Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais

Esta residência, vista da rua, parece possuir um único andar, mas são dois pavimentos que completam os generosos 379 m² de metragem. Nos interiores, elementos surgem em clima contemporâneo
CAROL SCOLFORO | FOTOS TOM BLACHFORD/DIVULGAÇÃO

Se você faz home-office, já percebeu que muitas vezes os limites entre trabalho e casa são tênues. Nesta casa australiana não. A Casa Tandem, projetada pelo escritório Fiona Drago, foi erguida assim para separar bem as coisas. “Os moradores são uma família com crianças pequenas e outras maiores, e fazem home-office. No centro, um pátio absorve luz natural para o centro da casa e para o porão”, explica Fiona.

Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)
Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)
Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)
Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)
Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)
Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)
Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)
Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)
Na Austrália, esta casa revela formas simples e poucos materiais (Foto: Tom Blachford/Divulgação)

Nos interiores, a paleta de cores claras amplia a sensação de amplitude em cada ambiente. A parte de serviços (banheiros, lavanderia, cozinha) e a escadaria estão concentradas em áreas que demandam menos luz natural. Da rua, parece uma moradia de um único andar – mas são dois pavimentos que a levam a generosos 189 m². “A família queria uma casa pequena e moderna, que pudesse ser compartilhada com seus filhos quando eles se tornassem adultos”, explica a arquiteta.

Meghan Markle e Príncipe Harry querem vender mansão na Califórnia e procuram casa nova para a família

Informação é divulgada pela mídia britânica. O duque e a duquesa de Sussex moram em uma propriedade localizada em área exclusiva de Montecito desde o início de 2020, comprei por R$ 81,9 milhões

Harry e Meghan posam com os filhos em cartão de Natal Foto: Reprodução

CALIFORNIA, EUA — O príncipe Harry e a esposa Meghan Markle planejam vender a mansão de R$ 81,9 milhões com nove quartos no bairro nobre de Montecito, Califórnia, depois de apenas 18 meses morando lá, já que eles não gostam do local, de acordo com relatos da imprensa.

O tabloide Daily Mail afirma que o duque e a duquesa de Sussex já estão procurando um novo lar para criar seus filhos Archie, de dois anos, e Lilibet, de seis meses.

— Eles querem ficar no bairro ou perto dele, mas não estão entusiasmados com a casa e o loca — disse uma fonte ao jornal The Mirror. — Eles estão pensando em vender a casa. No entanto, não estará no mercado. Só será exibido para pessoas que são compradores sérios —  acrescentou o informante à mídia citada.

O casal comprou sua mansão em Santa Bárbara, Califórnia, no início de 2020, depois de abandonar seus deveres na família real britânica e se mudar para os Estados Unidos.

Meghan Markle na sala de casa, na Califórnia Foto: Youtube/America's Got Talent
Meghan Markle na sala de casa, na Califórnia Foto: Youtube/America’s Got Talent

A residência está localizada em uma área de alta privacidade. Os duques são vizinhos de outras estrelas de Hollywood, como Ellen DeGeneres e Oprah Winfrey.

Cercada por extensos jardins e com vista para o mar, a casa californiana do casal tem uma adega, uma área de recreação e uma sala de jogos em estilo pub. Conta ainda com ginásio, spa, cinema, casa de hóspedes, campo de tênis e piscina.

O proprietário anterior era o empresário russo Sergey Grishin, que comprou a mansão em 2009.

Em agosto do ano passado, Meghan apareceu no interior da mansão californiana durante um vídeo que ela filmou em seu aniversário de 40 anos. A Duquesa de Sussex também exibiu a casa durante uma aparição no programa “America’s Got Talent” e em uma entrevista com Gloria Steinem.

Holly Ward for Marie Claire Australia with Delta Goodrem

Photographer: Holly Ward. Fashion Stylist: Naomi Smith. Hair Stylist: Diane Georgievski. Makeup Artist: Noni Smith. Manicure: Jocelyn Petroni. Model: Delta Goodrem.

