Dazed & Confused Korea December 2021 Covers

Dazed & Confused Korea December 2021 Covers
Published: December 2021

In this picture: Jennie
Credits for this picture: Peter Ash Lee (Photographer), Yura Oh (Fashion Editor/Stylist)

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Peter Ash Lee – Photographer
Yura Oh – Fashion Editor/Stylist
Jennie – Entertainer

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Credits for this picture: Peter Ash Lee (Photographer), Yura Oh (Fashion Editor/Stylist)

Os dez filmes mais esperados de 2022

Lista inclui ‘The Batman’, ‘Doutor Estranho no multiverso da loucura’, ‘Pantera negra: Wakanda para sempre’, spin-off ‘Lightyear’ e muitos filmes de super-heróis

Em 2022, as salas de cinema prometem se encher de continuações de grandes sagas. Entre os destaques, está a sequência “Avatar 2”, além dos spin-offs “Animais fantásticos: os segredos de Dumbledore” e “Lightyear”, a partir do universo de “Toy story”. Também será um ano e tanto para os fãs de quadrinhos, com Batman, Doutor Estranho, Thor, Aquaman, The Flash e Homem-Aranha entre os personagens que devem ganhar novas aventuras. Na nossa lista de dez estreias para ficar de olho, está ainda o aguardado “Pantera negra: Wakanda para sempre”. Confira:

‘The Batman’

Robert Pattinson viverá uma nova versão de um dos heróis mais popular da DC Comics, desta vez, com um ar mais sombrio. O diretor Matt Reeves (responsável pelos dois últimos filmes da trilogia “Planeta dos macacos”) revelou que teve como inspiração para o Cavaleiro das Trevas o astro do rock Kurt Cobain, falecido líder da banda Nirvana. Reeves assina ainda o roteiro ao lado de Mattson Tomlin (“Mãe x Androides”).

O novo enredo encontra Bruce Wayne em começo de carreira, trabalhando como vigilante noturno após o assassinato de seus pais. Diante de uma série de crimes, ele começa a combater o mal para salvar Gotham. No elenco estão nomes como Zoë Kravitz, Colin Farrell, Paul Dano, Jeffrey Wright e Andy Serkis. 

Previsão de estreia: 3 de março

‘Animais fantásticos: os segredos de Dumbledore’

Em 2022, chega às telonas o terceiro e último episódio da franquia spin-off  do mundo de Harry Potter. Com roteiro de JK Rowling e Steve Kloves, o filme conecta de vez o universo do bruxinho com o de Newt Scamander (Eddie Redmayne) e se aprofunda na vida do diretor de Hogwarts, Albus Dumbledore (Jude Law).

No história, o professor conta com a ajuda do magizoologista e uma equipe para uma missão contra o mago das trevas Gellert Grindelwald (vivido nos filmes anteriores por Johnny Depp e agora por Mads Mikkelson). A brasileira Maria Fernanda Cândido também está no elenco, dirigido por David Yates.

Previsão de estreia: 14 de abril

‘Doutor Estranho no multiverso da loucura’

Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen estrelam o novo filme do Universo Cinematográfico da Marvel como o mago supremo Dr. Stephen Strange (Doutor Estranho) e a heroína Wanda Maximoff (Feiticeira Escarlate). Com direção de Sam Raimi (da trilogia original de “Homem-Aranha”), a trama acompanha os dois personagens combatendo ameaças de realidades alternativas, incluindo uma versão maligna do neurocirurgião, mostrada originalmente na série “What if…?”.

O filme, que traz ainda Rachel McAdams, Benedict Wong e Chiwetel Ejiofor no elenco, deve dar sequência a uma união entre “Homem-Aranha: Sem volta para casa” e “WandaVision”. Esta é a segunda película do Dr. Estranho, personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko que estreou nos quadrinhos da Marvel em 1963.

Previsão de estreia: 5 de maio

‘Lightyear’

Saga queridinha do público e da crítica, com quatro estatuetas do Oscar no currículo, “Toy story” ganha um spin-off para contar a origem do herói astronauta que inspirou a criação do brinquedo Buzz Lightyear. A animação da Pixar irá contar a dublagem de Chris Evans como o patrulheiro espacial, na versão inglês, e será dirigida por Angus MacLane (de “Os incríveis”, “Wall-E” e “Procurando Dory”).

Previsão de estreia: 16 de junho

‘Thor: amor e trovão’

Em seu quarto filme, o super-herói de inspiração nórdica vivido por Chris Hemsworth divide as telas com sua ex-namorada Jane Foster (Natalie Portman), transformada em Deusa do Trovão. Com direção de Taika Waititi (vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado com “Jojo Rabit” em 2020), o longa apresenta o inimigo Gorr, o carniceiro dos deuses, vivido por Christian Bale, enquanto Russell Crowe aparece como Zeus. Para completar o elenco, estão de volta Tessa Thompson, como Valquíria, e Jaimie Alexander, como Lady Sif. De “Guardiões da galáxia”, Chris Pratt, Karen Gillan e Sean Gunn também se juntam ao projeto.

