‘The Matrix Resurrections:’ Iconic sci-fi series makes its return to the big screen | Nightline

Carrie-Anne Moss and Keanu Reeves reunited to play their roles as Neo and Trinity in the fourth installment of “The Matrix” franchise. The movie is set to release on Dec. 22

Carrie-Anne Moss e Keanu Reeves se reuniram para interpretar seus papéis como Neo e Trinity na quarta parte da franquia “The Matrix”. O filme tem estreia marcada para 22 de dezembro.

Juan Avellaneda | Spring Summer 2022 | Digital

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Ella Snyder is Fashion’s Bright New Star

Ella Snyder is Fashion’s Bright New Star
Source: theface.com
Published: December 2021

In this picture: Ella Snyder
Credits for this picture: Andrew Sauceda (Fashion Editor/Stylist), Lauren Palmer-Smith (Hair Stylist)

All people in this editorial:

Andrew Sauceda – Fashion Editor/Stylist
Lauren Palmer-Smith – Hair Stylist
Ella Snyder – Model

In this picture: Ella Snyder
Credits for this picture: Andrew Sauceda (Fashion Editor/Stylist), Lauren Palmer-Smith (Hair Stylist)
In this picture: Ella Snyder
Credits for this picture: Andrew Sauceda (Fashion Editor/Stylist), Lauren Palmer-Smith (Hair Stylist)
In this picture: Ella Snyder
Credits for this picture: Andrew Sauceda (Fashion Editor/Stylist), Lauren Palmer-Smith (Hair Stylist)
In this picture: Ella Snyder
Credits for this picture: Andrew Sauceda (Fashion Editor/Stylist), Lauren Palmer-Smith (Hair Stylist)

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos!

Mistura de estampas, texturas e cores é a principal característica deste estilo que agrada muita gente mundo afora
NÁDIA SIMONELLI

 (Foto: @barij / instagram)

Conhecido pelo visual vibrante e cheio de detalhes que atraem o olhar, o estilo boho chic é capaz de criar decorações aconchegantes e com muita personalidade. A característica mais marcante desta estética é a mistura, seja de cores, estampas, texturas, formas e até de outros estilos. 

Se você é fã do estilo boho chic, mas tem certa insegurança na hora de criar o décor, confira a seleção de ambientes que preparamos logo abaixo e inspire-se nas ideias!

Paleta verde

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
(Foto: @the_girl_with_the_green_sofa / instagram)

O verde foi a inspiração para a composição desta sala com decoração boho. Repare que o tom colore dos móveis maiores, como sofá, poltrona e banco aos objetos e quadros na parede. A gallery wall, aliás, chama a atenção pela variedade de formatos e tamanhos, mas com a natureza como tema predominante.


Cabeceira estampada

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
(Foto: @housebeautiful / instagram)

Revestida com um tecido de estampa miúda, a cabeceira deste quarto traz um toque retrô para o ambiente, reforçado pela cômoda antiga. O tom pink da parede faz um contraponto contemporâneo e deixa a decoração mais charmosa e atual.


Clima étnico

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
(Foto: @dabito / instagram)

Nesta sala, a estampa étnica da manta sobre o sofá e das almofadas revelam a atmosfera do ambiente. O jogo de cestarias na parede e as plantas do chão ao teto completam o décor boho e despojado baseado em camadas de texturas.


Destaque para o biombo

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
(Foto: @vtwonen / instagram)

biombo com jeito de antiguidade é a peça-chave na decoracão desta sala de estilo boho chic. A peça cria um fundo interessante para o sofá de veludo verde e acompanha a composição de quadros na parede. Outro detalhe interessante são as almofadas coloridas que trazem um toque ainda mais alegre para o espaço.


Plantas no quarto

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
(Foto: @pipstudiocom / instagram)

Além das cores e estampas, as plantas também não podem faltar na decoração de quem quer ter um ambiente de estilo boho. Neste quarto, a parede da cabeceira foi pintada de verde e serviu de fundo para a urban jungle que se forma logo ao lado da cama. Outro belo detalhe por aqui: a composição de espelhos com moldura de metal dourado.