Bilheteria EUA: Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Sing 2, King’s Man: A Origem, American Underdog, Matrix Resurrections

Homem-Aranha se mantém no topo das bilheterias americanas e passa dos US$ 600 milhões por lá e lidera ranking há três semanas

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa se manteve na liderança das bilheterias americanas pela terceira semana seguida, e passou da marca dos US$ 600 milhões arrecadados só por lá. 

Só neste fim de semana de Ano Novo, o filme do Teioso arrecadou US$ 52,7 milhões nos cinemas. Com um total de US$ 609 milhões até agora, o longa já está entre os 10 maiores sucessos dos cinemas na América do Norte.

Em segundo Sing 2 US$ 19.6, King’s Man: A Origem US$ 4.5, em terceiro, American Underdog em quarto com US$4.0,

As bilheterias americanas também foram marcadas pela queda de Matrix Resurrections, que caiu da terceira posição no ranking para a quinta. 

Os 40 anos de Kate Middleton: celebração será discreta devido a temores da Ômicron

Duquesa de Cambridge faz aniversário no dia 9 de janeiro

Kate Middleton Foto: GettyImages

Kate Midlleton terá uma comemoração discreta no seu 40º aniversário devido à Covid-19 e à nova variante Ômicron, que vem se espalhando pelo Reino Unido.

duquesa de Cambridge faz aniversário no dia 9 de janeiro. Porém, no lugar de uma festa, ela passará a data ao lado do marido, o príncipe William, e os filhos, George, Charlotte e Louis, e amigos íntimos.

Na ocasião, será divulgada uma nova foto da duquesa. “Éla não quer nada espalhatoso”, afirmou uma fonte da realeza britânica.

Kate está está levando a sério a preparação de seu futuro como rainha consorte quando o marido, o príncipe William, assumir o trono.

Ela também vem assumindo funções reais devido à impossibilidade de a rainha Elizabeth II comparecer a compromissos públicos por causa de seus recentes problemas de saúde, bem como a decisão do príncipe Harry e Meghan Markle de deixar o cargo de membro da realeza sênior há quase dois anos.

Risque Dukes | Resort 2022 | Full Show

Risque Dukes | Resort 2022 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Art Hearts Fashion Swim Week) #Miamiswim #ArtHeartsFashion

Anton Flanders – Blaze/Rides/Bow

Depois do ‘hype’, Clubhouse tenta reencontrar o caminho do sucesso

Rede social de áudio, que viveu apogeu e queda nos primeiros meses de 2021, aposta em ‘abertura total’ e monetização para atrair os usuários que abandonaram o serviço
Por Guilherme Guerra – O Estado de S. Paulo

Sem barulho, Clubhouse tenta voltar ao caminho do sucesso  

Parece que aconteceu em outra vida, mas foi apenas no primeiro trimestre de 2021 que o Clubhouse, rede social de conversas por áudio ao vivo, se tornou um dos principais assuntos da internet. Depois do “hype” inicial, as salas, que falavam de empreendedorismo a Big Brother Brasilrapidamente passaram a ficar vazias. Agora, a empresa tenta reencontrar o seu caminho, como um artista que volta para o underground depois do sucesso no mainstream – é um lugar, inclusive, onde ela demonstra estar mais confortável. 

“Nunca focamos em criar ‘hype’. Posso soar bobo, porque nós recebemos muita atenção, mas tudo foi muito orgânico”, confessa o fundador e atual presidente executivo do Clubhouse, Paul Davison, em entrevista ao Estadão. “Nunca tentamos fazer crescer, somente diminuir”, afirma, entre risos. “Crescemos pelo boca a boca, que é a maneira saudável de crescimento.”

Uma das críticas ao serviço era ser exclusivo para iPhone e com entrada apenas mediante convite. Assim, a empresa alienou usuários e viu rivais maiores, como o Twitter, criar ferramentas muito parecidas. O CEO, porém, reforça que a decisão de apostar na “exclusividade” não foi para causar alvoroço, e sim técnica: desenvolver um aplicativo para o iOS, sistema operacional do iPhone, seria mais fácil do que para o Android, do Google, que suporta um leque mais diverso de aparelhos. 

