New York City Ballet Collection

New York City Ballet Collection
Source: zara.com
Published: January 2022

All people in this campaign:

Vanessa Beecroft – Photographer Taylor Mcneill – Fashion Editor/Stylist Joey George – Hair Stylist Yumi Lee – Makeup Artist Naomi Yasuda – Manicurist

Christina Aguilera – Elle Mexico February 2022 Cover

Elle Mexico February 2022 Cover
Published: February 2022

All people in this magazine cover:

Benjo Arwas – Photographer Chris Horan – Fashion Editor/Stylist Jesus Guerrero – Hair Stylist Etienne Ortega – Makeup Artist Christina Aguilera – Entertainer

Spotify deleta mais de 100 episódios do podcast de Joe Rogan após polêmicas

Episódios deletados, entretanto, parecem não ter ligação com polêmica antivacina
EDUARDO PEREIRA

Daniel Ek, CEO do Spotify

Mais de 100 episódios do podcast The Joe Rogan Experience, produção de Joe Rogan envolvida em polêmicas por conta da defesa de posicionamentos antivacina contra a covid-19, foram retirados da plataforma. O sumiço de exatos 113 programas foi notado pela plataforma JREMissing, que identifica automaticamente a retirada de conteúdos do serviço de streaming, e posteriormente confirmado pelo New York Post e pelo Mashable.

Recentemente, Rogan e seu programa motivaram protestos de ícones da música como Neil Young e Joni Mitchell, que exigiram que o Spotify retirasse suas músicas do catálogo caso não deletasse todo o conteúdo do The Joe Rogan Experience. A movimentação vem custando bilhões à plataforma, em valor de mercado, mas a plataforma permaneceu ao lado de Rogan.

Até por isso, o Mashable crava que a retirada desses mais de 100 episódios não parece ligada a essa polêmica específica, visto que o programa de número #1757, com o médico antivacina Dr. Robert Malone, ainda está disponível no Spotify. Foi esse capítulo do podcast de Rogan que, em janeiro, prontificou 270 profissionais de saúde e cientistas a assinarem uma carta aberta denunciando o conteúdo como ameaça à saúde do público.

O site especula que os episódios deletados devam ter relação com outra polêmica envolvendo Rogan: a denúncia feita pela cantora India.Arie contra uso indiscriminado de um termo com implicações racistas pelo apresentador, que é branco, em diversas edições do podcast. Nem o Spotify nem o próprio Joe Rogan ofereceram maiores informações sobre o sumiço dos 113 episódios.

Os programas agora ausentes da plataforma incluem episódios com figuras conservadores americanas, críticos da extrema-direita e teóricos da conspiração, incluindo figuras como Gavin McInnesMichael MaliceAlex Jones e Milo Yiannopoulos. Também estão incluídas na lista edições com comediantes como Rich Vos, Litthe Esther e o empresário Dave Asprey.

ROGAN RESPONDE

Recentemente, Rogan quebrou o silêncio sobre os protestos de Young e Mitchel junto ao Spotify. Ele postou no Instagram um vídeo de mais de 10 minutos em que promete “pesquisar melhor os tópicos” que aborda no seu podcast e “convidar pessoas com opiniões diversas para expressá-las” no programa.

“Eu não tenho a intenção de promover a desinformação, nem de ser controverso. Nunca tentei fazer nada com este podcast além de me sentar junto com as pessoas e ter conversas interessantes com elas. Tentarei o meu melhor para balancear os pontos de vista mais polêmicos de alguns convidados com as perspectivas de outras pessoas, para que possamos, talvez, encontrar uma opinião melhor“, disse ele.

Durante a pandemia, Rogan (cujo podcast é ouvido por uma média de 10 milhões de usuários a cada episódio) foi criticado por desencorajar seus ouvintes mais jovens a tomarem a vacina contra a covid-19, e também por promover o uso da invermectina, remédio comprovadamente ineficaz contra a doença.

A revolta contra o podcaster eclodiu recentemente, quando artistas como Young e Mitchell anunciaram que retirariam as suas músicas do Spotify por causa da insistência da plataforma em manter o conteúdo de Rogan no ar.