Colorido e floral

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
(Foto: Archidea / Pinterest)

Esta sala de jantar ganhou ainda mais graça com o papel de parede florido e as cadeiras amarelas. No piso, pequenos tapetes redondos completam esta decoração boho cheia de estilo e fora do comum. 


Papel de parede no lavabo

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
(Foto: @timesproperty / instagram)

Considerado o cartão de visitas da casa, o lavabo não precisa combinar com o restante da decoração e, por isso, permite infinitas possibilidades. Revestir todas as paredes de papel de parede estampado é uma delas. Repare que aqui o dourado e o vermelho de alguns detalhes da decoração foram inspirados no desenho do revestimento.


Boho raiz

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
 (Foto: @thejungalow / instagram)

Com muita mistura, esta sala tem tudo o que caracteriza uma decoração de estilo boho: plantas por todos os lados, tapetes, mantas e almofadas estampadas, lenço pendurado na parede e móveis coloridos. 


A energia do amarelo

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
(Foto: @armutcom / instagram)

Com um clima de verão, a decoração desta sala exibe uma paleta vibrante, com destaque para o energético amarelo da parede. As cores pink e turquesa completam a composição boho. 


Tons mais fechados

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
 (Foto: @_finntage / instagram)

Já neste quarto, a decoração boho foi pautada por uma cartela de cores mais fechadas, com destaque para verde, marrom e azul. Os mesmos tons usados na pintura da parede se repetem na arrumação da cama. Para completar, uma samambaia pendurada na lateral da cama, sobre um pufe de base estampada. 


Mix de estampas

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
 (Foto: @thejungalow / instagram)

Piso, tapete e papel de parede estampados convivem em harmonia nesta sala de jantar boho. A estante, instalada na entrada do ambiente, funciona como uma despensa, deixando alimentos e utensílios sempre à mão.


O rosa dá o tom

Decoração boho chic: 12 ambientes coloridos e lindos! (Foto: reprodução / instagram)
 (Foto: @barij / instagram)

O mesmo tom de rosa claro tinge as paredes, a porta e o teto neste quarto. Além disso, a cor inspirou também a estampa da cama e a escolha das obras de arte que preenchem a parede da cabeceira. Um charme, mas sem clichês.

Crash 95 Winter 2021 Covers

Crash 95 Winter 2021 Covers
Source: crash.fr
Published: December 2021

In this picture: Maya Stepper
Credits for this picture: Bruce Gilden (Photographer), Takuya Yamaguchi (Hair Stylist), Clare Rhodes (Casting Director)

All people in this work:

Bruce Gilden – Photographer Cameron Postforoosh – Photographer Gareth McConnell – Photographer Armelle Leturcq – Fashion Editor/Stylist Pauline Grosjean – Fashion Editor/Stylist Adam Szabo – Hair Stylist Nicolas Philippon – Hair Stylist Takuya Yamaguchi – Hair Stylist Anna Sadamori – Makeup Artist Dan Duran – Makeup Artist Joey Choy – Makeup Artist Clare Rhodes – Casting Director Remi Felipe – Casting Director Nori – Manicurist August Atkinson – Model Flo Fleming – Model Gaia Orgeas – Model Lili Sumner – Model Maya Stepper – Model

In this picture: Lili Sumner
Credits for this picture: Cameron Postforoosh (Photographer), Armelle Leturcq (Fashion Editor/Stylist), Takuya Yamaguchi (Hair Stylist), Dan Duran (Makeup Artist), Clare Rhodes (Casting Director), Nori (Manicurist)
In this picture: Flo Fleming
Credits for this picture: Pauline Grosjean (Fashion Editor/Stylist), Nicolas Philippon (Hair Stylist), Anna Sadamori (Makeup Artist), Remi Felipe (Casting Director)
In this picture: Gaia Orgeas
Credits for this picture: Gareth McConnell (Photographer), Armelle Leturcq (Fashion Editor/Stylist), Joey Choy (Makeup Artist), Remi Felipe (Casting Director)
In this picture: August Atkinson
Credits for this picture: Cameron Postforoosh (Photographer), Armelle Leturcq (Fashion Editor/Stylist), Adam Szabo (Hair Stylist), Dan Duran (Makeup Artist), Clare Rhodes (Casting Director)