Já os convites serviam para controlar a quantidade de novos usuários para que não sobrecarregassem os servidores da plataforma. Na época em que correu a boca do povo, a companhia tinha apenas nove funcionários. 

Hoje, com 90 empregados e avaliada em US$ 4 bilhões, a rede social está mais aberta. Desde maio de 2021, os celulares Android foram permitidos e a necessidade de convite foi aposentada. Neste ano, a plataforma começou também a permitir que as discussões faladas sejam gravadas (em recurso conhecido como “replay”, o que permite transformar os papos em podcasts), desenvolveu um chat de mensagens privadas e lançou um recurso para usuários darem gorjetas a criadores, o primeiro passo rumo à monetização.

“Monetização é muito importante. Não para que a gente possa gerar receita para nós, mas para que os nossos criadores possam ganhar dinheiro”, ressalta Davison. Atualmente, a rede trabalha em um serviço de assinaturas e em uma funcionalidade que une usuários a marcas para que futuras parcerias sejam realizadas no app.

Monetização

A criadora pernambucana Dandara Pagu, 30, é uma das primeiras influenciadoras brasileiras “made in Clubhouse”, onde entrou em fevereiro. Em junho, devido a sua participação intensa nas salas de bate-papo, ela se tornou o ícone mensal do app no iPhone e Android (de forma rotativa, a plataforma escolhe quem vai ser o “rosto do mês”), feito ainda hoje inédito para qualquer outro brasileiro. 

“Para mim, o Clubhouse foi um divisor de águas em termos de trabalho e de perspectiva de entender a comunicação nas redes sociais. Foi muito legal”, lembra Dandara, que chegou a fazer parcerias pagas com marcas na plataforma no início do ano. “Mas, ao longo do ano, meu trabalho acabou indo mais para o Instagram, onde tem a publicidade.”

No mundo das redes sociais, investir em monetização é essencial para manter por perto os influenciadores digitais, o que ajuda a fidelizar a audiência e a expandir a base de usuários ativos. TikTokInstagramYouTubeTwitch e Twitter, por exemplo, injetam dinheiro diretamente em criadores de conteúdo, remuneram canais por visualizações ou lançam recursos de gorjetas que incentivem transferências entre usuários.

Para o professor Edney Souza, da Digital House, é preciso criar atrativos para que influenciadores permaneçam: “O diferencial de qualquer plataforma é o conteúdo exclusivo. Quem faz isso são os criadores”, diz. “Se o aplicativo se mostrar atraente, o criador move-se para publicar lá.”

Outro fator que costuma ser um diferencial para reter o público é a presença de celebridades e pessoas públicas. No início de 2021, nomes como Mark Zuckerberg, Elon Musk, Boninho, Tatá Werneck e Anitta foram alguns dos “puxadores” de audiência, atraída de outras plataformas, ajudando a aumentar ainda mais o “hype”. Meses depois, partiram em debandada para os cercadinhos digitais das plataformas de sempre.

“Fica difícil para qualquer rede social quando essas pessoas interessantes de acompanhar começam a deixar a plataforma”, observa Alexandre Inagaki, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Classificando o Clubhouse de “sopro no universo da tecnologia”, ele diz que o serviço traz a vantagem de não ter algoritmos viciados nem perfis já estabelecidos, possibilitando novas conexões – algo que deveria ser a principal tarefa de qualquer rede social. “Foi onde mais encontrei pessoas inesperadas.”

Dandara concorda que essa mistura entre famosos e anônimos foi um fator decisivo para que ela explorasse o aplicativo no início do ano: “Era engraçado entrar em uma sala e ver o Boninho, Luciano Huck ou a Preta Gil, algo que uma mensagem direta nunca faria”, diz a influenciadora, que agora é agenciada pela consultoria digital Mynd após contato com a cantora, uma das donas da agência. “Mas, sem um Huck, não é mais como antes.”

Os remanescentes

Quase um ano depois do alvoroço, é fácil notar que a rede mudou para além das novas funcionalidades: as salas de bate-papo estão esvaziadas e a diversidade de temas acabou ficando restrita. Quem sobrou, porém, é um público fiel ao formato de “podcast ao vivo”, interessado principalmente nas interações com os palestrantes.

