How to create modular techno like David Castellani

LA-based, Italian-born techno producer David Castellani is a busy man. As a producer, he spent 2021 delivering a string of EPs of rolling, club-ready techno on his own Noetic label. Across tracks including the electro-tinged Alpha Gamma and the pulsing Electrochemical, he has defined a sound based around hard-hitting percussion and high-energy modular synth jams. We caught up with him in his LA studio to find out how his modular workflow comes together.

O produtor de techno baseado em Los Angeles e nascido na Itália, David Castellani, é um homem ocupado. Como produtor, ele passou 2021 entregando uma série de EPs de techno em seu próprio selo Noetic. Em faixas, incluindo o Alpha Gamma com toques eletrônicos e o pulsante Electrochemical, ele definiu um som baseado em percussão contundente e jams de sintetizador modulares de alta energia. Nós conversamos com ele em seu estúdio em Los Angeles para descobrir como seu fluxo de trabalho modular funciona.

Selma Blair obtém ordem de restrição contra ex-namorado após agressão

Atriz, que sofre de esclerose múltipla, estava se sentindo mal

A atriz convive diariamente com os efeitos da doença autoimune que descobriu ter em 2018. Foto: Magdalena Wosinska/The New York Times

A atriz americana Selma Blair, 49, conseguiu uma ordem de restrição contra seu ex-namorado, Ron Carlson, segundo o site TMZ. A decisão da Justiça veio duas semanas após ele ser preso por crime de violência doméstica com lesão corporal contra a artista, que sofre de esclerose múltipla.

Documentos obtidos pelo TMZ mostram que Carlson foi à casa de Blair para deixar uma televisão, no dia 22 de fevereiro. Ela contou à polícia que avisou o ex-namorado que havia sido medicada o dia todo devido à esclerose e estava se sentindo mal, mas ele começou a ofender a atriz.

“Você estragou tudo, você não pode fazer nada, você não pode amar ninguém, você é inútil, sua aleijada. Eu não mereço isso, eu consigo algo muito melhor do que você”, gritou Carlson.

Em seguida, Carlson pulou em cima de Blair, que estava deitada no sofá, agarrou-a pelo pescoço e depois a estrangulou balançando a cabeça e os ombros agressivamente, segundo os documentos obtidos pelo TMZ. Para se livrar do agressor, ela colocou os dois dedos na boca do ex-namorado, que ficou com pequenos ferimentos no nariz e testa.

O agressor revidou cobrindo a boca e o rosto da atriz com as mãos. Ela disse que não conseguia respirar e perdeu a consciência. Quando a polícia chegou na casa da artista, o nariz de Blair começou a sangrar e ela perdeu a consciência.

Carlson foi preso por crime de violência doméstica com lesões corporais. A polícia obteve uma ordem de restrição de cinco dias contra ele, proibindo-o de se aproximar de Selma. Advogados da atriz conseguiram que a ordem fosse mudada para restrição.

Em outubro de 2018, a atriz americana Selma Blair revelou que sofre de esclerose múltipla. Ela apareceu em uma foto com o cabelo raspado anunciando que uma parte de seu intenso tratamento chegou ao fim.

A atriz conhecida por seus papéis em filmes como “Legalmente Loira” e “Segundas Intenções” ficou um tempo no hospital. A doença crônica do sistema nervoso central provoca fadiga, dor e problemas de coordenação.

Batman & a Liga da Justiça: Panini voltará a publicar mangá paralisado há 4 anos

Primeira edição será relançada em maio, com volumes restantes sendo lançados posteriormente
EDUARDO PEREIRA

DC Comics/Divulgação

Batman & a Liga da Justiça, mangá da DC que teve sua publicação no Brasil paralisada em 2018, voltará a ser publicado pela Panini. Em live voltada às publicações de comics da editora, foi anunciado que o primeiro volume da história será relançado em maio, com os volumes restantes, ainda inéditos no Brasil, sendo lançados posteriormente.

Publicado no Japão entre 2017 e 2019, Batman & a Liga da Justiça é um mangá de quatro volumes assinado por Shiori Teshirogi que foi publicado no Japão entre 2017 e 2019. A obra foi inicialmente serializada na revista Champion RED, da Akita Shoten.

No relançamento, o mangá continuará no mesmo formato em que foi lançado anteriormente, mas com custo reajustado em R$10, totalizando R$34,90 por edição.