Chanel Métiers d’Art 2021: Tudo sobre a coleção e os ateliers por trás do último desfile da grife francesa

Marca evidenciou o trabalho dos seus oito ateliês: Lesage, Lognon, Montex, Massaro, Lemarié, Maison Michel, Desrues e Goossens
Marina Caruso, de Paris

Modelos apresentam criações durante o Chanel “Metiers d’art 2021-2022”, em Paris Foto: CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP

Paris, 7 de dezembro, 16h30. Falta meia hora para o desfile de Métiers d’Art da Chanel, ready-to-wear com foco no artesanato e requintes de alta-costura. Desde que foi criada, em 2002, para valorizar o virtuosismo de seus artesãos, a coleção é um dos maiores acontecimentos no mundo da moda. Cerca de 300 convidados da grife, vindos de diferentes cantos do planeta, são misteriosamente divididos em grupos. Cada um deles recebe uma pulseira diferente, com o nome de um dos oito ateliês que compõem os métiers (área de atuação) da casa fundada por Gabrielle Chanel em 1910. Há a turma do Lesage, especialista em tweed, do Lognon, que faz os meticulosos plissados da grife, dos bordados Montex, do Massaro, especialista em sapatos, do Lemarié, que faz plumas e flores como a camélia, ícone da maison, do chapeleiro Maison Michel e dos ourivesDesrues e Goossens, designers de botões e bijoux.

O encontro acontece no Le19M, novo espaço da Chanel, ao norte de Paris, com 25.500 m² e projeto do badalado arquiteto Rudy Ricciotti. Embora a inauguração oficial esteja planejada para o fim de janeiro, o prédio serviu de locação para o desfile e já abriga a maioria das maisons d’art da grife e seus 600 artesãos, gênios do handmade que também trabalham para outras marcas de luxo, como Dior, Hermès e Balenciaga. O nome “19M” faz alusão ao 19º arrondissement, bairro perto de Aubervilliers, e ao dia do aniversário de Gabrielle Chanel (19 de agosto de 1883). Já o “M” se desdobra em cinco frentes da fábrica de sonhos: métiersmains (mãos), mode (moda), maisons (casas de moda) e manufactures (manufatura).

Para se ter ideia da importância da grife no legado desses saberes, a Barrie Knitwear, tradicional fábrica de cashmere da Escócia, referência na produção de fibra de lã, estava prestes a ser fechada, sete anos atrás, quando a Chanel decidiu comprá-la. Embora não faça parte do 19M, a casa é propriedade da marca e dá continuidade ao ofício de mais de um século. Essa narrativa começou em 1985, quando a grife adquiriu o primeiro ateliê ameaçado de extinção.

 “Se não fossem eles, já teríamos fechado”, diz Patrick Goossens, diretor do ateliê de bijoux e botões que leva seu sobrenome. Visitado pelo rapper Pharrel Williams, um dos amigos célebres da marca, no dia do desfile, Patrick contou que a casa foi fundada por seu pai, Robert, amigo pessoal de Gabrielle. “Ela se encantou com o trabalho dele. Em especial, com os adornos de leão, seu signo no zodíaco.”

De volta ao desfile, diferentemente do que houve em outras temporadas (quando o universo náutico de Hamburgo, as camponesas chiques de Salsburgo e outras culturas europeias serviram de inspiração), a grife, agora, olhou para sua própria história. Com o foco no virtuosismo de seus artesãos, Virginie Viard, diretora criativa da Chanel desde a morte de Karl Lagerfeld, criou uma de suas mais belas coleções. Investiu em shapes amplos, alfaiataria desestruturada (e, ao mesmo tempo, elegante), na logomania e em muita barriga de fora e belly chain, os cintinhos de umbigo que já viraram febre nas praias cariocas

Desrues

Criado em 1929. Especialidade: Botões e bijoux. Adquirido pela Chanel em 1985.