Pacificador | Chukwudi Iwuji comenta segredos de Murn na série da DC

Ator revelou quando ficou sabendo da grande reviravolta sobre seu personagem
EDUARDO PEREIRA

Warner Bros./Divulgação

[O texto abaixo traz spoilers da primeira temporada de Pacificador]

O ator nigeriano Chukwudi Iwuji, que vive o mercenário Clemson Murn em Pacificador, falou ao TV Insider como descobriu a grande reviravolta sobre seu personagem. Líder da equipe que alista o personagem-título, Murn é na realidade um dos alienígenas que o protagonista é encarregado de enfrentar: uma borboleta. Ele, entretanto, é um membro dissidente dessa raça invasora. Ao menos, é isso que parece até o sexto episódio da produção.

“Eu soube desde o início”, disse Iwuji. “Um dos luxos de trabalhar na TV com James Gunn é que ele te dá todos os episódios antes de gravar. Em conversas bem iniciais com James e Peter Safran, um dos produtores, essa foi parte da minha atração pelo papel de Murn: essa enorme, incrível revelação. Ele tem esse segredo”.

Sobre os colegas de elenco, o ator afirmou que também não houve muita surpresa envolvida nos bastidores da série. “Eles sabiam desde o início. Todos receberam os roteiros, então todos sabiam, sim. Mas nós todos estamos unidos na ideia de atuar como as coisas acontecesses. Todos compramos essa ideia, ao invés de fazer tudo perfeitamente, era tudo sobre a cena e esquecer daquilo até termos de lidar com isso. Sou muito consciente de nunca atuar segundo o arco do personagem, esse luxo de saber o que acontece e atuar em tempo-real para o público”.

Pacificador conta com Gunn no roteiro de todos os episódios. Ele também dirige alguns capítulos, ao lado de nomes como Jody HillBrad Anderson e Rosemary Rodriguez.

O elenco inclui, além do protagonista John Cena, com Danielle Brooks (Orange is the New Black) e Robert Patrick (O Exterminador do Futuro 2). Pacificador lança episódios semanalmente na HBO Max.

Saiba por que jovens de ‘Euphoria’ ouvem Sinead O’Connor, Tupac e Selena

De grandes sucessos ao underground, série da HBO não se preocupa com o real
JOE COSCARELLI

Zendaya – ‘Euphoria’ Divulgação/HBO

THE NEW YORK TIMES – Em uma festa de aniversário de um aluno de segundo grau, a mãe embriagada do aniversariante não parece disposta a impor qualquer restrição aos adolescentes convidados desde que eles sejam discretos. A trilha sonora é “This Is How We Do It”, de Montell Jordan, uma relíquia indelével da década de 1990. “Amo essa música!”, a mãe diz com um gritinho e acrescenta um palavrão.

Ao mesmo tempo, três adolescentes circulam em um carro sambado à procura de algum lugar onde possam roubar bebidas. “Trademark USA”, do rapper Baby Keem, um astro em ascensão, explode dos alto-falantes.

Não muito mais tarde, um pai problemático estuda o cardápio da jukebox de um bar gay à procura de “Kick”, do INXS, mas em lugar disso encontra “The Pinkprint”, de Nicki Minaj. Ele termina por escolher a devastadora balada “Drink Before the War” (1987), de Sinead O’Connor, para dançar sozinho. Na festa de aniversário, uma menina bêbada usando um maiô está passando por uma crise e canta a mesma música, lançada muito antes de ela nascer.

Para alguns programas de TV, isso seria um episódio inteiro de grandes momentos musicais. Mas para “Euphoria”, uma alucinação maximalista sobre a vida de um grupo atual de alunos de segundo grau, cuja segunda temporada está em cartaz na HBO, todas essas referências musicais, cuidadosamente calibradas, cobrem apenas um bloco do episódio e, como a série mesmo, buscam ressonância emocional mais do que precisão cronológica superficial.

Muitas vezes atulhando cada episódio de 60 minutos com mais de 20 faixas musicais –do underground a sucessos instantaneamente reconhecíveis, da década de 1950 aos anos 2020—, a série não enfatiza tanto as transições e em lugar disso prefere compor uma seleção de estímulos visuais e aurais ao estilo do TikTok, que saltam entre gêneros, eras e climas.

Além de O’Connor e Keem, um dos últimos episódios trouxe uma metamontagem de alusões de cultura pop ao som de “I’ll Be Here in the Morning”, de Townes Van Zandt, e a estreia de uma nova canção de Lana Del Rey, além de uma apresentação ao vivo de Labrinth, o cantor e produtor responsável pela música original da série, interpretando um neogospel.