Meta lança recursos para gerenciamento de grupos do Facebook

Meta está voltando a investir pesado nos grupos do Facebook, um dos diferenciais que restaram na rede social em relação a outras plataformas, como o Twitter e até mesmo o Instagram.

Agora, a empresa anunciou a chegada de novas ferramentas para “ajudar administradores de grupos a proteger, gerenciar e aumentar seus grupos”, prometendo mantê-los seguros e saudáveis, reduzir a desinformação e facilitar o gerenciamento e o crescimento deles (e com públicos relevantes).

Recusa automática de grupos do Facebook

Para evitar a disseminação de notícias falsas, o Facebook adicionou a possibilidade de recusar automaticamente publicações identificadas como não verdadeiras por verificadores de fatos de terceiros, o que deverá reduzir a visibilidade e a proliferação de desinformações.

A rede social também está ampliando a funcionalidade “Mudo”, que passa a se chamar “Suspender” e agora permite que os moderadores suspendam temporariamente qualquer membro do grupo — que ficará impedido de postar, comentar, reagir e até de participar de um chat em comunidade.

Assistente do Administrador no Facebook

Para facilitar o gerenciamento dos grupos, os administradores agora poderão usar o Assistente do Administrador para aprovar ou recusar automaticamente solicitações de membros com base em critérios específicos definidos previamente. Além disso, eles ganharão uma página de visão geral para revisar rapidamente detalhes que precisem de atenção.

Código QR para direcionar a grupos no Facebook

Por fim, a Meta está lançando ferramentas para ajudar a melhorar a experiência com o compartilhamento de grupos, como códigos QR que poderão ser baixados/copiados pelos administradores e que levarão os usuários diretamente à página “Sobre” do grupo em questão. [MacMagazine]

CINEMA I Estreias: Agente das Sombras, Belfast, Esse Fim de Semana, Visões do Império, Sword Art Online Progressive, Fabian – O Mundo Está Acabando

‘Belfast’, indicado a sete estatuetas do Oscar, estreia nos cinemas de São Paulo
HENRIQUE ARTUNI

cena de filme
Judi Dench, Jude Hill e Ciaran Hinds em cena de ‘Belfast’, longa autobiográfico de Kenneth Branagh – Divulgação

SÃO PAULO – Quem já viu “O Túmulo dos Vagalumes”, “Cafarnaum” ou “O Império do Sol”, sabe como o ponto de vista das crianças nos ajuda a entender —e a dramatizar ainda mais— o dissabor da guerra. Em “Belfast”, filme que concorre a sete estatuetas no Oscar e foi premiado no Festival de Toronto, o diretor Kenneth Branagh une isso à nostalgia para regressar à cidade de sua infância e retratar o quebra-pau entre católicos e protestantes na atual capital da Irlanda do Norte em 1969.

Em preto e branco, o filme assume a perspectiva do pequeno Buddy, na estreia de Jude Hill, para enxergar o conflito e o impacto no seu entorno familiar. Conhecido por transitar pelas grandes produções de Hollywood com facilidade —caso do recente “Morte no Nilo”—, este trabalho entra para o currículo de Branagh como uma de suas investidas mais pessoais.

Falando em produções estrelares, os Estados Unidos só trazem mais uma nesta semana: “Agente das Sombras” —de resto, os filmes do país seguem abocanhando a maior parte das salas com “Batman”. Aqui, Liam Neeson vive um velho brucutu que, enquanto faz o trabalho sujo para o governo, descobre uma operação secreta e sanguinária que ele quer impedir antes de se aposentar e ser um vovô comum.

De resto, há novos filmes internacionais em cartaz. A começar pelo novo trabalho do cultuado diretor alemão Dominik Graf, talvez em seu trabalho mais ousado, levando a Berlim de 1931 às telonas com “Fabian – O Mundo Está Acabando”. O longa é baseado em um romance e acompanha a jornada de um rapaz que trabalha em publicidade para cigarros e tem uma nova vida ao se apaixonar por uma atriz.

Já “Sword Art Online Progressive – Ária de uma Noite sem Estrelas” representa o crescente mercado do cinema de animação japonês nas salas nacionais, com um filão da cultura pop que conquista brasileiros. O filme é para os otakus gamers e fãs da franquia que rendeu livros e séries.