Criado em 12 de fevereiro de 2021, o Café Com Namaria é um desses: três vezes por semana, Andréa Leonardo, Fernanda Pereira e Maria Reis comentam os assuntos do dia, trazendo convidados externos e interagindo diretamente com o ouvinte. Mas nesses dez meses, mesmo com a abertura do app para celulares Android, o ouvinte perdido não retornou totalmente ao app.

“Nossa audiência hoje está menor, mas há um público fixo e recebemos mensagens”, diz a paulista Andréa, 48, que lançou o Café assim que entrou na rede. Formada em marketing, ela diz que é preciso criar muito conteúdo na plataforma para ganhar destaque. “Não é só fazer o serviço na sala e ir embora. Precisa dedicar tempo.”

A aposta parece ter dado certo: em dezembro, Andrea e mais seis brasileiros foram selecionados para o “Creator First do Brasil”, programa que oferece suporte financeiro e técnico (como gravadores de som) para criadores de conteúdo continuarem trabalhando na plataforma. O País é o terceiro mercado a receber a novidade, atrás dos Estados Unidos e Índia, o que sinaliza o quão importante é o mercado brasileiro na estratégia da startup.

O Clubhouse não revela quantos projetos foram inscritos no País, mas são quatro vencedores, que tratarão de fofocas, discussões sobre política, empreendedorismo e “causos” engraçados – este último comandado pela apresentadora do Café Com Namaria e mais outros dois colegas, cuja estreia está programada para o próximo dia 6. “Depois desse anúncio, senti que o pessoal está bem animado para criar mais coisas. Isso vai dar um gás na plataforma”, diz Andrea, otimista.

Para Davison, é hora de investir na comunidade de criadores do Brasil – o app agora tem tradução do aplicativo para o português brasileiro e, principalmente, suporte a Android: “Estamos muito mais equipados para atender à comunidade local”, diz o executivo. “O Brasil é a nossa prioridade máxima quando pensamos no Clubhouse internacionalmente.”

“Nunca quisemos o ‘hype’”, diz fundador do Clubhouse Paul Davison

Ao ‘Estadão’, Paul Davison nega que rede social de áudio foi abandonada e destaca Brasil como um dos principais mercados da empresa no mundo
Por Guilherme Guerra – O Estado de S. Paulo

Davison diz que o Clubhouse não buscava crescimento acelerado 

O fundador do Clubhouse, rede social de áudios que tomou conta do início de 2021, admite: o objetivo da plataforma nunca foi gerar “hype” com seus convites exclusivos e limitação para usuários com iPhone. Paul Davison, que também atua como presidente executivo da startup, diz que a tática era uma tentativa de frear o crescimento desordenado, puxado pela curiosidade de usuários que estavam isolados em casa pela pandemia.

“Nunca tentamos fazer o Clubhouse crescer, somente diminuir”, diz ao Estadão o CEO, que já passou pelo Google e Pinterest. Naquele momento, a estratégia da companhia, fundada por Davison junto com Rohan Seth em março de 2020, foi correr contra o tempo para sair da fase de testes e operar como gente grande – em janeiro de 2021, eram nove pessoas trabalhando na startup – hoje são 90.

Apesar de o “hype” do início do ano ter passado, ele nega que o Clubhouse esteja em queda, a despeito da concorrência de pesos pesados do mercado – poucos meses depois da chegada do Clubhouse ao mercado, TwitterFacebook, Spotify, Discord, TikTok e outras tantas plataformas anunciaram funcionalidades inspiradas no novato.

Para Davison, a concorrência não surpreende, mas ele destaca que, ao contrário dos rivais, o Clubhouse tem como vantagem trabalhar o áudio como o cerne da plataforma, e não um “puxadinho” de mais um recurso. “Para nós, é muito importante ser uma companhia de uma única mídia”, diz.

Abaixo, leia trechos da entrevista.

Como o sr. avalia o ano do Clubhouse?