Previsão de estreia: 7 de julho

Chris Hemsworth em 'Thor: O mundo sombrio' Foto: Divulgação
Chris Hemsworth em ‘Thor: O mundo sombrio’ Foto: Divulgação

‘Homem-Aranha: através do aranhaverso – Parte 1’

Após o sucesso de “Homem-Aranha no aranhaverso”, que faturou o Oscar de melhor longa de animação em 2019, Miles Morales volta para uma nova sequência, dividida em duas partes. No primeiro filme anterior, o jovem fã do legado de Peter Parker se depara com seu herói vindo de uma dimensão paralela, assim como outras versões do aracnídeo. Pouco se sabe sobre a nova produção, mas a participação do par romântico Gwen Stacy e do futurista Homem-Aranha 2099 está garantida. O roteiro é de Phil Lord e Chris Miller, produtores da franquia, e de David Callaham, de “Shang-Chi e a lenda dos dez anéis”.

Previsão de estreia: 6 de outubro

‘The Flash’

Pela primeira vez, a DC Comics lança um filme solo de Flash, vivido por Ezra Miller. Desta vez, o protagonista Barry Allen, que apareceu pela primeira vez como o super-herói em “Liga da Justiça” (2017), terá que enfrentar uma versão mais sombria de si próprio. A trama terá forte inspiração no arco “Flashpoint” dos quadrinhos, onde vários universos que são explorados pelo herói em uma linha do tempo alternativa. Em sua jornada, Flash encontra heróis icônicos da DC, como o Batman (interpretado por Michael Keaton).

A obra dirigida por Andy Muschietti (“It – A coisa”), no entanto, vai ignorar os eventos de “Batman Forever” (1995) e “Batman & Robin” (1997) e tratá novas histórias para preencher a lacuna entre “Batman Returns” (1992) e este filme. O elenco conta ainda com Sasha Calle como Supergirl.

 Previsão de estreia: 3 de novembro

'The Flash' Foto: Reprodução
‘The Flash’ Foto: Reprodução

‘Pantera negra: Wakanda para sempre’

Uma das sequências mais aguardadas de 2022 é a continuação de “Pantera Negra”, que conquistou uma legião de fãs e faturou três estatuetas do Oscar em 2019. O longa, dirigido por Ryan Coogler e produzido por Kevin Feige, é também uma homenagem ao legado de Chadwick Boseman, morto em 2020.  Com um enredo ainda misterioso, acredita-se que o principal antagonista do filme seja Namor, o Príncipe Submarinodo reino de Atlantis. O filme traz de volta as estrelas Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright, Angela Bassett, Martin Freeman, Daniel Kaluuya e Winston Duke.

Previsão de estreia: 10 de novembro

Chadwick Boseman no papel de T'Challa em 'Pantera Negra' (2018) Foto: Divulgação
Chadwick Boseman no papel de T’Challa em ‘Pantera Negra’ (2018) Foto: Divulgação

‘Avatar 2’

Mais de uma década depois do sucesso estrondoso de “Avatar” (2009), James Cameron (ganhador de três prêmios Oscar com “Titanic” em 1998) dá continuidade à trama e prepara o terreno para uma nova série de continuações, que devem terminar em 2028, com “Avatar 5”. No novo filme, o público vai desbravar outras partes do planeta Pandora e conhecer mais a fundo os povos Na’vi, desta vez, em um terreno aquático. Michelle Yeoh, Kate Winslet, Sam Worthington e Zoe Saldana lideram o elenco.

Previsão de estreia: 15 de dezembro

'Avatar 2' Foto: Divulgação
‘Avatar 2’ Foto: Divulgação

‘Aquaman e o reino perdido’

Arthur Curry vive novamente o Rei dos Sete Mares na continuação do filme solo de 2018. Nomes como Jani Zhao, Indya Moore e Vincent Regan foram confirmados no elenco da nova produção, que deve contar ainda com o retorno de Yahya Abdul-Mateen II (Arraia Negra), Patrick Wilson (Orm / Mestre dos Oceanos), Amber Heard (Mera), Willem Dafoe (Vulko), Temuera Morrison (Tom Curry), Dolph Lundgren (Nereus), e Nicole Kidman (Atlanna) — todos sob a direção de James Wan (das franquias “Jogos mortais” e “Invocação do mal”), que também comandou o primeiro “Aquaman”.

Previsão de estreia: 15 de dezembro

'Aquaman e o reino perdido' é uma das estreias aguardadas para 2022 Foto: Divulgação
‘Aquaman e o reino perdido’ é uma das estreias aguardadas para 2022 Foto: Divulgação

Batman | Zoë Kravitz precisou aprender a chutar com “graça e equilíbrio”

Atriz revelou que teve que treinar combate armado com as garras da Mulher-Gato
NICO GARÓFALO

The Batman: Zoë Kravitz aparece como Selina Kyle, a Mulher-Gato, em fotos do set

O treino para viver heróis e vilões nas telonas não é nada fácil. Com frequência, astros mostram os exercícios pesados a que se submetem para se aproximar da forma quase divina mostrada nos gibis. A preparação de Zoë Kravitz para viver a Mulher-Gato em Batman não foi diferente, com a atriz precisando praticar suas habilidades de combate – com e sem armas.

