Na Austrália, casa de veraneio exibe arquitetura com grandes aberturas e muita luz natural

Construída entre o mar e a mata, a casa de veraneio se conecta com a paisagem local por aberturas inteligentes que dão boas-vindas à luminosidade solar e a tornam mais ampla
CAROL SCOLFORO | FOTOS KATA BAYER/DIVULGAÇÃO

Nesta casa de veraneio na Austrália, a família planejava a liberdade de movimentos das crianças, mas também sonhava com um desenho que causasse surpresa nos adultos. O escritório de arquitetura Saville Isaacs partiu da orientação solar, da privacidade e de vistas diagonais para realizar esses desejos – e o resultado é uma residência aberta aos arredores, bem iluminada, com ângulos especiais.

A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)

Situada entre o mar e a mata, os interiores revelam tecidos, materiais, cores e cheiros em intensa conexão com o lugar. Há espaços para as diferentes atividades dos moradores, embora seja no living integrado que a maioria se concentre. A arquitetura tem aberturas de vidro no telhado de uma água, o que capta ainda mais luz natural para os interiores.

A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
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A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)
A arquitetura desta casa de férias aumenta a luz natural dos interiores (Foto: Kata Bayer/Divulgação)

Dentro da casa, a marcenaria ganha status de arte nas escadas e na bancada da cozinha, onde se desdobra de um painel vazado. O amarelo é um tom sempre presente, que anima os espaços e dá simplicidade diante do branco. Um estilo casual, de linhas puras, parece tornar a casa simpática e descomplicada – exatamente como deve ser o clima de férias.

Fim de ano: Confira 5 produções da Netflix protagonizadas por atores negros

Coluna selecionou uma lista de filmes e séries sobre a temática
PAOLA FERREIRA ROSA

Quando a mais preciosa criação de Jeronicus é roubada por um aprendiz de confiança, o velho mestre passa a ficar recluso de suas atividades; é aí que sua neta decide fazer uma obra-prima para salvar a magia do natal – Gareth Gatrell/Netflix

Quem não gosta de uma boa sessão de filmes natalinos? O gênero cria diálogos com histórias que vão desde os dramas familiares até os clássicos da comédia romântica. O F5 separou 5 produções audiovisuais da Netflix protagonizadas por estrelas do cinema negro para você dar tchau ao natal deste ano (ou se preparar para o próximo). Confira a lista:

“Uma invenção de natal” (2020)

O filme musical norte-americano conta a história de uma dupla responsável pela criação de brinquedos magníficos: Jeronicus Jangle (Forest Whitaker) e sua neta Journey (Madalen Mills). Quando a mais preciosa criação de Jeronicus é roubada por um aprendiz de confiança, o velho mestre passa a ficar recluso de suas atividades. É aí que sua neta decide fazer uma obra-prima para salvar a magia do natal e seu avô.

“Um Crush Para o Natal” (2021)

Por falar em identificação, “Um crush para o Natal” é uma comédia romântica que ilustra uma das frases mais faladas entre as tias e tios do Brasil: “E os namoradinhos?” Essa pressão fez com que Peter (Michael Urie) tentsse se livrar do título de solteirão da família, finalmente levando para casa um namorado. Após sofrer uma desilusão amorosa, o protagonista decide levar seu melhor amigo, Nick (Philemon Chambers), para passar o Natal com seus parentes em sua cidade natal. O combinado era eles fingissem ser namorados, mas nessa época do ano existem poucos limites para o amor, não é verdade?

“Como Acabar Com o Natal” (2020/2021)

Outra boa indicação para o Natal em família. Em duas temporadas, a série sul-africana acompanha as desventuras de Tumi (Busi Lurayi) no Natal. A personagem sempre acaba em confusões envolvendo seus parentes durante as festividades de fim de ano, narradas pela comédia dramática de forma a gerar inusitadas identificações com histórias reais. Um ponto a se destacar é a presença de elementos culturais da África do Sul, como a construção matriarcal das famílias. Vale conhecer!

“Uma Esposa de Natal” (2021)

Ao maior estilo, “amor é tudo igual, só muda o endereço”, o filme é uma comédia nigeriana que conta a história de Agatha Agu (Rachel Oniga), uma mãe religiosa que sonha em ver seus três filhos casados ​​até o Natal. Para isso, ela decide fazer uma competição entre eles: aquele que se casar primeiro fica com a casa da família. Precisando de dinheiro por motivos diferentes, Ugo (Kunle Remi), Obi (Efa Iwara) e Chike (Abayomi Alvin) se envolvem em situações inusitadas em busca de uma noiva.