Uma trilha sucinta e elegante nunca foi o objetivo da série. “Não estávamos interessados em seguir essas regras”, disse Julio Perez 4º, o principal editor de “Euphoria”, que recorda discutir a criação de “uma galáxia sonora própria” com o criador, roteirista e diretor do programa, Sam Levinson. “Estávamos interessados em muita música –música demais, para alguns. A série, em certo sentido, seria um musical”.

Uma colagem de flashbacks, sonhos diurnos, pesadelos e sequências musicais ritmadas que poderiam ser parte de um vídeo pop, “Euphoria” usa a interação entre sua trilha sonora eclética e as composições de Labrinth para criar “uma fantasia selvagem que combina um naturalismo bruto e hiper-realismo”, disse Perez.

Jen Malone, a supervisora musical da série, também comandou a música das séries “Atlanta” e “Yellowjackets”, nas quais um senso rigoroso de lugar e de época orientava as escolhas. Já em “Euphoria”, essas limitações não existem.

“Se funciona, funciona”, ela disse em entrevista, descrevendo o espírito criativo da série e apontando que Levinson ouve música enquanto escreve e frequentemente inclui suas escolhas musicais nos roteiros. “A biblioteca de música que ele tem no cérebro é infinita”.

Ela e sua equipe são encarregados, mais tarde, de fazer da visão de Levinson uma realidade, oferecendo sugestões, buscando liberação de direitos dos detentores da propriedade intelectual sobre as músicas e cobrindo qualquer lacuna que o criador da série possa ter deixado.

Na segunda temporada de “Euphoria”, prólogos para cada episódio que contam as histórias pregressas dos personagens funcionam como curta-metragens autônomos com tons e enquadramentos cronológicos distintos. Um deles salta de uma cover de Elvis Presley a Bo Diddley, Harry Nilsson, Curtis Mayfield e Isaac Hayes, e outro empilha faixas do INXS, Depeche Mode, Roxette, Erasure, Echo & the Bunnymen, The Cult, Lenny Kravitz e Dan Hartman, tudo isso no espaço de 15 minutos. “A quantidade de música que temos nessa série é completamente insana”, disse Malone.

O que complica ainda mais as coisas é que “Euphoria” gira em torno de imagens cruas de transgressão –luxúria, abuso de substâncias e violência, especialmente– e as cenas precisam ser descritas em detalhe durante o processo de aprovação musical. “Temos de frasear certas coisas com inteligência, mas às vezes não há como contornar”, disse Malone.

A sequência que envolve uma cover de Elvis, na abertura desta temporada, trazia nudez, drogas, armas e sangue– “todos os sinais de alerta que você poderia imaginar”—, e levou a algumas recusas antes que os produtores decidissem usar a cover de Billy Sway para “Don’t Be Cruel”, depois de apelos à editora musical que controla os direitos da canção e ao espólio de Presley.

Para conseguir o uso de “Drink Before the War”, de O’Connor, a equipe de “Euphoria” teve de confirmar que a canção não seria usada para cenas de violência sexual, “porque acho que ela conhecia a série”.

Mas gravadoras e artistas apreciam o interesse que a colocação de uma faixa em “Euphoria” pode despertar, quer para uma cantora emergente como Laura Les, cuja canção “Haunted” estava na trilha de um episódio recente, quer para um artista estabelecido como Tupac Shakur, cuja cáustica “Hit ‘Em Up”, de 1996, é acompanhada por um rap de um adolescente viciado em drogas na série. Faixas de Gerry Rafferty e do Steely Dan que fizeram parte da trilha de “Euphoria” começaram até a aparecer no TikTok.

Determinar se os personagens da série ouviriam ou não a música da trilha é um assunto que já gerou bastante debate e muito sarcasmo. (“O gosto dos adolescentes de ‘Euphoria’ para rap é ridículo”, decretou o Pitchfork.) Mas, como no caso do guarda-roupa elegante da série, a verossimilhança não importa.

“O realismo é secundário”, disse Perez, o editor. “Há um certo romantismo na abordagem” com “as novas complicações psicológicas dos mundos interiores” dos personagens assumindo a precedência.

A escolha de uma canção pode sinalizar alguma coisa, por exemplo no momento em que “Como La Flor”, de Selena, toca ao fundo em uma cena que destaca um personagem cuja ascendência mexicana é mencionada, mas não discutida. Ou pode ser que a faixa simplesmente soe bem.