Em entrevista ao Buzzfeed, a atriz disse que precisou passar horas aperfeiçoando chutes com os coreógrafos de luta, com quem definiu que os golpes pareciam mais naturais para Selina Kyle. “Conseguir chutar de forma graciosa e manter o equilíbrio, enquanto mantenho a forma apropriada para que fique legal na câmera foi com certeza o maior desafio”, disse Kravitz.

Outro grande desafio veio da caracterização da Mulher-Gato, cujas unhas longas foram cultivadas pela própria atriz. “Tive que aprender a atirar com armas de fogo, carregar, atirar de novo com essas unhas imensas. Então atirar sem quebrar uma unha foi uma nova habilidade que adquiri”, brincou.

Na mesma entrevista, Kravitz revelou ter ficado impressionada com a facilidade de Robert Pattinson de entrar no papel de Bruce Wayne, especialmente pela questão da mudança de vozes e sotaques. “Ele é uma pessoa realmente doce e engraçada, então estamos conversando sobre coisas cotidianas e ele de repente conseguia se transformar no Batman na minha frente”, contou a atriz. “Sempre que preciso fazer um sotaque, eu fico com ele [durante toda a produção], mas ele conseguia alternar [entre o sotaque britânico e norte-americano]”.

O filme de Matt Reeves (Cloverfield) passou por algumas complicações durante sua produção, incluindo adiamentos causados pela pandemia e o fato de Pattinson ter sido infectado pela COVID-19 durante as filmagens.

Batman é estrelado também por Zoë Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), Andy Serkis (Alfred) e Colin Farrell (Pinguim). A estreia está marcada para 4 de março de 2022.

Negros ainda lutam para conseguir empréstimos apesar de promessas de crédito

Um ano e meio após assassinato de George Floyd, indústria bancária não conseguiu resolver disparidade
Gary Silverman
Imani Moise

© Monique Jaques/FT | Adenah Bayoh in Newark, New Jersey

NEWARK e DETROIT | FINANCIAL TIMES – O setor bancário dos Estados Unidos tem um ponto cego. Gabando-se das melhores capacidades analíticas que o dinheiro pode comprar e de trilhões de dólares de liquidez para investir, os credores comerciais na base da maior economia mundial ainda conseguem desprezar pessoas como Adenah Bayoh.

Bayoh é uma empresária afro-americana que atua em Irvington e na vizinha Newark, duas áreas principalmente negras de Nova Jersey próximas a Nova York, na outra margem do Rio Hudson. Ela chegou aos Estados Unidos com 13 anos, vinda da Libéria destruída pela guerra, e em três décadas montou uma carteira de imóveis e restaurantes que inclui um conjunto comercial e residencial em frente à prefeitura de Newark; quatro franquias da International House of Pancakes (IHOP); dois restaurantes de “soul food” chamados Cornbread e o primeiro de vários postos planejados de alimentos veganos Urban Vegan. Ela até participa de um conselho assessor do Banco Federal Reserve de Nova York.

Como se poderia esperar, Bayoh teve dificuldades para conseguir financiamento no início. Tudo o que tinha era uma ideia: que sua comunidade em Irvington incluía um número suficiente de apreciadores de panquecas, como ela, para sustentar sua própria IHOP. Quando ela tentou comprar um velho restaurante para transformá-lo em uma franquia dessa rede, diz que sete bancos lhe recusaram empréstimos. Ela só conseguiu em 2007, quando um diretor da IHOP interveio e a ajudou a obter crédito em um ramo de empréstimos da General Electric.

Nos anos seguintes, Bayoh diz que conseguir apoio bancário continuou sendo “a maldição” da sua vida. Em um momento em que os bancos podiam obter empréstimos da noite para o dia com taxas de juros de quase zero e emprestar para pequenas empresas com taxas ao redor de 5%, Bayoh habitualmente pagava mais por seu dinheiro ao usar outras fontes de crédito, que iam de beneficentes a predatórias. Ela diz que seus custos de empréstimos anuais chegavam a 30% quando ela recorria a adiantamentos sobre vendas futuras —em troca de uma porcentagem das receitas de cartão de crédito— para cobrir emergências.

Algumas semanas atrás, Bayoh diz que encontrou uma barreira num banco de Nova Jersey quando buscou ajuda para abrir um novo Urban Vegan. O credor tinha refinanciado o empréstimo da GE de sua primeira panquecaria em melhores condições, mas disse a ela que queria um “relacionamento depositório” antes de lhe conceder mais crédito. Ela disse ao banco que mudar suas contas seria difícil, porque a filial mais próxima do banco ficava num subúrbio de maioria branca a pelo menos 20 minutos de carro de seus restaurantes. Ela perguntou por que o credor não tinha filial em Irvington, e eles disseram que “não era seu mercado”.