“Arranjo de Natal” (2021)

E por falar em romance natalino, “Arranjo de Natal” não poderia ficar de fora. A série francesa conta a história do improvável amor entre um rapper famoso e uma jornalista de personalidade forte. A trama, que se desenvolve durante as festas de Natal, subverte o clichê e mostra que nem tudo é sobre superar as diferenças, convidando o público a refletir sobre o que o amor pode transformar durante uma relação sincera.

Vogue Portugal – Maggie Maurer By Albert Watson 

Tic Tac Tic Tac
Source: vogue.xl.pt
Published: December 2021

In this picture: Maggie Maurer
Credits for this picture: Albert Watson (Photographer), Julia Muller (Fashion Editor/Stylist), Ilham Mestour (Hair Stylist), Anita Jolles (Makeup Artist), Eri Narita (Manicurist), Julia Muller (Producer)

All people in this editorial:

Albert Watson – PhotographerJulia Muller – Fashion Editor/StylistIlham Mestour – Hair StylistAnita Jolles – Makeup ArtistEri Narita – ManicuristJulia Muller – ProducerMaggie Maurer – Model

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Angèle nous dévoile toutes les étapes pour reproduire son liner signature | Vogue France

En 2018, le premier album d’Angèle, composé dans sa chambre sur un simple ordinateur, créait l’évènement. Baptisé Brol, aka joyeux bordel en flamand, il est cependant loin d’être un désordre. Et pour cause : il s’est vendu à un million d’exemplaires, a remporté 3 Victoires de la musique en France et autant de D6bels Music Awards en Belgique. Nonante-Cinq, son deuxième album dévoilé le 3 décembre pour son 26e anniversaire, s’annonce tout aussi prometteur. La chanson Bruxelles je t’aime, est déjà un succès. En direct depuis la salle de bain de sa suite à la Maison Villeroy et accompagnée de son chien Pépette, Angèle nous dévoile toutes les étapes de sa routine beauté, mais aussi ses meilleurs conseils pour reproduire son célèbre trait de liner. Au programme : des soins hautement hydratants et des formules de maquillage extra-longue tenue, pour ne pas bouger d’un iota pendant les concerts.

Em 2018, o primeiro álbum de Angèle, composto em seu quarto em um simples computador, deu origem ao evento. Batizado de Brol, também conhecido como bagunça feliz em flamengo, está, no entanto, longe de ser uma bagunça. E por uma boa razão: vendeu um milhão de cópias, ganhou 3 Victoires de la musique na França e tantos D6bels Music Awards na Bélgica. Nonante-Cinq, seu segundo álbum lançado em 3 de dezembro para seu 26º aniversário, parece igualmente promissor. A música Bruxelles je t’aime já é um sucesso. Ao vivo do banheiro de sua suíte na Maison Villeroy e acompanhada de seu cachorro Pépette, Angèle revela todas as etapas de sua rotina de beleza, mas também suas melhores dicas para reproduzir sua famosa linha de delineadores. No programa: tratamentos altamente hidratantes e fórmulas de maquiagem de longa duração, para que você não se mexa nem um pouco durante os shows.

Réalisateur : Tim Jarrosson
Journaliste Beauté Vogue France : Mélanie Defouilloy
Montage : Laurène Vanacker
Étalonnage : Rafael Sultan
Mixage : Manuel Lormel
Head of Editorial Content : Eugénie Trochu
Responsable de Casting / Entertainment : Winta Ghebre
Responsable du développement éditorial : Mathias Holst
Développement éditorial : Louise des Ligneris
Producteur vidéo : Amaury Delcambre
Assistant de production : Balthazar Chuffart
Youtube Channel Manager : Stéphanie Amaya | Axelle de Benedittis

Merci à Maison Villeroy.

Bridgerton | 2ª temporada ganha data; veja mensagem do elenco

Produção lançou 1ª temporada há exatamente um ano, no Natal de 2020
CAIO COLETTI

O elenco de Bridgerton tem um presentão de Natal para os fãs: no vídeo acima, você pode conferir os atores anunciando a data de estreia da 2ª temporada do drama de época, que acontecerá em 25 de março de 2022 na Netflix.