Na era das playlists, “a garotada antenada gosta de muita coisa”, disse Labrinth, que espelha o alcance da série em suas composições originais “ilimitadas” para a trilha, combinando hip-hop, rock, funk e sons eletrônicos. Ele comparou Levinson a um DJ que busca raridades e pode referenciar uma banda punk da década de 1980 e um compositor italiano obscuro no mesmo set.

Para quem ainda não está ligado, “Euphoria” também pode funcionar como um motor de recomendações culturais para uma nova geração como mostram suas constantes menções a filmes de Martin Scorsese e Quentin Tarantino.

“Sabendo que nossa audiência é claramente a Geração Z, é quase como se estivéssemos dizendo ‘ei, pessoal, ouçam isso’”, disse Malone, apontando que uma cena de festa em que faixas de Juvenile e DMX são tocadas também inclui música de artistas mais recentes e pouco conhecidos, como Blaq Tuxedo e G.L.A.M.

“Ah, você gosta dessas coisas que estão tocando agora? Experimente isso!”, ela acrescentou. “Estamos dando a eles aquele ‘mixtape’ que ganhei quando estava no segundo grau”.

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci

Reese Witherspoon e a filha, Ava, impressionam fãs com semelhança

“Eu vejo duas Reeses” e “É como ver você no início da carreira e agora” são exemplos de mensagens que os seguidores, estupefatos com mãe e filha, deixaram no Instagram

Ava e Reese Witherspoon parecem irmãs, mas são mãe e filha (Foto: Reprodução / Instagram)

Reese Witherspoon impressionou os fãs mais uma vez com as semelhanças com a filha, Ava, fruto do seu casamento com Ryan Phillippe. No Instagram, as duas posaram brindando o fim de janeiro, tomando uma champagne.

Nos comentários, os fãs estupefatos com as semelhanças entre mãe e filha, de 45 e 22 anos, respectivamente, deixaram recados divertidos. “Eu vejo duas Reeses”, disse um, seguido de outro: “É como ver você no início da carreira e agora”, comentou outro.

Além de Ava, a atriz ainda tem outros dois outros filhos: Deacon, 18 anos, com o ex-marido Ryan Phillippe, e Tennessee James, de 9 anos, com o atual Jim Toth.

Livro ‘As Costureiras de Auschwitz’ traz a história de ateliê para produção de roupas para esposas de militares nazistas

No livro ‘As Costureiras de Auschwitz’, autora mostra peças que eram criadas por costureiras judias em campo de extermínio
Alice Ferraz

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A escritora Lucy Adlington, autora do livro As Costureiras de Auschwitz. Imagem para coluna de Alice Ferraz  Foto: Denise Curran

Após mais de meio século do fim da 2.ª Guerra Mundial (1939-1945) continuam a vir à tona fatos impressionantes sobre os horrores promovidos pelo regime nazista. A história contada no recém-lançado livro da inglesa Lucy Adlington, As Costureiras de Auschwitz, best-seller do New York Times, que acaba de chegar ao Brasil pela Editora Planeta, surpreende ao falar sobre a criação de um ateliê de alta-costura dentro de um campo de extermínio, que produzia de forma primorosa as roupas das esposas do mais alto escalão nazista.

“Para que a história faça algum sentido, precisamos entender a importância das roupas para o movimento nazista que transformavam peças neutras em uma declaração de princípios. Os uniformes e o símbolo da suástica nazista eram a mensagem para se diferenciar, fabricavam divisões e enfatizavam o elemento ‘nós’ da coesão, tirando proveito do poder do pertencimento quando grupos vestem uniformes”, conta a autora, em entrevista de sua casa, no interior do Reino Unido. 

IMPORTÂNCIA ESTRUTURAL. Lucy é uma historiadora e pesquisa a linguagem pelo modo de como nos vestimos nos últimos 200 anos. Ao se deparar com a inacreditável história do ateliê de alta-costura dentro de Auschwitz, se debruçou em uma minuciosa pesquisa para decifrar os acontecimentos e o papel da roupa em um ambiente desumano. “Os uniformes tinham uma importância estrutural, que minimizava as diferenças óbvias entre classes, dando a impressão de igualdade dentro do grupo étnico. Além disso, os homens que o usavam pareciam inebriados por sua própria fantasia de poder psicológico”, completa.