“Os bancos encontram uma maneira de dizer não a pessoas como eu“, disse Bayoh. “Eu realmente fico nervosa quando preciso ir a um banco para pedir empréstimo. Eles não me conhecem. Adenah não existe para eles.”

Superar a divisão com as Bayohs dos negócios tem sido uma prioridade para os bancos desde que o assassinato de George Floyd, no ano passado, chamou a atenção para as disparidades raciais nos EUA. De Wall Street à City de Londres, credores prometeram fornecer dezenas de bilhões de dólares em crédito e outras ajudas para destravar mecanismos de mercado que pudessem ajudar as comunidades não brancas.

Um ano e meio depois, a indústria bancária continua sendo parte do problema, mesmo enquanto trabalha em soluções. Os afro-americanos ainda lutam para conseguir o crédito bancário de baixo custo que os ajudaria a formar suas próprias empresas e reduzir a brecha de riqueza racial. A família branca americana média tem um patrimônio de US$ 188.200 (R$ 1 milhão), quase oito vezes mais que a família negra média —US$ 24.100 (R$ 136 mil), segundo a Brookings.

Mesmo os americanos negros bem-sucedidos são menos propensos a ter um número para ligar ou um nome para mencionar em um banco. Enquanto 54% das pequenas empresas de propriedade branca “saudáveis ou estáveis” tinham emprestado de um banco nos últimos cinco anos, só 33% de empresas semelhantes de propriedade negra o haviam feito, concluiu o Federal Reserve em sua última pesquisa de pequenas empresas, antes da pandemia. Ao todo, menos de uma em cada quatro empresas empregadoras de propriedade negra tinham tomado empréstimos de bancos, e esse número cai para uma em cada dez para proprietários individuais. Enquanto isso, quase 14% das famílias negras não tinham contas bancárias, comparadas com 2,5% das famílias brancas, segundo a Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC na sigla em inglês).

POR CONTA PRÓPRIA

Os empresários negros tendem a bancar a si próprios —mesmo quando já trabalharam em serviços financeiros. Foi o caso de Dawn Kelly, 59, que abriu um bar de sucos, shakes e saladas chamado The Nourish Spot quatro anos atrás, na área de Jamaica em Nova York, no bairro de Queens. Demitida pela seguradora Prudential Financial depois de 16 anos no setor de comunicações, Kelly usou seu pacote de demissão para alugar e reformar uma loja. Ela diz que não pediu empréstimo porque duvidava que algum banco apoiasse uma mulher negra correndo atrás de seu sonho.

“Estou por conta própria em minha firma desde o primeiro dia”, diz ela.

A empreendedora Adenah Bayoh diz que ‘os bancos encontram uma maneira de dizer não a pessoas como eu. . . Eles não me conhecem. Adenah não existe para eles ‘© Monique Jaques/FT

Quando a Covid-19 chegou, a falta de relações bancárias atingiu com força as empresas de propriedade de negros. Para manter as pequenas empresas à tona durante o lockdown nacional, o governo federal desembolsou US$ 525 bilhões (quase R$ 3 trilhões) em 2020 por meio do Programa de Proteção aos Salários, usando bancos como principais intermediários no início. Sem as conexões certas, as empresas em áreas de minorias raciais receberam uma parcela desproporcionalmente menor da primeira rodada de ajuda.

Mais dinheiro fluiu para comunidades minoritárias mais tarde, quando outros credores aderiram ao esforço, mas a disparidade inicial teve um impacto. Entre fevereiro e abril de 2020, 41% das empresas afro-americanas encerraram as operações, comparadas com 32% das empresas de propriedade de latinos, 26% de asiáticos e 17% de brancos, segundo uma análise de dados federais do economista Robert Fairlie, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

“O dinheiro foi diretamente para instituições financeiras da corrente dominante, e elas basicamente o emprestaram para pessoas às quais estavam habituadas a emprestar”, disse Ras Baraka, prefeito de Newark, Nova Jersey. “Muitas empresas negras e pardas não tiveram a chance de receber nada daquilo.”

De maneira perversa, um dos motivos pelos quais os empresários de minorias têm tanta dificuldade para captar dinheiro em bancos é que eles precisam de muito pouco —algumas dezenas de milhares de dólares, em muitos casos. As empresas de propriedade negra geralmente são pequenas; 96% são operações individuais, segundo a Associação para Oportunidades Empresarial, e quase a metade são salões de beleza e barbearias ou serviços de creche, enfermagem doméstica e zeladoria.

Os bancos de hoje, em comparação, pensam grande. A busca por economias de escala ajudou a reduzir o número de bancos americanos de mais de 14 mil no início dos anos 1980 para 4.914 este ano, segundo a FDIC. Os grandes bancos que dominam o setor estão focados em meganegócios, mercados de massa e nos ultrarricos.

