Upcycling: Produtora Tatiana Horácio se reinventa e cria marca de roupas feitas com tecidos reutilizados

Moradora da Barra da Tijuca, Tatiana Horácio começou a empreender após se ver sem oportunidades de trabalho no auge da pandemia; ela busca parceiros para abrir o próprio ateliê
Madson Gama

Roupa nova: Tatiana cria blusas e vestidos com sobras de tecidos fornecidas por costureiras Foto: divulgação

RIO — Produtora executiva de shows e gravações, Tatiana Horácio, de 47 anos, sentiu o baque que a pandemia causou no setor de entretenimento logo no início de 2020. Diante da falta de oportunidades na área, resolveu empreender, resgatando o seu antigo desejo de confeccionar roupas a partir do reaproveitamento de tecidos. Criou, então, a Amélie Patch Wear e, só depois, descobriu que a proposta da marca tinha nome e era uma tendência: upcycling (reutilização).

A marca começou com vestidos, mas hoje já produz camisas sociais e outras peças masculinas Foto: Divulgação
A marca começou com vestidos, mas hoje já produz camisas sociais e outras peças masculinas Foto: Divulgação

— Sempre gostei de roupas personalizadas. Uma vez fui a uma costureira para encomendar uma peça para mim, e ela me mostrou um saco cheio de sobra de tecidos. Foi quando pensei que eu não precisaria comprar panos novos e que as roupas poderiam ser feitas a partir desse material. O resultado é um modelo exclusivo, porque eu não consigo reproduzir outra idêntica com a matéria-prima que eu uso, além da nossa contribuição para a redução do absurdo de lixo gerado hoje pela humanidade — comemora a empreendedora, moradora da Barra da Tijuca.

A marca começou produzindo apenas vestidos. Hoje, no entanto, atende a todos os públicos, com calças, bermudas, blusas e camisas sociais. Os tamanhos também são variados, a depender da quantidade de retalhos à disposição. Com vendas apenas pelo Instagram @amelie.patchwear e pelo site ameliepatchwear.com, Tatiana diz que busca parcerias para abrir um ateliê:

— Percebi que eu devo ter um espaço com minha costureira ao lado, para que ela possa ajustar as peças de acordo com a necessidade do cliente. E seria legal ter um investidor que cobrisse o aluguel ou mesmo alguém que tenha um lugar para nos ceder para que pudéssemos trabalhar. Em troca, ele receberia um percentual das vendas.

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