 10,5% ao ano em 2019 para 23% ao ano em 2020. Falando só do setor de software, o crescimento foi de 30%. Há uma aceleração muito forte”, diz.

Esse crescimento está diretamente relacionado ao aumento da complexidade dos ambientes e, com ele, à necessidade de simplificar seu gerenciamento. O head de produtos de TI e Telecom da Oi Soluções, Renato Simões, lembra que é possível fazer isso, mas que não existe uma receita única para todos os tipos de empresa.

“Descobrimos com a experiência da pandemia a necessidade de se transformar a infraestrutura, por isso as soluções devem ser desenhadas caso a caso”, explica, lembrando que a própria Oi Soluções tem implementados modelos de conexão remota e trabalho híbrido e utiliza soluções que gerenciam estes ambientes. Para ele, se a empresa consegue determinar a infraestrutura e o gerenciamento certos para o tipo de público e de aplicação utilizada, ela conseguirá gerenciar 100% deste ambiente de forma simples.

Caminho sem volta

Para Souza, este é um caminho sem volta para todo o mercado e quem não pensar em sua jornada de transformação digital, está fadado a ficar pelo caminho. “Veja o que aconteceu na indústria nos últimos anos em segmentos que eram fortes. Hoje mudou a forma como pedimos comida, como se pede um meio de transporte. Todas as empresas vão precisar se digitalizar”, defende.

Ele cita como exemplo da necessidade de se amadurecer este viés tecnológico o orçamento de TI do banco JP Morgan, que deve chegar a US$ 12 bilhões. “Quem não entender isso vai acabar sumindo. Veja o exemplo da Blockbuster, da Xerox. Esse movimento está apenas no começo e quem está dentro vai se aprofundar cada vez mais”, prevê.

É para ajudar as empresas a iniciar e a se manter nessa jornada que a Oi Soluções e a NAVA já há alguns anos vem desenvolvendo soluções conjuntas e, cada vez mais, sofisticando suas ofertas. Simões lembra que, há alguns anos, as soluções de gerenciamento tinham a função de determinar se um determinado aplicativo, ou máquina, estava funcionando, ou não.

“Estamos evoluindo cada vez mais no gerenciamento para ter todo o controle das aplicações. As empresas não precisam mais saber apenas se o seu aplicativo está funcionando, mas o que está acontecendo com ele em tempo real e também utilizar Inteligência Artificial para prever comportamentos onde ela pode melhorar o preço de uma mercadoria ou o comportamento de um servidor em uma Black Friday”, explica.

A expectativa de Simões é que esta sofisticação chegue a um nível em que, em alguns anos, nenhum profissional de TI saiba mais como é um servidor. “No futuro, os times de TI terão que se preocupar com seus serviços online e se estarão funcionando. Os servidores estarão espalhados pelo mundo e que vai interessar é o SLA e como os serviços estão sendo entregues. É aqui que nosso portfólio entra para poder ajudar nossos clientes a fazer essa jornada de forma saudável”, afirma.

Igreja concorda que este é o futuro, mas acredita que ele ainda deve levar um tempo para chegar a todo o mercado. “O grau de intimidade tecnológica ainda é baixo em pequenas e médias empresas. Nosso desafio é simplificar tudo isso”, afirma. Para ele, o mercado encontra-se no meio de uma transição: saindo da era em que era preciso ter um expert em TI dentro da empresa e caminhando para um ponto em que pequenos comércios consigam utilizar redes neurais sem saber o que são. “A tecnologia ainda não é simples o suficiente. Ela é necessária e muda os negócios, mas é preciso levá-la para todas as empresas”, defende.

Um exemplo dessa simplificação é a DEM (Digital Experience Monitoring), parte da plataforma desenvolvida pela NAVA e oferecida pela Oi Soluções ao mercado. Trata-se de um módulo que monitora a experiência do usuário por meio de simulações. “Conseguimos simular a conexão do usuário de qualquer ponto do mundo e avaliar como está o desempenho do e-commerce do cliente, por exemplo”, explica Souza.

Para o executivo, uma empresa que tem operação complexa não pode depender de intervenções humanas para resolver eventuais problemas. Ao contrário, precisa digitalizar processos para entender seus clientes e sua demanda interna de operações. Souza ressalta que ampliar a gestão do ambiente é complexo se os processos forem antigos e manuais, por exemplo. Por isso é fundamental ter maturidade tecnológica e soluções que permitam que a tecnologia trabalhe a favor da empresa. Os benefícios não estão só relacionados a custos. “Há uma combinação de ganho de desempenho,  redução de custos e oferta de serviços de qualidade”, diz.

Simões destaca que tem sido o papel da Oi Soluções ajudar seus clientes nessas questões. “Nossa visão permite mostrar um lado que, muitas vezes, a empresa não vê. Temos diversidade para ajudar as empresas a andar”, conclui.

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