Negócios pequenos de qualquer cor são menos atraentes, já que para os bancos custa aproximadamente o mesmo processar seus pedidos de empréstimo que para os peixes grandes. Os empréstimos bancários nos EUA de US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões) ou menos para empresas e imóveis comerciais caíram de US$ 710 bilhões em 2008 para US$ 580 bilhões (R$ 3,2 tri) em 2013 e US$ 640 bilhões (R$ 3,6 tri) em 2019, segundo análise de dados da FDIC feita por Rebel Cole, professor na Universidade Atlântica da Flórida. Ele diz que o declínio teve “um impacto díspar em pequenas empresas de minorias raciais porque tendem a ser menores”. Em contraste, empréstimos bancários para empresas semelhantes de mais de US$ 1 milhão aumentaram de US$ 1,56 trilhão (R$ 8,8 tri) em 2008 para US$ 2,75 trilhões (R$ 15,5 tri) em 2019.

“Em nossa comunidade, temos tanto medo de dívidas que nos arranjamos com muito pouco e realmente não damos lucro para um banco”, diz Reign Free, fundadora afro-americana da Red Door Catering em Oakland, na Califórnia, que foi recusada pelo banco quando pediu um empréstimo para comprar seu primeiro furgão de entregas. “Era mais fácil conseguir empréstimo de US$ 250 mil que de US$ 50 mil —essa era a dificuldade.”

Reign Free, a fundadora da Red Door Catering em Oakland, Califórnia, diz que “em nossa comunidade, temos tanto medo de dívidas que nos contentamos com muito pouco e não somos realmente um benefício para um banco” © Josh Edelson/AFP via Getty Images

Financiar pequenas empresas pode ser um trabalho duro para os bancos. Muitas vezes essas empresas não têm registros contábeis em ordem. Muitas evitam relatar receitas para escapar de impostos, mas mais tarde descobrem que isso as ajudaria a obter crédito. O que funciona em uma área pode não funcionar em outra, dizem os banqueiros.

“Não acho que você possa simplesmente despejar milhões de dólares em uma comunidade —você precisa estar no lugar, entender suas necessidades”, disse René Jones, filho de mãe belga e pai afro-americano que é executivo-chefe do M&T Bank em Buffalo, Nova York, que recentemente prometeu US$ 43 bilhões (R$ 243,5 bi) em empréstimos e outros apoios para comunidades desprovidas.

“Gerações de famílias não tiveram acesso a capital ou propriedade de residências, por isso elas não sabem nem por onde começar. De certa forma, a coisa toda precisa ter um início muito diferente do que antes para gerar acesso a financiamento e capital.”

FINANCIAMENTO COMUNITÁRIO

Para oferecer crédito a comunidades minoritárias, os bancos muitas vezes trabalham com intermediários chamados Instituições Financeiras de Desenvolvimento Comunitário (CDFI na sigla em inglês). São credores privados designados pelo governo federal que canalizam capital para mutuários em áreas de baixa renda, enquanto fornecem assessoria financeira e outras assistências esperando que os receptores se tornem clientes bancários. Elas têm recebido bilhões de dólares de grandes bancos como JPMorgan Chase e Bank of America.

A CDFI típica é um fundo de crédito que empresta a maior parte de seu dinheiro de bancos, pagando taxas de juros de 3% ou menos. O resto de seus fundos vem de investidores, verbas de governos e entidades filantrópicas. Os bancos se beneficiam dos empréstimos a CDFI porque eles as ajudam a cumprir suas obrigações sob a Lei de Reinvestimento Comunitário (CRA na sigla em inglês), medida federal que visa evitar a prática de negar crédito a áreas de minorias, chamada “linha vermelha”.

As CDFI geralmente cobram taxas de juros mais altas em empréstimos para pequenas empresas do que os bancos, porque seus mutuários são mais arriscados, segundo membros do setor. As taxas de juros das CDFI para empréstimos “na média” são de 5% a 12%, com taxas de origem de 0,3% a 2,5%, segundo o Fundo CDFI, ramo do Tesouro dos EUA criado em 1994 para apoiar esses créditos.

Dawn Kelly, que abriu o bar de sucos The Nourish Spot quatro anos atrás na cidade de Nova York, diz que não pediu um empréstimo porque duvidava que qualquer banco apoiaria uma mulher negra em busca de seu sonho © Eurila Cave/Cali York photography

“Os juros que ganhamos com nossos empréstimos não pagam toda a nossa operação”, diz Ray Waters, presidente do Fundo de Desenvolvimento de Detroit, uma CDFI. Os pedidos de empréstimos bancários geralmente são destinados a financiar empréstimos, acrescenta ele, o que significa que verbas de fundações têm um papel crítico para cobrir custos de pessoal e tecnológicos. “É como se nós mesmos precisássemos de ajuda.”

As CDFI afirmam que suas taxas são muito menores que as alternativas com que contam muitas empresas pertencentes a minorias. A Accion Opportunity Fund, CDFI sediada em San Jose, na Califórnia, diz que donos de empresas refinanciadas enfrentam custos de empréstimos anuais de até 358%. A plataforma financeira online NerdWallet diz que os custos anuais de empréstimos para linhas de crédito para empresas americanas de US$ 6.000 (R$ 33,9 mil) a US$ 250 mil (R$ 1,4 milhão) ficam entre 10% e 99%.