O anúncio é também uma forma de comemorar um ano desde o lançamento da 1ª temporada, que entrou no catálogo da plataforma em 25 de dezembro de 2020. Desde então, Bridgerton se tornou um fenômeno na Netflix, rankeando como a segunda série mais vista do serviço até hoje.

A 2ª temporada não vai contar com a presença do astro revelação de BridgertonRegé-Jean Pageque não aceitou reprisar o papel do Duque de Hastings. A trama será centrada em Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey) e sua procura pelo amor.

A Netflix já renovou a produção para 3ª e 4ª temporadas, e também anunciou uma série derivada com foco na Rainha Charlotte. A primeira temporada já está disponível no streaming.

‘Não fazer nada é perpetuar os privilégios brancos e o racismo’, diz Marina Peixoto, diretora-geral do Mover

À frente de movimento que reúne 47 grandes empresas no Brasil, executiva elenca pilares para inclusão racial no mercado, como criação de 10 mil vagas de liderança para negros até 2030
Ana Paula Boni, O Estado de S.Paulo

Marina Peixoto, Mover
Marina Peixoto, diretora-geral do Mover (Movimento pela Equidade Racial), que deixou seu emprego na Coca-Cola para se dedicar integralmente à associação.  Foto: Wilton Junior/Estadão

Coca-Cola, Magalu, Gerdau e Nestlé têm muitas coisas em comum, mas, para além de serem grandes empresas atuantes no Brasil, são algumas das 47 signatárias do Movimento pela Equidade Racial, o Mover, criado no ano passado e formalizado em junho deste ano. Na figura de seus presidentes e CEOs, essas empresas se comprometeram a gerar 10 mil postos de trabalho de alta liderança para profissionais negros até 2030, com o impacto adicional da transformação das culturas interna e externa, influenciando a sociedade.

Para que não seja da boca para fora e para que as ações ajudem a reter talentos negros em ambientes corporativos inclusivos, as organizações contribuem com de R$ 250 mil a R$ 500 mil por ano (de acordo com o porte da empresa). Para 2022, o Mover já tem R$ 15 milhões para, por meio de cursos, capacitações, ações de letramento, eventos e oferta de vagas, ajudar a reduzir o gap que separa negros de altos cargos executivos.

Para Marina Peixoto, diretora-executiva do Mover, “a luta pela igualdade racial, assim como a luta por uma sociedade mais justa, tem de ser de todos”, independentemente de a qual grupo você pertença, sendo homem, mulher, branco ou negro. “Tenho privilégios, como a maioria das pessoas brancas. E justamente por termos esse privilégio temos a responsabilidade de mover a estrutura”, diz. “Fazer nada é corroborar com perpetuar o racismo. Então, a gente precisa entrar nessa luta.”

Segundo a pesquisa “Perfil social, racial e de gênero das 500 maiores empresas do Brasil”, do Instituto Ethos, realizada em 2016 (a mais recente), apenas 4,7% dos cargos executivos são ocupados por profissionais negros; na base, negros são 35,7%, enquanto são a maioria da população brasileira (54%). Neste ano, entre as vagas ofertadas pelas empresas do Mover em eventos, foram 1.132, sendo 26% para cargos de supervisor e coordenador e 9% para gerente e diretor – proporção que o movimento deve corrigir nas próximas ações.

Engenheira de produção, Marina Peixoto migrou cedo para marketing e administração, tendo em sua carreira a agenda de propósito como pano de fundo. Executiva com quase 20 anos de Coca-Cola, liderou campanhas que traziam impacto social quando o termo ESG ainda nem era falado. Nos últimos anos, após ter uma filha diagnosticada com síndrome de Down, passou a atuar com diversidade e inclusão, até que estava em Atlanta, nos Estados Unidos, quando George Floyd foi assassinado por policiais, em maio de 2020.

O caso de Floyd, homem negro, detonou mundialmente e também no Brasil o combate ao racismo e os programas de inclusão racial nas empresas. Foi assim que Marina voltou dos EUA para assumir a área de Diversidade e Inclusão (D&I) na Coca-Cola, criando um movimento paralelo com oito empresas na luta pela equidade racial. No dia 23 de novembro do ano passado, lançava um compromisso público então com 13 empresas, até que o Mover foi formalizado juridicamente como associação em junho deste ano e hoje agrega 47 empresas. 