Falando em outros mundos, “Visões do Império” é um documentário português que explora o imaginário colonial a partir de fotografias pessoais da diretora e registros dos colonizadores desde o século 19 até a Revolução dos Cravos, em 1974.

Por fim, “Esse Fim de Semana”, coprodução de Brasil e Argentina, traz a história de uma mãe que retorna à sua cidade para assinar uma autorização para a filha sair do Paraguai com o pai, mas esse retorno toma rumos inesperados.

Se for ao cinema, lembre-se de usar máscara. A exigência do uso do equipamento deixou de existir em espaços abertos, mas segue normal nos cinemas.

Veja abaixo as estreias da semana.



Agente das Sombras
Se em “Busca Implacável” Liam Neeson era um brucutu pai, aqui ele é um marrento vovô que faz um trabalho sujo para o governo americano. O personagem descobre uma operação secreta que está matando cidadãos por motivos desconhecidos. Para chegar ao cerne da situação e reverter os estragos contra o próprio FBI, ele se alia a uma jornalista, enquanto tenta proteger a sua família.
EUA, 2022. Direção: Mark Williams. Com: Liam Neeson, Aidan Quinn e Taylor John Smith. 14 anos


Belfast
Vira e mexe a perspectiva das crianças nos ajuda a lembrar, no mundo muitas vezes racional além da conta criado pelos adultos, os absurdos da guerra. Pois é isso que Kenneth Branagh faz aqui, com o pequeno Buddy, um garoto de nove anos de uma família protestante, que testemunha o quebra-pau entre aqueles que participam da sua doutrina cristã e os católicos na capital da Irlanda do Norte, enquanto vê os impactos disso no seu círculo familiar.
Reino Unido, 2021. Direção: Kenneth Branagh. Com: Jamie Dornan, Caitríona Balfe, Judie Dench. 14 anos


Esse Fim de Semana
Esta coprodução de Brasil e Argentina mostra uma mãe que volta para o bairro de onde partiu há anos para, oficialmente, assinar um documento que permite que a filha saia do país com o pai. Sorrateiramente, porém, ela quer recuperar algo que lhe pertence, e o reencontro com a menina toma rumos inesperados.
Brasil/Argentina, 2021. Direção: Mara Pescio. Com: Lola Banfi, María Paz Ferreyra, Irina Misisco. 12 anos


Fabian – O Mundo Está Acabando
Baseado em um romance do alemão Erich Kästner, o filme faz um retrato da República de Weimar na Berlim de 1931, às vésperas da ascensão nazista. O novo trabalho de Dominik Graf, com especial apreço por admiradores do cinema alemão, mostra as noites e as paixões de Jakob Fabian, o protagonista que, de dia, trabalha na publicidade de cigarros. O encontro com a atriz Cornelia vai alterar sua visão de mundo e ampliar seu horizonte de amor —ainda que com a incômoda presença de seu chefe.
Alemanha, 2021. Direção: Dominik Graf. Com: Albrecht Schuch, Saskia Rosendahl e Tom Schilling. 16 anos


Sword Art Online Progressive – Ária de uma Noite sem Estrelas
No universo da famosa franquia japonesa, adolescentes são transportados para um jogo de realidade virtual num mundo de fantasia, muitas batalhas e monstros. Mas, mais do que diversão, muitos estão realmente perdendo a vida quando são derrotados durante a brincadeira. O filme se debruça sobre a iniciação de Asuna nesse mundo e sua relação com Kirito.
Japão, 2021. Direção: Ayoko Kôno. Com: Yoshitsugu Matsuoka, Haruka Tomatsu. 12 anos


Visões do Império
A diretora portuguesa Joana Pontes relaciona uma série de fotos de sua infância em Angola com uma viagem ao passado colonial que remete a fotografias do império português do final do século 19 até a Revolução dos Cravos, em 1974, refletindo as ilusões criadas por esses registros.
Portugal, 2021. Direção: Joana Pontes. 12 anos

HOME BODIES – Calvin (Maven Models) & Reatchy (Folio Society)

Calvin and Reatchy photographed by Schaël Marcéus and styled by Keegan Lathe-Leblanc, in exclusive for Fucking Young! Online.