Joalheiro e produtor de acessórios de luxo desde 1936, Georges Desrues esculpiu, dourou e esmaltou botões por décadas em sua oficina em Plailly, no norte da França. Em 1965, criou seus primeiros botões para Gabrielle Chanel e, nos anos seguintes, fez releituras das joias preciosas que lhe foram dadas pelo duque de Westminster. Em 1985, Desrues foi o primeiro dos ateliês adquiridos pela Chanel. De lá para cá, Karl Lagerfeld, Virginie Viard e seus mais de cem funcionários continuaram a trabalhar para manter o alto nível do artesanato da casa. Resultado: uma produção diária de 4 mil botões e oito coleções anuais de joias e bijoux.

Botão Chanel Foto: Alix Marnat / Divulgação
Botão Chanel Foto: Alix Marnat / Divulgação

Ateliê Montex

Criado em 1939. Especialidade: Bordados. Adquirido pela Chanek em 2011.

Especializado em bordados Lunéville, aqueles em que agulhas de crochê são usadas para inserir miçangas, paetês e outros brocados em pontos de corrente simples, a Montex foi fundada em 1939. Na gestão de Karl Lagerfeld, a casa passou a costurar piquês e bordados para outras grandes maisons de alta-costura. Atualmente, sob o comando da bordadeira emérita Annie Trussart, cria desenhos sofisticados e inovadores, feitos com máquinas centenárias de bordado Cornely, mecânicas e guiadas à mão. Caroline de Magret (na foto menor) foi uma das convidadas do desfile que se arriscou a operá-la. Nesta temporada, algumas criações pareciam inspiradas na arquitetura do Le19M, como bordados que mimetizam as estruturas de concreto branco da fachada, aplicados em bolsos e acessórios.

Bordado Chanel Metiers D'Art Foto: BOBY / Divulgação
Bordado Chanel Metiers D’Art Foto: BOBY / Divulgação

Lemarié

Criado em 1880. Especialidade: Plumas e flores. Adquirido pela Chanel em 1996.

Ateliê especializado em plumas e flores fundado durante a Belle Époque, quando a moda pedia chapéus ornamentados, a Lemarié permanece até hoje uma instituição da moda parisiense. Durante a década de 1950, a casa começou a trabalhar com designers de alta-costura, trazendo penas de pavão, cisne e avestruz a criações de grifes como Balenciaga, Nina Ricci, Christian Dior e, claro, Chanel. Anos depois, o ateliê acrescentou flores ao portfólio, transformando organza, tule, veludo e musseline em rosas e orquídeas de todos os tamanhos. Não demorou muito para que Gabrielle Chanel pedisse à empresa para confeccionar camélias de tecido com 16 pétalas, para uma coleção. O resto, como dizem, é história (da moda).

Flores Chanel Metiers D'Art Foto: Alix Marnat / Divulgação
Flores Chanel Metiers D’Art Foto: Alix Marnat / Divulgação

Lesage

Criado em 1924. Especialidade: Tweeds e bordados. Adquirido pela Chanel em 2002.

Foi em 1924 que a família Lesage assumiu o ateliê da bordadeira Michonet, fornecedora de Madeleine Vionnet, Charles Frederick Worth, Jeanne Paquin e outros grandes nomes da moda. Pouco tempo depois, a casa adquiriu imensa notoriedade ao produzir para Elsa Schiaparelli, bordados inspirados no universo do circo, de signos do zodíaco e nas conchas do mar. Nos anos 1950, quando François Lesage, filho do fundador, dirigia a casa, a oficina criou bordados para Pierre Balmain, Cristobal Balenciaga, Christian Dior, Hubert de Givenchy, Yves Saint Laurent e Christian Lacroix. Com mais de sessenta mil amostras de bordados, strass e pérolas, o ateliê tinha então uma das maiores coleções do mundo. Em 1992, fundou sua própria escola de bordado e em 2002 juntou-se à Chanel.

Chanel Metiers D'Art Foto: Alix Marnat / Divulgação
Chanel Metiers D’Art Foto: Alix Marnat / Divulgação

Massaro

Criado em 1894. Especialidade: Sapatos. Adquirido pela Chanel em 2012.