Os credores predatórios “sobrevoam como urubus”, disse Deanna Sison, uma filipino-americana coproprietária dos restaurantes Little Skillet e Victory Hall, em San Francisco, que recorreu ao Accion Opportunity Fund para ajuda no refinanciamento. “Eles sempre parecem saber quando você está em dificuldades.”

Ras Baraka, prefeito de Newark, diz que o dinheiro dispersado pelo Programa de Proteção ao Cheque de Pagamento do governo federal “foi diretamente para instituições financeiras que eram convencionais [e] muitas empresas negras e marrons não tiveram a chance de obter nada disso” © Christopher Goodney/Bloomberg

Bayoh credita a CDFIs em Nova Jersey por ajudá-la a se recuperar após a crise financeira de 2008. Para levantar dinheiro para o sinal em seu primeiro restaurante, ela pegou hipotecas subprime sobre propriedades residenciais e perdeu várias por execução durante a recessão. “Tive um período escuro”, diz ela. “Durante cinco, seis, sete, oito anos ninguém dizia sim para mim.” Foi só quando ela descobriu as CDFI que começou a se expandir. “Quando você trata com CDFIs você lida com alguém que a conhece pelo nome”, diz ela. “Eles estão na comunidade fazendo o mesmo trabalho que você.”

O dilema que enfrentam as CDFIs é que para o modelo ter êxito seus mutuários precisam se graduar —tornar-se clientes bancários. Mas isso é raro, diz Luz Urrutia, executiva-chefe do Accion Opportunity Fund. Os bancos são ávidos para apoiar CDFIs para obter crédito pela CRA, mas hesitam em formar relacionamentos com seus mutuários, diz ela. Muitos de seus clientes apenas sobrevivem, com renda média anual de US$ 37 mil (R$ 211 mil).

“Você ficaria surpreso ao ver como poucos clientes vão das CDFIs para os bancos —os bancos não os tocam”, diz Urrutia. “Nada mudou. Se alguma coisa mudou, está piorando por causa da percepção de que é difícil demais servi-los. Os bancos estão perdendo uma enorme oportunidade de ter um relacionamento pleno, redondo com essas empresas quando elas crescem e prosperam.”

Os credores comunitários estão buscando maneiras de atuar melhor. Durante a pandemia, as CDFIs se uniram em esforços para fornecer empréstimos com taxas menores com a ajuda de Nova York, Califórnia, Washington e uma coalizão de estados do sul, aumentando as esperanças de criar novas abordagens para reduzir os custos de empréstimos.

SOLUÇÃO NO MERCADO DE CAPITAIS?

Outra possibilidade é encontrar dinheiro para empresas de minorias nos mercados de capital. Beth Bafford, vice-presidente de estratégia na Calvert Impact Capital, que trabalhou nas estruturas financeira do estado, diz que dados mais padronizados sobre desempenho de empréstimos de CDFI são necessários antes que os ativos possam ser usados para apoiar securities. Ela diz que um esforço do governo Joe Biden de investir US$ 10 bilhões (R$ 56,6 bi) em programas de financiamento estaduais e locais para pequenas empresas poderá ajudar a deixar os investidores mais confortáveis nesse ínterim, até que se conheça o risco real.

“Não conhecemos o risco real desses empréstimos, mas nossa hipótese é que seja muito mais baixo do que se pensa”, diz ela. “Vamos usar uma fonte de subsídio para provar nossa tese, e daqui a dez anos poderemos precificar isso com maior eficiência.”

Se Bafford estiver certa, os dados dirão algo semelhante ao que Bayoh diz hoje. Para ela, há mais que números em um pedido de empréstimo; antes que ela se tornasse empresária, tinha suportado a vida num campo de refugiados, dobrado roupas numa lavanderia, trabalhado como caixa de banco, vendido vestidos de noiva, tinha caído e se reerguido. “Tive experiências na vida”, diz ela. Se os banqueiros olharem de perto, verão “alguém que sobreviveu e tem garra”.

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves

Moda Festa: Inspire-se em looks e tendências para arrasar na virada do ano

Vestidos fluidos coloridos e alfaiataria contemporânea estão entre as nossas apostas

Tudo Louis Vuitton Foto: Fábio Bertelt
EL Exclusivo Moda Festa Foto: Blusa Mantegazza, calça Juliana Jabour, botas schultz, brincos Carla Amorim, colares e cinto acervo / Fábio Bartelt
Camisa, blazer e bermuda, tudoWalerio Araújo, meias e sapatos, acervo. Macacão Dolps, flores acervo, brincos Eduardo Caires. Sandálias Alexandre Birman Foto: Fábio Bartelt
Da esq. para a dir.: Vestido Juliana Jabou, colar Dolce & Gabbana. Vestido Agilitá. Vestido Louis Vuitton Foto: Fábio Bertelt
Da esq. para a dir.: Vestido Fendi e brincos Candy Brown. Casaco, camisa e calça, tudo Louis Vuitton. Vestido Mantegazza, brincos Eduardo Caires. Vestido Walerio Araújo Foto: Fábio Bertelt
Blazer e calça Balmain, top Paetê, sapatos acervo Foto: Fábio Bertelt
Vestidos Lenny Niemeyer Foto: Fábio Bertelt
Vestido Dolce & Gabbana, botas Arara Criativa Foto: Fábio Bertelt