Photography & Video: Schaël Marcéus (Rodeo Production) @schaelmarceus @rodeoproduction
Art Direction & Make-Up: Patrizia Mancini @patrizia.mia
Lighting: Charles Vary @charlesvary
Styling: Keegan Lathe-Leblanc (Folio Artists) @lathe @folioartists
Stylist Assistant: Noah Barichello @noahbarichello
Hair: Imisi Oluwa @gidigyal.ca
Executive Producer: Alice Brassard, Rodeo Production @alice.bchag @rodeoproduction
Models: Calvin (Maven Models) & Reatchy (Folio Society) @calvinlpos @mavenmodels & @reatchy @foliosociety_

Sandra Oh e Jodie Comer dão adeus a ‘Killing Eve’: ‘Emoções contraditórias’

Episódio final da série vai ao ar no segundo trimestre de 2022
ASHLEY SPENCER

Jodie Comer e Sandra Oh em Los Angeles Bethany Mollenkof/The New York Times

THE NEW YORK TIMESSandra Oh, 50, e Jodie Comer, 28, se olharam nos olhos, uma de cada lado de um aquário. Iluminadas pelo brilho azulado da água borbulhante e da luz artificial, as duas mulheres perceberam aos poucos a presença uma da outra, com expressões de incompreensão, hostilidade e abjeto desejo.

Ao longo das três temporadas de “Killing Eve”, as duas atrizes e a equipe de criação trabalharam para deslindar os complexos elos entre as duas personagens, e lá estava o resultado, destilado em um único momento inspirado por “Romeu + Julieta”. E aí um peixe entrou no campo da câmera e estragou a tomada.

“Cara!”, exclamou Oh ainda exasperada, meses mais tarde. O peixe, que aparece no primeiro episódio da quarta e última temporada da série, era um sujeitinho extremamente “difícil”, explicou Comer à repórter, rindo. “Um deles nadou pela tela e simplesmente bloqueou a linha de visão entre nossos olhos”, ela disse. “E eu reclamei: pessoal, não dá para trabalhar com esse peixe”.

As audiências não vão descobrir se a ex-agente do MI6 Eve (Oh) e a assassina internacional Villanelle (Comer) estão destinadas a terminar como Romeu e Julieta antes do episódio final de “Killing Eve”, que vai ao ar no segundo trimestre.

A série foi sucesso de crítica instantâneo ao estrear em 2018. Oh, que também é produtora executiva, foi indicada para três Emmys por sua atuação (e ganhou um Globo de Ouro em 2019.) A nova temporada, como tantos outros projetos, foi postergada por causa das complicações de filmar na era da pandemia.

Fora da tela, a obsessão mútua que as atrizes personificam em “Killing Eve” dá lugar a afeto e respeito. Em uma manhã fria de fevereiro, elas se acomodaram diante de mim a uma mesa no pátio do Peninsula Hotel, interagindo com a facilidade de velhas amigas e a reverência de colegas que testemunharam o melhor desempenho uma da outra.

Comer, que fala com um suave sotaque de Liverpool, rapidamente abandonou a saia que tinha usado para uma sessão de fotos antes de nossa conversa e colocou um par de confortáveis calças de abrigo. Ela continuava usando brincos em forma de punhais.

Oh, criada em Ottawa, no Canadá, estava recostada na cadeira, com uma jaqueta cinza e calças largas, e bebia goles de sua garrafa de água personalizada, marcada para que ela possa acompanhar sua hidratação ao longo do dia. No set, Oh ganhou a reputação de ser uma verdadeira “estação de hidratação”, disse Comer, com múltiplas garrafas e copos por perto a cada instante. Abaixo, trechos editados de nossa conversa.

Qual foi a sua reação ao saber de que maneira “Killing Eve” terminaria?
Comer: Foi um momento de emoções contraditórias. Fiquei meio chocada. A coisa bonita de filmar o final foi que estávamos juntos no set, e isso foi maravilhoso. Mas, para falar a verdade, não sei como me sinto com relação ao final.
Oh: Acho que foi bastante vitorioso. E acho que continuamos sendo fiéis às personagens e uns aos outros.

Quando vocês descobriram o destino de suas personagens?
Oh: Foi uma obra em progresso. Havia certas discussões que tinham acontecido no começo, e aí veio a pandemia, e mudamos algumas coisas. A descoberta aconteceu enquanto estávamos construindo a história. Não posso ser mais específica do que isso.
Sinto completamente que esta temporada, a última da série, é aquela na qual passamos mais tempo juntas. Porque é correto e adequado que as personagens possam…
Comer: Estar naquele espaço uma com a outra.