Há pouco mais de dois meses Marina se desligou do seu emprego na Coca-Cola para estar em tempo integral à frente do movimento, ao lado de dois diretores executivos: Carlos Domingues (da Pepsico) e Hellen Andrade (da Nestlé). Além deles, 200 voluntários das empresas participantes integram os comitês do Mover. Entre parceiros externos, estão o ID_BR (Instituto Identidades do Brasil) e o Fundo Baobá, entidades do movimento negro que ajudam com suporte a cursos e letramento racial.

Para que o Mover funcione, pontua Marina, o envolvimento dos CEOs é crucial, para impactar os funcionários de cima para baixo. Assim, há encontros mensais com CEOs, além de reuniões mensais com os conselheiros (também CEOs) e quinzenais com outras lideranças, entre outras dinâmicas. “Cada empresa tem seus desafios e níveis de letramento. Todas vão chegar a um mesmo lugar, mas as jornadas devem ser diferentes. E quanto mais empresa no movimento melhor. A gente quer ampliar e influenciar a sociedade como um todo”, fala Marina.

As 47 empresas hoje associadas são: Alcoa, Aliansce Sonae, Ambev, Americanas S.A, Arcos Dorados-McDonald’s, Atento, Bain & Company, BRF, Cargill, Coca-Cola Brasil, Colgate-Palmolive, CSN, Danone, Descomplica, DHL Supply Chain, Diageo, Disney, EF, General Mills, Gerdau, GPA, Grupo Carrefour Brasil, Heineken, JBS, Kellogg, Klabin, Kraft Heinz, L’Oréal Brasil, Lojas Renner, Magalu, Manserv, Marfrig, MARS, Michelin, Mondelëz International, Moove, Nestlé, PepsiCo, Petz, RD – Raia Drogasil, Sodexo, Tenda Atacado, UnitedHealth Group Brasil, Vale, Via, XP Inc. e 3M.

Confira abaixo trechos da entrevista com Marina Peixoto.

Como se sente sendo uma mulher branca liderando um movimento pela igualdade racial no mercado?

A luta pela igualdade racial, assim como a luta por uma sociedade mais justa, tem de ser de todos, independentemente de você participar de um grupo minoritário. Todos deveriam lutar por isso. A causa não pode ficar somente dentro daquele grupo que sofre com o racismo, o machismo ou o capacitismo. Todos nós temos um papel de fazer evoluir a sociedade. 

Especificamente na questão racial, que estou liderando aqui no Mover ao lado de outros dois diretores, todos temos lugar de fala, só que são lugares diferentes. Aproveitando o que (a filósofa) Djamila Ribeiro fala, as perspectivas são distintas. Eu não vou ter a perspectiva de uma pessoa negra que passa pelo racismo. Eu vou ter a perspectiva de uma pessoa branca que teve, sim, seus privilégios, como a maioria das pessoas brancas. E justamente por termos esse privilégio temos a responsabilidade de mover a estrutura. 

Se hoje os cargos de liderança ainda são majoritariamente ocupados por pessoas brancas, cabe a elas mexer, cabe a elas tomar decisões com esse olhar de busca pela igualdade. No Fórum Brasil Diverso, eu citei a frase da professora Cida Bento sobre o pacto narcísico da branquitude, que é quando as pessoas brancas tendem a evitar falar do assunto ou achar que isso não tem nada a ver com elas porque não se acham racistas.

racismo é estrutural e precisa de uma solução estruturante e, para mexer a estrutura, é preciso de todos, principalmente das pessoas que estão hoje no poder, que são brancas. A sociedade está pedindo (mudança), o mercado financeiro também, mas é uma luta que vai demorar anos. Se a gente (brancos) não entra, a velocidade vai ser diferente. E se a gente não se coloca nesse papel de responsável, a gente vai ser corresponsável por perpetuar algo que já existe. Se a gente não faz nada, fazer nada é corroborar com perpetuar esses privilégios, com perpetuar esse racismo. Então, a gente precisa entrar nessa luta.

Isso não quer dizer, então, que vocês não vão trazer pessoas negras para o movimento.