Chanel | Cruise 2022 | Full Show

Chanel | Cruise 2022 by Virginie Viard | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Carrières de Lumières/Les Baux-de-Provence – France)

Marc Jackson Burrows – Azure Blue
Richard Lacy – Who’s Next
Barrie Gledden – Electribe

Naomi | Primeiro episódio da série ganha sinopse oficial

Produção da CW inspirada em HQ da DC estreia em janeiro
NICO GARÓFALO

CW/Divulgação

Série inspirada na HQ da DC ComicsNaomi divulgou a sinopse de seu episódio piloto, que vai ao ar em 11 de janeiro. De acordo com o texto, o primeiro capítulo acompanhará a personagem-título, vivida por Kaci Walfall, tentando desvendar ao lado dos amigos a razão da série de desmaios que ela tem vivido desde que a sua cidade foi palco de um incidente misterioso – leia abaixo (via Comicbook):

Naomi McDuffie está vivendo o melhor da vida como uma estudante exemplar, skatista e fã do Superman, quando um ‘rolê’ no meio de sua cidade natal, Port Oswego, vira seu mundo de cabeça para baixo. Quando os amorosos pais de Naomi – Greg e Jennifer McDuffie (Barry Watson Mouzam Makkar) – se preocupam com a estranha série de desmaios de sua filha, os amigos mais próximos da jovem – Annabelle (Mary-Charles Jones), Nathan (Anthony Puig), Lourdes (Camila Moreno), Anthony (Will Meyers) e Jacob (Aidan Gemme) – se juntam a Naomi para ajudar a decifrar quem ou o que está por trás do inesperado evento que agitou os militares da cidade. Uma breve investigação leva Naomi e seus amigos a descobrir que dois empresários locais – Dee (Alexander Wraith) e Zumbado (Cranston Johnson) – parecem saber mais sobre o incidente que qualquer outra pessoa. Logo Naomi percebe que o misterioso evento é apenas o começo de uma emocionante jornada que mudará sua vida para sempre e a desafiará a questionar tudo o que ela acreditava ser verdade. Amanda Marsalis dirige o episódio, escrito por Ava DuVernay Jill Blankenship

Naomi vai trazer para as telas a personagem Naomi McDuffie, criada em 2019 por Brian Michael BendisDavid F. Walker Jamal Campbell, uma das novas heroínas mais bem-sucedidas da história recente da DC. Kaci Walfall, vista em Person of Interest e Modern Love, vai interpretá-la na série.

Nas HQs, Naomi é uma jovem dotada de poderes extraordinários, capaz de emitir pulsos de energia pelas mãos e voar. Ela nasceu do casamento de dois super-heróis em uma versão alternativa da Terra onde apenas em torno de uma dezena de pessoas tem super poderes, todos graças a uma anomalia na camada de ozônio.

Naomi estreia em 11 de janeiro de 2022 nos EUA – sem confirmação no Brasil.

CRÍTICA | ‘Não Olhe para Cima’: filme da Netflix é sátira ácida ao mundo atual

Com Leonardo DiCaprio, Meryl Streep e Jennifer Lawrence encabeçando elenco; longa de Adam McKay usa de cometa ameaçando a Terra para detonar negacionistas, cultura de likes, ‘isentões’ e mídia
RAQUEL PINHEIRO (@RAQUELPINHEIROLOUREIRO)

Cena de Não Olhe para Cima (Foto: Divulgação / Netflix)

Não Olhe para Cima (Don’t Look Up), com Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e Meryl Streep, estreou na Netflix entrando na lista das produções mais vistas da plataforma e com apenas três dias de lançamento já está no top 10 Brasil. O sucesso não é à toa: o longa de Adam Mckay (de Vice) é uma crítica ácida a tudo que tira muita gente do sério esses dias, dos negacionistas das mais variadas vertentes aos políticos sem qualquer compromisso com nada que não seja o próprio interesse, da cultura de celebridades ao consumo midiático frenético. Ou seja, um prato cheio para quem quer desopilar a raiva acumulada nos últimos tempos, em uma diversão catártica onde a direita americana é ridicularizada sem dó.

A trama é simples: o professor Randall Mindy (DiCaprio) e sua estudante de doutorado Kate Dibiasky (Jennifer)  são astrônomos na mesma universidade e  descobrem um cometa está a caminho da Terra. Depois de verificarem sua trajetória de todas formas possíveis, eles comprovam que o impacto com o planeta é inevitável, provocando, a extinção da humanidade. A partir daí a dupla tenta levar a verdade ao mundo: primeiro via Nasa, depois procurando diretamente a presidente americana, Janie Orlean, personagem de Meryl. Uma caricatura de Donald Trump, com direito a um filho que é seu chefe de gabinete e tão pilantra qaunto a mãe, Jason, vivido por Jonah Hill.