Embora tenha se tornado uma casa de moda só em 1894, a história da família Massaro no setor começa muito antes. Em 1957, Raymond Massaro criou o sapato bicolor que se tornaria um ícone da Chanel, bege com a pontinha preta. Tempos depois, assinou os calçados de alguns dos maiores ícones do cinema, como Marlene Dietrich, Elizabeth Taylor e Romy Schneider. Enquanto a moda da época obrigava as mulheres a andarem com saltos agulha vertiginosos, Massaro e Chanel ofereciam um sapato de couro bege, macio, com salto de 6 cm, capaz de projetar elegância, sem abrir mão do conforto. Em 2002, o ateliê foi comprado pela grife francesa e hoje faz de tudo um pouco: botas estruturadas, saltos clássico, espadrilhas, sapatos de PVC e até tênis, como pôde ver de perto o rapper Abd Al Malik.

Confecção de sapatos da Chanel Foto: Alix Marnat / Divulgação
Confecção de sapatos da Chanel Foto: Alix Marnat / Divulgação

Goossens

Criado em 1950. Especialidade: Botões e bijoux. Adquirido pela Chanel em 2005.

Robert Goossens, um dos ourives mais famosos da França, conheceu Gabrielle Chanel em 1953. Impressionado com o artesanato do joalheiro inspirado no Egito, a estilista lhe confiou o papel de fornecedor oficial de bijoux e botões da casa. Além de ornamentos com leões, signo de Coco, Goossens criou especialmente para ela peças em prata, bronze e folheadas a ouro e lhe apresentou pedras semipreciosas, quartzo e até as pérolas que (assim como as camélias, o tweed e os sapatos bicolores) se tornariam ícones da grife. Atualmente dirigido por Patrick Goossens, filho do fundador, o ateliê faz parte do Métiers d’Art da Chanel desde 2005 e, no último desfile da maison, recebeu a visita de Pharrel Williams (foto), amigo e entusiasta da grife que costuma quebrar as barreiras de gênero da moda mostrando que tailleurs originalmente femininos, caem bem também nos homens.

Chanel Metiers D'Art Foto: Alix Marnat / Divulgação
Chanel Metiers D’Art Foto: Alix Marnat / Divulgação

Lognon

Criado em 1853. Especialidade: Plissados. Adquirido pela Chanel em 2012.

Doze horas. Esse é o tempo que se leva para saber se um tecido foi bem plissado, depois de uma hora de fervura. Quem explica o processo é Sofie Dion, diretora do ateliê Lognon, especializado em plissagem de sedas, algodões e lãs desde 1853. “Os artesãos fazem as dobras do molde, como em um origami. Depois, colocam o tecido entre as duas folhas pregueadas, fecham feito um leque e colocam para ferver”, conta Sophie, em um charmoso inglês de sotaque francês. Graças a ela, a casa criada por Gerard Lognon continua produzindo pregas e plissados perfeitos e resistentes aos ferros de passar. Embora o ateliê só tenha sido adquirido pela Chanel em 2012, a técnica já era admirada (e utilizada) há muitos anos por Gabrielle.

Chanel Metiers D'Art Foto: Alix Marnat / Divulgação
Chanel Metiers D’Art Foto: Alix Marnat / Divulgação

Maison Michel

Criado em 1936. Especialidade: Chapéus. Adquirido pela Chanel em 1996.

Fundada por Auguste Michel em 1936, a Maison Michel alcançou grande sucesso na década de 1970, quando Pierre e Claudine Debard assumiram seu comando. Designers de chapéus e outros acessórios de cabelo, eles formaram toda uma geração de modistas que trabalhou para a Dior, Givenchy, Yves Saint Laurent e, mais tarde, Karl Lagerfeld. Comprada pela Chanel em 1996, a Maison Michel cria, até hoje, todos os chapéus e acessórios de cabelo da grife — dos panamás da coleção Cruise de Cuba, aos caps náuticos do pre-fall desfilado em Hamburgo, passando por seus laços pretos atemporais. O cantor Sébastien Tellier esteve na maison antes do último desfile, usando uma das criações do ateliê que, desde 2006, está sob o comando de Laetitia Crahay.

