‘Google de notas fiscais’, startup Arquivei recebe aporte de R$ 260 milhões

Com os novos recursos, o plano da startup é ajudar empresas, de pequeno a grande porte, em todas as etapas da relação com fornecedores, desde o fechamento do contrato até pagamentos
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Sócios da Arquivei: Christian de Cico, Vitor de Araújo, Bruno Oliveira e Isis Abbud 
Sócios da Arquivei: Christian de Cico, Vitor de Araújo, Bruno Oliveira e Isis Abbud 

A startup Arquivei, que realiza gestão inteligente de notas fiscais, anuncia nesta terça-feira, 14, o recebimento de um aporte de US$ 48 milhões (aproximadamente R$ 260 milhões). Com os novos recursos, o plano da startup é ajudar empresas, de pequeno a grande porte, em todas as etapas da relação com fornecedores, desde o fechamento do contrato até pagamentos. 

O investimento série B foi liderado pela gestora americana Riverwood Capital – também participaram do cheque os investidores International Finance Corporation (instituição do Grupo do Banco Mundial), Constellation, NXTP e Endeavor Catalyst. 

Fundada em 2015 em São Carlos, a Arquivei surgiu de um problema vivido pelo fundador da empresa, Christian de Cico: trabalhando na construtora de seu pai, ele tinha dificuldades de gerir notas fiscais digitais no dia a dia da empresa. A startup começou como um sistema piloto dentro da construtora e foi se expandindo aos poucos por empresas na cidade do interior paulista. 

A Arquivei é dona de uma plataforma que funciona como um “Google de notas fiscais”: além de armazenar os arquivos, o software organiza as informações. “Conseguimos economizar tempo na rotina das empresas. Se uma companhia tem um problema com um notebook e precisa achar a nota fiscal para identificar a garantia, por exemplo, basta fazer uma busca na nossa plataforma para achar o registro”, explica Cico, em entrevista ao Estadão.  

Ao todo, a Arquivei tem hoje 15 mil clientes – que vão de pequenos comércios até nomes como Mc Donalds, Riachuelo, Volkswagen e iFood. O modelo de negócios da startup prevê uma assinatura mensal, em contratos anuais, que custam entre R$ 40 e R$ 100 mil, a depender do tamanho da operação de cada empresa. O tipo de acesso que os funcionários têm aos arquivos também é definido de acordo com a necessidade de cada companhia. 

Cico afirma que o novo cheque será usado para expansão de produtos e equipe – o plano é contratar cerca de 150 colaboradores no próximo ano, chegando a 400 funcionários em 2022.

Quanto à melhoria no produto, a Arquivei se inspira na empresa americana Coupa, que oferece uma solução completa para companhias controlarem compras e despesas. “O Mercado Livre criou uma plataforma para a pessoa física encontrar o melhor fornecedor para cada necessidade, oferecendo inclusive serviços financeiros. Queremos levar isso para a pessoa jurídica”, afirma o fundador da Arquivei.

Dentro disso, a startup planeja hierarquizar na plataforma os fornecedores com melhores avaliações. A Arquivei também pretende usar inteligência artificial para reconhecer padrões nos comportamentos de compra das empresas e, com isso, oferecer opções de crédito, por meio de parceria com bancos. “Não queremos entrar na disputa dos bancos digitais. Vamos nos favorecer das aberturas do open banking”, diz Cico. 

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