Sempre tentamos crescer a nossa comunidade de forma controlada Quando você cresce rapidamente, você afeta os sistemas. Em grande parte de 2020, éramos duas pessoas e chegamos a sete no fim do ano, quando o Clubhouse começou a crescer mais do que esperávamos. No início de 2021, estávamos no hipercrescimento, mas nossa companhia tinha oito ou nove pessoas e tínhamos que desenvolver equipes, infraestrutura e sistemas para escalar a esse nível. Em 2021, trabalhamos o mais rápido que pudemos. Foi um baita ano. 

Qual foi o ponto de virada nesse crescimento? De repente, todos estavam falando sobre o Clubhouse.

Nunca tentamos fazer crescer, somente diminuir (risos). É por isso que tínhamos o modelo de convites. Não estávamos tentando tornar as coisas exclusivas, e sim porque eram apenas nós dois (trabalhando na empresa). Mesmo assim, crescemos porque as pessoas tiveram uma ótima experiência. Crescemos também quando ocorrem eventos incríveis, como quando Oprah Winfrey entrou e derrubou o aplicativo. Outra maneira é quando os criadores chegam, trazendo uma audiência imensa com eles. É pelo boca a boca, que é a maneira saudável.

Mas a exclusividade não ajudou o aplicativo a crescer?

Exclusividade não foi um desejo intencional. Não era para isso que estávamos desenvolvendo o aplicativo. 

Ainda há crescimento, comparado com o início deste ano?

Somos dramaticamente maiores do que no início de 2021. Em termos de métricas, olhamos para quantas novas salas estão sendo criadas, por quanto tempo as pessoas passam no aplicativo ou engajando com a plataforma. Conforme o mundo vai reabrindo, vemos que o app é de grande ajuda no dia a dia, porque mais pessoas vão para o trabalho, ao mercado, à academia. Quando elas fecham o aplicativo no fim do dia, elas se sentem melhores porque estavam aprofundando amizades, encontrando novas pessoas e aprendendo.

Mas o aplicativo não é tão falado quanto antes. Isso não é um problema?

Nunca focamos em criar “hype”, e sim no produto e na comunidade. Eu posso soar bobo, porque nós recebemos muita atenção, mas tudo foi muito orgânico. Nunca houve uma mudança de estratégia.

A percepção de parte das pessoas é a de que o serviço fracassou e que não chegará vivo a 2022…

A empresa tem 18 meses de vida, mas nós olhamos para o longo prazo. Quando você olha para outras redes sociais, elas têm 15 anos de idade, mas, quando você procura pelas notícias feitas nos primeiros anos delas, você nota uma série de coisas similares.

O sr. fica assustado quando vê que Facebook, Twitter e outras plataformas estão criando recursos inspirados no Clubhouse?

Não é surpreendente. Áudio é uma mídia durável e é possível fazer muita coisa com a voz, porque é muito universal. Acredito que competição é algo bom e saudável para o ecossistema. Mas, para nós, é muito importante ser uma companhia de uma única mídia. Plataformas que focam em uma única categoria tendem a ser líderes: no texto, temos o Twitter; em fotos, o Instagram; em vídeo, YouTube e TikTok. Vai ser algo muito similar com o áudio. Somos uma companhia jovem competindo com gigantes de mais de uma década.

O Clubhouse planeja ser adquirido por uma dessas companhias? Há rumores de que o Twitter tentou comprar o aplicativo.

Não comento quaisquer rumores. Estamos focados em criar uma empresa independente.

Quais são os próximos passos?

Monetização é muito importante para nós. Não para que possamos gerar receita para nós, mas para que os nossos criadores possam ganhar dinheiro. Estamos ansiosos para criar assinaturas, pagamentos direto na plataforma, gorjetas e serviços para unir criadores e marcas. E vamos criar mais ferramentas para a comunidade encontrar mais salas e crescer.

Quão importante é o Brasil para a estratégia do Clubhouse?

Como poderia não ser, dado o tamanho do País? O Brasil é a nossa prioridade máxima quando pensamos no Clubhouse internacionalmente. Mas o que mais me deixa ansioso é que, ao contrário do início do ano, agora estamos no Android e com tradução para o português brasileiro. Estamos muito mais equipados para atender à comunidade local.