Em total sintonia com seus pares, as mulheres dos oficiais de alta patente da SS também queriam manter seu status, poder e unidade por meio das roupas que usavam. A ideia de um ateliê de alta-costura veio à tona por causa dos desejos da sra. Hedwig Höss, esposa do comandante Rudolf Höss, chefe do campo de extermínio de Auschwitz. Hedwig precisava da melhor mão de obra, no caso, a das costureiras judias, para realizar seus sonhos macabros de imagem de grande dama traduzido em roupas bem construídas e com acabamento impecável.

Costureiras judias talentosíssimas, que estavam na fila das câmaras de gás ou em trabalhos forçados no campo, tinham suas profissões descobertas e eram levadas para esse espaço idealizado por Hedwig onde construíam roupas dos sonhos para as esposas de seus algozes. O estoque de tecidos e acessórios era ilimitado, vindo quase inteiramente das roupas das pilhagens ou de lojas judaicas roubadas. As peças eram reformadas e transformadas pelo ateliê. 

A família Höss morava a poucos metros das chaminés do campo, onde as cinzas com cheiro de corpos se espalhavam diariamente pelo jardim. A casa, chamada por Hedwig de paraíso, era onde compartilhava a vida em família com seus cinco filhos, todos impecavelmente vestidos com roupas criadas pelo ateliê. 

ROUPAS.  A imagem das roupas bem feitas com tecidos nobres trazia a mensagem de uma família alemã ariana ideal e a procedência das peças era conhecida pela dona da casa, que mandava suas costureiras “fazerem compras” semanais nos grandes depósitos que se formavam com os pertences roubados dos mais de 1,3 milhão de judeus escravizados em Auschwitz. 

“A história de união e os laços de profunda amizade, confiança e compaixão entre as costureiras/prisioneiras mostram um poderoso contraste com relação ao dogma nazista de ‘sobrevivência do mais apto’. Instintos naturais de ajuda mútua formaram a realidade daqueles anos”, conclui Lucy, nos brindando com um livro necessário e potente. 

Dior: The Secrets of the Jack kerouac Collection By Kim Jones ! By Loic Prigent

One of the most delirious runway-reveal I have ever witnessed! Filmed in December 2021 in Paris and London! Kim Jones and his team take the time to explain an important collection in his Dior canon, the first where the inspiration is litterature, a movement of litterature, an idea of freedom: On the Road by Jack Kerouac is the starting point. How do you do a coat from a book? How do you express the trance of On The Road in a shoe? We have a Dior Shoe Report! We had fun filming, we had fun editing, I hope you have fun watching!

Uma das revelações de passarela mais delirantes que já presenciei! Filmado em dezembro de 2021 em Paris e Londres! Kim Jones e sua equipe aproveitam para explicar uma importante coleção em seu cânone Dior, a primeira onde a inspiração é a literatura, um movimento da literatura, uma ideia de liberdade: On the Road de Jack Kerouac é o ponto de partida. Como você faz um casaco de um livro? Como você expressa o transe de On The Road em um sapato? Temos um relatório de sapatos Dior! Nós nos divertimos filmando, nos divertimos editando, espero que você se divirta assistindo!

Filmed with Julien Da Costa
Edited by Milan Tintané-Ducharme
Produced by Natacha Morice for DERALF
Post by Rafaele Nix Secondi and Konstantin Maslakov
Contact Deralproduction@gmail.com
Music by Audionetwork!

Vício em games é reconhecido como doença pela OMS; conheça os sinais do distúrbio

Especialistas alertam para consequência dos excessos, mas ressaltam lado positivo dos jogos
Giulia Vidale

O vício em games entrou na CID, classificação de doenças da OMS Foto: Editoria de Arte

SÃO PAULO — Agora é oficial. O chamado distúrbio de games é considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O que sacramentou a decisão foi a publicação no mês passado de uma versão atualizada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, chamada CID-11.Nela, o problema é definido como um padrão de comportamento caracterizado pela perda de controle sobre o tempo de jogo, sobre a prioridade dada aos jogos em relação a outras atividades importantes e a decisão de continuar de frente à tela apesar de consequências negativas.

O diagnóstico é dado quando os prejuízos afetam de forma significativa as áreas pessoais, familiares, sociais, educacionais e ocupacionais ao longo de cerca de 12 meses. A descrição lembra você? Ou alguém muito próximo?

— Esse é um problema que já vem ocorrendo há muito tempo, mas que piorou. Hoje, a quantidade de jovens que passam horas e até dias na frente do videogame aumentou muito— relata o psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).