Maison Michel Foto: BOBY / Divulgação
Maison Michel Foto: BOBY / Divulgação

‘Matrix Resurrections’ retoma tudo de bom que existia no filme original

Longa tem cenários delirantes, lutas corpo a corpo e filosofia rasa como suporte de discussão sobre a existência humana
Thales de Menezes

Revelado o primeiro pôster oficial de “Matrix Resurrections”

“Matrix Resurrections” certamente terá admiradores que vão defender o quarto longa da franquia como o melhor filme de 2021. É uma discussão em aberto, claro, diante de bons exemplares, mas não há
dúvida de que se trata do roteiro mais inteligente da temporada.

Depois de 18 anos, não era pequeno o desafio de retomar a trilogia que teve um empolgante e seminal “Matrix”, em 1999, e as duas péssimas e confusas sequências lançadas em 2003, “Matrix Reloaded” e “Matrix Revolutions”.

O primeiro filme não trazia ideias originais em seu enredo sobre a vida que parece real a todos ser na verdade uma ilusão, um simulacro, tema de muitas obras de ficção científica anteriores. Mas se tornou um marco no cinema recente pelo belo empacotamento dessas ideias recicladas.

Tudo de bom encontrado em “Matrix” volta de forma abundante no novo filme. Cenários delirantes, lutas corpo a corpo que emulam artes marciais em rotação acelerada, filosofia rasa como suporte de uma discussão sobre a existência humana, personagens em câmera lenta se desviando de balas disparadas e, principalmente, a ótima química de Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss como o casal de heróis, Neo e Trinity.

Cena do filme 'Matrix Resurrections', quarto filme da saga
Cena do filme ‘Matrix Resurrections’, quarto filme da saga iMDB/Divulgação

É possível até classificar “Matrix Resurrections” de uma poderosa história de amor. Praticamente tudo o que motiva as reviravoltas do roteiro é a vontade de Neo salvar sua amada. Não por acaso, vários personagens dedicam suas retóricas à força do amor.

Quem assistiu aos filmes da série ou pelo menos ouviu falar de “Matrix” deve saber o básico —máquinas sofisticadas dominam o mundo e, para continuar em pleno funcionamento, drenam energia dos corpos dos humanos, encarcerados em casulos, mergulhados em líquido. Enquanto “dormem”, os humanos reproduzem em seus cérebros a vida cotidiana. Em ondas mentais ligadas a programas criados na tal Matrix, nascem, crescem e morrem repetidas vezes, numa simulação em looping.

O hacker Thomas Anderson, papel de Reeves, conhece uma célula de rebeldes, pessoas que escaparam de seus casulos e tentam destruir a Matrix. Ele assume o nome Neo e lidera a luta. Depois das idas e vindas nas mais de sete horas que formam os três primeiros longas, o novo filme vai buscar seu paradeiro para o espectador.

A ação pode ser dividida facilmente em três partes. Na primeira, mostra como Neo vive agora, submisso no ambiente cotidiano arquitetado pelas máquinas. Depois, desperto para o combate, o herói e novos parceiros rebeldes tentam encontrar Trinity. Na parte final, a luta deles contra o arquiteto da Matrix.

Os primeiros 30 ou 40 minutos esbanjam criatividade. A diretora e roteirista Lana Wachowski partiu de uma ideia perfeita. Neo, novamente com o nome Thomas Anderson, é um dos maiores desenvolvedores de videogames do mercado e conseguiu sucesso mundial com o jogo “Matrix”. Verdadeira febre, a marca fatura também com bonecos e produtos licenciados.

Pôster do filme ‘Matrix Resurrections’ Divulgação

No game, as memórias de Anderson reaparecem nos personagens Neo, Trinity, Morpheus e o agente Smith.

Nessa nova trama, Anderson-Neo está perto de um colapso nervoso, tem sonhos e alucinações. Com dificuldade de distinguir o que é realidade e o que é ficção, o designer de games recorre a sessões com um analista, interpretado por Neil Patrick Harris. O personagem no começo da ação parece só um coadjuvante, mas terá um papel fundamental no decorrer dos acontecimentos.

Essa vida de Anderson numa empresa recheada de nerds permite brincadeiras com games e o cinema de sci-fi. Sobra gozação até para o efeito especial “bullet time”, a maneira de Neo jogar o corpo para trás e evitar ser atingido por tiros, uma “coreografia” satirizada ou copiada descaradamente em inúmeros filmes.

