Mel Lisboa e Seu Jorge estrelam podcast ficcional inspirado em problemas atuais

“Paciente 63″chega à segunda temporada com viagens no tempo para evitar o fim do mundo provocado por uma pandemia
Eduardo Vanini

Mel Lisboa e Seu Jorge são os protagonistas do podcast “Paciente 63” Foto: Divulgação/Pedro Dimitrow

Se no samba “E o mundo não se acabou”, de Assis Valente, o eu-lírico usa o fim dos tempos como pretexto para dançar em traje de maiô, no podcast original Spotify “Paciente 63” não há tempo para frivolidades. Com a segunda temporada no ar, a ficção do chileno Julio Roja prevê um extermínio gradual da Humanidade. Embora os heróis interpretados por Mel Lisboa e Seu Jorge viajem no tempo, ambos precisam agir rápido para evitar que a tragédia se concretize em 2062. Detalhe: nada disso tem a ver com um cometa fumegante em direção à Terra. O planeta será arrasado por uma… pandemia.

“Isso faz com que o ouvinte fique intrigado com a história, porque dialoga com a nossa realidade”, observa Mel, sobre o roteiro que mistura teorias da conspiração e fatos concretos dos últimos anos. “Baseado numa lógica de eventos, o autor prevê um cenário muito ruim de que, no futuro, não há buscador nem registros”, completa Seu Jorge. “Tudo o que se pesquisou e foi salvo na ‘nuvem’ se perdeu.”

Dupla de atores durante as gravações dos episódios Foto: Divulgação/Bruno Poletti
Dupla de atores durante as gravações dos episódios Foto: Divulgação/Bruno Poletti

Na primeira temporada, Pedro (Seu Jorge) vem do futuro para revelar à psiquiatra Elisa (Mel) o que ela pode fazer para evitar o início da pandemia do vírus pégaso. Na nova sequência, é ela quem surge num tempo passado e, mais uma vez, cruza com o personagem de Seu Jorge, que parece não conhecê-la. Com toda a complexidade que uma viagem no tempo possa envolver, o ator afirma que o maior desafio foi marcar a diferença dos personagens separados pelos anos a partir da fala. “Foi brabo, porque tenho um registro de voz que muita gente reconhece. Estamos tão acostumados a usar outros elementos e, nesse caso, temos apenas a voz.”

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