DON'T LOOK UP, Meryl Streep as President Janie Orlean. Cr. Niko Tavernise / Netflix © 2021 (Foto: NIKO TAVERNISE/NETFLIX)
Meryl Streep em Não Olhe para Cima (Foto: Divulgação / Netflix)

Ela, claro, prefere ignorar a ameaça porque está preocupada com sua reeleição, e Randall e Kate têm apenas o apoio de um cientista do governo, Dr. Teddy Oglethorpe (Rob Morgan, de Demolidor e Stranger Things), que tenta fazer com que o  The New York Times publique a história. Mas na última hora os dois acabam indo parar em um programa de televisão, onde Kate surta ao perceber que ninguém leva a sério a ameaça do cometa. Ela vira meme e é desacreditada; Randall quase vai pelo mesmo caminho, mas engrena um affair com uma apresentadora, Brie Evantee (Cate Blanchett) e se torna um queridinho do público – do público que acredita que o cometa realmente vem aí.

É nesse ponto que Não Olhe para Cima fica cada vez mais surreal, mas nem um pouco longe da realidade. Orlean tem duas forças motoras por trás de cada decisão: a busca pela reeleição e a necessidade de agradar Peter Isherwell (Mark Rylance), uma figura meio Steve Jobs, meio Elon Musk que financiou sua campanha e manda no governo, tendo seus próprios interesses no cometa. Kate vira atendente de lanchonete porque, desacreditada, não tem o benefício da dúvida – ou de ter nascido homem como Randall, que apesar de também ter seus momentos de perder a linha, vira até símbolo sexual e topa trabalhar para o governo, fazendo cada vez mais concessões às suas crenças.

Cena de Não Olhe para Cima (Foto: Divulgação / Netflix)
Cena de Não Olhe para Cima (Foto: Divulgação / Netflix)

A cultura de likes e o culto às celebridades também não escapam da crítica de McKay, que já tinha mostrado no ótimo Vice que não perdoa nem a chamada imprensa tradicional. O cometa é uma alegoria para a questão do meio ambiente e os alertas dos cientistas, que na vida real são vítimas de negacionistas, fake news e da falta de interesse de parte da população, que não acredita que o problema é da sua conta – em uma cena brilhante, um grupo de manifestantes, que nega a existência do comenta, finalmente olha para cima e vê que ele está logo ali em cima e não há mais nada a se fazer.

Com um elenco brilhante, onde DiCaprio reina absoluto, e Jennfier Lawrence mostra mais uma vez porque já tem um Oscar e três Globos de Ouro no currículo aos 31 anos, as várias participações especiais, de Ariana Grande a Tyler Perry dão um charme extra ao filme, que tem suas derrapadas – e não são poucas.

DON'T LOOK UP (L to R) SCOTT MESCUDI (KID CUDI) as DJ CHELLO, ARIANA GRANDE as RILEY BINA. Cr. NIKO TAVERNISE/NETFLIX © 2021 (Foto: NIKO TAVERNISE/NETFLIX)
Scott Mescudi e Ariana Grande (Foto: Divulgação / Netflix)

Em uma trama onde até Yule, o papel de Timothée Chalamet, que fica menos de 10 minutos em cena, ganha uma história, Oglethorpe parece mais um token para corroborar a teoria de Kate e Randy sobre o cometa do que um personagem completamente desenvolvido.  A presidente de Meryl é vítima de umas piadinhas sexistas que poderiam ter ficado de fora, e McKay, ao optar por mostrar Kate tendo um ataquel ao vivo na televisão, “passando recibo” de “louca histérica”, perdeu a chance de ir por um outro caminho, explorando como as mulheres na ciência são muitas vezes consideradas menos capazes e confiáveis que seus colegas homens.

Outro erro do filme, com “e” maiúsculo, é relegar a talentosíssima Melanie Lynskey, a Rose de Two and a Half Men, ao papel de mulher traída, resignada e compreensiva de Randall. Além do desperdício de Melanie, pouco se vê dos filhos do casal, em um arco que poderia ter sido mais esperado. Nada disso compromete a diversão e a reflexão proporcionadas por Não Olhe para Cima, que está entre as melhores produções da Netflix este ano.

L’Officiel Hommes Liechtenstein December 2021 Covers

L’Officiel Hommes Liechtenstein December 2021 Covers
Source: sight-management.com
Published: December 2021

In this picture: Francisco Lachowski
Credits for this picture: Anna Garbowska (Photographer), Wojciech Christopher Nowak (Fashion Editor/Stylist), Eddy Scudo (Hair Stylist)

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Anna Garbowska – Photographer Wojciech Christopher Nowak – Fashion Editor/Stylist Eddy Scudo – Hair Stylist Francisco Lachowski – Model

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