Ele conta o caso de um paciente que chegava a ficar 55 horas seguidas conectado. Não levantava nem para ir ao banheiro, fazendo as necessidades nas calças. Outras pessoas param de tomar banho, se afastam dos amigos, perdem o emprego ou o total interesse pelo estudo.

Nada é de graça

Uma boa parte do problema está no modelo de negócios das desenvolvedoras de games, setor aquecido por recentes aquisições bilionárias por parte das big techs. Dizem que não precisa pagar para começar a jogar.

Mas quanto mais tempo elas mantêm os clientes engajados, mais conseguem vender “vantagens”. Por isso, analisam constantemente o comportamento dos usuários e testam novas maneiras para evitar que desliguem ou façam outra coisa.

— Os jogos de hoje não têm mais game-over nempause. Se a pessoa sai,ela desassiste seu time. Isso pode gerar medo de retaliação e o famoso F.O.M.O. [sigla para a expressão em inglês fear of missing out, ou medo de ficar de fora]. O tempo de vida roubado é terrível— diz Nabuco, da USP.

Muita calma nessa hora

Como sempre acontece quando se descreve casos extremos, é necessário cautela para não cair em graves generalizações. Os games também podem ser benéficos. Representam uma oportunidade de dar uma relaxada depois de um dia de muito trabalho ou estudo. Permitem entrar numa realidade diferente e divertida. Também está comprovado que podem ajudar em casos de ansiedade.

A maioria dos jogadores, obviamente, não leva vidas disfuncionais. Estudo publicado no Jornal de Psiquiatria da Austrália e Nova Zelândia no ano passado estima que cerca de 2% da população mundial sofre do transtorno. Mais pesquisas são necessárias para que se tenha uma ideia melhor.

Mesmo que seja uma percentagem mínima que sofra de distúrbio de games, o problema é que, ainda assim, é muita gente. Se o cálculo australiano estiver certo, há 154 milhões de viciados no mundo.

A Entertainment Software Association, associação comercial da indústria de videogames nos Estados Unidos, estima que haja cerca de 2,6 bilhões de players em todos os continentes. Segundo estimativa da Game Brasil, consultoria especializada no mercado digital, 7 em cada 10 brasileiros afirmam que jogam.

Estado x família

No ano passado, a China, que é o maior mercado de videogames do mundo, introduziu novas regras para a quantidade de tempo que crianças e adolescentes podem jogar. São três horas por semana, limitado a uma hora por dia, das 20h às 21h e apenas às sextas-feiras, fins de semana e feriados.

No Ocidente, não há notícia de medida tão drástica. As tentativas de coibir os exageros se dão dentro de casa. Nabuco recomenda o engajamento parental. Isso inclui, além de regular e limitar o tempo gasto no videogame, deixar o computador ou o console no ambiente comunitário da casa para que haja supervisão. Checar esporadicamente que tipo de jogo a criança está jogando, sentar ao lado dela para entender como o jogo funciona e, principalmente, tentar engajá-las em atividades off-line.

Quem está vulnerável

O perfil de quem sofre de dependência em jogos eletrônicos costuma ser de pessoas do sexo masculino e de classe média. Normalmente, o uso abusivo começa na pré-adolescência ou adolescência.

Pessoas que apresentam doenças mentais prévias, como depressão, têm mais chances de desenvolver o transtorno. O mesmo vale para quem já enfrenta problemas familiares e baixa autoestima, já que, enquanto jogam, elas se sentem parte de alguma coisa que não têm na vida real e ainda se beneficiam do bem-estar provocado pela liberação de dopamina no cérebro.

Ajuda para viciados

O tratamento para o transtorno de jogos eletrônicos é similar ao de outros vícios: psicoterapia e, em alguns casos, medicamentos. A ideia por trás da designação da OMS não é estigmatizar nem proibir os games. Ela procura justamente contribuir para a ampliação do números de diagnósticos e do maior acesso aos diferentes tipos de ajuda, já que as seguradoras de saúde serão pressionadas a pagar pelo tratamento, pois agora passa a ser reconhecido como uma condição médica.

Mas, de novo: há uma grande diferença entre ser um jogador entusiasmado e ser um viciado. A preocupação exagerada de pais sobre os efeitos dos games nos filhos ainda não foi reconhecida pela OMS como transtorno obsessivo. Ainda não.