Vocês acham que foi a hora certa de terminar?
Oh: Foi, porque era isso que estava acontecendo. Muita gente descreve a história como “um jogo de gato e rato”, e eu compreendo essa descrição com relação à primeira temporada. Mas preciso dizer que, se alguém continua a descrever a história assim, não está assistindo à série. É uma descrição simples demais. Para mim, a série explora a psique feminina e a maneira pela qual essas duas personagens precisam uma da outra. Ao escavarmos em busca disso, no contexto de um determinado tipo de thriller, percebemos que era hora de terminar.
Comer: Era uma coisa muito difícil de executar, sabe? Tentar levar as personagens adiante de uma maneira que parecesse verdadeira mas ao mesmo tempo manter todas aquelas peças da série que as pessoas tanto amam. O relacionamento entre elas significa algo muito pessoal para cada pessoa que assiste à série.

E a série não rotula o relacionamento entre Eve e Villanelle.
Comer: Para mim é difícil quando as pessoas perguntam o que é aquele relacionamento. É difícil dar nome a ele.
Oh: Mais e mais, considero esse tipo de pergunta excessivamente restritivo, porque o espaço precisa ser o mais aberto possível. Não vou responder sobre isso. Porque não importa.
Comer: Sandra e eu não conversamos muito [uma com a outra] sobre o que estávamos fazendo antes de chegarmos ao set. Assim, quando chega a hora de contracenar e a sensação é boa, ela é boa. E nós mesmas estávamos constantemente fazendo essas descobertas.
Oh: E essa é uma das melhores coisas que acontecem, quando você faz um filme. Você pode estabelecer determinadas circunstâncias, mas aí surge alguma coisa que não estava no roteiro, e é isso que precisamos acompanhar.

Como foi ter diferentes mulheres servindo como showrunner a cada temporada? [Phoebe Waller-Bridge, seguida por Emerald Fennell, Suzanne Heathcote e Laura Neal.] De que maneira isso influenciou a série como um todo?
Comer: Sem dúvida cada uma traz seus sentimentos e intuições sobe o que acreditam que as personagens deveriam estar fazendo. O que gostei nisso foi a oportunidade de me sentar a uma mesa com todo mundo e realmente discutir e deslindar o que parecia mais real. Estar incluída nessas conversas foi maravilhoso. Antes de “Killing Eve”, minha experiência era a de chegar ao set, dizer meus diálogos, fazer meu trabalho e ir embora.
Oh: Foi um grande caminho de crescimento. Porque é muito desafiador. Se você faz salsichas, sabe que essa é uma maneira desafiadora de fazer salsichas. Mas o que isso estimula é um lugar natural para a fricção, e creio que esse possa ser um lugar realmente criativo.

Havia alguma coisa especial em sua lista do que queriam fazer na última temporada?
Oh: Pude usar uma peruca!
Comer: Pois é! Lembro de ver a foto e dizer, “caramba, Sandra”.
Oh: Pude usar duas perucas! Usar vestido! Fiquei empolgada com a expansão do meu guarda-roupa.
Comer: Havia um fogo que eu achava ter perdido, e que queria trazer de volta porque sabia que estávamos chegando ao fim. Eu queria um pedacinho da velha Villanelle que um dia conhecemos. Ela embarcou em uma jornada para encontrar um compasso moral e sua humanidade, mas o que eu queria era a versão má dela, maior do que nunca.
Oh: Porque é da natureza do escorpião jamais mudar.
Comer: Exatamente.

Isso foi algo que você expressou logo no começo do processo?
Comer
: Eram conversas sempre abertas, do tipo “há alguma coisa que não caiu bem para você ou algo que você desejaria expandir?” Nunca senti que houvesse alguma coisa que eu não devesse dizer.
O que essa série sempre encorajou, especialmente quanto a encontrar Villanelle, foi “tente qualquer coisa. Se parecer tolo, se for exagerado demais se não funcionar, não há problema”. E eu definitivamente aceitei bem essa liberdade.

Tantas das suas falas tinham ênfases inesperadas. Eu sempre fico imaginando se é algo que vocês improvisaram no momento,
Oh
: Sim!
Comer: Muitas vezes eu achava que estava fazendo um voo cego.
Oh: [Risos.]
Comer: É assim que se diz? Será voo cego mesmo?
Oh: É, sim, sim, sim. Voo cego é o correto.