Exato. A gente não quer ser um movimento de pessoas brancas construindo ações para pessoas negras. A gente sempre falou de fazer “com”, e não apenas “para”. Hoje, como está a nossa governança? Em relação aos CEOs, ainda são majoritariamente brancos e majoritariamente homens. Temos três CEOs que se autodeclaram negros, entre as 47 empresas que fazem parte do Mover.

Na nossa governança, temos uma assembleia de associados, formado por CEOs – brancos. No Conselho Deliberativo, temos seis CEOs e três pessoas da sociedade civil, que são pessoas do movimento negro, para termos essa visão de fora do mundo empresarial e também trazer representatividade negra para a tomada de decisão. Não podemos citar ainda nomes, pois estamos registrando tudo em cartório.

Ter visões complementares foi uma preocupação que a gente desde sempre quis construir. Ter um olhar do terceiro setor, um olhar da Academia, um olhar do empreendedorismo, um olhar mais de inovação, formando uma lente multidisciplinar também.

No dia a dia executivo, somos eu e outros dois diretores, que são pessoas negras, Carlos Domingues (Pepsico) e Hellen Andrade (Nestlé). A partir disso, formamos comitês estratégicos em cima de cada pilar de atuação, para gerar 10 mil posições de liderança até 2030 para pessoas negras.

Carlos Domingues, Pepsico
Carlos Domingues, gerente-executivo de Diversidade e Inclusão da Pepsico Brasil, também diretor executivo do Mover.  Foto: Divulgação

O comitê de ações internas, por exemplo, vai ajudar a criar as diretrizes, garantir que todas as empresas participantes estejam fazendo censo demográfico, treinamentos, letramento. E o comitê de ações externas está conectado com o pilar de capacitação e empregabilidade, para formação com bolsas de estudos, de graduação. Ao mesmo tempo, a gente também tem que mudar as políticas de recrutamento e seleção, para que se tenha uma linguagem mais inclusiva e processos que mitiguem os vieses inconscientes.

Como pode ser feita a conexão com o mercado de trabalho?

Não é só a conexão com as 47 empresas do movimento, mas queremos ser um grande conector com toda a cadeia de valor, com fornecedores, com clientes. Tem uma parcela de profissionais com gap de formação, sim, mas por outro lado a gente também tem uma parcela da população negra extremamente capacitada, com alto nível de formação, que não está chegando nas empresas. E daí a empresa fala: ‘Ah, eu não encontro (profissional negro)’. É porque não está procurando no lugar certo.

Com esse comitê de capacitação a gente vai ajudar a formar aqueles que tenham essa diferença de formação, que não tiveram a mesma oportunidade, mas por outro lado também conectar com quem está ali já na porta do gol, para quem falta fazer só essa aproximação.

Neste ano, estivemos no AfroPresença, evento do Ministério Público do Trabalho com o Pacto da ONU, ofertamos 300 e poucas vagas selecionadas das 47 empresas, a maioria para cargos de liderança. Também fomos para a Conferência Juntos, da McKinsey, e ofertamos 400 e poucas vagas, além de 100 bolsas de estudos da Descomplica, uma das nossas associadas, e tivemos 70 e poucos voluntários das empresas para formar o programa de mentoria da McKinsey, que será dado a profissionais negros.

Helen Andrade, Nestlé
Helen Andrade, head de Diversidade e Inclusão da Nestlé no Brasil, também diretora-executiva do Mover.  Foto: Tibiko/zerolux

No Fórum ID_BR, na sequência, foram cerca de 700 vagas, algumas exclusivas (para negros) e outras intencionadas, muitas para cargos de gerente e diretor. Agora queremos lançar no próximo ano no nosso site um Classificados com oferta de vagas para aproximar cada vez mais as empresas dos talentos negros.

Mas hoje o site do Mover já tem a oferta de vagas das 47 associadas, não?

Sim, mas hoje eu clico lá na empresa e vejo todas as vagas daquela empresa. A gente quer poder filtrar só os cargos de liderança, ou por área, cargos de finanças, marketing. De modo que seja mais fácil encontrar a vaga, não importa a empresa. Se eu sou economista e quero uma vaga nessa área, em vez de entrar em cada uma das 47, eu vou usar os filtros: vagas de finanças, cargo de coordenador para cima etc. A gente vai fazer essa melhoria em torno do segundo pilar, de conectar vagas com esse público.

Além desses dois pilares e seus respectivos comitês, tem mais algum que orienta o trabalho do Mover?