Quem também ajuda na carga de humor é o novo Morpheus. Peça fundamental na trama por ser aquele que acredita nas profecias que apontam ser Neo o “escolhido” para derrubar a Matrix, ele não é mais interpretado por Laurence Fishburne. Este cede o papel a Yahya Abdul-Mateen 2º, que constrói um tipo gaiato.

Depois de Neo descobrir que Trinity ainda está viva e se juntar a uma nova equipe rebelde, que o trata como uma lenda viva, o filme tem em seu miolo a maior parte das explicações sobre tudo o que aconteceu até então. Quem conduz bastante essa parte é a capitã Bugs, papel de Jessica Henwick, que trata de fazer as perguntas que todo mundo na plateia gostaria de fazer.

A partir daí, o filme vai até o final com o DNA essencial de “Matrix”. Lutas, lutas e mais lutas, pontuadas com um ou outro momento de conversa para ajudar o espectador a entender aonde quer chegar o roteiro.

Mais uma vez, “Matrix” não parece estar ligando muito para tornar as coisas mais compreensíveis. Sobram baboseiras e pontas desamarradas, mas o impacto visual e a conexão da plateia com personagens queridos nem dão chance desses problemas de roteiro prejudicarem a experiência no cinema.

A produção é ambiciosa. Naves e criaturas robóticas com formato inspirado em animais são deslumbrantes. Explosões e tiroteios chegam em doses intensas. Neo não enfrenta mais uma dezena de agentes, são muitas e muitas dezenas atrás dele, com armas bem pesadas. E, no meio da balbúrdia, Reeves demonstra mais uma vez que nasceu para viver heróis de ação, com seu rosto imperturbável e a voz muito rouca.

A saga “Matrix” pode acabar ou não. O desfecho da história abre chance para mais uma continuação. Mas, mesmo que não permitisse essa possibilidade, isso seria algo facilmente contornável para a equipe criativa desse esperto e bem bolado “Matrix Resurrections”.

MATRIX RESURRECTIONS

  • Quando Em cartaz
  • Classificação 14 anos
  • Elenco Com Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss e Jonathan Groff
  • Produção EUA, 2021
  • Direção Lana Wachowski

Lorde lança o melancólico clipe de “Leader of a New Regime”

Cantora revisita praia que serviu de cenário para vídeos anteriores do Solar Power
CAIO COLETTI

Mais uma canção do Solar Powerálbum mais recente de Lorde, ganhou clipe: desta vez, foi a curta e melancólica “Leader of a New Regime”, trazendo visuais impressionantes da cantora em uma praia deserta – veja acima.

“Leader of a New Regime” segue uma sequência de clipes praianos de Lorde, formada por “Solar Power”“Mood Ring” e “Fallen Fruit”

Solar Power recentemente ganhou uma versão deluxe com duas faixas adicionais – confira.

The Witcher | 2ª temporada é vista por 142 milhões de horas em 3 dias

1º ano da série fez pouco mais de 500 milhões de horas em um mês
CAIO COLETTI

A segunda temporada de The Witcher parece estar a caminho de quebrar o recorde da primeira: em seus três primeiros dias disponíveis no catálogo da Netflix, os novos episódios foram vistos por 142 milhões de horas no total.

Como lembrou o The Wrap, a primeira temporada de The Witcher registrou 541 milhões de horas assistidas em 28 dias da estreia. O primeiro ano da série de fantasia atualmente é rankeado como a 3ª maior estreia em língua inglesa da história da Netflix.

Confira a sinopse da 2ª temporada: “Convencido que Yennefer (Anya Chalotra) morreu durante a Batalha de Sodden, Geralt de Rivia (Henry Cavill) leva a princesa Cirilla (Freya Allan) ao lugar mais seguro que conhece, seu lar de infância em Kaer Morhen. Com os reis, elfos, humanos e demônios do Continente lutando por supremacia do lado de fora dos muros, ele deve proteger a garota de algo muito mais perigoso: o misterioso poder que possui dentro dela.

A segunda temporada de The Witcher já está disponível para streaming na Netflix, e o terceiro ano também foi confirmado.