Quando “Killing Eve” estreou, em abril de 2018 o mundo era um lugar diferente. Estávamos na metade da presidência de Trump e a pandemia ainda não tinha chegado. Como vocês acham que a série se adaptou à mudança de panoramas, e o que ela pôde oferecer aos espectadores?
Oh: É uma pergunta complicada, porque não quero dizer o que acho. A série foi lançada logo depois do #MeToo e no comecinho do Time’s Up. Foi um momento extremamente mágico, fortuito. A narrativa estava centrada em mulheres. A maioria do comando de criação era formado por mulheres. Pudemos dar um presente ao mundo, certo? Também era estilisticamente inovadora. Conceitualmente, era um gênero novo. Quanto às outras mudanças, trazidas pela pandemia e pela virada política, a audiência é que deve decidir
Comer: Minha sensação é de que às vezes a série era puro escapismo.

Por exemplo ao permitir que os espetadores vissem a Europa enquanto estavam trancados em casa por causa da pandemia?
Comer: Bem, trapaceamos muito nesta temporada, por causa da Covid.
Oh: Foi péssimo revelar isso, mas é verdade.
Comer: O departamento de arte e os designers de sets tiveram de recriar lugares que visitamos. Todo mundo precisou elevar seu jogo, de maneiras diferentes.

Vocês conseguiram filmar alguma coisa fora do Reino Unido?
Comer: Não.
Oh: O que é triste. Mas é o que é. Gravamos durante a pandemia, blá blá blá.

Como foi o último dia no set?
Oh: 
Só o que podemos dizer é que estávamos todos juntos.
Comer: Muito juntos.
Oh: Para mim, foi muito dolorido, foi sacrificado.

A cena do aquário na estreia da temporada quatro é uma homenagem ao “Romeu + Julieta” de Baz Luhrmann?
Oh:
 Com certeza sim. Pensamos até em fazer a coisa da mão. E não relutamos em usar algumas referências cinematográficas. Como quando Eve está seguindo Hélène (Camille Cottin), e usando aquela peruca loira. Lembro-me de conversar com nossa diretora, Stella Corradi, sobre Faye Wong em “Amores Expressos”. Eu disse que queria me parecer com ela. Adoro a riqueza de trazer esse histórico de imagens e descobrir como podem se enquadrar à nossa história.

Em retrospecto, o que os prêmios conquistados pela série significam para vocês?
Comer: 
Lembro-me de ir ao Globo de Ouro naquele primeiro ano, e de Sandra ganhar, e de todos acharmos que aquilo era maravilhoso. É claro que sempre existe um momento de gratificação, mas o senso de realização vem de fazer o trabalho.
Oh: Os troféus são adoráveis e bacanas. Mas à medida que a sua carreira se aprofunda, a importância deles muda. Nós fizemos algo juntos. Isso é concreto. Não pode ser tirado de nós. E, acima de tudo, o crescimento, maturidade, expansão, tudo que nos trouxe até aqui, não pode ser tirado de nós. São essas as coisas que têm muito mais significado e ocupam mais espaço.

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci.

UE vai aprovar compra da MGM pela Amazon por US$ 8,5 bi, diz agência

Logo da Amazon em frente ao logo da MGM

A Amazon vai obter aprovação incondicional da União Europeia para a compra do estúdio de cinema norte-americano MGM por US$ 8,5 bilhões (R$ 42,5 bilhões), disseram fontes com conhecimento do assunto. O negócio deve aumentar a rivalidade no mercado de streaming, formado ainda por Netflix e Disney+.

A aquisição da MGM dará à Amazon direitos sobre franquias como James Bond, que arrecadou quase US$ 7 bilhões (R$ 35 bilhões) nas bilheterias em todo o mundo, segundo a MGM.

O estúdio norte-americano também licencia conteúdo para videogames, o que pode beneficiar os esforços de desenvolvimento da Amazon nessa área.

A Comissão Europeia, que deve decidir sobre o acordo até 15 de março, não se manifestou.

A Amazon disse que “a conclusão da transação está sujeita a aprovações regulatórias e outras condições habituais de fechamento, e estamos trabalhando com os reguladores para responder às solicitações”.

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) está se aproximando do prazo de meados de março para decidir sobre o acordo, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.

[Reuters]

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