Sim, um terceiro. Os comitês estão formados em cima dos pilares estratégicos. Então, no primeiro, a gente tem a meta dos 10 mil cargos de liderança. Para chegar na liderança, tem toda a construção de base, não é só recrutar. Se eu chego lá e não tenho um ambiente inclusivo, você não retém esses talentos. Então esse pilar, que inclui um trabalho interno, vai trabalhar toda essa parte de mudança cultural das empresas.

No segundo pilar, a gente tem 3 milhões de oportunidades em conexão com o mercado de trabalho. Envolve um comitê externo porque é voltado para fora das empresas. E o terceiro pilar estratégico, o nosso terceiro compromisso, é para contribuir com a conscientização da sociedade em torno do tema, por meio de um comitê de comunicação. É um grupo de trabalho que não só vai comunicar os avanços do Mover mas também ajudar a estruturar ações que ajudem na conscientização.

Aqui dentro, a gente treinou todos os quase 200 voluntários, com letramento por meio do curso ABC da Raça, do ID_BR. Dentro das empresas, a gente deixa que cada um contrate o parceiro que preferir (para consultoria de inclusão e letramento), mas vamos garantir que eles façam esse letramento de forma massiva.

A gente fez uma ação icônica agora em novembro (perto do Dia da Consciência Negra),  quando completamos um ano do nosso primeiro compromisso como movimento, e a gente chamou todos os colaboradores para assistir à live Dia do Mover. Porque não adianta só os 200 voluntários ou CEOs, mas todos os colaboradores das empresas têm de estar envolvidos. Todos eles vão, nas suas diferentes áreas, influenciar para que essa cultura seja formada.

E a gente, enquanto Mover, também está trabalhando com fornecedores negros, agências de comunicação, equipe de suporte (como contador, jurídico), além de ID_BR, Baobá. A gente tem de ser consistente para influenciar a política de fornecedores das empresas.

Uma olhada no novo escritório da empresa de arquitetura HED em Los Angeles, California

A empresa de arquitetura HED mudou recentemente para um novo escritório em Los Angeles, Califórnia, que eles próprios projetaram.

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Meeting room

“O novo escritório do HED LA foi projetado para estimular a criatividade, promover a colaboração e apoiar o bem-estar de nossa comunidade. A atividade está centrada no HUB: um espaço aberto que é o centro de atividade de todo o escritório. O HUB se estende de uma extremidade à outra do edifício. Em uma extremidade está a instalação de produção central, com o espaço da loja / fabricante de modelos, biblioteca de materiais, espaços de pin-up, paredes de projeção interativas e áreas flexíveis de “sala de guerra” da equipe. Na extremidade oposta está a “porta da frente” de chegada, recepção, área de exposição, salas de reuniões, descanso e assentos informais para clientes e funcionários. Conectando as duas extremidades está o café, com uma ilha expansiva que funciona como um espaço de reunião da comunidade e zona de colaboração com cabines de colaboração adjacentes que adicionam outra camada de colaboração e envolvimento da comunidade. O endereço livre e as áreas de estação de trabalho dedicadas fluem em torno do HUB, e os espaços de colaboração espontânea e pin-up se estendem por todo o espaço. Além disso, as áreas de foco mais silencioso, que variam em tamanho, desde grupos individuais a pequenos grupos de 2 a 4 e 4 a 6 pessoas, até salas de conferência grandes e extragrandes, são facilmente acessíveis de qualquer parte do escritório.

O COVID-19 bateu no meio do desenvolvimento de nosso projeto e, em vez de interromper ou continuar os negócios normalmente, a equipe do HED usou o desafio como uma oportunidade para estudar o que poderia ser o espaço de trabalho pós-COVID-19. O foco da equipe de design mudou de pensar no escritório como um espaço para abrigar todos os funcionários sob o mesmo teto para um espaço para fornecer um HUB que reflete a cultura HED LA. A equipe girou em torno de aumentar a capacidade do espaço de inspirar e inovar. Os escritórios privados foram eliminados, os espaços compartilhados foram aumentados e todo o espaço do escritório foi transformado em um HUB ativo e colaborativo que atrai funcionários de volta ao escritório para o tipo de trabalho que suporta. ”

  • Location: Los Angeles, California
  • Date completed: 2020
  • Size: 19,900 square feet
  • Design: HED
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Reception
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Café
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Breakout space